Amarração
- OBJECTIVO
Descrição dos cuidados a ter na utilização e manutenção de cabos e equipamentos de amarração.
- ÂMBITO
Todos os navios.
- EXCEPÇÕES
Nenhumas.
- DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
Effective mooring
Mooring equipment guidelines
Arte Naval Moderna
Livros de instruções dos fabricantes
- RESPONSABILIDADE
É responsabilidade dos oficiais que estejam a dirigir as manobras assegurar que estas sejam feitas de forma segura, utilizando correctamente os cabos e equipamentos.
Aos marinheiros cabe executar as manobras, cumprindo as instruções e regras de segurança.
A manutenção dos equipamentos é da responsabilidade do Imediato, que quando necessário a colaboração da secção de máquinas.
- DESCRIÇÃO
6.1 – Geral
Os movimentos do navio podem ser verticais e horizontais, sendo provocados por marés, operações de carga / descarga, e pela acção das outras forças exteriores.
Para minimizar estes movimentos é necessário manter uma vigia constante sobre os cabos de amarração, enquanto o navio está ao cais ou às bóias, de modo a que os mesmos possam ser prontamente rondados ou folgados.
Sempre que um marinheiro, no cumprimento das suas funções de vigia, vai rondar ou folgar os cabos de amarração, participará tal facto ao Oficial de serviço, que fará o respectivo registo (com indicação da hora e das operações efectuadas) no Diário de Navegação (se o navio não estiver a realizar operações comerciais), ou no Livro de Registo das Operações de Carga /Descarga.
Este registo cronológico é muito importante no caso de qualquer incidente em que o navio se veja envolvido e em que esteja em causa a amarração.
6.2 – Amarração
A amarração ideal seria constituída por través e springs. Os través teriam como função apertar o navio contra o cais e os springs impedir de se mover para vante/ré. Porém, na prática, a amarração é determinada pela disposição em terra dos acessório de amarração, o que leva a que outros cabos, os lançantes, também sejam usados, os quais contribuem com muito menor importância do que se julga para manter o navio atracado. Estes cabos orientam-se entre a direcção longitudinal e a transversal. Por esse motivo a componente longitudinal do cabo actua como um spring e a transversal como um través. Quando em força, ambos os componentes longitudinais (proa e popa) são opostos e tendem a anular-se, não produzindo efeito significativo no segurar do navio contra os movimentos longitudinais, só sendo aproveitados em parte para manterem o navio apertado contra o cais (por acção da componente transversal), mas mesmo assim sendo afectada devido à elasticidade dos cabos. Sempre que houver, por disponibilidade de cabeços em terra, possibilidade de os escolher, deverão ser seleccionados cuidadosamente para que os cabos sejam colocados onde possam actuar mais eficazmente.
Os Oficiais devem conhecer as cargas de rotura dos vários cabos que utilizam na amarração, mas este valor não é o de maior importância nos cabos, mas sim as componentes horizontais (transversal e longitudinal) da sua carga de rotura.
Na amarração deve-se ter em conta que:
- os cabos de amarração devem ser dispostos o mais simetricamente possível em relação ao meio do navio;
- os través proporcionam a retenção ao movimento de afastamento do cais e devem ser orientados o mais perpendicularmente possível em relação à linha longitudinal do navio e colocados o mais afastado possível do costado;
- os springs proporcionam a maior parte da retenção ao movimento longitudinal para vante ou para ré, sendo apenas sujeito a tensão um grupo de cada vez (os de vante ou os de ré). Devem ser orientados o mais paralelamente possível em relação à linha longitudinal do navio;
- sempre que possível, devem-se evitar os cabos curtos, por absorverem a maior parte da carga quando ocorrem movimentos, e além disso são muito afectados pelo ângulo vertical (entre a horizontal do cais e o cabo), pelo que este ângulo deve ser reduzido ao mínimo;
- cabos na mesma direcção devem ter o mesmo comprimento e serem do mesmo material.
- Na vigia da amarração deve-se ter em conta que:
- os cabos que se encontram folgados serão os primeiros a serem rondados;
- apenas será virado um cabo de cada vez;
- o “aperto” do navio contra o cais será observado para verificação se é devido aos través estarem muito apertados por efeito das marés e/ou operações carga/descarga, ou se é o navio que está a ser comprimido contra o cais pela acção de ventos ou correntes. No primeiro caso os través serão folgados ligeiramente.
6.3 – Cabos
6.3.1 – Geral
As principais características em qualquer tipo de cabo são:
- a resistência, normalmente expressa na carga mínima de rotura;
- a elasticidade que corresponde ao alongamento quando em tensão.
Inclui-se na última página deste procedimento um mapa comparativo das cargas de rotura de vários tipos de cabos.
Embora não tão importantes, deverão ser tomadas em conta outras características:
- facilidade de movimentação;
- peso;
- flutuabilidade (nos cabos de fibra).
Todos os cabos de amarração (de arame ou de fibra) serão obrigatoriamente acompanhados do respectivo certificado, onde constem as características (comprimento, diâmetro, número de cordões, qualidade da fibra, número de fios de cada cordão e qualidade dos fios nos cabos de arame, carga de rotura, etc.)
A carga de rotura é a mais importantes, indo condicionar a aplicação do cabo.
6.3.2 – Cabos de fibras sintéticas
As fibras sintéticas mais utilizadas são o nylon, poliester, polipropileno e por vezes uma mistura de poliester / polipropileno.
Os cabos de fibras sintéticas são potencialmente perigosos se não forem utilizados de uma maneira correcta, principalmente pela repentina e violenta chicotada quando rebenta. Neste caso pode-se definir como perigosa a zona de cone, tendo como vértice o ponto de rotura do cabo e um ângulo de +/- 10º, sendo o comprimento do lado do cone igual ao comprimento do cabo medido entre o ponto de rotura e o ponto de fixação.
6.3.2.1 – Causas de avaria e desgaste dos cabos de fibra
Causas principais:
- mecânicas – atrito sobre as peças em que trabalham, fricção das fibras entre si eesforço a que estão sujeitos;
- químicas – exposição a agentes químicos. Os cabos de fibra natural são mais vulneráveis do que os de fibra sintética;
- luz solar – quando muito intensa, pior;
- calor – danifica os cabos, que devem ser guardados afastados de fontes de calor;
- humidade – ataca especialmente os cabos de fibras naturais enfraquecendo-os.
6.3.2.2 – Cuidados com os cabos de fibras sintéticas
- é suspender o rolo de maneira que rode à medida que se puxa pelo chicote do cabo (chicote exterior);
- a maneira correcta de colher um cabo de amarração (quando não recolhido em cegonha ou tambor) é dispô-lo em voltas sobrepostas (colher em pandeiro),o mais largas possível, no sentido do movimento dos ponteiros do relógio (se o cabo for de cocha direita) ou no sentido inverso (se o cabo for de cocha esquerda);
- serão periodicamente inspeccionados para avaliação do estado e detecção de zonas fracas ou em risco de avaria;
- quando se detecte qualquer deficiência nos cabos que possa afectar a resistência ou criar qualquer situação de perigo, o Imediato será imediatamente informado;
- deve-se evitar a exposição desnecessária à luz solar, especialmente no Verão. Os cabos mais atacados são os de polipropileno e polietileno;
- os paióis onde os cabos se encontram guardados devem ser bem ventilados;
- devem ser evitados os contactos com fontes de calor (encanamentos condutores de vapor, anteparas que possam aquecer, etc.). Nunca será utilizada qualquer fonte de calor para secar cabos húmidos;
- deve-se evitar o contacto e contaminação com produtos químicos. Em caso afirmativo, os cabos serão lavados imediatamente com água (jacto de mangueira);
- nunca se devem unir dois cabos de amarração por meio de nós, dado enfraquecerem consideravelmente os cabos, mesmo depois de desfeitos;
- só se devem unir cabos (por meio de uma costura) em que a cocha tenha a mesma sentido;
- as voltas de um cabo num cabeço duplo deverão ser sempre voltas falidas (voltas em 8). Se os cabeços são grandes passar uma, no máximo duas, voltas redondas ao primeiro ferro do cabeço e em seguida execute então as voltas falidas. Se os cabeços são pequenos passar uma, no máximo duas, voltas redondas abraçando ambos os ferros e em seguida executar as voltas falidas;
- quando houver necessidade de folgar cabos que estão com volta em cabeços, tambores, etc. proceder-se-à com o máximo cuidado para evitar que estes dêem um salto rápido;
- nunca colocar no mesmo cabeço ou gato de escape cabos de fibra e cabos de arame;
- não arrastar os cabos ao longo dos pavimentos ou sobre arestas afiadas ou rugosas;
- evitar, sempre que possível, o atrito dos cabos em buzinas e castanhas. Deverá aplicar-se protecções (de lona ou couro) nas zonas de fricção. Para evitar que os cabos tenham sempre as mesmas zonas em contacto com as buzinas/castanhas (o que sucede quando os navios visitam frequentemente os mesmos terminais) deverão ser virados, sendo vantajoso existir a bordo um registo da entrada ao serviço dos cabos de amarração e das datas em que foram virados os chicotes;
- ao manobrar um cabo num tambor ou cabeço, otripulante nunca se deve situar muito próximo do tambor;
- os tambores dos guinchos / molinetes, buzinas, roletes e castanhas devem estar sempre limpos e livres de ferrugem. Os roletes devem rodar livremente;
- evitar que os cabos corram nos tambores dos guinchos / molinetes. É preferível rodar o tambor em sentido contrário para aliviar o cabo;
- evitar dar demasiadas voltas nos tambores dos guinchos / molinetes, quando se vira um cabo. Normalmente para cabos de fibra sintética 4 voltas é o suficiente;
- evitar passar na zona de perigo de um cabo. Se o cabo está a ser virado não passar nessa altura, mas apenas quando o cabo estiver sujeito a menos esforço;
- na zona de cabos, reduzir o pessoal ao estritamente necessário, para o trabalho que se está a executar.
6.3.2.3 – Uso de boças em cabos de fibra
A boça, para que satisfaça plenamente e em segurança a função a que se destina deve:
- ser usada “dobrada” e não “singela”;
- ser bastante flexível e o mais pequena possível;
- ser do mesmo material que o cabo em que está a trabalhar;
- ter uma resistência (os dois chicotes da boça em conjunto) igual a 50% da carga de rotura do cabo em que vai ser usado;
- ser de preferência de fraca elasticidade e ter um ponto alto de fusão (as boças de poliester para trabalhar com cabos de fibras sintéticas satisfazem estes requisitos devendo ser feitas de cabos de 3 cordões).
6.3.2.4 – Costuras em cabos de fibra
As costuras serão executadas exclusivamente por marinheiros experientes e sob supervisão do contramestre. As costuras serão feitas respeitando todos os procedimentos de marinharia.
A execução de uma costura vai reduzir a carga de rotura de um cabo em cerca de 10%. Esta redução permanece constante mesmo que mais do que uma costura seja introduzida no mesmo cabo.
Nunca deverão ser utilizados processos mecânicos (estranguladores) para substituir as costuras manuais em cabos de fibras.
6.3.3 – Cabos de arame
É importante que ao requisitar-se qualquer cabo de arame se tenha em mente qual a finalidade de aplicação e características necessárias para o seu uso correcto
Principais características:
- carga de rotura;
- flexibilidade;
- resistência à fadiga provocada pela flexão;
- anti-fricção;
- resistência à deformação;
- anti-corrosão
Geralmente, a característica mais importante para uma determinada finalidade sobrepõe-se a todas as outras na escolha.
Vantagens dos cabos de arame sobre os cabos sintéticos: maior carga de rotura com um cabo de menor diâmetro e terem um coeficiente de alongamento bastante baixo.
6.3.3.1 – Causas que provocam avaria e desgaste dos cabos de arame
Causas de deterioração:
- atrito provocado pela passagem do cabo sobre roldanas, tambores ou outras quaisquer superfícies/peças;
- esforços exagerados provocados pelo movimento rápido do cabo ou pela aplicação de esforços superiores aos recomendados;
- flexão exagerada;
- corrosão.
6.3.3.2 – Cuidados com os cabos de arame
- manuseados com muito cuidado, utilizando luvas apropriadas;
- gornir o cabo no tambor de acordo com a respectiva cocha;
- serão examinados periodicamente em toda a sua extensão para detecção de avarias. Os cabos devem ser substituídos se apresentarem muitos fios partidos e mostrarem sinais de gasto excessivo ou corrosão pronunciada. Consideram-se muitos fios partidos quando um cabo apresenta, num comprimento igual a oito diâmetros, mais de 10% dos fios inutilizados. Considera-se gasto excessivo quando os fios externos têm o diâmetro reduzido a metade;
- sempre que se encontre qualquer deficiência nos cabos que possa afectar a resistência ou criar perigo será o avisado o Imediato;
- serão tratados regularmente com lubrificantes adequados;
- periodicamente serão virados nos tambores/cegonhas para uniformizar o desgaste. Deve existir a bordo um registo da entrada ao serviço dos cabos e das datas em que foram tratados e virados;
- evitar que os locais de retorno e passagem dos cabos tenham arestas vivas que os possam danificar;
6.3.3.3 – Uso de boças em cabos de arame
As boças a utilizar são:
- boça “Carpenter” – aparelho composto por duas pernadas de corrente com um dispositivo “mordente” na ponta;
- corrente de aço
A mais vulgarmente utilizada é a indicada em segundo lugar. A corrente para boça será a adequada em função da carga de rotura dos cabos com que vai trabalhar.
A tabela seguinte dá a carga de rotura para 3 diferentes diâmetros (correntes de aço – Grade 40).
12 mm diâmetro 7,2 tons.
16 mm diâmetro 12,7 tons.
20 mm diâmetro 19,9 tons
Normalmente a boça de corrente rebenta a uma carga de rotura inferior à do arame.
6.3.3.4 – Costuras em cabos de arame
Serão executadas somente por marinheiros experientes e sob supervisão do contramestre. As costuras serão feitas respeitando todos os procedimentos de marinharia.
A execução de uma costura reduz entre 10% e 15% a carga de rotura de um cabo.
As costuras em cabos de arame devem ser revestidas para protecção dos utilizadores do cabo.
Quando não há tempo de executar uma mão em chicote de cabos, usam-se estranguladores, que, quando bem montados (as partes curvas dos estranguladores apertam do lado do chicote do cabo e não do lado do cabo) e em número suficiente (três estranguladores), têm uma segurança equivalente à de uma costura de mão.
6.3.3.5 – Utilização de “molas” de cabo de fibra em cabos de arame
Por vezes há necessidade de adicionar elasticidade suplementar ao cabo de arame, o que se consegue colocando na extremidade do arame um cabo de fibra (“mola”). A introdução deste cabo poderá dar origem a um ponto fraco no sistema de amarração se não forem tomadas em consideração os seguintes pontos:
- o seu comprimento não ser superior a 11 metros;
- ter uma carga de rotura superior em 25% à do cabo de arame a que vai ser aplicado;
- a ligação da mão da mola à mão do arame ser feita por intermédio de uma manilha especial (tipo MANDEL ou tipo TONSBERG);
- ter a mão que liga na manilha forrada ;
- terem ambos os cabos (arame e mola) a cocha no mesmo sentido;
- ser inspeccionada (especialmente as mãos onde está montada a manilha de ligação) sempre, antes de utilizada, e substituída no caso de aparecimento de qualquer sinal de avaria;
- ser substituída ao fim de 18 meses de utilização;
- ser fácil de manobrar.
6.3.3.6 – Cabos de segurança (de arame)
Os terminais requerem a existência dos cabos de segurança. Eles permitem que os reboques retirarem o navio do cais sem assistência de qualquer tripulante de bordo, em caso de fogo ou explosão grave.
Deve existir no mínimo a bordo dois cabos, um perto da proa e outro perto da popa, posicionados no bordo oposto ao cais. Os cabos de segurança devem ser quanto à sua constituição 6 * 36 IWRC (independent wire rope core), de aço, incluindo a sua madre. Acerca do posicionamento e medidas (diâmetro e comprimento), consultar e cumprir com a publicação MEG (Mooring Equipment Guidelines). Os cabos devem estar certificados.
6.4 – Equipamentos de Manobra
6.4.1 – Acessórios
- os acessórios de amarração (cabeços, buzinas, castanhas, roletes, etc.) devem estar sempre limpos (sem ferrugem) e com as superfícies o mais lisas possível;
- quando existirem, as partes móveis estas devem rodar livremente;
- regularmente serão sujeitos a operações de manutenção detecção de avarias. Das operações de manutenção existirá um registo.
6.4.2 – Equipamentos
- deverão ser seguidas as instruções fornecidos pelos fabricantes dos vários equipamentos de amarração;
- periodicamente os equipamentos serão sujeitos a operações de manutenção e detecção de avarias. Existirá um registo da manutenção dos equipamentos;
- qualquer deficiência detectada será comunicada ao Imediato;
- aos controlos dos equipamentos só estarão tripulantes familiarizados com a sua operação e capacidade;
- nos controlos dos equipamentos deverão estar marcadas, de modo bem visível, as funções e o sentido de rotação dos tambores;
- os cabos nos tambores serão gornidos de maneira adequada e na direcção correcta. Um cabo gornido incorrectamente reduz a capacidade de travar das brecas. Outro factor que afecta a capacidade de travar é o número de voltas de cabo existente no tambor. Essa capacidade diminui à medida que aumenta o número de voltas;
- as brecas e o tambor onde apertam devem estar sempre completamente limpos (sem ferrugem, vestígios de óleo ou humidade);
- as maxilas das brecas para actuarem eficazmente devem ter o seu ponto de articulação bem lubrificado para poderem rodar com facilidade;
- a capacidade de travagem das brecas dos equipamentos de amarração deve ter um valor igual a 60% do valor da carga de rotura dos cabos com que trabalham;
- as brecas deverão ser periodicamente testadas (fazendo-se um registo dos testes) para avaliação da sua capacidade de travagem. Caso esta esteja bastante abaixo dos valores indicados pelo fabricante os ferodos deverão ser substituídos;
- nunca se deve tentar aumentar a capacidade de travagem das brecas deixando o equipamento engrenado e ligado na posição de “virar”. Isto só será feito excepcionalmente em situação de emergência pois ao fazê-lo está provavelmente:
- a causar avarias no veio do equipamento;
- a exceder a carga de rotura dos cabos sujeitando-os a partir;
- a exceder a carga de segurança dos acessórios de amarração podendo originar avaria ou acidente grave;
- sempre que um cabo gornido num tambor tenha que ser ligeiramente folgado nunca o fazer pela simples operação de abertura da breca deixando-o correr. A maneira correcta de proceder será ligar e engrenar o equipamento, abrir a breca e em seguida rodar o equipamento para folgar o cabo;
- se devido a qualquer circunstância excepcional os cabos correrem e o navio começar a afastar-se do cais, não se deverá ligar e engrenar imediatamente o equipamento, aliviar as brecas e começar a virar os cabos para tentar aproximar o navio do cais. Se as causas que originaram o correr dos cabos se mantiverem é impossível aproximar o navio unicamente pela força dos equipamentos porque, por construção, a capacidade das brecas em travar é superior à capacidade dos equipamentos em virar. Se os cabos correram é porque foi excedida a capacidade de travar. Deverá ser preparada a máquina, se necessário pedir a assistência de reboques e colocar a hipótese de desligar mangueiras;
- com temperaturas baixas é necessário tomar precauções com os equipamentos de manobra movidos a vapor, por motivo do risco de congelação.
6.5 – Medidas de segurança nas operações
- o pessoal da manobra estará protegido com equipamento de segurança – capacete, luvas, sapatos/botas de segurança e óculos (no caso do tripulante que abre/fecha a breca do ferro nas operações de fundear / suspender);
- as zonas destinadas às manobras serão pintadas com tinta antiderrapante e conservar-se-ão sempre limpas e livres de objectos que não estejam directamente ligados à manobra;
- as engrenagens e outras partes móveis dos equipamentos terão sempre as respectivas protecções colocadas;
- os encanamentos de vapor na zona de manobra estarão convenientemente forrados ou terão resguardos;
- qualquer fuga de óleo nos equipamentos será imediatamente comunicada e reparada;
- é ineficaz e perigoso tentar verificar a tensão de um cabo dando-lhe pontapés ou colocando-se em cima dele;
- estar sempre “safo” dos cabos em força;
- nunca permanecer na parte interior da curvatura de um cabo em força;
- quando a arriar cabos, verificar se o pessoal envolvido está em segurança;
- se um cabo correr sem controlo não tentar pará-lo com os pés ou com as mãos;
- ao manobrar um cabo num tambor de um guincho/molinete fazê-lo sempre com o auxílio de outro tripulante, que situado atrás vai colhendo ou dando o cabo;
- mesmo que por escassos instantes, nunca deixar um equipamento a rodar sozinho;
- não subir ao equipamento para observar melhor qualquer manobra.

NOTAS: O peso indicado é expresso em Kg e refere-se a um metro de cabo
O alongamento refere-se a cabos usados. Em cabos novos o alongamento é consideravelmente maio
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online
