Boias de salvação
- OBJECTIVO
Descrição dos procedimentos de manutenção e utilização das bóias de salvação
- ÂMBITO
Todos os navios
- EXCEPÇÕES
Nenhuma
- DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
SOLAS
Recomendações dos fabricantes
- RESPONSABILIDADE
É responsabilidade do Imediato a coordenação das acções de manutenção e operacionalidade das bóias de salvação.
Poderá delegar em outro Oficial ou tripulante da mestrança a tarefa de proceder à inspecção dos equipamentos.
- DESCRIÇÃO
6.1 – Geral
As bóias de salvação existentes a bordo terão de ser de modelo aprovado pelas autoridades competentes e em número igual ao que consta na Relação para o Certificado de Segurança do Equipamento para Navio de Carga – Modelo E
6.2 – Localização
A localização das bóias de salvação será a indicada no Plano de Segurança do navio e estará identificada com símbolos que respeitem as recomendações IMO.
Além das bóias de salvação referenciadas no Plano de Segurança, deverá existir
- uma bóia com facho luminoso
- um cabo
prontos para uso imediato e colocados junto à escada do Piloto, quando em operações de embarque/desembarque dos Pilotos, ou junto à prancha/escada de portaló, quando atracado/fundeado em porto.
6.3 – Inscrições e equipamento
Cada bóia de salvação terá que possuir as seguintes inscrições:
- nome do navio:
- porto de registo
Além das inscrições terá de ter:
- fitas retro-reflectoras;
e um, ou mais, dos seguintes acessórios (dependendo dos requisitos da Convenção):
- retenida flutuante;
- sinal luminoso;
- sinal de fumo
6.4 – Validade
As bóias de salvação não têm período de validade, devendo ser substituídas no caso de não se apresentarem em bom estado de conservação.
Os sinais luminosos/fumígenos que estão associados às bóias de escape rápido das asas da ponte, conhecidas por “manoverboard” têm um período de validade de 3 anos.
6.5 – Manutenção
Regra geral, as bóias de salvação estão em locais expostos ao tempo, estando sujeitas à sua acção. Deverão ser feitas inspecções mensais a todas as bóias de salvação para verificação do seu estado de conservação e se os acessórios que possuem se encontram operacionais. Nas inspecções será verificado:
- o estado da retenida;
- o cabo de ligação do sinal luminoso à bóia;
- o estado das pilhas alcalinas dos sinais luminosos;
- o sistema de escape rápido das bóias com “manoverboard”;
- as fitas retro-reflectoras.
Na inspecção será verificada a data de validade dos “manoverboard” ligados às bóias de salvação das asas da ponte, sendo feita uma requisição para a sua substituição, quando necessário, com a antecedência de pelo menos 1 mês.
Para a inspecção será utilizada a “FICHA DE INSPECÇÃO ÀS BÓIAS DE SALVAÇÃO”.
6.6 – Instruções de utilização
As bóias de salvação deverão estar sempre prontas para uso imediato, pelo que nunca devem ser presas a qualquer estrutura que impeça o seu fácil manuseamento e rápido lançamento à água.
Em caso de emergência de “Homem ao Mar” usar a bóia de salvação que estiver mais perto. Deverá ser lançada ao mar tendo o cuidado de o não fazer directamente sobre o naúfrago.
Se a situação ocorrer com o navio parado, o chicote da retenida deverá ser preso ao navio antes de se lançar a bóia de salvação ao mar.
Se o navio tiver seguimento, a bóia de salvação será lançada com a retenida completamente safa para poder flutuar estendida.
As bóias com “manoverboard” e dispositivo de escape rápido são largadas retirando a cavilha de ferro, no interior da asa da ponte, que existe para o travamento. Ao cair, a bóia arrastará o facho eléctrico/fumígeno, que será accionado por meio de um pequeno cabo preso à estritura do navio.
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online
