2.08 Testes e verificações diárias

Testes e verificações diárias


1. OBJECTIVO

Descrição dos testes e verificações diárias que devem ser efectuados pelos Oficiais de quarto na Ponte.

2. ÂMBITO

Todos os navios.

3. EXCEPÇÕES

Ficam isentos deste procedimento os navios que realizam viagens entre portos do continente com duração inferior a 24 horas. Estes navios antes de iniciarem viagem preenchem o “CHECK LIST” PONTE / NAVEGAÇÃO – 3 PREPARAÇÃO PARA A SAÍDA DE UM PORTO.

4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

Bridge Procedures Guide

5. RESPONSABILIDADE

Os responsáveis pela realização dos testes / verificações são os Oficiais de quarto.

6. DESCRIÇÃO

6.1 – Geral

Para os testes que se realizam uma só vez por dia utilizar-se-à o “CHECK LIST” PONTE/NAVEGAÇÃO – 2 TESTES E VERIFICAÇÕES DIÁRIAS. Normalmente estas verificações deverão realizar-se entre as 1100 horas e o meio dia, altura em que todos os tripulantes estão levantados, mas caberá ao Comandante estabelecer a hora que entenda por mais conveniente para estas verificações, e que sejam colocados avisos antecipadamente, nos locais habituais, informando a tripulação de que diáriamente à hora escolhida e afixada serão testados os apitos e o alarme geral. Evitar-se-à que os sinais dos testes possam ser confundidos com situações reais.

Os Oficiais de Quarto responsáveis pela realização dos testes/verificações, para além de preencherem o “CHECK LIST” já mencionado, registarão também todos os testes/verificações no Diário de Navegação. Em caso de necessidade, os registos terão importância vital para a defesa dos interesses do navio.

6.2 – Telégrafo de ordens para a máquina

Será verificado o seu funcionamento em todas as posições para vante e para ré. Estas verificações serão feitas sem alteração do regime da máquina, sendo necessária a colaboração do Oficial de serviço na casa da máquina.

No caso de comando na ponte será passado momentaneamente o comando para a casa de controlo da casa da máquina, para ser experimentado o telégrafo.

Igualmente será verificado / testado o telégrafo de emergência.

6.3 – Apitos

Antes de se verificar o funcionamento dos apitos deverá verificar-se se existem navios nas proximidades ou se a visibilidade é reduzida, para evitar que os sons emitidos possam ser mal interpretados por outras embarcações.

Serão experimentados os apitos existentes (no mastro de ré e/ou no mastro de proa) fazendo-os funcionar em automático, manual e também localmente (sempre que esta alternativa exista).

6.4 – Rotações da máquina principal

Quando dos testes/verificações dos telégrafos de ordens para a máquina, serão comparadas as rotações da máquina, fornecidas pelo Oficial de serviço na casa da máquina, com as indicadas no taquímetro da ponte.

Se houver alguma diferença será anotada no Diário de Navegação e afixada junto ao taquímetro, para possibilitar a conversão das rotações do taquímetro em rotações reais da máquina.

Existindo taquímetros nas asas da ponte, serão feitas também comparações e será adoptado o mesmo procedimento no caso de existirem diferenças.

6.5 – Cronómetros e relógios

Quando da determinação diária do estado e marcha do(s) cronómetro(s) de bordo será feita uma comparação com o relógio existente na ponte e se necessário será acertado.

No caso da não existência de um sistema de relógios interligados a um central localizado na ponte, é necessário contactar o Oficial de serviço à Máquina para que todos os relógios de bordo estejam sincronizados exibindo a mesma hora.

Isto é muito importante, para que não haja disparidades nas horas de registos (feitos na ponte e na casa da máquina) referentes aos mesmos acontecimentos.

6.6 – Telefones internos

O sistema alternativo de telefones de emergência, não sendo utilizado nas rotinas de bordo, pode eventualmente estar fora de serviço, sem se dar por isso. Deverá ser diariamente verificado o seu funcionamento nas várias extensões dos telefones de emergência.

6.7 – Alarmes de “fora de rumo”

O alarme de “fora de rumo” do piloto automático é por vezes testado modo involuntário, quando das mudanças de rumo feitas sem a passagem a leme manual. Porém, quando em viagens com grandes distâncias entre “Way Points”, este alarme será testado pelo menos uma vez por quarto, devendo o Comandante ser imediatamente avisado em caso de avaria do referido alarme.

Nos navios em que existe um alarme de “fora de rumo” da agulha magnética será também testado pelo menos uma vez por quarto em viagens com grandes distâncias entre “Way Points”.

6.8 – Alarme de “falha de corrente” da giro

No caso da existência deste alarme (em alguns modelos de giro só aparece como opção) serão seguidas as instruções do fabricante para teste.

6.9 – Passagem de leme automático a manual e vice-versa

Pelo menos uma vez por quarto será feita esta verificação. Esta passagem será efectuada pelo Oficial de quarto ou, então, pelo marinheiro de serviço mas sempre sob a supevisão do Oficial.

6.10 – Receptor de escuta permanente 2182 Khz

O receptor de escuta permanente na frequência dos 2182 Khz existente na ponte será testado, pelo menos, uma vez por quarto.

Estes aparelhos estão desligados em porto, mas serão conservados ligados quando a navegar desde o desembarque do piloto de um porto até ao embarque do piloto no porto seguinte. Os testes e as horas de ligar e desligar serão sempre registadas no Diário de Navegação.


NCOM_2.08-MdC.doc


LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online