Homem ao mar
1. OBJECTIVO
Descrição da actuação em situação de homem ao mar
2. ÂMBITO
Todos os navios
3. EXCEPÇÕES
Nenhumas
4. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
– Manual de Busca e Salvamento para
Navios Mercantes (MERSAR)
5. RESPONSABILIDADE
O Oficial Chefe de Quarto é responsável em qualquer momento pela segurança do navio, da sua tripulação e do meio ambiente. Logo que surja uma situação de homem ao mar tomará de imediato as medidas que julgar oportunas para enfrentar a situação e avisará imediatamente o Comandante.
O Oficial Chefe de Quarto continuará responsável pela segurança da navegação do navio não obstante a presença do Comandante a não ser que este lhe tenha expressamente comunicado que toma esse encargo.
6. DESCRIÇÃO
6.1 – Geral
De um modo geral os passos a seguir serão quase sempre os mesmos apenas variando o tipo de mano-bra que se vai realizar que depende:
• do tipo de situação;
• das características do navio;
• das condições meteorológicas presentes.
6.2 – Situações que se podem deparar
As situações podem-se dividir em 3 tipos:
1. “acção imediata” – quando o tripulante é visto a cair ao mar por alguém que se encontra na ponte e a resposta ao sucedido é quase instantânea;
2. “acção atrasada” – quando o tripulante é visto a cair ao mar por uma qualquer testemunha que tem que passar essa informação à ponte e portanto a resposta ao sucedido é feita com algum retardo;
3. “tripulante desaparecido” – quando a ponte é informada que um tripulante desapareceu, tendo provavelmente caído ao mar, mas não se sabendo exactamente quando tal sucedeu.
6.3 – Medidas a tomar
A primeira atitude a tomar por quem veja uma pessoa a cair ao mar é avisar a ponte.
O aviso deverá ser feito logo que se tome conhecimen-to do incidente e pelo meio disponível mais rápido, que poderá ser um grito de alerta. Neste caso será dito
HOMEM AO MAR POR BOMBORDO
(ou estibordo consoante o caso)
Ao receber o alerta, o Oficial de serviço:
• dispara a bóia “manoverboard” do bordo em que o tripulante caíu ao mar;
• dá ordens para que o leme seja “carregado” todo a esse bordo (a manobra a seguir à ordem de “leme todo ao bordo” depende da situação e do tipo de navio. Em 6.4 – Manobras descrevem-se os vá-rios tipos de manobras e a sua aplicabilidade;
• toma nota da posição em que a bóia foi lançada ao mar, anotando a posição exibida no “display” do GPS;
• acciona o alarme geral de emergência;
• coloca vigia/vigias na asa da ponte ou ponte alta para procurar não perder de vista o náufra-go/bóia;
• avisa o Comandante e a casa da máquina.
6.4 – Comandante
Chegado o Comandante à ponte e após ser informado da situação e das medidas já tomadas, deverá:
• tomar o comando das operações finalizando a ma-nobra de preparação para a recolha do náufrago, iniciada pelo Oficial de quarto;
• informar os chefes dos grupos da situação e man-dar preparar uma baleeira, que depende da ma-nobra que se está a executar e das condições de tempo;
• difundir uma MENSAGEM DE URGÊNCIA para alertar todos os navios que se encontram nas proximidades.
6.5 – Tripulação
Os tripulantes alertados pelo alarme geral de emer-gência dirigir-se-ão imediatamente aos respectivos pontos de reunião.Nos pontos de reunião os chefes de grupo receberão informações da situação e indica-ções do Comandante no sentido de qual será a baleei-ra que deverá ser preparada para ser arriada, aguar-dando a ordem do Comandante para ser arriada.
6.6 – Manobras
As manobras mais usuais para a recolha de um náu-frago são:
• guinada simples (manobra de 270º);
• guinada Williamson:;
• guinada Scharnow
6.6.1 – Guinada simples (manobra de 270º)
1. o leme é metido todo ao bordo da ocorrência (nu-ma situação de “acção imediata”) (Fig. nº 1);
2. após um desvio de 250º do rumo inicial o leme é metido a meio e é iniciada a manobra de parar.
Esta manobra leva o navio de volta ao local da ocor-rência com maior rapidez devendo ser usada prefe-rencialmente em situações de “acção imediata”.
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online
