SECÇÃO 9 – OUTROS EQUIPAMENTOS

OUTROS EQUIPAMENTOS

SECÇÃO 9

 

9.1 – EEBD’S (Emergency Escape Breathing Device)

Equipamento de Respiração de Fuga de Emergência

9.1.1 – Geral

Com a finalidade de dotar o navio com meios de respiração autónoma que serão utilizados unicamente numa situação de emergência para fins de escape encontram-se distribuídos pelo navio, em pontos considerados críticos, 4 aparelhos individual de respiração

9.1.2 – Localização

Os equipamentos de Respiração de Fuga de Emergência estão colocados nos seguintes locais:

2 EEBDs no Tombadilho D – Ponte de Navegação

2 EEBDs na Casa das Máquinas

9.1.3 – Descrição do aparelho

O aparelho é composto por um cilindro de ar comprimido transportado num saco com uma alça o que permite ao utilizador colocar a garrafa nas costas, ou ao peito, ou em qualquer um dos ombros. O fornecimento de ar é controlado através de uma válvula do cilindro e de um sistema de regulação (válvula redutora). Existe montado na válvula do cilindro um manómetro que dá uma constante indicação da pressão do cilindro. Do regulador o ar (que é reduzido para uma pressão entre os 4 e os 9,5 bars) passa para a máscara, via uma mangueira flexível, onde a válvula de aspiração o reduz a uma pressão respirável. Esta válvula está dotada com um botão de purga para que o utilizador possa aumentar o fluxo de ar em caso de avaria da máscara.

9.1.4 – Instruções para utilizar o equipamento

Retirar o equipamento do seu local de arrumação;

Coloque o colete ao pescoço com a garrafa para a frente, conforme indicado na Fig. nº 1;

Retire a máscara da bolsa;

Abrir o selo do pescoço (conforme Fig. nº 2) e colocar o capucho na cabeça ajustando-o de seguida de forma confortável;

Abra a válvula encarnada da garrafa (pelo menos uma volta completa);

Colocar e apertar o cinto à volta da cintura (Fig. nº 3);

Respirar normalmente e abandonar imediatamente a zona (Fig. nº 4);

Não retirar a máscara enquanto não se encontrar numa zona segura, fechando a válvula da garrafa depois de retirar a máscara;

Depois de retirar a máscara expulse todo o ar do sistema carregando no botão de purga;

Verifique a pressão do cilindro e se necessário envie-o para recarregar.

Utilização do equipamento

Figura nº 1 Figura nº 1 Figura nº 1 Figura nº 1

9.1.4.1 – Instruções para limpeza após ter sido envergado mas não utilizado

Examinar o aparelho para detectar qualquer sinal de avaria;

Certificar-se que o manómetro indica a pressão máxima de trabalho da garrafa (200 bars). Se a garrafa apresentar um valor inferior a 180 bars (menos de 10 % da sua capacidade total) deve ser imediatamente recarregada. Avise imediatamente o Oficial responsável;

Limpar o aparelho se necessário (ver instruções seguintes);

Colocar o aparelho no seu local de arrumação.

9.1.4.2 – Instruções para limpeza após ter sido utilizado

Certificar-se que a válvula do cilindro está bem fechada;

Retirar a válvula de aspiração da máscara;

Remover a mangueira do cilindro;

Lavar a máscara em água tépida com uma solução de sabão. Não usar detergentes. Ter cuidado com a máscara para não riscar o visor;

Depois de lavada passá-la por água corrente e sacudi-la bem para lhe retirar toda a água;

Secá-la longe da ação directa do calor ou do sol;

Depois de seca polir o visor com um pano seco e macio;

Recarregar o cilindro aos 200 bars;

Recolocar o cilindro no seu lugar;

Recolocar a mangueira e a válvula de aspiração assegurando-se que ficaram bem colocados;

Testar o aparelho para verificação de fugas. Para isso abra a válvula do cilindro e aplique uma saponária nas ligações;

Se existirem fugas reaperte e ajuste voltando a testar. Atenção, não aperte demasiado

Guardar cuidadosamente o aparelho no local de armazenamento.

9.1.5 – Inspecções e manutenção

Como os aparelhos são para serem utilizados somente em caso de uma emergência é necessário que se encontrem sempre em condições de serem prontamente utilizados.

Para que isso aconteça será necessário que pelo menos uma vez por mês sejam realizadas inspecções nas quais serão tidas em consideração os seguintes pontos:

Certificar-se que o manómetro indica a pressão máxima de trabalho da garrafa (200 bars). Se a garrafa apresentar um valor inferior a 180 bars (menos de 10 % da sua capacidade total) deve ser imediatamente recarregada. Avise imediatamente o Oficial responsável

A mangueira flexível deve estar bem presa ao regulador e à válvula de aspiração;

O visor deve estar bem limpo e as correias da máscara folgadas

Além destes pontos devem também ser feitas as verificações recomendadas pelo fabricante e que constam do livro de instruções do equipamento.

A bordo deverá existir um registo das inspecções e verificações efectuadas aos aparelhos de escape. Se em qualquer uma das verificações algum dos aparelhos indicar falhas, o mesmo será enviado imediatamente ao representante para reparação.

Pelo menos uma vez anualmente cada um dos aparelhos será testado para verificação de que trabalha correctamente. Este teste será realizado funcionando com o aparelho como se ele na realidade estivesse a ser usado e controlando o tempo de utilização (deverá ser de pelo menos 15 minutos).

As garrafas de ar comprimido serão sujeitas a testes hidráulicos de 5 em 5 anos.

Para auxiliar a realização destas inspecções utilizar-se-á aFICHA DE INSPEÇÃO AOS APARELHOS DE RESPIRAÇÃO AUTÓNOMA (FUGA) – MAR D’CANAL, existente na Seção 3.12 do Manual de Segurança.



INDÍCE

SECÇÃO SECÇÃO
1 ROL DE CHAMADA 2 MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
3 MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS 4 OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
5 SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS) 6 SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS E DE TRANSMISSÃO DE MENSAGENS DE SOCORRO
7  BUSCA E SALVAMENTO 8 MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
9  OUTROS EQUIPAMENTOS 10 HOMEM AO MAR (MANOBRAS DE RESGATE)

  MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO – INÍCIO

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