SECÇÃO 5 – SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS)


SINAIS DE SOCORRO VISUAIS
(PIROTÉCNICOS)

SECÇÃO 5

5.1 FOGUETES PÁRA-QUEDAS
5.1.1 – Geral

Os foguetes pára-quedas existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente e deverão:

    • Estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
    • Terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
    • Terem meios próprios de ignição;
    • Serem construídos de maneira a não causarem preocupações ao utilizador, quando usados de acordo com as instruções de utilização do fabricante;
    • Alcançarem, quando lançados na vertical, uma altura não inferior a 300 metros;
    • Libertarem, no topo da trajectória ou próximo do topo, um sinal pára-quedas que:
    • Arda com uma luz encarnada brilhante;
    • Arda uniformemente com uma intensidade média não inferior a 30.000 cd;
    • Tenha um período de arder não inferior a 40 seg.
    • Tenha uma velocidade descendente não superior a 5 mts/seg;
    • Não danificar o pára-quedas ou as ligações enquanto arder.
    • E são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.

5.1.2 – Localização

Os foguetes pára-quedas, neste navio estão colocados no Tombadilho D “Ponte”:

Ponte 12 Sinais Pára-quedas

O local onde na ponte os sinais pára-quedas estão guardados está devidamente assinalado.

5.1.3 – Inscrições

Os sinais pára-quedas trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.

5.1.4 – Validade

Os sinais pára-quedas têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos.

Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.

5.1.5 – Utilização

Os sinais pára-quedas, não deverão ser utilizados em zonas onde possa haver gases inflamáveis.

Deverá seguir as normas de segurança, utilizando equipamento de proteção adequado:

    • Capacete
    • Óculos, ou viseira de proteção facial.

Os sinais pára-quedas, como todos os sinais pirotécnicos, devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.

Estes sinais devem ser utilizados somente durante a noite e, em noites de boa visibilidade, podem ser vistos a uma distância máxima que varia entre as 25 e as 35 milhas. Contudo não é de mais salientar que esta distância é consideravelmente reduzida em condições de fraca visibilidade como as que geralmente existem quando há necessidade de usar os sinais.

Pelo que se acabou de dizer há que ter o maior dos cuidados na sua utilização, devendo os mesmos serem somente utilizados na seguinte condição:

desde que esteja plenamente convencido de que um navio de socorro, ou um avião, ou terra habitada estejam dentro da área de visibilidade do sinal.

A utilização racional dos seus sinais pode salvar-lhe a vida

Existem no mercado sinais pára-quedas provenientes de vários fabricantes mas regra geral a maneira de os utilizar não varia muito de modelo para modelo. Os modelos existentes hoje a bordo de um navio podem não ser os mesmos do dia seguinte, no caso da substituição de sinais pára-quedas que estão a caducar.

De uma maneira geral para utilizar um sinal de pára-quedas procederá da seguinte maneira:

    • Colocar-se no bordo de sotavento;
    • Retirar o sinal da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;
1- Segurar o sinal com firmeza, na vertical, orientando-o ligeiramente na direção de sotavento (para que alcance a máxima altura)
2 – Desapertar a cobertura inferior

3 – Colocar o sinal fora da borda, assegurando-se que está afastado no corpo do utilizador.

Puxar então o cordel que se encontra na parte inferior do sinal.

4 – O sinal subirá até a uma altura de 300 m e arderá com uma intensidade de 30000 cd durante 40 segundos. Poderá ser visto até a uma distância de 30 milhas náuticas.

Na eventualidade de uma falha no mecanismo de disparo, manter o foguetão na posição de lançamento durante pelo menos 30 segundos. Se após decorrido esse tempo ele não actuar deve depositá-lo dentro de um balde ou, de preferência, lançá-lo à água.

Pelo motivo atrás apontado, existência de vários modelos de sinais pára-quedas com algumas pequenas diferenças no modo de utilização, os tripulantes com antecedência (em condições normais e não numa emergência) devem ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos. Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.

5.1.6 – Inspecções e manutenção

Os foguetes pára-quedas não exigem cuidados de manutenção especiais.

Mensalmente será passada uma inspeção aos foguetes existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspeção) para verificar o estado de conservação e a data de validade.

As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:

FICHA DE INSPEçãO A DIVERSOS MEIOS DE SALVAÇÃO – MAR D’CANAL, (para os sinais da Ponte), Seção 3.6 do Manual de Segurança.

5.2 – FACHOS LUMINOSOS DE MÃO
5.2.1 – Geral

Os fachos luminosos de mão existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente e deverão:

    • Estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
    • Terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
    • Terem meios próprios de ignição;
    • Serem construídos de maneira a não causarem preocupações ao utilizador, quando usados de acordo com as instruções de utilização do fabricante;
    • Arderem com uma luz encarnada brilhante;
    • Arderem uniformemente com uma intensidade luminosa média não inferior a 15.000 cd;
    • Tenham um período de arder não inferior a 1 minuto;
    • Serem capazes de arder submersos a 10 cm da superfície da água, durante 10 segundos. e são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.

5.2.2 – Localização

Os fachos luminosos de mão estão neste navio distribuídos da seguinte maneira:

Na Ponte: 12 fachos

5.2.3 – Inscrições

Os fachos luminosos de mão trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.

5.2.4 – Validade

Os fachos luminosos de mão têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos. Os fachos caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.

5.2.5 – Utilização

Tal como já se disse para os sinais pára-quedas, os fachos luminosos de mão devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.

Estes sinais tanto podem ser utilizados durante a noite como durante o dia e são geralmente usados quando existe uma ajuda nas proximidades, devido a poderem ser vistos a uma distância máxima que varia entre as 5 e as 10 milhas. Contudo não é de mais salientar que esta distância é consideravelmente reduzida em condições de fraca visibilidade como as que geralmente existem quando há necessidade de usar os sinais.

Pelo que se acabou de dizer há que ter o maior dos cuidados na sua utilização devendo os mesmos serem somente utilizados na seguinte condição:

    • quando estiver a ver as luzes de um navio, um avião ou de terra

Os fachos luminosos de mão são mais apropriados do que os sinais fumígenos flutuantes para chamar a atenção de navios.

Nunca se esqueça que a utilização racional dos seus sinais pode salvar-lhe a vida.

Existem no mercado fachos luminosos de mão provenientes de vários fabricantes mas regra geral a maneira de os utilizar não varia muito de modelo para modelo devendo proceder-se da seguinte maneira:

    • Se a roupa que enverga não tem punhos apertados então arregaçar a manga do braço em que vai segurar o facho. Se uma peça de material incandescente cair dentro da sua manga por certo provocará uma grave queimadura. Se tiver luvas calçar uma;
    • Retirar o facho da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;
    • Retirar a fita adesiva encarnada e a tampa da mesma cor;
    • Retirar a fita adesiva preta e a tampa da mesma cor (tampa percutora);
    • Friccionar fortemente a parte exposta do topo com a parte revestida da tampa percutora;
    • Segurar o sinal em posição alta, fora da borda, a sotavento.

Pelo motivo atrás apontado, existência de vários modelos de fachos luminosos, deverão os tripulantes, com antecedência (em condições normais e não numa emergência), ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos.

Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.

5.2.6 – Inspecções e manutenção

Os fachos luminosos de mão não exigem cuidados de manutenção especiais.

Mensalmente será passada uma inspeção aos fachos existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspeção) para verificar o estado de conservação e a data de validade.

As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:

FICHA DE INSPEçãO A DIVERSOS MEIOS DE SALVAÇÃO – Seção 3.06 do Manual de Segurança.

5.3 SINAIS FUMÍGENOS FLUTUANTES
5.3.1 – Geral

Os sinais fumígenos flutuantes existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente,

e deverão:

    • estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
    • terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
    • não inflamarem explosivamente quando utilizados de acordo com as instruções do fabricante;
    • emitirem fumo intenso de cor visível uniformemente por um período não inferior a 3 minutos flutuando em águas calmas;
    • não emitirem qualquer chama durante toda a emissão;
    • não se afundar;
    • continuar a emitir fumo quando mergulhado a 10 cms. da superfície da água durante 10 segundos.
    • e são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.

5.3.2 – Localização

Os sinais fumígenos flutuantes estão neste navio distribuídos da seguinte maneira:

    • Baleeiras: 2 sinais em cada uma
    • Jangadas: 2 sinais em cada uma

5.3.3 – Inscrições

Os sinais fumígenos flutuantes trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.

5.3.4 – Validade

Os sinais fumígenos flutuantes têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos. Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.

5.3.5 – Utilização

Os sinais fumígenos flutuantes, como todos os sinais pirotécnicos, devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.

Estes sinais devem ser usados somente durante o dia e têm uma área de visibilidade bastante reduzida especialmente quando utilizados com ventos fortes.

Embora os foguetes paraquedas e os fachos luminosos de mão estejam concebidos para serem utilizados preferencialmente de noite, vários testes demonstraram que durante o dia e em condições normais de luminosidade estes dois sinais de socorro visuais são vistos a maior distância que os sinais fumígenos flutuantes.

Por este motivo a combinação ideal será o uso de sinais de fumo e chama devendo haver o maior dos cuidados de seleção para os utilizar.

Nunca se deve utilizar um sinal fumígeno flutuante para chamar a atenção de um avião que se não vê, mesmo que se o esteja a ouvir.

Nunca é de mais salientar que a utilização racional dos sinais pode salvar-lhe a vida.

De uma maneira geral para utilizar um sinal fumígeno flutuante proceda da seguinte maneira:

retirar o sinal da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;

    • remover a tampa de plástico;
    • retirar o selo de alumínio (se existir);
    • puxar, com força, o cabo de ignição, em posição vertical;
    • lançar o sinal, pela borda fora, a sotavento da embarcação

Porque pode existir alguma diferença no modo de utilização do modelo com que o navio estádotado, os tripulantes com antecedência (em condições normais e não numa emergência) devem ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos.

Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.

5.3.6 – Inspecções e manutenção

Os sinais fumígenos flutuantes não exigem cuidados de manutenção especiais.

Mensalmente será passada uma inspeção aos sinais existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspeção) para verificar o estado de conservação e a data de validade.

As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:

FICHA DE INSPEçãO ÀS BALSAS

5.4 – SINAIS MAN OVERBOARD
5.4.1 – Geral

Os sinais constituídos por sinal luminoso e fumígeno (auto activos) destinados a bóias de salvação chamam-se de “man overboard”.

Os sinais existentes a bordo são de modelo aprovado oficialmente.

São em número igual ao que consta no Plano de Segurança, estão assinalados com simbologia IMO e estarão sempre prontos a serem utilizados.

5.4.2 – Localização

Os sinais “man overboard” dotados de bóia e com escape rápido, assinalados no Plano de Segurança estão assim distribuídos:

Exterior da asa da ponte de BB

Exterior da asa da ponte de EB

5.4.3 – Inscrições

Os sinais “man overboard” trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.

5.4.4 – Validade

Os sinais “man overboard” têm uma validade de 3 anos, finda a qual devem ser substituídos.

Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.

5.4.5 – Utilização

Os sinais “man overboard” com bóias de salvação são para serem utilizados em situações de “Homem ao Mar”, podendo ser usados quer o acidente ocorra durante o dia ou durante a noite.

São ideais para sinalizar a localização de qualquer naufrago pois durante o dia são facilmente detectáveis devido ao sinal de fumo e durante a noite devido ao sinal luminoso.

Desde que o conjunto sinal “man overboard”/bóia de salvação esteja montado correctamente (de acordo com as indicações do fabricante) o seu lançamento é extremamente fácil bastando para tal puxar a cavilha de ferro, existente no interior da asa da ponte, e que serve para o travamento da bóia. O próprio peso da bóia e a inclinação do fundo da caixa em que está guardada fá-la-à deslizar para o exterior. A bóia ao cair arrastará o facho eléctrico/fumígeno por se encontrar ligado a ele por um cabo. Por sua vez este, que está preso ao navio por um cabo, ao cair do suporte onde se encontra faz accionar o sinal de fumo.

Sinal Man overboard (Sistemas de colocação a bordo)

Sinal man overboard (Disparo do sinal)

5.4.6 – Inspecções e manutenção

Mensalmente proceder-se-à a inspecções de rotina e conservação aos conjuntos sinal “man overboard”/bóia de salvação existentes a bordo utilizando para o efeito a FICHA DE INSPEçãO ÀS BÓIAS DE SALVAÇÃO 2).



INDÍCE

SECÇÃO SECÇÃO
1 ROL DE CHAMADA 2 MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
3 MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS 4 OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
5 SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS) 6 SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS E DE TRANSMISSÃO DE MENSAGENS DE SOCORRO
7  BUSCA E SALVAMENTO 8 MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
9  OUTROS EQUIPAMENTOS 10 HOMEM AO MAR (MANOBRAS DE RESGATE)

  MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO – INÍCIO

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