2.19 Pranchas e escadas de portaló

Pranchas e escadas de portaló


  1. OBJECTIVO

Descrição dos cuidados na utilização e manutenção de pranchas/escadas de portaló.

  1. ÂMBITO

Todos os navios

  1. EXCEPÇÕES

Nenhuma

  1. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Code of safe working practices for merchant seamen

Loss Prevention Bulletin 3/1995/96 (West of England)

Instruções dos fabricantes

  1. RESPONSABILIDADE

O Oficial de Quarto é o responsável pela colocação da prancha/escada de portaló, bem como a manutenção das condições de segurança durante a utilização em estadia.

A responsabilidade da manutenção do bom estado de conservação e funcionamento é do Imediato.

  1. DESCRIÇÃO

6.1 – Geral

A prancha/escada de portaló é o meio de acesso a bordo e deverá apresentar-se impecável em todos os aspectos de segurança, limpeza e manutenção.

6.2 – Movimentação / colocação

As pranchas/escadas de portaló são equipamentos geralmente pesados e difíceis de deslocar. Deve-se:

  • arranjar um número suficiente de tripulantes para realizarem este trabalho;
  • só permitir o acesso aos comandos dos guinchos das escadas de portaló ou das gruas a tripulantes que conheçam bem os equipamentos e o seu manuseamento;
  • elucidar cada tripulante das suas funções dentro da equipa para que o trabalho seja realizado de forma coordenada;
  • o tripulante ou tripulantes que tiverem que estar na escada de portaló (mas fora da borda) enquanto a preparam tomarão precauções idênticas às que são tomadas aquando da realização de trabalhos fora da borda (uso de colete de salvação e/ou cinto/arnez com linha de segurança);

A colocação das pranchas/escadas de portaló far-se-à tendo em consideração o seguinte:

  • sempre que possível serão colocadas longe de zonas de trabalho e de locais onde existam quaisquertipo de movimentações por cima dos acessos;
  • sempre o mais afastado possível dos “manifolds” de bordo e o mais perto possível dos alojamentos;
  • haver espaço suficiente para que os movimentos das pranchas/escadas de portaló, resultantes das marés ou das variações de calado, se façam livremente;
  • o ângulo de inclinação esteja sempre dentro dos limites para os quais elas foram construidas. Se não existirem instruções escritas nesse sentido tomar-se-à como regra o seguinte:
  • as pranchas de portaló não deverão ser usadas com ângulos de inclinação superiores a 30º da horizontal;
  • as escadas de portaló não deverão ser usadas com ângulos de inclinação superiores a 55º abaixo da horizontal (a não ser que estejam preparadas para grandes ângulos)
  • não devem ser colocadas na balaustrada, a não ser que esta tenha sido preparada para o efeito (reforçada);
  • as zonas de acesso, tanto da parte do navio como do cais, devem estar desobstruídas e devem dar passagem de uma maneira segura aos extremos da prancha/escada de portaló. Se necessário usar-se-à um escadote de borda;
  • qualquer abertura que exista entre a escada a balaustrada será sempre tapada à altura de pelo menos um metro.

6.3 – Verificações após a colocação e antes de ser utilizada

Após a prancha/escada de portaló ter sido colocada e terminadas as operações de preparação executadas pelos marinheiros, o Oficial responsável fará uma vistoria minuciosa para se certificar que tudo está de acordo com o estipulado só depois permitirá a sua utilização pelo pessoal que pretende entrar/sair.

Na vistoria serão tidos em consideração os seguintes pontos:

  • a prancha/escada de portaló encontra-se firmemente segura e perfeitamente estável (bem assente e sem oscilações);
  • todos os balaústres estão colocados, não estão tortos e encontram-se devidamente presos;
  • os cabos de protecção estão bem esticados e limpos;
  • a rede de protecção está correctamente colocada, entre o navio e a escada;
  • os meios de acesso (prancha/escada de portaló e zonas contíguas quer a bordo quer em terra estão bem limpas de óleo, gordura ou gelo;
  • o ângulo de inclinação está dentro dos limites recomendados pelo fabricante;
  • o sistema elevatório do equipamento e os respectivos cabos não causam qualquer obstrução à passagem das pessoas;
  • existe uma bóia de salvação com facho eléctrico e retenida flutuante na zona de acesso a bordo;
  • existe um contentor estanque contendo um Plano de Segurança do navio na zona de acesso a bordo;
  • existe o aviso, com as indicações exigidas num navio tanque; na zona de acesso a bordo;
  • foi passada uma inspecção visual a toda a prancha/escada de portaló para detecção de sinais de empenamento, estaladelas ou corrosão;
  • foi passada uma inspecção visual ao estado dos cabos desuporte e movimentação.

Será utilizado o “CHECK LIST” – PRANCHAS E ESCADAS DE PORTALÓ.

6.4 – Verificações durante a estadia

Durante todo o tempo em que a prancha/escada de portaló estiver colocada a segurança das pessoas que a utilizam é da inteira responsabilidade do navio. Mesmo no caso dos meios de acesso serem fornecidos por terra o Comandante continua com a responsabilidade de, tanto quanto lhe seja possível, garantir que o meio seja adequado para o fim a que se destina, esteja bem colocado e tenha suficiente iluminação.

Durante toda a estadia a prancha/escada de portaló será vigiada permanentemente pelos marinheiros de serviço (por delegação do Oficial de quarto que é o responsável) aos quais competirá:

  • verificação de que continua bem segura e estável apesar dos movimentos resultantes das marés e das variações de calado devidas às operações de carga/descarga;
  • verificação de que continua bem iluminada durante a noite;
  • verificação da limpeza (degraus, zonas de acesso no navio e em terra, cabos de protecção);
  • verificação de que as zonas de acesso continuam desobstruidas;
  • verificação de que a rede de segurança, apesar dos movimentos da prancha/escada de portaló, continua correctamente posicionada;
  • verificação de que o sistema elevatório do equipamento e os respectivos cabos continuam a não causar qualquer obstrução à passagem das pessoas;
  • verificação de que o ângulo de inclinação não está fora dos limites recomendados.

Quando qualquer anomalia for detectada pelo marinheiro de serviço, o Oficial de Quarto será informado para correcção da situação.

6.5 – Manutenção

As pranchas/escadas de portaló serão sujeitos a inspecções e manutenções periódicas de acordo com as instruções fornecidas pelos fabricantes.

Todas as vezes que forem movimentadas, o Oficial de Serviço fará uma inspecção visual (dando especial atenção ás zonas onde existem acessórios) para detecção de qualquer anomalia quer na estrutura quer nos cabos.

Periodicamente há a necessidade de serem inspeccionadas mais profundamente para verificação das partes inferiores nem sempre acessíveis visualmente.

As partes móveis serão lubrificadas com a periodicidade recomendada. O equipamento de movimentação será inspeccionado e mantido segundo os padrões indicados pelo respectivo fabricante. Os cabos de elevação serão inspeccionados para verificação de desgaste e defeitos devendo proceder-se ao seu viramento.

As pranchas/escadas de portaló não serão pintadas para não ocultar estaladelas, defeitos, etc.

Todos os trabalhos de manutenção, reparação e inspecções serão registados para que disponha de um historial do equipamento.


SM_2.19-MdC.doc


LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online