4.01 Operações de Bancas

Operações de Bancas


1. OBJECTIVO

Este procedimento tem como propósito assegurar que a gestão de bancas, quer no que diz respeito às operações de abastecimento, quer na sua posterior utilização, sejam cumpridos os requisitos de segurança e operacionais, bem como verificar e assegurar que a qualidade dos produtos está de acordo com as especificações tendo em atenção a sua importância na segurança das pessoas, navio e meio ambiente.

2. ÂMBITO

Todos os navios.

3. EXCEPÇÕES

Nenhumas.

4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

– Marpol (Anexo VI)

– A Guide to Bunkering of Ships for Purposes of   Annex VI to MARPOL.

– Barge Safety (Liquified Cargoes in Bulk – OCIMF)

– Isgott

– West of England (Loss Prevention Bulletin-Bunkering Procedures)

– The Tramp Oil Guide To Good Bunkering Practice

5. RESPONSABILIDADE

O Comandante é responsável perante as Autoridades pelo cumprimento de todos os requisitos, delegando no Chefe de Máquinas a responsabilidade pela boa gestão da recepção, manutenção e controle do consumo de bancas.

O Chefe de Máquinas é também responsável pelo controle e manutenção do sistema de registo, retenção e conservação das amostras de bancas, cabendo-lhe ainda nomear a equipa necessária ao bom desempenho de todas as tarefas inerentes.

A secção de convés será responsável pela segurança da amarração e dos acessos, pela colocação dos equipamentos de combate à poluição, o fecho de todos os embornais,  e pela colocação dos equipamentos de combate a incêndio.

6. DESCRIÇÃO

6.1 – Geral

A boa gestão de bancas e as boas práticas da operação envolvente é vital para a Segurança / Protecção Ambiental, de forma a prevenir os acidentes durante o abastecimento de bancas e diminuir a poluição atmosférica derivada pela emissão de substâncias nocivas.

Por forma a que os objectivos deste procedimento sejam alcançados as seguintes instruções deverão ser integralmente cumpridas.

6.2 – Emissões de Óxido de Enxofre

O Regulamento descreve a qualidade das bancas a serem utilizadas na generalidade das áreas marítimas e nas áreas específicas. As áreas marítimas específicas são designadas “Sulphur Emission Control Areas (SECAs)” – Este Regulamento tem impactos na qualidade do combustível.

Este Regulamento estipula que :

  • O teor de enxofre para consumo na generalidade das áreas marítimas não deverá exceder 3,5% m/m.

Dentro das SECAs, pelo menos uma das seguintes condições da regra 14 (4) (a) (b) ou (c) da Marpol deve ser cumprida:

  • No caso da regra 14 (4) (a), o teor de enxofre para consumo nas ”SECAs” não deve exceder 0.1% m/m.
  • Quando um navio está prestes a entrar numa “SECA”, deverá já estar a consumir combustível com baixo teor de enxofre. Isto requer que o Chefe de Máquinas elabore um pré plano de consumo de bancas e altere o sistema de abastecimento que deverá ser purgado e estar isento de combustível com alto teor de enxofre, antes de entrar na área “SECA”.

O Comandante deve antecipadamente avisar o Chefe de Máquinas da data e hora prevista de entrada numa zona SECA.

No Diário da Casa da Máquina será registado o volume de combustível de baixo teor de enxofre em cada tanque (de acordo com as especificações para utilização nas “SECA´s”), bem como data, hora e posição do navio quando e após completada a mudança de combustível. A combinação deste registo com a NEB, fornece uma indicação para futura verificação que será utilizada pelos inspectores do Port State Control de forma a conferirem o cumprimento das Regras dentro das SECAs.

6. 3Nota de Entrega de Bancas (NEB)

A Nota de Entrega de Bancas (NEB) é um documento importante e estatutário, que deve ser retido a bordo por um período mínimo de três anos e deve estar disponível quando solicitado.

Na Nota de Entrega de Bancas deverá constar no mínimo a seguinte informação:

· Nome e número IMO do navio abastecido

·  Porto de abastecimento

· Data de início do abastecimento

·  Nome, morada e telefone do fornecedor das bancas;

·  Nome(s) do(s) Produto(s)

·  Quantidade de bancas entregues / recebidas em toneladas métricas

· Densidade a 15º C  (Kg/m3) por hidrómetro método (ISO 3675);

· Teor de enxofre (%m/m) por espectometria raio x flurecência (ISO 8754).

Para além destes parâmetros a Nota de Entrega de Bancasdeve ainda mencionar:

Ø  que o combustível fornecido ao navio está de acordo com os requisitos

           da Regra 14(1) ou (4)(a) (limite de

           enxofre)

           da Regra 18(1) (qualidade do

            Combustível)

Ø  deverá ser assinado pelo representante do fornecedor

Como a NEB pode servir de referência para os inspectores do “Port State Control” particularmente nas “Sulphur Emission Control Areas – SECAs”, logo é fundamental que informação contida neste documento esteja absolutamente correcta.

6.4 – Requisição de bancas

O procedimento a adoptar será o seguinte:

– o Chefe de Máquinas fará a requisição onde mencionará:

– quantidade(s) a requisitar

– tipo(s) de bancas

– especificações

– porto de embarque

– data provável de embarque

– que o fornecimento será apropriado com os requisitos das regras contidas no Anexo VI da Marpol

– o Comandante enviará a requisição para a Direcção de Operações através de fax

– se não for possível  o envio por fax, todos os elementos constantes da requisição (incluindo o número da requisição) devem ser enviados por telex e posteriormente a requisição seguirá a via usual

Para efectuar o fornecimento, a Direcção de Operações necessita de um prazo mínimo de 7 dias úteis após a recepção do pedido.

6.5 – Planeamento do abastecimento de bancas

6.5.1 – Elaboração do Plano

Competirá ao Chefe de Máquinas antecipadamente elaborar um plano escrito para a operação de bancas que incluirá um esquema dos tanques e linhas de abastecimento. Os tanques e encanamentos correspondentes a cada produto serão indicados com cores diferentes. O plano será sujeito à aprovação do Comandante.

O plano deve incluir os seguintes elementos a serem avaliados:

– pessoal destacado para a operação (com nomes e respectivas atribuições)

– meios de comunicação a serem utilizados a bordo (telefones, VHF’s portáteis)

– quantidades a serem carregadas

– sequência de carregamento (no caso de carregar mais do que um tipo de bancas)

– tanques a serem utilizados e a respectiva “ullage”

– tanque de drenos em caso de “overflow”

– pressão máxima permitida a bordo

– temperatura máxima permitida

– caudais no início e final

– caudal máximo permitido (consultar ISGOTT e/ou secção 4.5 NCOM – Caudais de carga)

6.5.2 – Troca de informações Navio / Fornecedor

Antes de iniciadas as operações deve haver uma troca de informações escritas entre o Chefe de Máquinas e o fornecedor, através do preenchimento por ambos da totalidade do check list. Além dos pontos acima indicados, devem também ser avaliados os seguintes itens:

– boletins de análise das bancas a embarcar para verificar se as mesmas estão dentro dos requisitos

– confirmação das quantidades a serem embarcadas

– definição do responsável pela ordem de  paragem no final do abastecimento

– método utilizado para a determinação das quantidades (medição dos tanques, contador)

– meios de comunicação entre bordo e o fornecedor

– sinais para as várias fases da operação:

– começar lentamente

– aumentar para o máximo pedido

– final do abastecimento

– paragem de emergência

– processo de recolha e elaboração de sub amostras as quais serão seladas, datadas e assinadas pelo representante do navio e do fornecedor

– entrega e recepção da Ficha de Segurança do produto a ser embarcado, de acordo com a Resolução MSC

– entrega e recepção da NEB

– confirmação de que as mangueiras a utilizar pelo fornecedor estão conforme o certificado e se este se encontra válido. Os certificados têm a validade máxima de 1 ano. Se as mangueiras não tiverem certificados válidos ou se apresentarem anomalias (cortes, furos, bolhas, deficientes acoplamentos) o navio deverá rejeitar a sua utilização.

– Convite ao representante do fornecedor para assistir às medições e cálculo das bancas existentes

O plano e respectivo check list deverá ser do conhecimento e compreendido por todos os intervenientes na operação de bancas.

Todos estes elementos acordados devem estar transcritos em documento que será assinado por ambas as partes (“CHECK LIST” PARA BANCAS – 1).

Se o fornecimento de bancas for efectuado por mais do que uma vez (a mesma barcaça ou outra barcaça), o Check List antes de iniciar o abastecimento, deverá ser preenchido antes e para cada operação.

Se o representante do fornecedor não cumprir ou não concordar com algum dos itens mencionados, ou se recusar a assinar o Check List, então deverá ser feita observação dos desvios ou participação neste impresso, para futura referência. Adicionalmente deverá ser emitida uma Carta de Protesto, ao representante do fornecedor, indicando quais as obrigações do fornecedor requeridas pelo Anexo VI da MARPOL 73/78.

6.6 – Cálculo das quantidades

O cálculo das quantidades recebidas a bordo devem ser executados considerando:

– Medições e cálculos das quantidades de bancas nos tanques antes do abastecimento

– Medições e quantificação das bancas nos tanques após o abastecimento

– Cálculo da diferença, obtendo o volume e tonelagem recebida

As folhas de cálculo devem ser arquivadas junto da Nota de Entrega de Bancas.

– Utilização da temperatura tanque a tanque

– Uso da tabela API adequada

– Medição da água livre

6.7 – Recepção dos produtos a bordo / Embarque de bancas

As bancas a embarcar devem ser recepcionadas segregadas das existentes a bordo, só podendo ser misturadas quando houver a certeza que os produtos são compatíveis.

Se não se proceder desta maneira o equipamento do navio (máquina principal, auxiliares, caldeiras, etc.) pode vir a sofrer graves avarias e os fornecedores nunca aceitam qualquer responsabilidade sobre esta matéria.

A instalação (tanques e linhas) deverá estar convenientemente preparada para recepcionar o produto.

Os pontos de sondagem devem estar bem identificados, bem como o número do tanque e a sua altura de referência. Estes detalhes devem ser marcados ou pintados no local de sondagem.

Quando a sondagem é efectuada através do tubo de sondagem, este deverá estar desimpedido e a altura de referência deverá ser verificada.

Os tanques escolhidos a bordo para a recepção das bancas terão capacidade suficiente e no cálculo da “ullage” de cada um dos tanques será tido em consideração o espaço vazio necessário para que não haja derrames devido a balanços ou condições de carga. O último tanque além do espaço citado anteriormente terá também capacidade para acolher o produto proveniente do sopro/dreno da mangueira/braço e da linha do navio (no caso de haver necessidade de a escorrer para não solidificar quando arrefecer).

O fornecimento começará lentamente para que se possa entretanto verificar que não existem fugas em todo o sistema e que o produto está somente a entrar para os tanques desejados. Só depois de tudo verificado é que se ordenará o aumento do caudal para o máximo pedido. Durante o fornecimento será utilizada a “CHECK LIST” PARA BANCAS – 2 para uma segurança da operação.

No final do fornecimento a mangueira/braço do fornecedor não será retirada de bordo sem ter a junta cega colocada com todos os parafusos e respectivas porcas bem apertados.

O Chefe de Máquinas tem que assegurar que todo o pessoal envolvido nas operações de embarque de bancas, está totalmente familiarizado com o sistema de bancas do navio incluindo os respiradores, válvulas e tubos de sonda.

Antes do início do embarque de bancas, todos os encanamentos, respiradores e tapa chamas devem ser examinados por forma a garantir que ar e gases podem ser expelidos livremente. As ligações não utilizadas deverão estar devidamente falangeadas como todos os parafusos. As flanges cegas têm que ser repostas na ligação de bancas imediatamente após a conclusão da operação de embarque.

Os planos de embarque de combustível e esquema de linhas (2), deverão estar permanentemente exposto no local de embarque e na casa de controlo da casa da máquina. Os procedimentos têm que ser claros e designar quem está encarregado das operações e das comunicações adoptadas. Deverão estar claramente indicadas instruções sobre a paragem de emergência.

Antes das operações de embarque de bancas serem permitidas, o Chefe de Máquinas tem que se assegurar que a quantidade a ser entregue pode ser recebida pelo navio de forma segura e que, a bombagem (toneladas/hora) está acordada com o fornecedor. Todo o equipamento de medida a ser utilizado durante a operação deve ser verificado do ponto de vista de rigor antes do início do embarque.

O Chefe de Máquinas tem que assegurar-se que o(s) seu(s) Oficial(ais) e restante pessoal envolvido mantêm uma supervisão contínua da operação de abastecimento, bem como assegurar-se através de uma sondagem cuidadosa de que a quantidade especificada foi recebida.

A tomada de bancas deve estar vigiada durante toda a operação.

Se houver intenção de abastecer bancas em simultâneo (mais de um produto), previamente a qualquer decisão devem ser ponderados os seguintes pontos:

– quantidades das diferentes partidas

– tempos estimados para mudança de tanques / atestos

– caudais solicitados

– se há pessoal suficiente para um controlo contínuo

– ergonomia dos locais de sondagem

– a não existência de sondagem remota

– a não existência de alarmes de nível alto

– dimensão dos tanques ou a capacidade livre disponível (remanescente)

– etc

Também não devem ser realizadas quaisquer trasfegas internas daqueles dois produtos durante a operação de abastecimento.

6.8– Amostragem e amostras

Além das amostras com finalidades comerciais ou para análises de rotina, deverá ser obtida a bordo uma amostra para retenção estatutária que poderá vir a ser utilizada por um inspector do Port State Control quando solicitado. Por conseguinte deverá ser prestada a maior atenção aos detalhes  e requisitos especificados quando se realiza uma amostragem com esta finalidade.

Antes de se iniciar a recepção de bancas, deve ser acordado com o fornecedor a obrigatoriedade de ambas as partes testemunharem as condições de recolha da amostra estatutária.

As amostras devem ser recolhidas através de um dos  três métodos seguintes:

– Amostrador com válvula de ajuste manual de gotejar contínuo;

– Amostrador automático proporcional ao período de abastecimento;

– Amostrador automático  proporcional ao caudal do abastecimento.

A amostragem directa dos tanques de bancas, ou uma única amostragem durante o abastecimento, são totalmente excluídas bem como inaceitáveis para a obtenção da amostra de retenção estatutária.

A amostra obtida em cada abastecimento deverá ser representativa de todo o período de abastecimento e de uma única fonte / origem.

(Ex: Se houver mais do que uma barcaça com diferentes Notas de Entrega de Bancas, então deverá ser recolhida uma amostra por cada um dos abastecimentos  de combustível associada a cada uma das respectivas Notas de Entrega de Bancas).

A efectiva operacionalidade do amostrador é obrigatória na recepção de bancas, por forma a garantir que a amostra recolhida é representativa das bancas fornecidas.

Durante o abastecimento, deve ser mantida uma constante monitorização do amostrador e da quantidade da amostra recebida em função do caudal, de forma a impedir qualquer contaminação ou falsificações durante o período em que decorre o abastecimento. A quantidade da amostra deve ser proporcional à quantidade de bancas recebidas, devendo ser regulada de acordo com o caudal verificado no abastecimento.

O contentor do amostrador  deve ter um volume adequado (aproximadamente 5 litros) para receber a amostra estatutária de retenção, bem como as diversas amostras utilizadas para análises de rotina ou de retenção comercial.

Antes de acoplar o contentor ao amostrador, o contentor deve ser completamente inspeccionado para verificação do seu estado de limpeza, secagem interna e certificado pelo representante do fornecedor.

A quantidade de amostra no contentor, deverá ser de pelo menos  90% do volume total (mais ou menos 5%), quantidade suficiente  para a preparação das diversas amostras:

· 1 litro para o fornecedor (retenção estatutária)

· 1 litro para o navio (retenção estatutária)

· 1 litro para o navio (retenção comercial)

· 1 litro para o fornecedor (retenção comercial)

· 1 litro para o serviço de análises do fuel  e controlo da qualidade

O contentor do amostrador não deve estar completamente cheio antes do final do abastecimento, por forma a evidenciar que a amostra é representativa do tempo total do abastecimento e que não ficou cheio antes deste ter terminado.

Deve ser efectuada uma análise visual á qualidade da amostra recolhida no contentor. Se for visível água livre ou emulsionada, deverá ser chamada a atenção do representante do fornecedor e o Comandante do navio deverá emitir uma Carta de Protesto ao fornecedor.

O contentor deverá então ser agitado, por forma a homogeneizar o seu conteúdo.

Depois de homogeneizado, o seu conteúdo deverá ser distribuído em quantidades equivalentes e parciais por cada um dos recipientes pretendidos (sub-amostras), enchendo 25% de cada vez e assim sucessivamente, até completar o enchimento. Este procedimento garante uma distribuição mais homogénea da amostra.

As amostras de retenção estatutárias não deverão ter uma volume inferior a 400 ml e o seu enchimento deve corresponder a 90% (+_ 5%).

Depois de cheias, as amostras de retenção  estatutárias deverão ser imediatamente fechadas, seladas e identificadas, com uma etiqueta com a seguinte informação:

·   Número sequencial de retenção (nº bordo)

·   Nome do navio e número IMO

·   Data do abastecimento

·   Identificação do tipo de combustível

·   O local e o método através do qual a amostra foi recolhida

·   O nome da barcaça ou da instalação

·   A assinatura do Chefe de Máquinas do navio

·   Assinatura do representante do fornecedor das bancas

·   Número do selo

·   O número da Nota de Entrega de Bancas

As restantes amostras deverão ser igualmente identificadas.

As amostras de retenção estatutárias ou outras  devem ser guardadas no paiol dedicado / aprovado.

A cada amostra estatutária deverá ser atribuído um  número sequencial (de bordo). O registo deverá ser mantido pelo Chefe de Máquinas e no mesmo deve constar:

– Número de retenção

– Data do abastecimento

– O número associado da Nota de Entrega de Bancas

– Notas complementares

 (Ex: 1) se a destruição da amostra ocorreu antes do período estipulado para a sua conservação, então indicar a data e o motivo; 2) a data da destruição da amostra após o período estipulado para a sua conservação; 3) se posteriormente ao abastecimento a amostra foi entregue/levada por um inspector das Autoridades Marítimas, mencionar a data e qual o porto (uma amostra que tenha sido entregue ao inspector das Autoridades Marítimas, deve assegurada a “Transferência de Custódia”)

6.9 – Transferência de Custódia

O modelo de  “Transferência de Custódia”, deverá ser arquivado junto da Nota de Entrega de Bancas e nele devem constar os seguintes elementos:

· A amostra com a descrição completa contida na sua etiqueta, juntamente com o número do selo e número da amostra;

· O porto, data e hora de entrega

· A identificação da pessoa que recebeu a amostra, conjuntamente com a assinatura e carimbo/selo conforme aplicável

Assim, será feita evidência adequada da condição da amostra, caso não esteja disponível quando for pedida por outros inspectores das Autoridades Marítimas.

6.10 – Retenção a bordo de amostras

As amostras comerciais seladas e obtidas durante a operação de embarque do combustível na presença do Chefe de Máquinas  e representante do fornecedortêm que ser retidas a bordo por um período não inferior a 6 meses. Após este período podem ser destruídas com a autorização prévia da D. de Operações.

A amostra estatutária  deverá ser retida pelo navio até que o combustível que ela representa seja (substancialmente consumido) ou pelo menos 12 meses após a data do abastecimento.

A amostra estatutária não deverá em nenhuma circunstância ser utilizada para fins comercias ou resolução de disputas de qualidade.

Quando a entrega da Nota de Entrega de Bancas for solicitada pelos inspectores das Autoridades Marítimas, o Comandante não deve entregar o original mas somente uma cópia assinada e com o carimbo do navio.

6.11 – Processo de documentação depois do abastecimento.

No final do abastecimento é importante assegurar que toda a documentação e registos estejam completos e aceites pelo representante do fornecedor. Após o fornecimento será utilizado o “CHECK LIST” PARA BANCAS – 3.

Depois de completado este processo todos os documentos do abastecimento deverão ser compilados e arquivados a bordo num único processo, que ficará sob a responsabilidade do Chefe de Máquinas na pasta nº 12.

6.12 – Bancas – Margem de segurança

O Comandante deverá assegurar que a quantidade de bancas é suficiente para permitir ao navio chegar ao próximo porto de abastecimento com uma margem de segurança de combustível utilizável. Apesar do Comandante dever considerar os custos das bancas e outros factores comerciais envolvidos, ele tem que ponderar todos os aspectos e requisitos de estabilidade mínima do navio, a previsão do tempo e assegurar-se da margem mínima de segurança. Normalmente, a margem mínima de segurança é de cinco dias de fuel oil e de sete dias de marine diesel / gasóleo, quando utilizado nas máquinas auxiliares.

6.13 –  Controlo de qualidade / especificações internacionais

As especificações internacionais a esse respeito permitem os seguintes valores:

–  Gasóleo           traços

–  Diesel oil          0,3%

–  Blended Fuels  0,5 a 1%

6.14 – Degradação microbiológica

Deve ser tomado cuidado para evitar ocorrência de contaminação microbiológica dos combustíveis e óleos lubrificantes, em particular, os que permanecem por consumir por longos períodos.

A água do mar é a principal fonte de micróbios, pelo que é essencial que os tanques de armazenamento estejam limpos e secos.

6.15 – “Check Lists”

As recomendações formuladas anteriormente estão todas incluídas e apresentadas de forma sintética  na secção 7  “CHECK LIST” PARA BANCAS elaborados para o efeito, pelo que eles deverão ser utilizados durante as operações.

 


NCOM_4.01-MdC.doc


LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online