SECÇÃO 8 – MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO

 

MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO

SECÇÃO 8

8.1 BOMBAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO
8.1.1 – Geral

O navio dispõem de um sistema de combate a incêndio pressurizado que garante o fornecimento de água do mar a qualquer ponto do navio em que se possa originar um incêndio.

A aspiração da água do mar é feita por uma bomba de acionamento elétrico na casa das máquinas. O sistema ainda possui duas bombas de emergência situada no compartimento da máquina do leme, também com acionamento elétrico. Quando o navio se encontra atracado e em caso de emergência, a rede pode ser conectada com redes de terra por intermédio de duas conexão internacional de terra, uma na coberta 4 junto ao bar em BB e outra na proa em (EB).

8.2 – BOMBAS DOS SISTEMAS DE COMBATE INCÊNDIO, LASTRO E SENTINA

DESIGNAÇÃO
DA BOMBA
Localização Tipo Marca e Modelo Capacidade DIN IN
& OUT
ESTADO
1 BOMBA DE INCÊNDIO, LASTRO
E SENTINA
Casa de máquina, bombordo avante Centrifuga vertical ABB Motor 35m3/h – 60m auto escorvante Fora serviço
2 BOMBA
DE ESGOTO
Casa de máquina, a ré do quadro elétrico principal Volumétrica de Pistão EURECA 25m3/h – 20m Desinstalado do navio
3 BOMBA INCÊNDIO EMERGÊNCIA C. LEME estibordo Centrifuga vertical EURECA 46m3/ – 60m auto escorvante Fora Serviço
4 BOMBA INCÊNDIO C. LEME bombordo à vante Centrifuga vertical ITNR 140m3/h – 60m auto escorvante Fora Serviço
5 BOMBA INCÊNDIO
(1)
Casa de máquina, bombordo avante Centrifuga vertical STK 46m3/h 60m auto escorvante Operacional
6 BOMBA INCÊNDIO
(2)
Casa de máquina, bombordo avante Centrifuga vertical STK 46m3/h 60m auto escorvante Desinstalado do navio
7 BOMBA SENTINA C. LEME Bombordo a ré Centrifuga vertical ITNR 140m3/h 10m auto escorvante Fora Serviço

8.2.1 – Inspecções e manutenção

Mensalmente deverão ser feitas inspecções às bombas do serviço de incêndio para nos certificarmos que se encontram em boas condições de funcionamento.

Essas inspecções compreenderão:

arranque das bombas dos diversos locais de onde é possível fazê-lo;

verificação de que as válvulas de aspiração ao fundo e compressão da bomba de emergência estão abertas;

verificação da existência de instruções de arranque da bomba de emergência, junto da mesma.

Para a realização destas inspecções de rotina e conservação será utilizado o Sistema de Manutenção Planeada existente na plataforma online do sistema ISM da NACV.


FICHA DE INSPEÇÃO ÁS BOMBAS DE INCÊNDIO
existente na Seção 12.3 (ANEXO – FICHAS DE INSPEÇÃO) deste Manual.


    • SAÍDA EMERGÊNCIA
    • DESENHO
    • INSPEÇÃO ÁS BOMBAS DE INCÊNDIO

8.3. – MANGUEIRAS, AGULHETAS E BOCAS-DE-INCÊNDIO
8.3.1 – Geral

As mangueiras, agulhetas e bocas-de-incêndio existentes a bordo terão de estar de acordo com o que consta no Plano de Segurança do navio.

Tanto as mangueiras como as agulhetas estão guardadas dentro de caixas (caixas do serviço de incêndio) numeradas, que se encontram colocadas junto às bocas do serviço de incêndio. Dentro de cada caixa, além de uma mangueira convenientemente dobrada e de uma agulheta, existe também uma chave própria para o aperto das uniões quando da ligação das mangueiras e ou agulhetas.

As ligações mangueira/agulheta, mangueira/boca-de-incêndio são de tipo rápido (união “STORZ”).

Estas agulhetas, têm um dispositivo que permite regular o tipo de fluxo, rodando para a direita ou para a esquerda.

As agulhetas existentes a bordo têm um manípulo com 3 posições:

    • FECHADA
    • SPRAY (PULVERIZAÇÃO)
    • JATO

8.3.2 – Localização

Existem a bordo, 14 mangueiras/agulhetas de 65 mm do serviço de incêndio, localizadas no convés e no exterior dos alojamentos e 2 mangueiras/agulhetas de 45 mm do serviço de incêndio, localizadas na casa das máquinas, e que estão identificadas no Plano de Segurança do Navio.

8.3.3 – Sistema de sprinkler

O sistema automático de borrifamento é uma instalação constituído por uma rede de encanamentos suspensos onde estão ligados chuveiros automáticos (sprinklers) cuja válvula de abertura (ampola) é sensível ao calor.

Em caso de incêndio, só actuam os chuveiros que tiverem sido abertos pela acção da temperatura.

Qualquer sistema de borrifamento automático deverá ser capaz de entrar imediatamente em funcionamento a qualquer momento, não sendo necessária qualquer acção por parte da tripulação para coloca-lá em funcionamento.

Em princípio, o sistema deverá ser do tipo canalização molhada isto é sob pressão de água, porem nos espaços de carga, a canalização deve ser seco, sendo accionado pela tripulação quando se julgar necessário, portanto os chuveiros não possuam válvula de abertura (ampola) sensível ao calor.   

A principal limitação dos sistemas fixos de combate a incêndios com água nos navios, particularmente nos navios ro-ro e ferries, é o perigo de inundação e eventualmente a perda de estabilidade. Por esse motivo é imprescindível que o navio possua um sistema eficiente de drenagem.


8.3.4 – Sistema de canalização molhada

    • Numero de Secções: Três centrais completas localizados no salão de passageiros (proa), no alojamento de proa (gambuza seca) e no alojamento de popa (Compartimento Nº 4).
    • Numero de chuveiros da secção nº1, salão de passageiros e corredor de casas de banho de passageiros: 34
    • Numero de chuveiros da secção nº2 alojamento de popa: 18
    • Numero de chuveiros da secção nº3 alojamento de proa: 16
    • Bomba com caudal de 57,120 mts cúbicos/hora aproximadamente (Compartimento Nº 9).
    • Tanque com capacidade de 2800 lts aproximadamente(Compartimento Nº 9)
    • Válvula de conecção com a linha de contra incêndio (Compartimento Nº 9)
    • Manómetro localizado na ponte de comando
    • Tubaria de 3” e ramificações de ½”.

8.3.5 – Sistema de canalização seca

    • Numero de chuveiros: 52 divididos em três secções da garagem, proa centro e popa.
    • Tubaria de 3” e ramificações de ½”.
    • 03 Válvulas localizados na coberta nº4 em frente do bar BB, que serão aberto consoante a secção a ser alagado


8.3.6 – Utilização
8.3.6.1 – Geral

O uso de mangueiras, agulhetas e bocas-de-incêndio está associado à utilização de água. Esta poderá ser utilizada para o combate a incêndios de vários tipos tendo cada um deles um diferente método de extinção.

8.3.6.2 – Fogos da “Classe A”

São fogos que surgem em materiais fibrosos, madeiras, papel, tecidos, etc. A melhor maneira de extinguir um incêndio desta classe é a aplicação de água sob a forma de pulverização.

As vantagens da aplicação da pulverização em vez do jacto são:

A área coberta pela pulverização é muito maior do que com jacto (as numerosas gotículas de água removerão o calor e arrefecerão a substancia incandescente, abaixo do seu ponto de inflamação, muito mais depressa do que se estivesse a aplicar um jacto);

O leque formado pela cobertura da pulverização protege o atacante do calor da chama permitindo portanto que ele se aproxime mais do foco de incêndio.

O jacto de água será usado somente para combater incêndios em que o uso da pulverização se torna ineficaz quer por o foco não ser atingido (devido à distância) ou por haver necessidade de o desagregar em virtude de se encontrar muito compacto (caso de produtos armazenados uns em cima dos outros)

8.3.6.2 – Fogos da “Classe B”

São fogos que surgem em líquidos combustíveis, os quais como sabemos, em relação à sua flamabilidade, se podem dividir em voláteis e não voláteis.

A água não é recomendada para combater fogos da “Classe B” podendo contudo ser somente utilizada no combate a incêndios em produtos não voláteis em que a temperatura da água está abaixo do ponto de inflamação do produto. Nestes casos será aplicada sob a forma de pulverização e nunca na forma de jacto o qual faria com que o incêndio se espalhasse.

Embora a água não seja utilizada no combate directo a incêndios da “Classe B” é utilizada contudo para o arrefecimento de anteparas, tanques, etc. quando ocorrem incêndios nestes produtos. Um eficiente arrefecimento ajuda a evitar que material combustível adjacente à zona do incêndio seja inflamado bem assim como aconteçam falhas estruturais devidas ao imenso calor que se gera num incêndio.

8.3.6.3 – Fogos da “Classe C”

São fogos que surgem em instalações eléctricas. Nunca serão combatidos com água (devido à água ser boa condutora da electricidade e daí os perigos para o utilizador da mangueira) a não ser que haja a absoluta certeza de que a corrente eléctrica tenha sido desligada.

8.3.6.4 – Fogos da “Classe D”

São fogos que surgem em metais os quais a maior parte das vezes requerem métodos especiais de extinção. Independentemente do método especial que possa a vir a ser usado poderá sempre usar-se água em grandes quantidades.

8.3.6.5 – Manejo de mangueiras/agulhetas

Ao utilizar o conjunto mangueira/agulheta vai-se pretender obter o máximo do rendimento despendendo o menor esforço com o mínimo pessoal.

Este conjunto poderá ser manejado por uma só pessoa ou por mais do que uma dependendo do diâmetro das mangueiras que estão a ser utilizadas.

As mangueiras têm < a 70mm pelo que são manobradas por um só indivíduo. A este caberá a responsabilidade da sua própria proteção e a segurança das pessoas que o acompanham. A sua atenção deve concentrar-se sempre no que está à sua frente ou seja na direção do jacto ou pulverização e nunca no que está atrás de si. Deve ter em mente que um desvio da atenção (pelo rodar da cabeça) normalmente é acompanhado de uma torção do corpo e consequentemente uma mudança da orientação do jacto/pulverização de água que pode abrir “brechas” onde passem as chamas ou o fumo.

O tripulante encarregado de segurar a mangueira/agulheta deve procurar manter uma posição de equilíbrio tendo em atenção as forças originadas pela pressão da mangueira.

CONJUNTO MANGUEIRA AGULHETA MANEJADO POR DUAS PESSOAS

 

8.3.6.5.1 – Posição do corpo

Procurará manter uma posição vertical com uma inclinação para a frente a qual dependerá em maior ou menor grau da pressão que existir na mangueira.

A posição será em pé se estiver a uma certa distância do foco de incêndio, e o mais abaixado possível se estiver próximo (para expor uma menor superfície ao calor que irradia do incêndio). Além disso a posição abaixada aumenta a estabilidade do corpo.

8.3.6.5.2 – Posição dos braços e mãos
O braço do lado da mangueira aperta esta contra o corpo e a axila enquanto que o antebraço corre ao longo da mangueira (por debaixo dela) indo agarrá-la com a mão, junto à união com a agulheta.

A mão do outro braço segura a agulheta no manípulo de controlo de jacto/pulverização.

8.3.6.5.3 – Posição dos pés e pernas
Os pés estarão um à frente e o outro atrás, estando a perna do pé que se encontra à frente um pouco curvada pelo joelho e a outra perna direita e o mais rígida possível.

Para se mover o tripulante não deve levantar os pés do chão para que não perca nunca o contacto com a superfície em que se apoia, mas sim arrastar ou deslizar os pés. Isto tanto se aplica ao andar para a frente como ao recuar.

8.3.6.5.4 – Posição dos pés

Posição da perna que se encontra á frente

8.3.6.5.5 – Métodos de aplicação da água
8.3.6.5.5.1 – Geral

A água pode ser aplicada em forma de jacto ou de pulverização bastando para tal a mudança de posição do manípulo da agulheta de maneira que em cada momento possamos ter o tipo de aplicação mais conveniente para a situação que temos que enfrentar.

Como a bordo água é coisa que nunca nos falta, embora por vezes pareça que uma só mangueira é o suficiente para combater um incêndio, há que ter mais do que uma preparada para em qualquer momento se fazer rapidamente face a uma qualquer eventualidade que surja.

8.3.6.5.5.2 – Água em jacto

A utilização de água em jacto além de nos dotar com uma maior quantidade de água proporciona-nos a possibilidade de um maior alcance quer em altura quer em distância estabelecendo-se portanto um maior afastamento entre o fogo e os seus opositores. Isto permite, com excepção de fogos muito intensos, que os combatentes usem roupas de combate mais leves.

A água em jacto não deve ser dirigida sempre sobre o mesmo local do foco de incêndio pois há o perigo dele se espalhar devido à força da água.

Deve ser lançada com movimentos horizontais e verticais para que se distribua o mais possível sobre o fogo a atacar.

8.3.6.5.5.3 – Água pulverizada

A utilização da água pulverizada proporciona aos combatentes um meio muito eficaz para deter o avanço das chamas ou dos fumos. A partir da agulheta forma-se um cone de água que é utilizado como proteção de quem segura a agulheta permitindo assim que se aproxime um pouco mais das chamas para as combater. Neste caso a água pulverizada deve ser dirigida sempre para a origem do fogo evitando-se os movimentos horizontais ou verticais, como sucedia com a água em jacto, pois tais movimentos podem dar origem a que as chamas ou fumos avancem pondo em perigo a equipa que está a atacar o incêndio.

Aproximação abaixado para melhor proteção

Tripulante começando a aproximar-se

8.4 – Inspecções e manutenção
8.4.1 – Geral

Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.

Para a realização destas inspecções de rotina e conservação serão utilizadas as seguintes fichas:

FICHA DE INSPEÇÃO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO – CAIXAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO – MAR D’CANAL, Seção 3.8 do Manual de Segurança

FICHA DE INSPEçãO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO BOCAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO – MAR D’CANAL, Seção 3.9 do Manual de Segurança

8.4.2 – Caixas do serviço de incêndio

Ao passar vistoria às caixas deve-se ter em conta os seguintes pontos:

Estado de conservação da caixa (fecho, borrachas vedantes suporte da caixa e suportes do material);

Estado da numeração da caixa;

Existência correcta do conteúdo da caixa (mangueira, agulheta e chave de aperto das uniões)

Ao mesmo tempo cada mangueira deverá ser examinada cuidadosamente para verificar que:

Está em boas condições e bem fixa a união à respectiva mangueira;

As juntas de borracha de vedação das uniões existem e estão em boas condições;

Que não existem “quebras” nas mangueiras provenientes dos vincos resultantes da mangueira ser sempre guardada da mesma maneira (para se evitar isto as mangueiras devem ser, periodicamente, enroladas de diferente maneira)

Igualmente as agulhetas serão examinadas cuidadosamente para verificar que:

O manípulo de comutação (fecho/spray/jacto) está a rodar com facilidade (em caso de necessidade serão lubrificados com massa consistente fina ou com vaselina industrial);

As juntas de borracha de vedação das uniões existem e estão em boas condições.

8.4.3 – Bocas do serviço de incêndio

Devem ser verificadas mensalmente para nos certificarmos de que estão a funcionar em perfeitas condições. Nesta verificação os seguintes pontos serão tidos em consideração:

      • Estarem a vedar;
      • Poderem ser abertas com facilidade (válvulas leves);
      • Terem os volantes inteiros;
      • Terem as juntas de borracha de vedação em boas condições.
      • Método de enrolar as mangueiras:

1.   Estendida no convés

2.   Dobrada, começa a enrolar

3.   Enrolada

      • Ataque a um incêndiocom água
      • Posição das duas pernas(tripulante que seguraa agulheta e ataca o fogo)

8.5 – SISTEMA FIXO DE CO2
8.5.1 – Geral

O navio possui 1 sistema fixo de extinção de incêndio por meio de CO2, para a Casa das Máquinas.

SISTEMA DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS NA CASA DAS MÁQUINAS

O sistema é alimentado por bateria de 6 garrafas de CO2 (cada garrafa com 45 kgs de CO2 instaladas na Casa do CO2 Coberta Nº 3.

CASA DA MAQUINA

    • Abrir a caixa de abertura remota 1, o alarme sonoro do CO2 tocará na casa das máquinas
    • Verificar se todo o pessoal saiu da casa das máquinas
    • Antes de iniciar o sistema, fechar todas as aberturas para a casa das máquinas
    • Parar as bombas e fechar as válvulas de combustível
    • Abrir a valvula principal de descarga puxando a haste para baixo
    • Abrir as válvulas das duas garrafas piloto na caixa

O sistema está agora a funcionar e a ventilação irá parar automaticamente

8.5.2 – Inspecções e manutenção

Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.

8.6 – EXTINTORES PORTÁTEIS
8.6.1 – Geral

O seu tipo, número e posicionamento é o que consta no Plano de Segurança do Navio.

8.6.2 – Classificação

Os extintores são equipamentos que permitem projectar, sob o efeito de uma pressão interna, um agente extintor dirigindo-o para o foco de incêndio.

A pressão pode ser fornecida por uma reação química, pela libertação de um gás auxiliar ou pela compressão prévia de um gás.

Para que seja considerado portátil um extintor deverá ser transportado e operado manualmente e o seu peso total não exceder os 23 Kgs.

Os extintores classificam-se segundo o tipo de meio de extinção que contêm. Assim temos os seguintes tipos de extintores, com os respectivos usos,

Água – madeira, papel, têxteis e materiais similares;

Espuma – madeira, papel, têxteis e líquidos inflamáveis;

Pó químico (padrão) – líquidos inflamáveis, equipamento eléctrico e gases inflamáveis

Pó químico (múltiplo ou utilização geral) – madeira, papel, têxteis, líquidos inflamáveis. equipamento eléctrico e gases inflamáveis;

CO2 – líquidos inflamáveis. equipamento eléctrico e gases inflamáveis;

A bordo existem 34 extintores de Pó Químico e 3 Extintores de CO2

(sendo 2 de 3 Kg, 6 de 6 Kg, 18 de 9 Kg, 10 de 12 Kg e 1 de 50 Kg) e 3 extintores de CO2 (1 de 2 Kg e 2 de 5 Kg).

8.6.3 – Validade

Anualmente todos os extintores serão sujeitos a uma vistoria realizada por uma entidade reconhecida pela Sociedade Classificadora, a qual para além da passagem de um certificado comprovativo do trabalho executado etiquetará todos os extintores vistoriados para que rapidamente se possa saber se estão ou não dentro do período de validade.

De 5 em 5 anos, aquando das vistorias anuais, os extintores (com excepção dos de CO2) deverão ser sujeitos a um teste hidráulico. Este valor poderá estender-se até ao 6º ano (a contar da data da sua aquisição) quando se trata da primeira prova.

Nos extintores de CO2 o intervalo entre as provas hidráulicas será de 10 anos. Porém se for necessário carregar um, tendo já passado 5 anos sobre a data do último teste hidráulico, ele deverá ser testado antes de recarregado.

Contudo se o corpo de qualquer extintor apresentar sinais de corrosão significativa, será substituído.

8.6.4 – Inscrições

Todos os extintores deverão trazer sempre impressas, de uma maneira bem visível, as seguintes informações:

Nome do fabricante;

Tipos de fogos em que pode ser utilizado;

Tipo e quantidade do agente de extinção;

Detalhes de aprovação;

Instruções de utilização (de preferência em forma de figuras) e de recarga;

Ano de construção;

Limites de temperatura entre as quais o extintor trabalha em boas condições;

Pressão de teste.

8.6.5 – Utilização
8.6.5.1 – Geral

De acordo com 8.5.4 – Inscrições, todos os extintores terão impressas de uma maneira bem visível as instruções de utilização (preferencialmente em forma de figura)

8.6.5.2 – Extintores de água

Estes extintores conseguem extinguir o fogo através do arrefecimento dos materiais que estão a queimar.

Utilizam-se somente no combate a incêndios da Classe A (madeira, papel, têxteis, plásticos, etc.)

O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas.

Extintor de água com cartucho de pressão

Extintor de água pressurizada

8.6.5.3 – Extintores de espuma

Estes extintores conseguem debelar o fogo pela formação de uma camada de espuma que isola do ar os produtos que estão a arder extinguindo-os por “asfixia”.

Utilizam-se no combate a incêndios da Classe B (gasolinas, óleos, álcoois, tintas, etc.) podendo também ser usados em incêndios da Classe A.

O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas

Extintor de espuma com cartucho de CO2

Extintor de espuma pressurizado

8.6.5.4 – Extintores de pó químico

Estes extintores actuam no incêndio por inibição, interrompendo a reação química e portanto originando a extinção das chamas.

A sua ação é menor quando aplicados em espaços ao ar livre ou zonas com ventilação. O pó químico não é condutor de electricidade, não se deteriora com o tempo, não é corrosivo, não é tóxico e não representa qualquer perigo para a saúde.

Utilizam-se no combate aos incêndios da Classe B e C (gases).

O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas.

Extintor de pó químico com cartuxo de CO2

Extintor de pó químico pressurizado

8.6.5.5 – Extintores de CO2

O anidrido carbónico (CO2) é um gás que se mantém liquefeito a médias pressões. É incombustível, incomburente e tem a propriedade de passar instantaneamente da forma líquida para o estado sólido (neve carbónica) pelo efeito do súbito arrefecimento produzido pela sua expansão (chega a atingir temperaturas de – 79º C. que podem produzir queimaduras, pelo que se deve ter muito cuidado). O gás, projectado sobre o fogo na forma de neve extingue-o por:

Substituição do oxigénio do ar por uma massa de gás inerte, entre a superfície do combustível e as chamas;

Arrefecimento dos vapores combustíveis em virtude da temperatura da neve carbónica ser muito baixa

Depois de uma projeção de CO2 em recintos fechados, os mesmos devem ser imediatamente arejados pois o CO2 além de não alimentar a combustão também não alimenta a vida ou seja, mata.

São os extintores ideais para combater incêndios em equipamentos eléctricos quer devido ao agente extintor não ter qualquer condutibilidade eléctrica quer devido ao facto de não ser corrosivo e não deixar resíduos. Como porém o agente extintor é um gás está um pouco sujeito a ação do vento pelo que a sua ação é menor quando aplicado em espaços ao ar livre ou zonas com ventilação.

Eficaz no combate aos incêndios da Classe B (combustíveis) quando pronta e convenientemente aplicado. Recomendado contra incêndios da Classe C (eléctricos) devido, como atrás se disse não ser condutor, não ser corrosivo nem deixar resíduos.

O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas (alcance efectivo entre 1,3 e 2,5 metros.

8.6.6 – Inspecções e manutenção

Os extintores portáteis serão vistoriados mensalmente a bordo para nos certificarmos de que se encontram em boas condições de conservação e prontos a serem utilizados imediatamente em caso de necessidade.

Ao passar vistoria aos extintores deve-se ter em conta os seguintes pontos:

Estar o extintor no local indicado no Plano de Segurança do navio;

Estar o extintor bem visível, devidamente assinalado e sem nada a obstruí-lo;

Não se encontrar o extintor total ou parcialmente descarregado o que pode ser verificado:

Pelo peso (Verificar o peso do extintor. Se a perda da carga for maior do que 10% deverá ser recarregado)

Pela leitura do manómetro se existir (Se a leitura do manómetro suscitar dúvidas – pensando que está avariado – coloque o extintor dentro de água quente – 55º C. – e verifique se o manómetro move).

Selo quebrado (o que na maior parte das vezes não quererá dizer que está descarregado)

Estar dentro do prazo anual de validade da última vistoria;

O corpo do extintor ter sido sujeito a um teste hidráulico nos últimos 5 ou 10 anos (dependendo do tipo de extintor);

Ter o suporte em boas condições;

As mangueiras, difusores e respectivas uniões estarem em boas condições.

Para a realização das inspecções mensais de manutenção será utilizada a

“FICHA DE INSPEçãO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO EXTINTORES PORTÁTEIS – MAR D’CANAL

”existente na Seção 3.10 do Manual de Segurança.

Extintor de CO2

8.7 – EQUIPAMENTO DE BOMBEIRO
8.7.1 – Geral

O navio possui 2 equipamentos de bombeiro, sendo cada um composto dos seguintes elementos:

  • Na ponte de comando
  • 1 – Fato de alumínio
  • 1 – Cabo de segurança
  • 1 – Machado
  • 1 – Par de luvas de borracha
  • 1 – Capacete com visor
  • 1 – Cinto de segurança
  • 2 – Garrafas de ar comprimido
  • 1 – Aparelho de respiração autónoma
  • 1 – Flash light

 

  • Escada de acessos as cobertas
  • 1 – Fato de alumínio
  • 1 – Pé de cabra
  • 1 – Marreta
  • 1 – Borbuquim e sua respectiva broca
  • 1 – Machado
  • 1 – Filtro para mascara
  • 1 – Par de botas de borracha
  • 1 – Flash Light
  • 1 – Cinto de segurança
  • 1 – Aparelho de respiração autónoma
  • 2 – Pares de luvas
  • 1 – Cabo de segurança
  • 4 – Garrafas de ar comprimido

8.7.2 – Localização

O número e a localização destes equipamentos estão de acordo com o Plano de Segurança do Navio.

Os equipamentos e encontram-se assim distribuídos:

Tipo Peso Localização Modelo Última Inspeção
1 PÓ QUÍMICO 9 KGS Ponte Comando EB Exfaex 05/2022
2 PÓ QUÍMICO 9 KGS Ponte Comando BB Exfaex 05/2022
3 PÓ QUÍMICO 9 KGS Chaminé Falso Exfaex 05/2022
CO2 5 KGS Chaminé Falso Exfaex 05/2022
4 PÓ QUÍMICO 2 KGS Baleeira 1 Exfaex 05/2022
5 PÓ QUÍMICO 2 KGS Baleeira 2 Exfaex 05/2022
6 PÓ QUÍMICO 2 KGS Cafetaria/ Bar Exfaex 05/2022
8 PÓ QUÍMICO 9 KGS Salão Passageiros Proa/EB Exfaex 05/2022
9 PÓ QUÍMICO 9 KGS Salão Passageiros Proa/BB Exfaex 05/2022
10 PÓ QUÍMICO 12 KGS Salão Passageiros Popa/EB POWDER 05/2022
11 PÓ QUÍMICO 9 KGS Salão Passageiros Popa/BB Exfaex 05/2022
12 PÓ QUÍMICO 6KGS Escada acesso salão passageiros – Proa Exfaex 05/2022
13 PÓ QUÍMICO 12 KGS Corredor WC-Popa POWDER 05/2022
14 PÓ QUÍMICO 12 KGS Entrada casa CO2 POWDER 05/2022
15 PÓ QUÍMICO 9 KGS Entrada casa CO2 Exfaex 05/2022
16 PÓ QUÍMICO 9 KGS Casa Máquina
– Proa/EB-Escada
Exfaex 05/2022
17 PÓ QUÍMICO 6 KGS Casa Máquina – Proa/EB Exfaex 05/2022
18 PÓ QUÍMICO 9 KGS Casa Máquina – CT/EB Exfaex 05/2022
19 PÓ QUÍMICO 12 KGS Casa Máquina – CT/BB POWDER 05/2022
20 PÓ QUÍMICO 12 KGS Casa Máquina – CT/BB POWDER 05/2022
CO2 5 KGS Casa Máquina – CT Exfaex
21 PÓ QUÍMICO 9 KGS Casa Máquina – Proa/EB Exfaex 05/2022
22 PÓ QUÍMICO 9 KGS Casa Máquina – Proa/EB Exfaex 05/2022
23 PÓ QUÍMICO 50 KGS Casa Máquina – CT/EB Exfaex 05/2022
24 PÓ QUÍMICO 9 KGS Paiol Sprinkler EB Exfaex 05/2022
CO2 5 KGS Máquina do leme Exfaex 05/2022
25 PÓ QUÍMICO 9 KGS Paiol Máquina Exfaex 05/2022
27 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem PP/BB POWDER 05/2022
28 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem PP/BB POWDER 05/2022
29 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem PP/EB POWDER 05/2022
30 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem PP/EB POWDER 05/2022
31 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem CT/EB POWDER 05/2022
32 PÓ QUÍMICO 12 KGS Garagem CT/EB POWDER 05/2022
33 PÓ QUÍMICO 9 KGS Garagem PR/EB Exfaex 05/2022
34 PÓ QUÍMICO 9 KGS Garagem PR/EB Exfaex 05/2022
35 PÓ QUÍMICO 9 KGS Cozinha Exfaex 05/2022
36 PÓ QUÍMICO 9 KGS Compartimento TK 3
– Entrada cozinha
Exfaex 05/2022
37 PÓ QUÍMICO 9 KGS Compartimento TK4 Exfaex 05/2022
38 PÓ QUÍMICO 9 KGS Compartimento TK4 Exfaex 05/2022
39 PÓ QUÍMICO 9 KGS Alojamento PP
– Corredor Senhoras
Exfaex 05/2022
40 PÓ QUÍMICO 9 KGS Compartimento TK2 Exfaex 05/2022
Coberta 1 Coberta 2 Coberta 3 Coberta 4 Coberta 5
Coberta 1

Estes locais estão devidamente assinalados com simbologia IMO.

8.7.3 – Equipamento
8.7.3.1 – Geral

Todas as peças que compõem o equipamento de bombeiro, para que cumpram com o especificado em 8.6.1 – Geral terão que ser de um modelo aprovado oficialmente e virem acompanhadas do respectivo certificado

8.7.3.2 – Lanterna de segurança
8.7.3.2.1 – Geral

As lanternas de segurança têm as seguintes características:

Utilização – anti deflagrantes

Pilhas – 2 pilhas

Tempo duração – 3 horas

8.7.3.3 – Aparelho de respiração autónoma
8.7.3.3.1 – Geral

Os aparelhos de respiração autónoma existentes a bordo têm uma capacidade mínima de 6 litros, esta è calculada multiplicando o volume da garrafa pela pressão da mesma:

Exemplo:

Garrafa – 6 litros

Nº Garrafas – 5

Pressão – 300 Kg/cm3

5 x 6 x 300 = 9000 litros

Nos aparelhos de respiração autónoma por ar comprimido considera-se que o consumo médio do utilizador é de 40 lts./min.o que equivale ao consumo médio de uma pessoa correndo à velocidade de + / – 7 kms./hora.

A autonomia dos aparelhos è em média de 40 minutos. Contudo se o utilizador estiver a realizar um trabalho que exija maior esforço o consumo será muito superior ao indicado.

8.7.3.3.2 – Descrição

O ar comprimido a alta pressão encontra-se dentro de uma garrafa, montada numa armação metálica segura às correias de suspensão do aparelho (que têm um olhal para a fixação da linha de segurança e se adaptam facilmente a qualquer utilizador), e sai dela através de um tubo flexível, resistente a altas pressões, passando em seguida através de um filtro sintético para a válvula de aspiração na qual o ar apenas passa no período de inspiração e onde é reduzido para uma pressão respirável.

A válvula de aspiração contém um diafragma de longa duração cuja simplicidade elimina a necessidade de ajustamento.

Um manómetro, comunicado através de um tubo de aço inoxidável resistente ao fogo, indica a pressão na garrafa e uma unidade de apito avisa o utilizador quando a pressão chega aos 44 bar (cerca de 10 minutos de utilização).

A máscara é feita em neoprene, com viseira em forma cónica e com fitas de aperto para a fixar bem à face. O visor permite um campo normal de visão e existe um transmissor de voz instalado como parte integrante da máscara.

Uma máscara interior ajusta-se ao nariz e boca reduzindo o espaço de respiração, permitindo assim economia de ar. A máscara interior possui duas válvulas de aspiração que asseguram que o ar que entra para a válvula de aspiração passe previamente pela face interna do visor, mantendo-o limpo.

8.7.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento

Antes de qualquer utilização do aparelho proceda sempre às seguintes verificações:

Verificar se o cilindro está cheio – abra a válvula do cilindro (duas voltas são o suficiente) lentamente e verifique no manómetro se a pressão corresponde à especificada. (Atenção: se a garrafa apresentar uma pressão inferior a 110 bars não a deve utilizar).

Verificar fugas do aparelho – abra lentamente a válvula do cilindro e volte a fechá-la. A leitura do manómetro não deve baixar mais do que 10 bars por minuto.

Verificar a regulação do apito – reduza regularmente a pressão no sistema premindo o botão de purga e verifique se o apito funciona ao atingir os 44 bars.

Colocação do conjunto – colocar o aparelho às costas com as correias desapertadas. Fazer o ajustamento dos suspensórios até que a garrafa esteja em posição, ajustando em seguida o cinto. Em seguida coloque a máscara pendurada ao pescoço e abra lentamente a válvula da garrafa. Coloque agora a máscara na cara colocando em primeiro lugar o queixo e passando as tiras de aperto pela cabeça. Ajuste em seguida a máscara (o queixo deve ficar perfeitamente ajustado à máscara interior) começando pelas tiras inferiores e não apertando demasiado.

Verificar fugas da máscara – feche a válvula da garrafa e continue a respirar normalmente até que se esgote o ar e a máscara seja sugada para o rosto. Quando o manómetro indicar zero suspenda a respiração durante 10 segundos. Qualquer fuga será ouvida ou evidenciada pelo afastamento da máscara da cara. Se for detectada qualquer fuga abrir a válvula da garrafa, reajustar a máscara e repetir o teste.

Reverificação do enchimento da garrafa – finalmente, com a válvula da garrafa completamente aberta verifique se a pressão está dentro dos limites mencionados em 1. Em caso afirmativo o conjunto está pronto a ser utilizado.

8.7.3.3.4 – Instruções para retirar o equipamento

Muito importante: o equipamento não será retirado do utilizador enquanto este se encontrar em zona perigosa.

Para isso proceda da seguinte maneira:

Folgar as fitas de aperto da máscara;

Retirar a máscara;

Fechar a válvula da garrafa;

Desapertar os suspensórios e abrir o cinto;

Tirar o equipamento;

Retirar a garrafa do aparelho e marcá-la VAZIA (para não se confundir com as outras garrafas sobressalentes)

8.7.3.3.5 – Instruções para limpeza e teste do equipamento após uso

Muito importante – Não mergulhar o manómetro nem a válvula de aspiração em água.

Após a utilização do equipamento e antes de o guardar deve proceder às seguintes operações de limpeza e teste:

1. Limpeza da máscara

Retire a válvula de aspiração da máscara. Lave a máscara, em água morna, com sabão (não use detergente). Enxagúe abundantemente em água limpa corrente.

Sacuda para remover a água em excesso e deixe secar à sombra ou afastado de calor directo. Não colocar a máscara com o visor em superfícies em que se possa riscar. (Atenção: se o aparelho for guardado em locais em que a temperatura possa ser inferior a 0º C. a máscara deve ser cuidadosamente seca e polvilhada com pó de talco tomando particular atenção com as válvulas.

Quando a máscara estiver seca polir as faces internas e externa do visor com um pano limpo (o Interior pode ser limpo com um desembaciador)

Voltar a montar a máscara assegurando-se que a válvula de aspiração é apertada com o tubo de fornecimento a passar sobre o ombro direito. As tiras de aperto deverão ficar completamente desapertadas.

2. Limpar o aparelho

Desapertar completamente os suspensórios e o cinto (devem ficar assim quando o aparelho for guardado). Limpar a sujidade com uma trincha macia ou esponja. Verificar se o vidro do manómetro está limpo.

3. Repor uma garrafa cheia

Quando recolocar a garrafa cheia certifique-se que o volante da válvula da garrafa está para o lado direito quando vista por detrás.

4. Deteção de fugas do aparelho

Abrir lentamente a válvula do cilindro e fechá-la novamente. A leitura do manómetro não deverá baixar mais do que 10 bar por minuto. Se a perca de ar exceder esse valor verifique:

Se não existe fuga audível na válvula de aspiração

Teste todas as uniões com sabonária (Aviso – não tente eliminar fugas apertando demasiado as juntas)

Se existe fugas no sistema do apito

5. Verificação da regulação do apito

Reduzir gradualmente a pressão no sistema premindo o botão de purga ou respirando o ar do sistema. A pressão desce lentamente e o apito deverá soar aos 44 bar.

6. Verificação da máscara e de fuga na válvula de expiração

Abra lentamente a válvula da garrafa.

Coloque agora a máscara na cara colocando em primeiro lugar o queixo e passando as tiras de aperto pela cabeça. Ajuste em seguida a máscara (o queixo deve ficar perfeitamente ajustado à máscara interior) começando pelas tiras inferiores e não apertando demasiado.

Feche a válvula da garrafa e continue a respirar normalmente até que se esgote o ar e a máscara seja sugada para o rosto. Quando o manómetro indicar zero suspenda a respiração durante 10 segundos. Qualquer fuga será ouvida ou evidenciada pelo afastamento da máscara da cara. Se for detectada qualquer fuga abrir a válvula da garrafa, reajustar a máscara e repetir o teste.

7. Reverificação do enchimento da garrafa

Finalmente, com a válvula da garrafa completamente aberta verifique se a pressão está dentro dos limites mencionados no Ponto 1 de 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento. Em caso afirmativo o conjunto poderá ser guardado na respectiva caixa estando pronto para ser utilizado a qualquer momento.

8.7.3.3.6 – Manutenção

Se os aparelhos são usados regularmente não será necessário efectuar testes periódicos. Porém se o seu uso não é regular, como normalmente sucede a bordo dos navios, então será necessário a realização dos testes, pelo menos uma vez por mês, indicados em 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento.

A bordo deverá existir um registo das inspecções e verificações efectuadas aos aparelhos de respiração autónoma.

Se em qualquer uma das verificações o aparelho indicar falhas, o mesmo será enviado imediatamente ao representante para reparação.

Anualmente os aparelhos serão inspeccionados por uma entidade reconhecida pela Sociedade Classificadora, a qual procederá às verificações e substituições recomendadas pelos fabricantes e emitirá um certificado comprovativo da inspeção bem assim como um relatório discriminativo dos trabalhos efectuados.

As garrafas de ar comprimido dos aparelhos serão sujeitas a testes hidráulicos de 5 em 5 anos. A data dos testes è gravada na própria garrafa.

8.7.3.3.7 – Procedimentos a serem seguidos pelos utilizadores dos aparelhos de respiração autónoma

Um aparelho de respiração autónoma deve ser utilizado sempre que haja ou se suspeite de haver uma atmosfera irrespirável na qual um tripulante tenha que passar.

Sempre que se tome a decisão de utilizar um aparelho de respiração autónoma será nomeado um Oficial de Controlo que terá a seu cargo a supervisão de todas as operações que envolvam a preparação e a consequente utilização do aparelho.

O tripulante deverá envergar roupa de acordo com o ambiente em que vai trabalhar para ter um certo grau de proteção;

O aparelho de respiração só será envergado depois de ter sido dada a respectiva ordem pelo Oficial de Controlo;

Não será envergado nenhum aparelho de respiração cuja garrafa tenha ar para menos de 20 minutos de duração (contudo o Oficial de Controlo poderá quebrar esta regra quando se destinar a uma reentrada para execução de um trabalho especifico)

O aparelho será envergado e começará a trabalhar enquanto o tripulante permanecer na zona de ar respirável. Só em casos muito excepcionais o fará quando já tiver inalado fumos ou gases tóxicos;

Antes de entrar colocará uma linha de segurança presa ao cinto e procederá às verificações constantes em 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o aparelho;

Durante a estadia com o aparelho de respiração deve o tripulante fazer várias leituras do manómetro para ir tendo a noção do ar que tem para que possa regressar em segurança (é essencial que tenha uma fonte de iluminação para estas verificações pois poderá suceder a visibilidade ser nula ou quase nula);

Sempre que possíveis, os utilizadores de aparelhos de respiração autónoma devem trabalhar em grupo;

Abandone imediatamente o local sempre que:

Ocorrer qualquer emergência;

Começar a ter dificuldade em respirar;

Começar a sentir tonturas ou qualquer outra anomalia.

Soar o apito dos +/ – 44bars

Sempre que um tripulante, utilizando um aparelho de respiração autónoma, seja visto em dificuldades todos os outros devem procurar dar-lhe assistência a qual terá prioridade sobre o trabalho que estão a executar a não ser que isso ponha em perigo outras vidas;

Quando terminar o trabalho o utilizador ao abandonar o local onde esteve deve informar o Oficial de Controlo para que este tome nota da hora a que saiu;

O aparelho só será tirado quando se encontrar em atmosfera respirável procedendo da maneira indicada em 8.6.3.3.4 – Instruções para retirar o equipamento;

8.7.3.3.8 – Sinais

Nos casos em que não é possível usar equipamento de comunicação com os utilizadores dos aparelhos de respiração autónoma será estabelecido um sistema de sinais através da linha de segurança.

Os sinais acordados terão que:

Ser do perfeito conhecimento de todos os intervenientes;

Estarem assinalados na Ficha de Controlo;

Estarem assinalados numa etiqueta que se encontra presa à extremidade da linha de segurança que vai prender ao utilizador do aparelho.

Os sinais normalmente utilizados são:

1 PUXÃO – folgar a linha de segurança

2 PUXÕES – colher a linha de segurança

3 PUXÕES – sair imediatamente

Sempre que os sinais sejam utilizados o recebedor da ordem repetirá o sinal para mostrar que o mesmo foi bem entendido e que vai actuar de acordo

8.7.3.4 – Linha de segurança
8.7.3.4.1 – Geral

Características a que deve obedecer uma linha de segurança:

(“em cada aparelho de respiração autónoma deve existir uma linha de segurança à prova de fogo com comprimento e robustez suficientes….”) as normalmente utilizadas a bordo têm um comprimento de 33 metros e uma carga de rotura de 700 kgs (os navios com maior pontal utilizam linhas com o comprimento de 45 metros).

O “Code of Safe working Practices” do D.O.T. inglês recomenda que as linhas de segurança sejam, de 2 em 2 anos, sujeitas a um teste de carga de aproximadamente 4 a 5 vezes a sua normal carga de trabalho o que equivale a aproximadamente 500 kgs.

Todas as linhas de segurança de bordo devem ter a possibilidade de poderem ser identificadas por um qualquer processo.

As linhas de segurança devem ser mantidas, de preferência, em pequenos tambores para facilitar o seu uso. Os tambores devem ter uma cobertura para evitar o contacto desnecessário com a água, espuma, gorduras, etc.

Para a realização das inspecções mensais de manutenção será utilizada a

“FICHA DE INSPEçãO AOS EQUIPAMENTOS DE BOMBEIRO – MAR D’CANAL”, existente na Seção 3.11 do Manual de Segurança.

8.8  – UNIÃO INTERNACIONAL (DE LIGAÇÃO A TERRA)
8.8.1 – Geral

As uniões internacionais de ligação a terra existentes a bordo são em número igual ao que consta no Plano de Segurança do Navio.

A finalidade destas uniões é poder ligar o sistema de incêndio do navio a um sistema de incêndio de terra ou ligar entre si os dois sistemas de incêndio de dois navios.

8.8.2 – Localização

A sua localização a bordo está de acordo com as indicações referenciadas no Plano de Segurança estando os locais devidamente assinalados com símbolos que respeitam as recomendações IMO.

Existem a bordo 2 Uniões Internacionais e que se encontram situadas nos seguintes locais e em caixa dedicada:

Pavimento do convés 4 junto ao Bar por BB e na proa a EB

As respectivas uniões são compostas cada uma por:

União internacional;

Junta própria para a pressão de 1,0 N/mm2;

4 parafusos de 16 mm e 50 mm de comp.;

8 anilhas

8.8.3 – Inspecções e manutenção

Este equipamento não exige manutenção especial devendo estar sempre pronto para ser utilizado a qualquer momento.

As porcas e parafusos devem estar bem untadas com massa consistente ou vaselina industrial para que não oxidem.

Mensalmente será passada uma inspeção à união existente para verificar que se encontram nos lugares determinados e com todos os componentes.

8.9 SISTEMA DE DETEÇÂO E ALARME DE INCÊNDIO
8.9.1 – Geral

O navio está dotado de um sistema automático de deteção e alarme de incêndio (esen.12 mar).

O sistema é constituído pelos seguintes elementos:

1 unidade de controlo e indicação;

1 botão de Alarme Geral

9 Pontos de Chamada Operados Manualmente

51 detectores, sendo 4 de temperatura e 47 de fumo.

14 Sirenes com silan luminoso

8.9.2 – Unidade de Controlo e Indicação localizada na Ponte
8.9.2.1 – Geral

Esta unidade encontra-se situada no quadro geral atrás das portas corrediças ,es,o atrás da roda do leme (madeira) e de emergencia.

Qualquer sinal de alarme enviado, quer pelos detectores quer pelo botão de alarme activa imediatamente:

Sinal sonoro existente na unidade;

Sinal óptico indicativo de fogo;

Sinal óptico indicativo da localização da zona de incêndio

8.9.3 – Detectores de aumento de temperatura
8.9.3.1 – Funcionamento

A bordo existem 4 detetores de Temperatura. Estes detectores (tipo FDX 551 EM) actuam por aumento rápido de temperatura ou por valor máximo de temperatura, mesmo quando o aumento é lento.

Se a temperatura ambiente no espaço aumenta é alterada a diferença potencial nos termóstatos existentes no detector que actuam como sensores de temperatura. Um circuito electrónico avalia essa mudança e quando o valor definido é atingido o detector envia um sinal de alarme para a unidade de controlo.

Este sinal mantém-se até que seja rearmado para a posição de operação na unidade de controlo da ponte.

Ao mesmo tempo um LED vermelho instalado na base do detector permite uma rápida localização do detector actuado servindo também para teste do detector

Os detectores vêm calibrados de fábrica não sendo possível a bordo a sua regulação.

8.9.3.2 – Localização dos Detectores de Temperatura

A sua localização é a seguinte:

1 na Casa das Máquinas juno ao gerador de BB

          1 na Casa das Máquinas juno ao gerador de EB

1 na Casa das Máquinas junto da MPP de BB

1 na Casa das Máquinas junto da MPP de EB

8.9.4 – Detectores de fumo por ionização
8.9.4.1 – Funcionamento

Existem a bordo 26 de detectores de fumo. Os detectores de fumo respondem aos produtos de combustão, visíveis e invisíveis, e geralmente detectam o fogo antes do aparecimento das chamas.

Quando os produtos de combustão entram no detector o equilíbrio entre as duas câmaras de ionização é alterado. Um circuito electrónico avalia esta variação e envia um sinal de alarme para a unidade de controlo. Este sinal mantém-se até que seja rearmado para a posição de operação na unidade de controlo da ponte.

Ao mesmo tempo um LED vermelho instalado na base do detector ilumina-se continuamente permitindo uma rápida localização do detector actuado servindo também para teste do detector.

Os detectores vêm calibrados de fábrica não sendo possível a bordo a sua regulação.

8.9.4.2 – Localização dos Detetores de fumo

A sua localização é a seguinte:

  • Coberta nº 5       

Escritorio (Ponte) – 1

1 na Ponte

  • Coberta nº 4

1 – no Bar

10 – no salão

1 – Zona de controlo audiovisual

  • Coberta nº 3

9 – no Corredor e WC’s dos passageiros

2 – Escada de acesso aos conveses superior e inferior

1 – Escritorio responavel de Copa

2 – Escada de acesso aos conveses superior e inferior

6 – Corredor e WC’s dos tripulantes

  • Coberta nº 2

2 –  Corredor de acesso a escadas  a vante

1 – Corredor de acesso ao compartimento Nº9

10 – Garagem

  • Coberta Nº1

3 – Compartimento Nº 2

3 – Compartimento Nº 3

3 – Compartimento Nº 4

2 – Compartimento Nº 9     

8.9.5 – Botão de Alarme Geral

O Navio tem um botão de Alarme Geral localizado no quadro de alarme geral atras da porta corrediça mesmo atras a roda do leme (madeira) de emergencia

Este botão tem duas posições, uma manual e outra automática. Ao acionar qualquer destes botões vai originar instantaneamente um sinal de alarme nas várias campainhas e sirenes colocadas no navio.

8.9.6 – Pontos de Chamada Operados Manualmente
8.9.6.1 – Geral

Existem no navio  9 Pontos de Chamada Operados Manualmente que se distribuídos de acordo com o Plano de Segurança que se encontram dentro de pequenas caixas, de cor encarnada, com vidro na parte frontal.

Qualquer um destes botões ao ser accionado “partir o vidro e pressionar” vai originar um sinal de alarme na Unidade de Controlo e de Indicação que se encontra na Ponte de Comando.

  • Fig. 5 – Pontos de Chamada Operados Manualmente

Se passados 2 minutos não for efectuada a aceitação do sinal na unidade de controlo “mute” , inicia-se então o toque das várias campainhas e das sirenes disponíveis no navio.

8.9.6.2 – Localização dos Pontos de Chamada Operados Manualmente

Os Pontos de Chamada Operados Manualmente encontram-se devidamente assinalados com símbolos, de acordo com o Plano de Segurança do Navio.

A sua localização é a seguinte:

  • Coberta nº 4   

1 – Salão de passageiros acesso mais a popa a BB

1 – Salão de passageiros acesso mais a popa a EB

1 – Salão de passageiros a proa acesso a zona de multimedia

  • Coberta nº 3

1 – Acesso ao equipamento de bombeiros e escadas para a coberta Nº 4

1 – Acesso ao corredor de WC popa

1 – Corredor do WC junto a porta de acesso a proa

  • Coberta nº 2

1 – Escada de acesso ao compartimento Nº 9

2 – Corredor a proa de acesso  ao compartimentos inferiores e coberta nº 3

8.9.7 Campainhas e Sirenes de Alarme
8.9.7.1 – Geral

O navio dispões de:

14 sirenes com sinalização acústica e luminosa

    • Fig. 4 – Botões “ALARME GERAL

8.9.7.2 – Loc1alização das Campainhas e Sirenes

  • Coberta nº 5

Ponte de comando

  • Coberta nº 4 

Salão de passageiros acesso mais a popa a BB

Salão de passageiros acesso mais a popa a EB

  • Coberta nº 3

Corredor de acesso a WC popa

Corredor de acesso a WC proa

  • Coberta nº 2

Garagem a popa junto a caixa de ativação do Co2

Garagem a meia nau junto a entrada para o compartimento nº 9

Garagem a proa junto aos extintores

Garagem a proa junto a rampa

  • Coberta nº 1

           Compartimento Nº 2

           Compartimento Nº 3

           Compartimento Nº 4

           Compartimento Nº 9

           Casa das maquinas

8.9.8 – Funcionamento Geral do Sistema

Quando a indicação de um sinal enviado por um detetor de temperatura ou de fumo chega à Unidade de Controlo localizada na Ponte, ou quando um dos Pontos de Chamada operados manualmente ou um dos dois botões do Alarme Geral é ativado na unidade de controlo e faz soar o alarme acústico e visual com indicação da zona onde foi enviado o sinal. Este estado mantém-se durante 2 minutos, após os quais se inicia automaticamente o toque em todas as Campainhas e Sirenes do sistema de incêndio e alarme.

Quando o alarme é aceite premindo a tecla “mute”, a ventilação nos alojamentos é automáticamente desligada.

8.8.10 – Inspecções e manutenção

Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.

Será efetuada uma inspeção a todos os detectores, Pontos de Chamada Operados Manualmente, campainhas e sirenes para verificar se:

Estão de acordo com o Plano de Segurança;

Estão devidamente assinalados;

Se a caixa não está danificada e o vidro se encontra intacto;

e serão testados para verificação de que estão a funcionar correctamente.

A passagem de vistoria ao sistema implicará além das várias vistorias/testes a efectuar na unidade de controlo da ponte:

Baterias de alimentação de emergência carregadas;

Lâmpadas de iluminação dos sinais ópticos todas a funcionarem;

O teste aos vários detectores de incêndio os quais ao serem activados originarão:

O accionamento do alarme sonoro de incêndio situado na unidade de controlo da ponte.

Fig. 1 – Unidade de Controlo e Indicação localizada na Ponte

Fig. 2 – Detetor de Temperatura Fig. 4 – ALARME GERAL
Fig. 3 – Detetor de Fumo Fig. 5 – Pontos de Chamada – Operados Manualmente


INDÍCE

SECÇÃO SECÇÃO
1 ROL DE CHAMADA 2 MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
3 MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS 4 OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
5 SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS) 6 SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS E DE TRANSMISSÃO DE MENSAGENS DE SOCORRO
7  BUSCA E SALVAMENTO 8 MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
9  OUTROS EQUIPAMENTOS 10 HOMEM AO MAR (MANOBRAS DE RESGATE)

  MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO – INÍCIO

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