Técnicas de sobrevivência em baleeiras e jangadas
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OBJECTIVO
Descrição dos procedimentos de emergência quando em permanência numa embarcação salvavidas (baleeira ou jangada pneumática)
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ÂMBITO
Todos os navios
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EXCEPÇÕES
Nenhumas
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DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
Lifeboat Survival Manual
Survival at Sea. The lifeboat and liferaft
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RESPONSABILIDADE
É responsabilidade do Comandante da embarcação salvavidas manter a disciplina, determinar as tarefas e procurar manter o moral elevado.
Na falta do Comandante da baleeira e não havendo um substituto já indicado no Rol de Chamada, assumirá estas funções o tripulante presente hierarquicamente superior.
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DESCRIÇÃO
6.1 – Geral
Sobrevivência define-se como o primeiro estado para continuar a viver preservando a vida humana contra qualquer perigo imediato a curto ou médio prazo.
No mar esses perigos são a desidratação, sede, fome, calor ou frio excessivos, afogamento e processos patológicos de saúde de ordem física ou mental.
A sobrevivência no mar depende essencialmente de:
- conhecimentos;
- equipamento em boas condições de manutenção;
- manter a calma em todas as situações;
- 6.1.1 – Desidratação
- Sendo a provisão de água a bordo das embarcações salvavidas limitada, esta deve ser usada com o maior cuidado. Para combater a desidratação devem ser tomadas as seguintes precauções:
- humedecer as roupas com água do mar durante as horas mais quentes do dia, que no entanto deverão ser mantidas secas durantea noite;
- não tomar banho em zonas quentes (o banho provoca uma reacção interna de calor com a consequente transpiração);
- nunca beber água salgada;
- procurar recolher e armazenar, por intermédio de capas, lonas ou velas, a água das chuvas ou de condensações, lavando-as previamente com água do mar, no caso de se encontrarem com sal cristalizado.
- No interior de uma jangada podem ocorrer condensações que embora limitadas podem ser fonte de abastecimento de água. Para isso deverá existir uma esponja limpa e livre de sal para poder recolher esta condensação.
- Se houver excesso de água da chuva usar esta em primeiro lugar deixando a água armazenada para depois.
- Durante as primeiras 24 horas não deverão ser distribuidos alimentos ou água, excepto a feridos em estado de consciência. Após este período iniciar-se-à uma distribuição diária de 60 centilitros dividida por 3 vezes (o número de distribuições que haverá por dia). A ração de água deve ser bebida lentamente molhando os lábios antes de a engolir, para assim se obter o máximo proveito.
- 6.1.2 – Fome
- Se não houver água não deverão ser ingeridos alimentos.
- As rações de emergência existentes a bordo são uma dieta adequada à necessidade limitada de água sendo ricas em hidratos de carbono e pobres em proteinas, fornecendo o máximo de calorias com um mínimo de esforço para os rins, sendo especialmente preparadas para não provocarem a sede. Devem ser fornecidas ao mesmo tempo do que a ração de água.
- 6.1.3 – Frio
- Os náufragos deverão envergar o máximo possível de roupa quando do abandono do navio.
- Uma imersão brusca em águas frias causa uma aguda e intensa contracção dos vasos sanguíneos, aumento dos limites da pressão arterial e uma resposta cardíaca.
- Deve-se tentar sempre tudo para sair da água o mais rápido possível. Um corpo imerso arrefece 5 a 6 vezes mais depressa do que estando exposto ao ar, mesmo que com vento fresco.
- 6.2 – Sobrevivência a bordo
- É fundamental conservar a calma e a serenidade já que a sobrevivência dependerá em grande parte da ordem e da organização.
- Se os tripulantes conseguirem atingir as embarcações salvavidas, as suas possibilidades de sobrevivência estarão em grande parte garantidas pelo equipamento existente, onde se incluem meios de comunicação.
- Ao Comandante da embarcação competirá:
- dirigir os tripulantes de uma maneira segura, mantendo a disciplina a bordo;
- elevar-lhes a moral;
- organizar a vida a bordo distribuindo tarefas
- A distribuição das tarefas a bordo poderá ser feita em 4 grupos:
- vigilância exterior;
- vigilância interior;
- manutenção;
- distribuição de alimentos e bebidas
- Na vigilância exterior deverá ser prestada atenção à situação de outras embarcações, às condições atmosféricas, ao estado das âncoras flutuantes
- Na vigilância interior os tripulantes designados ocupar-se-ão na verificação da estanquicidade e na preparação e conservação das melhores condições de habitabilidade das embarcações, colocação de toldos e esgoto de águas nas baleeiras, secagem do fundo das balsas, insuflação do fundo para que o contacto com a água fria seja menor, verificação da existência de qualquer entrada de água e verificação de qualquer perda de ar das câmaras de flutuação.
- Aos tripulantes destacados para a manutenção caberá a reparação de qualquer avaria que possa ocorrer nas embarcações, a preparação do que for necessário para a recepção de água, quer proveniente das chuvas ou de condensações, e o manuseamento do emissor de emergência das embarcações salva-vidas.
- Ao grupo encarregado da distribuição de alimentos e bebidas caberá, além da função que está implicita na sua designação, o tratamento de feridos e doentes. A sua primeira tarefa será a da distribuição de comprimidos e sacos de plástico para o enjoo. O enjoo origina uma grande perda de de fluídos incapacitando os náufragos.
- Na distribuição de alimentos e bebidas deve ser tido em consideração o que foi escrito em 6.1.1 – Desidratação.
- Se os socorros tardarem em chegar, acima de tudo é essencial manter elevado o moral e fazer com que os sobreviventes nunca percam a esperança de serem salvos.
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online
