2.05 Abalroamento iminente/abalroamento

Abalroamento iminente/abalroamento


1. OBJECTIVO

Descrição da actuação em situação de abalroamento iminente / abalroamento

2. ÂMBITO

Todos os navios

3. EXCEPÇÕES

Nenhumas

4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

– Bridge Procedures Guide

– The Masters Role in Collecting Evidence

– Sopep

5. RESPONSABILIDADE

O Oficial Chefe de Quarto é responsável em qualquer momento pela segurança do navio, da sua tripulação e do meio ambiente. Logo que surja qualquer avaria tomará de imediato as medidas que julgar oportunas para enfrentar a situação e avisará imediatamente o Comandante.

O Oficial Chefe de Quarto continuará responsável pela segurança da navegação do navio não obstante a pre-sença do Comandante a não ser que este lhe tenha ex-pressamente comunicado que toma esse encargo.

6. DESCRIÇÃO

6.1 – Geral

O Oficial de quarto, ao ser confrontado com uma situa-ção de abalroamento eminente / abalroamento actuará de acordo com as circunstâncias. Se a situação fôr de abalroamento eminente:

• informará o Comandante, tão rápido quanto possí-vel, que todas as medidas tomadas (em conformi-dade com a Regra 8 do Reg. Int. para Evitar Abalro-amentos no Mar) até ao momento se mostraram ine-ficazes e que há o perigo de colisão;

• accionará o alarme geral de emergência;

• manobrarará o navio com leme e máquina de modo a minimizar os efeitos da colisão;

• emitirá sinais (de acordo com a regra 36 do Reg. Int. para Evitar Abalroamentos no Mar) quer sono-ros quer luminosos procurando chamar a atenção do outro navio;

Logo que o Comandante chegue à ponte e esteja conhe-cedor da situação deverá tomar o comando das opera-ções e corrigir qualquer acção em curso, se assim o entender.

Se não foi possível evitar a colisão, dever-se-à manter a calma evitando acções precipitadas, como por exemplo separar os navios, no caso de terem ficado presos um ao outro, sem que primeiro seja feita uma identificação das avarias sofridas e da sua extensão para então, se adoptarem as medidas mais adequadas para a segu-rança de ambos os navios.

6.2 – Tripulação

Os tripulantes alertados pelo alarme geral de emergên-cia dirigir-se-ão imediatamente aos respectivos pontos de reunião. Nos pontos de reunião os chefes de grupo receberão informações da situação tendo que agir em conformidade com a mesma.

6.3 – Avaliação da situação

O Imediato e o 2º Maquinista farão uma inspecção visual ao convés e à casa da máquina para uma primei-ra avaliação dos estragos sofridos, bem como observa-rão a água em redor do navio para detecção de polui-ção. Serão sondados todos os tanques, quer de carga quer de bancas situados na zona do abalroamento.

Na posse destes elementos, o Comandante avaliará a situação para tomada das medidas necessárias.

Serão considerados os seguintes pontos:

• foram arrombados tanques / porões acima ou abai-xo da linha de água?

• estando os navios presos um no outro e parados, será melhor que continuem assim ou será melhor sepa-rá-los?

• a separação poderá originar uma poluição, ou no caso desta existir aumentará ainda mais?

• a separação poderá causar o afundamento de um dos navios, por perda de estabilidade, no caso de existirem avarias graves abaixo da linha de água?

• a separação dará origem a faíscas que possam cau-sar um incêndio?

• causarão os navios, quando separados, um perigo maior para a navegação do que constituem enquan-to presos um ao outro?

Se as avarias encontradas forem graves e os meios de bordo forem insuficientes para o cálculo das condições de estabilidade de navio em avaria e esforços de casco, serão seguidas as acções referidas no SOPEP – CAPÍ-TULO 2 – PARÁGRAFO 2.4 – AJUDAS NO CÁLCULO DAS CONDIÇÕES DE ESTABILIDADE.

6.4 – Deitar fora carga (aliviar)

Esta medida apenas será tomada com o objectivo de salvar a tripulação ou para a segurança do navio.

Nesta situação ter-se-ão em conta as seguintes precau-ções:

• será avisada a navegação nas proximidades;

• serão tomadas todas as precauções como se se tra-tasse de uma operação de carga/descarga;

• avisar-se-à a casa da máquina e se possível passarão as tomadas de água de nível alto para nível baixo;

• a descarga deverá ser efectuada através das válvulas de fundo e sempre que possível no lado contrário ao das tomadas da casa da máquina;

• se a descarga fôr feita ao nível do convés a manguei-ra deverá estar bem fixada e mergulhada na água.

6.5 – Comunicações

Seguir-se-ão os procedimentos mencionados no SO-PEP – CAPÍTULO 2

• PARÁGRAFO 2.1 – QUANDO PARTICIPAR,

• PARÁGRAFO 2.2 – ELEMENTOS DA PARTICIPA-ÇÃO E MODELO DE PARTICIPAÇÃO e

• PARÁGRAFO 2.3 – A QUEM PARTICIPAR

6.6 – Salvação e assistência

Uma vez que o Comandante tenha tomado a decisão de pedir assistência, deverá seguir os procedimentos para SALVAÇÃO E ASSISTÊNCIA que fazem parte deste Manual.

6.7 – Registos

Competirá ao Oficial de quarto fazer um registo deta-lhado dos acontecimentos relacionados com a avaria. O registo será feito no Diário de Navegação e de acordo com o indicado no Manual de Navegação e Ope-ração de Carga – Secção 2.1 Ponto 6.1, e deverá conter, entre outros, os seguintes elementos:

• rumos durante as últimas horas de navegação (as cartas usadas devem permanecer tal e qual como foram deixadas com os rumos, horas e posições);

• condições meteorológicas no momento da colisão (direcção e fôrça do vento, direcção e altura da vaga e ondulação, condições de visibilidade) devendo ser guardado o último boletim meteorológico foi re-cebido antes do acidente;

• condições de maré e correntes;

• indicação dos tripulantes de serviço na ponte antes e no momento da colisão;

• sistemas usados na determinação das posições;

• primeira observação do navio envolvido no acidente (por que meio, hora, distância e azimute, rumo e velocidade)

• rumo e velocidade do nosso navio e medidas adop-tadas aquando da primeira observação do outro na-vio;

• observações posteriores (horas, distancias e azimu-tes);

• primeiro contacto visual com o navio (hora, distân-cia e azimute, rumo aparente);

• registo das acções de ambos os navios

• sinais ouvidos e quando;

• detalhes de comunicações entre os navios antes da colisão;

• colisão:

• hora

• posição (e o meio porque foi obtida)

• ângulo aproximado de contacto entre os navios (se possível tirar fotografias ou fazer um esque-ma)

• proa dos navios no momento da colisão

• velocidade do outro navio no momento da coli-são

• descrição do movimento de ambos os navios após a colisão

• detalhes de comunicações após a colisão

• nome de outros navios nas proximidades

• se o navio tiver piloto a bordo apontar todos os elementos do piloto

• todos os elementos de identificação possíveis em relação ao outro navio

6.8 – Check Lists

O “CHECK LIST” PARA SITUAÇÃO DE EMERGÊN-CIA – ABALROAMENTO EMINEN-TE/ABALROAMENTO, que faz parte deste Manual, será sempre usado nesta eventualidade.

 


ERSH_2.05-MdC.doc


LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online