SECÇÃO 3 – MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS


MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS

SECÇÃO 3

3.1 – JANGADAS PNEUMÁTICAS
3.1.1 – Geral

As jangadas pneumáticas existentes a bordo são de modelos aprovados oficialmente e são em número igual ao que consta no PLANO DE SEGURANÇA e PLANO DE EVACUAÇÃO.

3.1.2 – Localização

As jangadas estão assim distribuídas:

Convés da Ponte – Piso 5
Total  = Capacidade para 400 pessoas

    • A BB, 8 Balsas arreáveis, com a capacidade para 25 pessoas cada = 200;
    • A EB, 8 Balsas arreáveis, com a capacidade para 25 pessoas cada = 200

Convés dos passageiros – Piso 4
Total  = Capacidade para 225 pessoas 

    • A BB, 4 Balsas Arreáveis, com a capacidade para 25 pessoas cada = 100;
    • A EB, 3 á popa + 2 Balsas Arreáveis a meio, com a capacidade para 25 pessoas cada = 125.

3.1.3 – Inscrições e equipamento

Todas as jangadas estão contidas em contentores rígidos os quais terão que possuir obrigatoriamente as seguintes indicações:

    • Nome do fabricante ou marca;
    • Número de série;
    • Nome da autoridade que aprovou a jangada pneumática e nº de pessoas que pode transportar;
    • Descrição do tipo de equipamento de emergência que transporta, SOLAS A PACK;
    • Data da última inspeção;
    • Comprimento da retenida;
    • Máxima altura permitida, para a sua localização, acima da linha de água;
    • Instruções de lançamento.

Jangada montadaa bordo

As jangadas também são obrigadas a terem determinadas inscrições as quais apenas podem ser vistas quando da vistoria na estação de serviço.

Apenas para conhecimento dos tripulantes enunciam-se as inscrições que devem existir:

    • Nome do fabricante ou marca;
    • Número de série;
    • Data de fabricação (mês e ano);
    • Nome da autoridade que a aprovou;
    • Nome e local da última estação onde foi vistoriada;
    • Número de pessoas que pode transportar colocado por cima da entrada e em caracteres de tamanho não inferior a 100 mm e em cor que contraste com a da jangada

Por estarem dentro de contentores fechados, não é possível verificar a bordo o equipamento das jangadas. A existência de todo o equipamento não é posta nunca em dúvida uma vez que só os representantes oficiais estão autorizadas a fazerem as inspecções anuais onde tudo é conferido e substituído, o que estiver em mau estado ou fora de validade.

    • Libertador Hidrostático Thanner
    • Libertador Hidrostático HAMMAR
    • Retenida de disparo
    • Cabo de fixação
    • Cabo de rotura
    • Gato de escape
    • Manilha de fixação da cinta a um ponto fixe do navio
    • Disparador
    • hidrostático
    • Validade

Equipamento de uma jangada:

    • 1 anel de salvação com retenida flutuante, com pelo menos 30 mts. de comprimento;
    • 1 navalha, de tipo não dobrável, com punho flutuante, presa por fiel e guardada num bolso exterior da cobertura próximo do local de ligação da retenida de disparo à jangada. Em jangadas que transportem mais de 13 pessoas é necessário haver mais outra navalha, que pode ser de tipo normal; (em jangadas pneumáticas estas navalhas devem ser navalhas de segurança)
    • 1 vertedouro de material flutuante, se a jangada levar até 12 pessoas; para jangadas com maior capacidade 2 vertedouros flutuantes;
    • 2 esponjas;
    • 2 ancoras flutuantes sendo uma de reserva e a outra estando permanentemente ligada à jangada;
    • 2 remos de pá larga, flutuantes (pagaias);
    • 3 abre latas (navalhas de segurança com abre latas especial satisfazem);
    • 1 estojo de primeiros socorros em caixa estanque capaz de manter a estanquecidade depois de aberta;
    • 1 apito ou equivalente sinal sonoro;
    • 4 sinais paraquedas;
    • 6 fachos de mão;
    • 2 sinais de fumo;
    • 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso;
    • 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva, em embalagem estanque;
    • 1 eficiente reflector de radar, excepto se existir na jangada um respondedor de radar (SART);
    • 1 espelho de sinalização com instruções de utilização;
    • 1 quadro de sinais de salvamento plastificado ou em recipiente à prova de água;
    • 1 jogo de apetrechos de pesca;
    • Rações alimentares totalizando 10.000 kj por pessoa, para todas as pessoas que a embarcação pode transportar, em embalagens hermeticamente fechadas à prova de ar e guardadas em recipiente à prova de água;
    • 1 copo graduado em material não oxidável;
    • 6 doses de comprimidos contra o enjoo e um saco para o enjoo, por cada pessoa que a embarcação pode transportar;
    • Instruções de sobrevivência nas jangadas
    • Instruções para atuação imediata
    • Ajudas térmicas para pelo menos 10% das pessoas que a jangada pode transportar, sendo o mínimo de ajudas exigível de duas;
    • 1 kit para reparação de furos nas câmaras pneumáticas
    • Uma bomba de ar ou um fole
    • Receptáculos à prova de água, contendo um total de1,5 lts. de água potável por cada pessoa que a jangada pode transportar, dos quais 0,5 lts por pessoa podem ser substituídos por um aparelho de dessalgar, capaz de produzir uma igual quantidade de água em dois dias;

3.1.4 – Utilização

De acordo com a Convenção (SOLAS) junto ás embarcações salva-vidas e seus controlos de lançamento para a água existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, usando para o efeito símbolos que respeitem as recomendações IMO e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada luz de emergência.

Poster de segurança a bordo

 

As jangadas pneumáticas poderão ser lançadas de duas maneiras: manualmente e automaticamente.

A jangada sobe à superfície saindo a retenida à medida que o navio se afunda.
Quando toda a retenida foi extraída o sistema de insuflação da jangada é disparado pela tensão da retenida.
A jangada ao insuflar-se abre o invólucro e flutua à superfície
Quando a retenida for totalmente extraída o fiel fusível parte-se permitindo que a jangada flutue à superfície pronta para ser abordada pelos náufragos.

3.1.4.1 ­– Lançamento de uma jangada manualmente

Para lançar uma jangada manualmente proceda da seguinte maneira:

    • aguarde ordem superior para a poder lançar;
    • lance a escada de acesso à jangada, pela borda, de maneira a que fique presa ao longo do costado;
    • verifique se a retenida de disparo (que vai accionar o dispositivo de disparo do cilindro de gás CO2) está bem segura a um ponto fixo do navio;
    • solte as peias de fixação do contentor ao berço abrindo o gato de escape rápido;
    • lance o contentor ao mar (à medida que este vai caindo a retenida irá saindo de dentro da jangada);
    • quando o contentor estiver na água vá puxando pela retenida até que sinta uma certa pressão. Nessa altura puxe com força para fazer accionar o dispositivo de disparo do cilindro de CO2. A insuflação da jangada demorará entre 20 e 30 segundos;
    • normalmente a jangada pneumática enche-se ficando na sua posição direita. Eventualmente, quando vazia, o vento e mar podem virá-la. Se isso suceder voltar a pô-la direita é fácil e pode ser feito por uma só pessoa.

3.1.4.2 Endireitar uma jangada

Para endireitar uma jangada que se voltou, proceda da seguinte maneira: rode a jangada de modo a que a garrafa de gás (que está colocada na parte inferior da jangada) fique colocada a sotavento. Em seguida suba para a jangada ficando em cima da garrafa. Segure a fita que está debaixo da jangada, ponha-se de pé e incline-se todo para trás (ficando assim de cara para o vento). A jangada começará a endireitar-se, com o auxílio do seu peso e do vento, até atingir a posição normal, ficando a pessoa debaixo dela. Calmamente siga a fita e saia debaixo da jangada pelo lado oposto ao da garrafa de gás;

Tentar embarcar os tripulantes, diretamente do navio para a jangada, através da escada colocada para o efeito (para evitar que se molhem). Se isso não for possível e tiverem que saltar saltem para cima da cobertura da jangada e não para a porta, a não ser que seja de pouca altura, pois o fundo pode não aguentar o impacto. No caso de se saltar para dentro da jangada deve ser evitado levar qualquer equipamento pesado e sapatos. Se as condições forem tais que a única alternativa seja saltar para a água então deve fazê-lo adoptando as recomendações feitas no ponto 2.2.3 – Utilização da Seção 2.2 – Coletes de Salvação;

Dentro da jangada os tripulantes devem sentarem-se uniformemente no pavimento com as pernas estendidas para o centro e mantendo as costas apoiadas nas câmaras (não se sentarem nunca sobre elas);

Quando todos os tripulantes estiverem dentro da jangada liberte-a do navio cortando a retenida de disparo com a navalha que existe perto de uma das entradas (colocada na câmara de flutuação);

As jangadas a sotavento do navio, devem manobrar em torno da popa ou das amuras, pois que o navio deriva para sotavento mais rapidamente que a jangada. Quando possível utilizar as pagaias para esse efeito. Logo que a jangada esteja safa do navio e livre de embater em quaisquer obstruções que se encontrem á superfície, lance a âncora flutuante para a água para evitar o abatimento com o consequente afastamento do local do acidente (lembre-se que esse será o primeiro local onde os socorros se dirigirão);

Estabeleça contacto com as outras jangadas e ligue-se a elas por meio de um cabo cujo comprimento variará consoante as condições de tempo/mar (lembre-se de que é mais fácil ser avistado ou detectado quando em grupo do que isoladamente).

Descrição geral de uma jangada pneumática

1. Câmara de flutuação inferior 13. Pagaias
2. Câmara de flutuação superior 14. Embalagem de emergência e quadro de “Sinais Internacionais de Salvamento”.
3. Anéis D e botões de mola para fixacão da cobertura 15. Grinalda exterior.
4. Válvulas de segurança para atestar a pressão 16. Sistema de insuflação.
5. Pavimento singelo não insuflável 17. Boca e cabo de disparo
6. Cinta de endireitamento. 18. Condutor entre as luzes e a bateria ativada pela água salgada, no fundo
7. Luzes interior e exterior 19. Espelho da boca de reboque
8. Tubos arqueados 20. Bolsas de estabilização
9. Orifício e tubo de captação da água da chuva. Manual 21.Anel e linha de socorro. Faca
10. Cobertura de painel 22.Âncora flutuante
11. Grinalda Interior 23.Escada de embarque
12. Manga de vigia com corrediça

A jangada sobe à superfície saindo a retenida à medida que o navio se afunda. Quando toda a retenida foi extraída o sistema de insuflação da jangada é disparado pela tensão da retenida.

A jangada ao insuflar-se abre o invólucro e flutua à superfície

Quando a retenida for totalmente extraída o fiel fusível parte-se permitindo que a jangada flutue à superfície pronta para ser abordada pelos náufragos.

3.1.4.3 – Lançamento de uma jangada automaticamente

Uma jangada será lançada automaticamente quando for impossível lançá-la manualmente, por motivo de o navio se afundar rapidamente. Nestas circunstâncias a jangada será arrastada conjuntamente com o navio até uma profundidade compreendida entre os 1,5 e os 3,7 metros na qual a pressão da água será suficiente para fazer atuar o mecanismo de disparo (libertador hidrostático) do contentor da jangada, ficando este a flutuar.

Á medida que o navio se afunda a retenida irá saindo de dentro da jangada. Quando toda a retenida tiver saído o sistema de insuflação da jangada é ativado pela tensão da retenida. A jangada quando insuflada flutuará à superfície e a força que se está a exercer sobre a retenida obrigará ao rebentamento do cabo de rotura ficando assim a jangada a flutuar livremente à superfície e pronta a ser abordada pelos náufragos. Estes, que se encontram já na água (pois saltaram antes do navio se ter afundado), nadarão na direção da jangada e subirão para bordo utilizando para o efeito a escada de acesso à jangada.

Para auxiliar na recolha dos sobreviventes ainda no mar, o primeiro tripulante a chegar à jangada tomará o lugar nas proximidades da entrada podendo, para o efeito, utilizar o anel e linha de socorro que existem no interior da jangada. Se houver necessidade de prestar auxílio a algum sobrevivente ferido que esteja na água, qualquer tripulante que vá em seu socorro levará enfiado no braço o anel de socorro pois assim será mais fácil depois proceder à sua aproximação da jangada.

Logo que todos os tripulantes estejam dentro da jangada convenientemente sentados, os procedimentos que em seguida se irão adoptar serão iguais aos correspondentes, quando uma jangada é lançada manualmente ao mar e que já foram descritos anteriormente.

3.1.4.4 – Instruções para o caso da insuflação automática não funcionar

Se isso acontecer, quer no caso da jangada ser lançada manual ou automaticamente, o procedimento a adoptar será o mesmo em ambos os casos:

    • Não perder a calma;
    • Nadar para o contentor;
    • Arrancar as fitas de adesivo ou quebrar as cintas;
    • Retirar a tampa da válvula de insuflação de ar:
    • Tentar encher a jangada à boca até que a entrada fique com o interior livre;
    • Entrar na jangada e com o auxílio da bomba manual ou do fole acabar de a encher.

3.1.4.5 – Instruções para reparações

As jangadas pneumáticas entre o seu equipamento dispõem de um Kit de reparação que se encontra dentro de uma caixa que normalmente está colocada perto da entrada.

Se a jangada apresenta um furo este pode ser tapado aplicando um bujão vedante (são cónicos, graduados e roscados) ou em emergência um trapo húmido. Uma vez o furo tapado (provisoriamente) procura-se em seguida repará-lo aplicando um remendo, do estojo de reparação, de acordo com as instruções. Se o furo for pequeno não se deve utilizar um bujão mas sim repará-lo imediatamente. Os remendos devem ser mais largos cerca de 25 mm do que o orifício a tapar, para terem boa superfície de aderência. Para fazer um remendo em boas condições deve proceder da seguinte maneira:

    • Limpar e secar bem a zona a reparar (tanto quanto as circunstâncias o permitam);
    • Preparar o remendo (tendo o cuidado que seja maior do que o buraco e arredondando as pontas)
    • Lixar a zona e o remendo
    • Pôr cola na zona e no remendo;
    • Deixar secar bem (cerca de 5 minutos) e aplicar novamente cola;
    • Voltar a deixar secar colocando em seguida o remendo e, com os dedos comprimi-lo bem e alisando-o para que fique sem irregularidades;
    • Deixar passar cerca de 20 minutos e depois atestar a pressão na câmara reparada.

Se a avaria a reparar é exterior e fica debaixo de água, na maior parte dos casos pode ser feita mudando o peso para o lado contrário da jangada de modo a que a zona fique acima da superfície da água.

3.1.5 – Instruções de sobrevivência a bordo de uma jangada

As instruções de sobrevivência a bordo de uma jangada podem-se dividir em duas partes:

Instruções para ação imediata

Instruções de como sobreviver

3.1.5.1 – Instruções para ação imediata

Estas instruções deverão estar escritas, num dos idiomas oficiais da Organização além da língua do país, de uma maneira facilmente legível em material à prova de água e colocadas de tal maneira que sejam facilmente vistas pelo tripulante que entrar na jangada.

As instruções são as seguintes:

    • Cortar a retenida e afastar-se do navio;
    • Procurar outros sobreviventes e içá-los para a jangada;
    • Lançar a âncora flutuante quando estiver afastado do navio;
    • Fechar as entradas;
    • Ler as instruções de sobrevivência;
    • Soltar a âncora flutuante que está enrolada, as jangadas devem encontrar-se juntas e ficar perto do navio.
    • Para a manobra de aproximação de outra jangada, enrolar a âncora flutuante e lança-la o mais longe possível na direção desejada e puxar a linha.

3.1.5.2 – Instruções de como sobreviver

As instruções que se vão indicar seguidamente embora estejam dadas numa ordem sequencial, dependerão das circunstâncias de cada caso.

    • Identificar o comandante da jangada;
    • Colocar uma vigia;
    • Abrir o embrulho do equipamento;
    • Distribuir os comprimidos e os sacos anti-enjoo;
    • Se apropriado secar o chão e insuflá-lo;
    • Prestar os primeiros socorros, se aplicável;
    • Manobrar na direção de outras jangadas, amarrar as jangadas umas às outras e distribuir os sobreviventes e equipamento entre elas;
    • Organizar quartos e tarefas;
    • Verificar a jangada para correta operação e qualquer avaria e reparação, se apropriado (ventilar se houver fuga de CO2 no interior da jangada);
    • Verificar o funcionamento da luz da cobertura e se possível poupe-a durante o dia;
    • Ajustar as aberturas da cobertura para proteger do tempo ou para ventilar a jangada, conforme o que for apropriado;
    • Preparar e utilizar o equipamento de localização incluindo o equipamento de rádio;
    • Apanhar quaisquer objetos flutuantes que tenham utilidade;
    • Proteger contra o calor, frio e humidade;
    • Determinar as rações de alimentos e água;
    • Adoptar medidas para elevar a moral;
    • Adoptar medidas sanitárias para conservar a jangada habitável
    • Preservar a jangada incluindo o enchimento dos tubos de flutuação e dos suportes da cobertura;
    • Usar adequadamente o equipamento de sobrevivência disponível
    • Preparar ações para:
    • Chegada de unidades de salvamento;
    • Ser rebocado;
    • Ser salvo por helicóptero; e
    • Desembarcar e encalhar na praia

3.1.6 – Inspecções e manutenção

As jangadas pneumáticas estão sujeitas a inspeções anuais, para manutenção da sua validade, as quais são efetuadas por uma estação de serviço reconhecida e aprovada pela Administração. Este período de validade, em casos excepcionais devidamente autorizados, poderá ser prorrogado até ao máximo de 17 meses.

Na altura desta inspeção serão também vistoriados os libertadores hidrostáticos – há libertadores hidrostáticos que anualmente acompanham a jangada à estação para serem vistoriados e para a passagem do respectivo certificado de inspeção, e outros que têm uma validade de 2 anos (não precisando da vistoria anual) findo os quais são deitados fora e substituídos por novos.

Como as jangadas pneumáticas estão encerradas em contentores fechados somente é possível vistoriar e proceder à substituição dos equipamentos que porventura se encontrem em mau estado aquando das inspeções anuais. Isto porém não impede que, quer semanalmente, quer mensalmente, se efetuem inspeções aos contentores para verificar o seu estado de conservação e se as inscrições que deve ter se mantêm e estão bem legíveis) serão levadas a efeito inspeções de rotina e conservação às jangadas Pneumáticas utilizando para o efeito a FICHA DE INSPEçãO ÀS JANGADAS PNEUMÁTICAS MAR D’CANAL, Seção 3.4 do Manual de Segurança.

    • Câmara de flutuaçãoo inferior.
    • Câmara de flutuação superior.
    • Anéis D e botões de mola para fixacão da cobertura.
    • Válvulas de segurança para atestar a pressão.
    • Pavimento singelo não insuflável.
    • Cinta de endireitamento.
    • Luzes interior e exterior,
    • Tubos arqueados.
    • Orificio e tubo de captação da da água da chuva. Manual.
    • Cobertura de painel.
    • Grinalda Interior.
    • Manga de vigia com corredica.
    • Pagaias.
    • Embalagem de emergência e quadro de “Sinais Internacionais de Salvamento”.
    • Grinalda exterior.
    • Sistema de insuflação.
    • Boca e cabo de disparo.
    • Condutor entre as luzes e a bateria ativada pela água salgada, no fundo.
    • Espelho da boca de reboque.
    • Bolsas de estabilização.
    • Anel e linha de socorro. Faca.
    • Âncora flutuante.
    • Escada de embarque.

3.2 – LOCAIS DE ABANDONO
3.2.1 – Geral

De acordo com a Convenção, os Locais de Reunião estão localizados próximo do local de embarque e são suficientemente espaçosos para poderem reunir todos os tripulantes e passageiros desse Local de Reunião bem assim como serem bem iluminados.

3.2.2 – Localização

Os locais de embarque neste navio estão situados no Piso 5 e Piso 4 – a BB e a EB onde se encontram as jangadas pneumáticas e estão devidamente assinalados com a simbologia adoptada pela IMO.

3.2.3 – Rotas de evacuação

As rotas de evacuação estão assinaladas  no Plano e deverão ser assimiladas pela tripulação com responsabilidades no Rol de Chamada Individual e deverão fazer treinos e exercícios regulares de familiarização com os procedimentos.


3.2.3 – Iluminação

Os Locais de Reunião, locais de embarque, bem assim como a superfície da água onde se arreiam os meios de salvação devem estar devidamente iluminados.

A fonte fornecedora de energia deverá estar de acordo com os regulamentos.

3.2.4 – Proteção

Para que as embarcações salva-vidas possam cumprir o objectivo da sua existência a bordo, salvar a vida dos passageiros e tripulantes, é essencial que quer os locais de embarque quer os vários equipamentos do navio estejam dotados de meios de proteção para evitar que as embarcações sejam acidentalmente danificadas.

Assim devem estar indicadas no Plano de Segurança ou em listas descritivas todas as bocas de descarga que possam afetar a manobra e a integridade das embarcações salva-vidas, o modo de interromper essas descargas e a paragem das bombas respectivas.

3.3 BALEEIRAS
3.3.1 – Geral

MARCA: PESBO –MODELO:BS-65-M

DIMENSÕES MOLDADAS (m) 9.00×3.92×1.80 BARCO+PESO EQUIP. (kg) 4,013
MÁXIMO DE PESSOAS 65 PESO TOTAL (kg) 8,888
FLUTUAÇÃO (dm3)   5,350 DISTÂNCIA DO GANCHO (m) 7.700

As baleeiras existentes a bordo são de modelo parcialmente cobertas.

São fabricadas em material resistente ao fogo, não são afetadas pelos hidrocarbonetos e possuem motor.

As suas principais características, são:

    • permitirem atravessar uma área em chamas por período não inferior a 5 minutos, permanecendo em estado razoável de conservação, e garantindo a segurança dos ocupantes;
    • velocidade máxima não inferior a 6 nós;
    • autonomia para pelo menos 24 horas;
    • ocupantes todos sentados e dispondo de cinto de segurança;
    • o escape de gases do motor dotado de válvula de retenção que impede a água de entrar no motor;
    • portas de acesso dos tripulantes à embarcação e escotilhas todas estanques.

3.3.2 – Localização
A sua localização a bordo está de acordo com as indicações referenciadas no Plano de Segurança estando os locais devidamente assinalados com símbolos.

Existem a bordo 2 embarcações do tipo parcialmente cobertas, cada uma com a
capacidade para 65 pessoas estando localizadas como a seguir se indica:

    • Baleeira nº 1 – Piso 5 a EB;
    • Baleeira nº 2 – Piso 5 a BB;

Junto do local de embarque de cada embarcação existe uma escada quebra-costas pronta para ser usada imediatamente em caso de emergência permitindo chegar à água mesmo com o navio inclinado 15º ao bordo contrário e na condição de calado mínimo.

3.3.3. – Inscrições e equipamento

Cada baleeira terá que possuir as seguintes inscrições:

    • de uma forma clara e de maneira permanenteas dimensões da embarcação
    • o número de pessoas que pode transportarde ambos os lados da embarcação (proa)
    • o nome do navio
    • o porto de registo do navio(em letras maiúsculas e do alfabeto romano)
    • marcados de maneira que possam ser vistos do ar
    • meios de identificar o navio a que a baleeira pertence (indicativo de chamada ou nome do navio)
    • número da baleeira

EQUIPAMENTO DE UMA BALEEIRA

Suficiente número de remos, que flutuem, capazes de movimentar a embarcação em águas calmas. Toletes, forquetas ou dispositivos equivalentes existirão para cada remo presos à embarcação por fiéis ou correntes

    • 2 croques
    • 1 vertedouro flutuante e dois baldes
    • 1 manual de sobrevivência

Uma bitácula com uma agulha luminosa ou dotada de meios de iluminação. Em embarcações totalmente fechadas a bitácula estará permanentemente montada na posição de governo; em qualquer outra embarcação estará dotada com apropriados meios de montagem. (em embarcações totalmente cobertas a agulha não é necessário que esteja montada numa bitácula desde que esteja protegida do tempo, como consequência da construção da baleeira)

    • 1 âncora flutuante de tamanho apropriado
    • 1 boça a vante com estropo e caveirão
    • 1 boça fixa a vante e pronta para ser usada

(Nota: as boças terão comprimento igual mas não menor do que 2 vezes a distância da posição de repouso da baleeira à linha de água do navio na condição de lastro leve ou 15 metros, o que for maior)

    • 2 machadinhas (uma em cada extremidade da embarcação)
    • depósito ou depósitos estanques com capacidade para 3 lts. de água potável por pessoa que a embarcação leva, dos quais 1 lts. Pode ser substituído por um aparelho de dessalinização capaz de produzir uma quantidade igual de água doce em dois dias.
    • 1 argau em material não oxidável, preso por fiel
    • 1 copo graduado em material não oxidável
    • 4 sinais paraquedas
    • 6 fachos de mão
    • 2 sinais de fumo
    • 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso
    • 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva em embalagem estanque
    • 1 espelho de sinalização, para navios e aviões, com instruções de utilização
    • 1 quadro de sinais de salvamento (Regra V/16) plastificado ou em recipiente à prova de água
    • 1 apito ou equivalente sinal sonoro
    • 1 farmácia (para primeiros socorros) em recipiente estanque, com possibilidade de manter a estanquecidade depois de usado
    • 6 doses de comprimidos contra o enjoo e 6 sacos contra o enjoo, por cada pessoa que a baleeira pode transportar
    • 1 canivete grande preso à embarcação por um fiel
    • 3 abre latas
    • 2 aros flutuantes ligados a retenidas flutuantes com pelo menos 30 metros de comprimento
    • 1 bomba manual
    • 1 jogo de ferramentas e material sobresselente para reparação do motor
    • 1 extintor portátil próprio para extinguir incêndios em óleo
    • 1 eficiente reflector de radar a não ser que a baleeira tenha um respondedor de radar (SART)

Lotação da baleeira:

  • 65 pessoas

Para esse efeito existem, debaixo dos estrados da baleeira, x garrafas contendo ar atmosférico comprimido a uma pressão de cerca de 200 kg/cm2 que estão ligadas em paralelo. A abertura do ar faz-se por meio de uma válvula servindo o mesmo para 3 fins:

    • fornecer ar aos ocupantes da baleeira;
    • fornecer ar para a combustão do motor;
    • criar uma pequena sobrepressão no interior da baleeira para evitar a entrada de fumos (não pode ser superior à pressão atmosférica em mais de 20 mbar).

Periodicamente far-se-à uma inspeção às garrafas para verificação da pressão actual. Sempre que uma garrafa apresente uma pressão que seja inferior a 5/6 da sua pressão normal de trabalho deverá ser imediatamente recarregada

3.3.4 – Utilização

De acordo com a Convenção junto ás embarcações salva-vidas e aos seus controlos de lançamento para a água existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, usando para o efeito simbologia aprovada, e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada a luz de emergência.

Indicam-se a seguir os passos que devem ser dados para uma sequência correcta do arriar e içar das baleeiras.

3.5 – Manobra de arriar a baleeira

Em circunstâncias normais, com bom tempo e navio parado, não há dificuldade em arriar a embarcação e largá-la das talhas.

Se o navio vai a navegar, aguarda-se que pare ou modere a velocidade. Nunca se deve arriar com o navio a andar a ré com as máquinas. Ao chegar a embarcação à água, desengata-se a talha de ré e só depois a de vante. Esta sequência é muito importante com o navio a andar a vante ou com mar ou corrente de proa, pois se nestas circunstâncias a talha de vante for desengatada em primeiro lugar a embarcação correrá o grave risco de se atravessar e virar. Contudo devemos fazer o possível por largar as duas talhas em simultâneo.

Indicam-se a seguir os passos que devem ser dados para uma sequência correcta do arriar e içar das baleeiras:

A. Antes de arrear o bote, abrandar as voltas do cabo operando manualmente o volante
de aproximação do guincho (1)

B. Soltar o gancho de disparo dos cabos de peação (2)

C. Levantar a alavanca do travão (6) para que os turcos e o bote se deslizem suavemente para fora do navio, até que os turcos cheguem no final da rampa e as bossas de retenção (12)fiquem esticadas e o convés do bote fique ao nível do convés do navio.

D. Aproximar o bote ao costado da coberta de embarque por meio das talhas (13)

E. Embarcar a bordo da baleeira.

F. Soltar os ganchos de disparo das bossas de retenção (12)e as talhas de aproximação do bote (13).

G. Uma vez posto fora do costado do navio, o responsável puxa com força o comando à distância (3) e o bote arreará a uma velocidade aproximada de 0,5m por segundo até que fique flutuando. Se soltar o comando à distância o bote pára.

H. Estando o bote a flutuar ao nível do mar, o responsável continurá puxando o comando à distância (3)até que os ganchos do bote se libertem das argolas das patescas).

3.5.1 –Manobra de içar e Esticar a baleeira

I . Estando a baleeira debaixo dos turcos, aproximar as argolas (4) das patescas aos ganchos ao bote, virando ou arreando cabos, acionando manualmente o volante (1) do guincho.
Um homem embria a alavanca (5) e levanta a alavanca (6) e outro homem gira o volante (1) para virar ou arrear.

J. Engatar as duas argolas (4) nos ganchos do bote.Para içar o bote, embriar a alavanca (5) e pressionar o botão (7) até que chegue à sua posição de estiva, dando início ao içar automatico. Se o motor métrico não funcionar, içar com a manivela de emergência (8).

L . Virar os turcos ate ao final (tope) da rampa utilizando a manivela (8).

K. Passar os cabos de peação (9) , afrouchar os seus esticadores (10), engatar as argolas nos ganchos (11) e apertar os esticadores (10).

M. Encaixar as boças de retenção nas placas das argolas (4).

3.5.2 –Procedimento de desengate (libertação) da baleeira

BALEEIRA NA ÁGUA

BALEEIRA SUSPENSA

1 Puxe para fora o pin de segurança da alavanca

ATENÇÃO !!

A movimentação da alavanca de libertação apenas pode ser feita após a confirmação do oficial de serviço! A libertação em altura do salva-vidas pode causar ferimentos ou morte.

2  Puxe a alavanca com força de uma só vez

1 Movimente a alavanca até conseguir retirar o pin

2Retire o pin de segurança da cavilha de libertação

3Puxe a alavanca com força de uma só vez

COMPLETADA A OPERAÇÃO DE LIBERTAÇÃO

O desengate da baleeira pode ser uma operação perigosa. O que se pretende é ter os arames suficientemente folgados depois da baleeira alcançar a água. Para isso a baleeira deve ser arriada na crista da vaga.

3.5.3 –Embarque

1 – Preparação inicial:

    • Assegurar que os pinos de segurança são retirados;
    • Fechar os bujões de drenagem;
    • Colocar E.P.I.R.B. e S.A.R.T. prontos para serem embarcados na baleeira.

2 – Procedimentos para embarque:

    • Verificar se o trajecto descendente da baleeira está desimpedido;
    • Folgar os cabos de amarração e actuar na alavanca do gato de escape retirando o olhal de segurança;
    • Numa atmosfera segura, abrir a ventilação;
    • Numa atmosfera perigosa, fechar a ventilação;
    • Aliviar a alavanca da breca do guincho para a baleeira arriar até ao patim de embarque.
    • Fixar as bocas da baleeira à proa e à ré de modo a facilitar a entrada;
    • Quando for dada a ordem, embarcar de maneira ordenada;
    • Sentar e colocar os cintos de segurança;

3.5.5 – Arrancar com o motor da baleeira

Como as baleeiras estão dotadas de motor de arranque eléctrico é bastante fácil pôr o motor em funcionamento.

Para que isso na realidade tenha aplicação prática ou seja, o motor arranque facilmente sempre que dele necessita, é necessário que se preste a maior das atenções e cuidados aos motores fazendo semanalmente as verificações indicadas:

    • o nível do gasóleo no tanque
    • o nível do óleo no cárter
    • o nível do óleo na caixa redutora (se existir)
    • se os sistemas de óleo e lubrificação estão bem “ferrados”
    • o estado das baterias (nível do electrólito, carga, ligações) e se necessário proceder à respectiva carga
    • arranque do motor fazendo o hélice rodar a vante e a ré por um período não inferior a 3 minutos
    • Para arrancar o motor electricamente proceder da seguinte maneira:
    • verificar se o motor está livre para rodar sem obstruções;
    • puxar o acelerador para a posição de maior velocidade; isto permite um acréscimo de combustível para o arranque;
    • verificar se as baterias estão bem ligadas;
    • carregar no botão do motor de arranque e largá-lo logo que o motor comece a trabalhar. Não carregar no botão continuamente por mais de 10 segundos;
    • em seguida coloque o comando em RUN ou, quando existir um controlador de velocidade reduza a velocidade.


3.5.6 – Turcos das baleeiras

Os turcos existentes a bordo são do tipo de gravidade pois usam o peso da própria embarcação para a função de arriar.

A embarcação é arriada por accionamento de uma alavanca que destrava a breca. Se o tripulante que está a arriar a embarcação largar a alavanca o travão actuará e a embarcação pára de arriar.

Os turcos permitem arriar as embarcações salva-vidas com uma inclinação adversa de 25º e estão dotados de peias de atracação o que permite o embarque em segurança dos tripulantes.

Os turcos de gravidade possuem dispositivos de segurança (a vante e a ré) que impedem a operação de disparo da embarcação salva-vidas e que além disso servem para que se possa fazer a manutenção dos cabos e do tambor estando a embarcação na sua posição normal.

Os cabos de arame utilizados nos turcos devem ser substituídos, quando for necessário devido ao desgaste ou então, em intervalos que não excedam os 5 anos. Durante este período deverão ser virados ao fim de 30 meses. Nos turcos deve estar marcada a data em que os cabos foramsubstituídos e a data em que foram virados.

As principais características dos cabos utilizados nos turcos do navio, são as seguintes:

    • 16 mm Æ, 15.200 kgf carga de ruptura, anti-giratórios, galvanizados e lubrificados
    • tendo os seguintes comprimentos
    • cabo de vante 82 metros
    • cabo de ré 86,1 metros

A velocidade do cabo quando está a arriar a baleeira é de aproximadamente 55 mts/min.

Para içar as baleeiras existe um motor, que é colocado nos turcos na altura do içar, accionado pneumáticamente, sendo a pressão máxima admitida de 10,5 kgs/cm2 .

<<<<<<< desenho turcos da beleeira
lubrificação>>>>>

Pontos de lubrificação dos turcos das baleeiras

Aplicação Método de lubrificação Lubrificante
Chumaceiras lisas Bicos de lubrificação Massa lubrificante
Carretos fechados Banho de óleo Óleo de rolamentos
Cabos (arames) Esfregar Massa de cabos

3.5.7 – Instruções de sobrevivência a bordo de uma baleeira

O manual de sobrevivência mencionado em 3.2.3 – Inscrições e equipamentos terá de estar de acordo com a Resolução e abordar as seguintes matérias:

O comandante da baleeira deverá imediatamente, após se ter afastado do navio, organizar o seguinte:

    • procurar e retirar outros sobreviventes da água;
    • dirigir as embarcações salva-vidas;
    • amarrar as embarcações salva-vidas umas às outras, distribuir os sobreviventes e equipamento entre as embarcações salva-vidas;
    • largar a âncora flutuante; e
    • se apropriado armar a cobertura ou toldo desdobrável

1. colocar uma vigia;

2. distribuir os comprimidos e os sacos anti-enjoo;

3. prestar os primeiros socorros, se aplicável;

4. organizar quartos e tarefas;

5. preparar e utilizar o equipamento de localização incluindo o equipamento de rádio;

6. apanhar quaisquer objectos flutuantes que tenham utilidade;

7. proteger contra o calor, frio e humidade;

8. determinar as rações de alimentos e água;

9. adoptar medidas para elevar a moral;

10. adoptar medidas sanitárias para conservar a baleeira habitável;

11. preparar para o aparecimento de condições de tempo adversas;

12. usar adequadamente o equipamento de sobrevivência disponível;

13. preparar acções para

      • chegada de unidades de salvamento;
      • ser rebocado;
      • ser salvo por helicóptero; e
      • desembarcar e encalhar na costa/praia

 

Utilização de um espelho das baleeiras Drogue ou âncora flutuante

3.5.8 – Inspecções e manutenção

Nunca será de5mais salientar a importância das baleeiras a bordo de um navio.

Lembre-se de que no caso de surgir qualquer emergência em que seja necessário usar as baleeiras não haverá tempo, em tal situação, de corrigir quaisquer faltas ou defeitos.

Isto só é conseguido através de um planeamento programado de manutenção no qual se incluirão as inspecções previstas na Convenção.

Para auxiliar a realização destas inspecções utilizar-se-ão as fichas:

FICHA DE INSPEçãO ÀS BALEEIRAS – Livro de Impressos.

A manutenção dos turcos, de acordo com as instruções do fabricante, compreenderá:

    • movimentação até à posição de embarque e seguidamente içados, pelo menos uma vez por mês (durante esta operação será verificado o funcionamento de todo o equipamento);
    • inspeção das partes móveis que requerem lubrificação pelo menos de 3 em 3 meses e sua lubrificação se necessário;
    • vistoria mensal aos cabos, aquando da movimentação dos turcos, sendo lubrificados de 3 em 3 meses se necessário (não será nunca permitido que os cabos estejam secos -sem lubrificação- ou que tenham ferrugem).

Não perca tempo em rectificar qualquer defeito ou irregularidade encontrada nas baleeiras/turcos. A sua vida pode depender destes equipamentos pelo que devem ser mantidos correctamente de maneira a funcionarem eficientemente numa emergência.



INDÍCE

SECÇÃO SECÇÃO
1 ROL DE CHAMADA 2 MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
3 MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS 4 OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
5 SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS) 6 SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS E DE TRANSMISSÃO DE MENSAGENS DE SOCORRO
7  BUSCA E SALVAMENTO 8 MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
9  OUTROS EQUIPAMENTOS 10 HOMEM AO MAR (MANOBRAS DE RESGATE)

  MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO – INÍCIO

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