Bandeira: CABO VERDEIMO Nº: 7022708
INDÍCE DO MANUAL DE FORMAÇÃO E TREINO
| Armador: | Naviera Armas CV |
| Classificação: | IRS |
| Porto de Matrícula: | São Vicente |
| Indicativo de Chamada: | D4ES |
| Mmsi: | 617064000 |
| Nº Chamada Seletiva: | SO2244 |
| Nº Conta: | CV47 |
| Nº Imo: | 7022708 |
| Comprimento Fora/Fora: | 71,7 M. |
| Comprimento entre Perpendiculares: | 64.0 M |
| Boca Max: | 10.6 M |
| Pontal até Coberta Superior: | 8,9 M |
| Pontal até Coberta Principal: | 4,5 M |
| Arqueação Bruta: | 1639 Ton |
| Arqueação Líquida: | 492 Ton |
| Motores Principais: | 2 X 720 Kw |
| Tripulação: | 13 Tripulantes |
| Baleeira de Bomb. (Prop. mecânica): | 65 Pessoas |
| Baleeira de Estibordo (Prop. mecânica): | 65 Pessoas |
| Turco Nª 4 Arreavel: | 11 Balsas para 25 P |
| Turco Nº 5 Arreável: | 8 Balsas para 25 P |
| Turco Nª 6 Arreável: | 3 Balsas para 25 P |
| Turco Nº 7 Arreável: | 3 Balsas para 25 P |
| Bóias Circulares: | 12 |
| Calado Médio: | 3.7 M |
| Deslocamento: | 1263.9 Ton |
| Navio Leve: | 68.5 Ton |
| Peso Morto: | 295.38 Ton |
| Lastro: | 163 Ton |
| Água Doce: | 20,58 M3 |
| Combustível: | 34.46 Ton |
| Ano de Construção: | 1970 |
| Local de Construção: | Noruega |
| Velocidade Cruzeiro: | 11 Nós |
| GARAGEM | |
| Comprimento Linear: | 174 M |
| Largura de Entrada na Rampa: | 3,55 M |
| Largura Máx. de Entrada na Garagem: | 4,10 M |
| Altura Máx. de Entrada na Garagem: | 4,00 M |
| Toneladas Por Eixo: | 13 Ton |
1.1 ROL DE CHAMADA
1.1.1 – Geral
De acordo com a SOLAS terão de existir no navio, afixados em lugares destacados, várias listas do ROL DE CHAMADA
– PLANO DE EMERGÊNCIA.
Entre os lugares em que a sua exibição é obrigatória está:
- A ponte;
- A casa da máquina;
- Os alojamentos da tripulação.
- Sala de Formação
O Rol de Chamada não está sujeito a um modelo que tenha sido aprovado antecipadamente pelas respectivas autoridades (com excepção dos navios de passageiros) mas deve conter toda a informação exigida pelas Convenções.1.1.2 – LocalizaçãoA bordo deste navio estão afixados Rol de Chamada nos seguintes locais:
- Em todos os pavimentos no interior do casario
- Casa das Máquinas – Na Sala de Controle
1.1.3 – Obrigações dos tripulantes em relação ao Rol de ChamadaO Rol de Chamada estará sempre actualizado em relação à tripulação existente a bordo antes da saída do navio para o mar.Quando um indivíduo embarca, a sua primeira preocupação será a de consultar o Rol de Chamada para ficar a conhecer:
- Quais são os sinais de alarme utilizados no navio e o que fazer quando os ouvir;
- Qual a embarcação salva-vidas que lhe está atribuída e as tarefas que lhe cabem;
- Localização do Local de Reunião da sua baleeira e do Local de Embarque (se for diferente do anterior);
- Qual o grupo de emergência em que está incluído e as tarefas que pertencem a esse grupo.
- Localização do Ponto de Reunião do seu grupo de emergência
O tripulante deverá, também, identificar o percurso mais rápido entreaqueles locais e o seu camarote, assim como caminhos alternativos, caso o anterior seja impraticável.
1.2.1 – Geral
De acordo com a Convenção o sinal de alarme de emergência consistirá em pelo menos sete toques curtos seguidos de um longo que pode ser feito quer pelo apito do navio quer por campainha, sendo obrigatório que possa ser operado da ponte e de outro ponto estratégico (com excepção do apito) e que seja ouvido em todo o navio (alojamentos, locais de trabalho e convés).
Neste navio, utilizam-se somente dois tipos de sinais de alarme:
- Sinal de alarme geral de emergência constituído por pelo menos sete toques curtos seguidos de um longo;
- Ordem de abandono dada de viva voz pelo Comandante, muitas vezes seguida (por tradição) pelo toque contínuo das campainhas de alarme geral e/ou do apito do navio
Pode no entanto suceder que alguns tripulantes que se encontrem em locais mais afastados da zona dos alojamentos/casa da máquina correm o risco de não as ouvirem e portanto não se aperceberem de que algo de grave se está a passar e que estão a ser chamados aos respectivos Pontos de Reunião.
Por esse motivo sugere-se que, sempre que haja necessidade de tocar um sinal de alarme geral de emergência, os Comandantes deverão fazê-lo simultaneamente pelos dois meios ao seu dispor:
- Campainha de alarme geral de emergência
- Apito do navio
1.2.2 – Localização
Como já se mencionou os sinais de alarme geral de emergência podem ser feitos pelo apito do navio ou por campainha.
Se forem realizados pelo apito do navio só poderão ser feitos da ponte uma vez que só lá é que existe o comando do apito do navio.
Se forem realizados pelas campainhas eléctricas de alarme geral espalhadas por todo o navio então o seu accionamento poderá ser feito:
- No botão existente e assinalado no painel da ponte;
Ao accionar este botão as campainhas de alarme geral entram todas a funcionar simultaneamente. Existem campainhas espalhadas por todo o navio. São 15 e estão colocadas nos seguintes lugares:
Bridge Deck
- Corredor a BB
- Corredor a EB
Boat Deck
- Corredor a BB
- Corredor a EB
Poop Deck
- Cozinha
- Corredor a BB
- Corredor a EB
Upper Deck
- Na casa da máquina do leme
- No interior da casa da máquina, piso da oficina a BB
- No interior da casa da máquina, piso da oficina a EB
Engine Room – Partial Deck
- No piso da Casa de Controlo da casa da máquina a ré e a BB
1.2.3 – Sinal de alarme geral de emergência
O sinal de alarme geral de emergência será accionado sempre que surja uma qualquer situação, que justifique a intervenção de equipas de emergência, tal como:
- incêndio;
- derrames/poluições;
- acidentes com pessoal exigindo a comparência de equipas de emergência;
- encalhes;
- etc.
Quando os tripulantes ouvirem o sinal de emergência deverão, com o capacete de protecção devidamente colocado, dirigir-se imediatamente ao respectivo Ponto de Reunião onde lhe será comunicado pelo Chefe de Grupo que tipo de acidente ocorreu e quais as instruções a seguir para actuar na situação presente.
1.2.4 – Ordem de abandono
A Ordem de Abandono, conforme o seu próprio nome indica, será somente dada de viva voz, quando o navio tiver que ser abandonado.
Esta ordem será dada única e exclusivamente pelo Comandante do navio.
Quando este estiver impossibilitado de o fazer (por motivo de ferimentos graves, morte ou outro qualquer impedimento) a ordem será dada pelo Oficial Imediato que logicamente terá assumido o comando das operações. Ao ouvirem esta ordem (dada de viva voz), a qual muitas vezes (por tradição) é seguida pelo toque contínuo das campainhas de alarme geral do navio e/ou do apito do navio, os tripulantes devem recolher imediatamente os seus coletes de salvação, capacetes, fatos de imersão (se existirem), vestirem roupa quente adequada incluindo um casaco tipo “anorak” ou impermeável por cima delas e um barrete (lembrem-se que se houver necessidade do tripulante se meter na água quando abandonar o navio o efeito do frio pode incapacitá-lo e ser-lhe fatal), beberem uma boa quantidade de água e dirigirem-se o mais depressa possível aos seus Locais de Reunião.
1.2.5 – Inspecções e manutenção
Mensalmente será feita uma inspecção de rotina e manutenção com auxilio da ficha CAMPAÍNHAS DE ALARME, existente na secção 12.3 deste Manual.
1.3 – CARTÃO INDIVIDUAL DE CHAMADA
1.3.1 – Localização e obrigações do tripulante em relação ao Cartão Individual de Chamada
No camarote decada tripulante existirá afixado um conjunto de instruções específicas, relativamente ao (s) residente (s) nesse camarote, a que se dá o nome de CARTÃO INDIVIDUAL DE CHAMADA
O tripulante ao embarcar terá como uma das suas primeiras e prioritárias tarefas a leitura atenta do seu CartãoIndividual de Chamada para:
- Identificar a sua jangada/baleeira, localizar o Local de Reunião e os meios de acesso ao mesmo;
- Identificar o seu grupo de emergência e localizar o Ponto de Reunião;
- Localizar o material pessoal de salvação (colete de salvação, e fato de imersão, quando existir) e verificar se o sabe envergar correctamente;
- Verificar se as funções específicas que lhe estão atribuídas nas situações de emergência e/ou abandono estão bem compreendidas.
Qualquer dúvida que tenha em relação a essas funções será imediatamente esclarecida dirigindo-se para o efeito ao Comandante o qual têm o dever de lhe prestar todos os esclarecimentos que necessite parauma correcta compreensão do que deve e quando o deve fazer.
1.5 – INSPECÇÕES E MANUTENÇÃO
1.5.1 – Geral
Mensalmente proceder-se-á a inspecções de rotina para verificação de que as várias prescrições as respeitantes ao ROL DE CHAMADA E EXERCÍCIOS PERIÓDICOS estão a ser cumpridas.
Para o devido efeito existe a FICHA DE INSPECÇÃO AO ROL DE CHAMADA E EXERCÍCIOS PERIÓDICOS
Existe de igual forma um LIVRODE REGISTO DE MANUTENÇÃO para os equipamentos de segurança.
MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
SECÇÃO 2
2.1 BÓIAS DE SALVAÇÃO
2.1.1 – Geral
As bóias de salvação existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente.
O seu número e localização são os indicados no Plano de Segurança.
As bóias de salvação devem estar em boas condições de conservação, prontas a serem utilizados a qualquer momento e apresentarem:
- Serem de cor visível;
- Terem os seios solidamente fixados (cabo ³ 9,5 mm Æ);
- Terem o nome do navio e o porto de registo a cor branca;
- Se tiverem retenída, esta deverá ter no mínimo 30 metros (cabo ³ 8 mm Æ) e ser flutuante;
- Se tiver sinal luminoso este deverá estar a funcionar em boas condições;
- Terem fitas retro-reflectoras;
Não se encontrarem rigidamente fixas a qualquer estrutura que impeça o seu fácil manuseamento e rápido lançamento à água.
2.1.2 – Localização
Existem 8 bóias a bordo e assinaladas no Plano de Segurança estão assim distribuídas:
2 Bóias man overboard com escape rápido (Fig 1):
- Situadas a ré nas asas da ponte a BB e EB;
3 Bóias com sinal luminoso (Fig 2):
- No Tombadilho B (Messe) – Castelo da Popa
- No Tombadilho A – convés a BB e EB
3 Bóias com retenída:
- Tombadilho B (Messe) BB e EB;
Castelo da Proa
Figura 1
Figura 2
2.1.3 – Utilização
As bóias de salvação são para serem utilizadas em situações de “Homem ao Mar”. Por isso devem estar sempre prontas para uso imediato pelo que nunca devem ser presas a qualquer estrutura que impeça o seu fácil manuseamento e rápido lançamento á água.
Em caso de emergência de “Homem ao Mar” use a bóia de salvação que estiver mais perto de si. Lance-a ao mar mas tenha o cuidado de o não fazer directamente sobre o náufrago pois pode feri-lo no caso de ser atingido pela bóia ou pelo facho luminoso.
Se a situação acontecer com o navio parado o chicote da retenída flutuante deverá ser preso ao navio antes de se lançar a bóia de salvação ao mar.
Se o navio levar seguimento então a bóia de salvação será lançada com a retenída completamente safa para poder flutuar estendida.
As bóias “man overboard”, de escape rápido, são largadas retirando a cavilha, que existe no interior da asa da ponte, para o efeito.
O próprio peso da bóia e a inclinação da calha fá-la-á deslizar para o exterior. Ao cair a bóia arrastará, por se encontrar ligada por um cabo, o facho eléctrico/fumígeno. Por sua vez este, que está preso ao navio por um cabo, ao cair do suporte faz accionar o sinal de fumo
2.1.4 – Inspecções e manutenção
Este equipamento não necessita de cuidados especiais de manutenção. Contudo mensalmente proceder-se-à a inspecções de rotina e conservação às bóias de salvação existentes a bordo que visarão os seguintes pontos:
Bóias
- Estado da pintura do nome do navio e do porto de registo;
- Estado das fitas reflectoras;
- Estado da retenída e da linha de seios;
- Estado de limpeza da bóia (de tempos a tempos deverão ser lavadas com água doce para remoção do salitre e de outras sujidades que possam existir);
- Que não estejam presas impedindo o seu rápido lançamento à água;
Fachos luminosos
- Verificação do estado de limpeza da câmara da lâmpada, da lâmpada e das pilhas (se necessário limpar bem tudo para retirar qualquer humidade existente);
- Verificação do estado dos contactos eléctricos e limpá-los se necessário;
- Montar tudo e verificar o funcionamento do facho;
Fachos “man overboard”
- Fazer em relação à bóiaas mesmas verificações já apontadas anteriormente para as bóias;
- Verificar a validade do facho luminoso/fumígeno;
- Verificar a funcionalidade do sistema de escaperápido(muita atenção a esta verificação não váinadvertidamente disparar o bóia “man overboard”)
Utilizar para o efeito aFICHA DE INSPECÇÃO ÁS BÓIAS DE SALVAÇÃO –MAR D’CANAL Secção 3.1do Manual de Segurança.
1
2
1
2
2.2 – COLETES DE SALVAÇÃO
2.2.1 – Geral
Os coletes de salvação existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente.
O seu número e localização são os indicados noPlano de Segurança.
Os coletes de salvação devem estar em boas condições de conservação, prontos a serem utilizados a qualquer momento e apresentarem:
- Aprovação pela Administração;
- Nome do navio;
- Porto de registo;
- Apito, de tipo aprovado, solidamente ligado por um fiel;
- Luz de sinalização com bateria, de tipo aprovado, ligada por um fiel;
- Fitas reflectoras
2.2.2 – Localização
Existem a bordo XX coletes de salvação distribuídos da seguinte maneira:
- 1 na Ponte;
- 1 Camarote do Comandante;
- 1 Camarote do Chefe de Máquinas/Motorista
- 2 Camarote duplo a BB (tombadilho C)
- 2 Camarote duplo a EB (tombadilho C)
- 2 Camarote duplo (tombadilho B)
- 3 Tombadilho B no exterior a BB a Ré (Junto à chaminé)
2.2.3 – Utilização
Os coletes de salvação devem ser envergados de uma maneira correcta para que se possa alcançar deles a finalidade que se deseja ou seja a sobrevivência.
Nos pisos dos alojamentos da tripulação estão afixados, em locais bem visíveis, para serem facilmente consultados por qualquer tripulante, folhetos ilustrados, (semelhantes aos abaixo indicados) do modo correcto de os envergar.
Os coletes têm uma luz, que liga automaticamente quando em contato com a água.
Cada tripulante, ao embarcar no navio, terá como uma das primeiras prioridades a leitura atenta das instruções de utilização dos coletes de salvação. Após a leitura localizará o seu colete (normalmente situado no camarote) e envergá-lo-á para que os ensinamentos aprendidos na leitura tenham efeitos práticos.
Além das instruções, de como envergar e apertar um colete, que são exemplificadas nos folhetos afixados nos diversos pisos, outras há (como por exemplo: abandonar o navio envergando um colete de salvação e informações gerais sobre permanecer e sobreviver com colete de salvação) que têm todo o interesse em serem dadas a conhecer aos tripulantes para que a utilização dos coletes de salvação seja feita da melhor maneira.
Lembra-se de que o frio é o maior perigo para a vida quando se tem de abandonar um navio. Por isso, sempre que possível, vista roupa suplementar incluindo agasalhos para a cabeça, pescoço, mãos e pés. Não pense que o peso da roupa o ajudará a afundar-se. Conservar-se-á sempre a flutuar se tiver o seu colete vestido e, além disso, o ar que fica entre as várias peças de roupa ajuda a isolá-lo.
Se possível embarque numa embarcação de sobrevivência sem entrar na água.
O choque térmico de entrada na água pode ser reduzido usando um cabo ou uma escada e entrando lentamente – os pés em primeiro lugar.
Se houver necessidade de entrar na água escolha um sítio apropriado para abandonar o navio tendo em consideração os seguintes pontos:
- Abatimento do navio (lembre-se que o navio pode abater sobre si mais depressa do que se pode fugir dele nadando);
- Situação de qualquer embarcação salva-vidas na água (lembre-se que uma embarcação salva-vidas pode abater muito mais rapidamente que o seu nadar, não conseguindo nunca alcançá-la). Se não houver nenhuma embarcação salva-vidas será preferível que abandone o navio pela proa ou pela proa para se libertar dele com maior facilidade;
- Estado do mar (verificar se o mar tem lixo ou combustível ardendo)
Nunca salte de uma altura superior a 5 metros a não ser que não tenha outra alternativa.
Antes de saltar:
- Feche a boca e tape o nariz com uma das mãos;
- Puxe o colete de salvação para baixo passando o outro braço por cima do peito;
- Conserve os cotovelos encostados ao corpo;
- Mantenha os pés juntos;
Finalmente salte de pés olhando em frente pois assim conservará o seu corpo vertical (não olhe para baixo durante o salto pois poderá desequilibrar-se e cair de bruços).
Se o seu colete de salvação foi envergado e apertado correctamente ele vai mantê-lo a flutuar com a cabeça fora de água quer se conserve consciente ou inconsciente.
Uma vez na água as suas preocupações passarão a ser:
- Manter-se afastado do navio;
- Procurar qualquer embarcação de sobrevivência;
- Localizar o apito antes que as suas mãos fiquem enregeladas;
- A não ser que alguma embarcação de sobrevivência esteja próximo de si NÃO NADE, pois o nadar aumenta a perda de calor. Um naufrago que se mantenha quieto na água tem hipóteses de sobreviver mais 30% do que nadando, pelo que o colete de salvação não tem por fim somente evitar o afogamento, mas também manter o naufrago vivo por mais tempo;
- Flutue com os joelhos flectidos e os braços cruzados sobre o peito apertando o colete. Esta posição tem por finalidade evitar o rápido arrefecimento do corpo;
- Se na zona estiverem outros náufragos agrupem-se e agarrem-se, de faces voltadas, formando um círculo, pois assim também conseguem evitar o arrefecimento. Além disso um grupo é mais fácil de detectar e a companhia eleva a moral;
- Abandone a água o mais depressa que lhe for possível.
3
FECHAR O CINTO INFERIOR À VOLTA DO CORPO
1
ABRIR O FECHO
DO CINTO
5
OS COLETES DISPÕE DE UM APITO
E DE UMA LUZ DE SINALIZAÇÃO
4
FECHAR O CINTO SUPERIOR
À VOLTA DO CORPO
2
PASSAR O COLETE
SALVA-VIDAS PELA CABEÇA
6
SE SALTAR PARA A ÁGUA, CRUZAR OS BRAÇOS NO PEITO E ENTRAR DE PÉS
2.3 FATOS DE IMERSÃO
2.3.1 – Geral
Existem a bordo 8 fatos de imersão.
As suas principais características são:
- Construídos de uma só peça, flutuantes, estanques e conservadores de calor. (o que dispensa o tripulante de envergar roupas quentes)
- Fabricados em neoprene retardador de fogo, com nylon resistente aos rasgões, protegido de ambos os lados;
- de cor de laranja com fitas retro-reflectoras;
- Protecção para a cabeça e pescoço integradas no fato, capazes de admitir todos os tipos de coletes de salvação;
- Luvas reforçadas de três dedos, integradas no fato, facultando o bom ajustamento às mãos;
- Botas reforçadas, integradas no fato, com solas anti-derrapante, isoladas e resistentes ao calor;
- Fecho de correr estanque e de manobra simples permitindo o rápido fecho sobre qualquer roupa, em situações de emergência;
- Reforço extra na parte de trás do fato para melhor isolamento quando deitado na água por um período longo;
- Cintas “velcro” nos tornozelos e nos pulsos garantindo boa adaptação ao fato e facilitando a mobilidade;
- Bolsas para instalar a luz e o emissor de emergência;
- Retenída integrada, com gato de mola, para a ligação à jangada ou a outros náufragos;
Guardado em saco de fácil arrumação
2.3.2 – Localização
- 1 Camarote do Comandante/Mestre;
- 1 Camarote do Chefe de Máquinas/Motorista
- 2 Camarote duplo a BB (Tombadilho C)
- 2 Camarote duplo a EB (Tombadilho C)
- 2 Camarote duplo a BB (Tombadilho B)
Figura 2
Figura 1
Figura 3
Figura 5
Figura 4
| Abrir o saco e retirar o fato. | Colocar primeiro as pernas dentro do fato;
| ||||
| Apertar as presilhas das pernas. | Puxar o fato para cima;
| ||||
| Puxar o fecho, tendo em atenção em não entalar roupa no fecho;
| O fato está equipado com luzes; automáticas, que são activadas quando em contacto com a água;
| ||||
| Entrar na água de pés, com os braços cruzados a proteger a cara. | Quando se encontrar na água, permanecer de barriga para cima
| ||||
Mensalmente proceder-se-á a inspecções de rotina e conservação aos Fatos de Imersão existentes a bordo utilizando para o efeito a FICHA DE INSPECÇÃO FATOS DE IMERSÃO – MAR D’CANAL, Secção 3.3 do Manual de Segurança.
1
3
5
7
2
4
6
8
MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS
SECÇÃO 3
3.1- JANGADAS PNEUMÁTICAS
3.1.1 – Geral
As jangadas pneumáticas existentes a bordo são de modelos aprovados oficialmente e são em número igual ao que consta no PLANO DE SEGURANÇA.
3.1.2 – Localização
As jangadas estão assim distribuídas:
- Tombadilho B (Messe)
- A BB uma jangada, com a capacidade para 10 pessoas;
- A EB uma jangada, com a capacidade para 10 pessoas.
3.1.3 – Inscrições e equipamento
Todas as jangadas estão contidas em contentores rígidos os quais terão que possuir obrigatoriamente as seguintes indicações:
- Nome do fabricante ou marca;
- Número de série;
- Nome da autoridade que aprovou a jangada pneumática e nº de pessoas que pode transportar;
- SOLAS;
- Descrição do tipo de equipamento de emergência que transporta, SOLAS A PACK;
- Data da última inspecção;
- Comprimento da retenída;
- Máxima altura permitida, para a sua localização, acima da linha de água;
- Instruções de lançamento.
Jangada montada
a bordo
As jangadas também são obrigadas a terem determinadas inscrições as quais apenas podem ser vistas quando da vistoria na estação de serviço.
Apenas para conhecimento dos tripulantes enunciam-se as inscrições que devem existir:
- Nome do fabricante ou marca;
- Número de série;
- Data de fabricação (mês e ano);
- Nome da autoridade que a aprovou;
- Nome e local da última estação onde foi vistoriada;
- Número de pessoas que pode transportar colocado por cima da entrada e em caracteres de tamanho não inferior a 100 mm e em cor que contraste com a da jangada
Por estarem dentro de contentoresfechados, não é possível verificar a bordo o equipamento dasjangadas. A existência de todo o equipamento não é posta nunca em dúvida uma vezque são só os representantes oficiais estão autorizadas a fazerem as inspecçõesanuais onde tudo é conferido e substituído, o que estiver emmau estado ou fora de validade.
| Libertador Hidrostático Thanner | Libertador Hidrostático HAMMAR |
Retenida de disparo
Cabo de fixação
Cabo de rotura
Gato de escape
Manilha de fixação da cinta a um ponto fixe do navio
Disparador
hidrostático
Validade
EQUIPAMENTO DE UMA JANGADA
- 1 anel de salvação com retenída flutuante, com pelo menos 30 mts. de comprimento;
- 1 navalha, de tipo não dobrável, com punho flutuante, presa por fiel e guardada num bolso exterior da cobertura próximo do local de ligação da retenída de disparo à jangada. Em jangadas que transportem mais de 13 pessoas é necessário haver mais outra navalha, que pode ser de tipo normal; (em jangadas pneumáticas estas navalhas devem ser navalhas de segurança)
- 1 vertedouro de material flutuante, se a jangada levar até 12 pessoas; para jangadas com maior capacidade 2 vertedouros flutuantes;
- 2 esponjas;
- 2 ancoras flutuantes sendo uma de reserva e a outra estando permanentemente ligada à jangada;
- 2 remos de pá larga, flutuantes (pagaias);
- 3 abre latas (navalhas de segurança com abre latas especial satisfazem);
- 1 estojo de primeiros socorros em caixa estanque capaz de manter a estanquecidade depois de aberta;
- 1 apito ou equivalente sinal sonoro;
- 4 sinais paraquedas;
- 6 fachos de mão;
- 2 sinais de fumo;
- 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso;
- 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva, em embalagem estanque;
- 1 eficiente reflector de radar, excepto se existir na jangada um respondedor de radar (SART);
- 1 espelho de sinalização com instruções de utilização;
- 1 quadro de sinais de salvamento plastificado ou em recipiente à prova de água;
- 1 jogo de apetrechos de pesca;
- Rações alimentares totalizando 10.000 kj por pessoa, para todas as pessoas que a embarcação pode transportar, em embalagens hermeticamente fechadas à prova de ar e guardadas em recipiente à prova de água;
- 1 copo graduado em material não oxidável;
- 6 doses de comprimidos contra o enjoo e um saco para o enjoo, por cada pessoa que a embarcação pode transportar;
- Instruções de sobrevivência nas jangadas
- Instruções para actuação imediata
- Ajudas térmicas para pelo menos 10% das pessoas que a jangada pode transportar, sendo o mínimo de ajudas exigível de duas;
- 1 kit para reparação de furos nas câmaras pneumáticas
- Uma bomba de ar ou um fole
- Receptáculos à prova de água, contendo um total de1,5 lts. de água potável por cada pessoa que a jangada pode transportar, dos quais 0,5 lts por pessoa podem ser substituídos por um aparelho de dessalgar, capaz de produzir uma igual quantidade de água em dois dias;
3.1.4 – Utilização
De acordo com a Convenção (SOLAS) junto ás embarcações salva-vidas e seus controlos de lançamento para a água existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, usando para o efeito símbolos que respeitem as recomendações IMO e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada luz de emergência.
As jangadas pneumáticas poderão ser lançadas de duas maneiras: manualmente e automaticamente.
3.1.4.1 – Lançamento de uma jangada manualmente
Para lançar uma jangada manualmente proceda da seguinte maneira:
- aguarde ordem superior para a poder lançar;
- lance a escada de acesso à jangada, pela borda, de maneira a que fique presa ao longo do costado;
- verifique se a retenída de disparo (que vai accionar o dispositivo de disparo do cilindro de gás CO2) está bem segura a um ponto fixo do navio;
- solte as peias de fixação do contentor ao berço abrindo o gato de escape rápido;
- lance o contentor ao mar (à medida que este vai caindo a retenída irá saindo de dentro da jangada);
- quando o contentor estiver na água vá puxando pela retenída até que sinta uma certa pressão. Nessa altura puxe com força para fazer accionar o dispositivo de disparo do cilindro de CO2. A insuflação da jangada demorará entre 20 e 30 segundos;
- normalmente a jangada pneumática enche-se ficando na sua posição direita. Eventualmente, quando vazia, o vento e mar podem virá-la. Se isso suceder voltar a pô-la direita é fácil e pode ser feito por uma só pessoa.
Lançamento de uma jangada manualmente
3.1.4.2 Endireitar uma jangada
Para endireitar uma jangada que se voltou, proceda da seguinte maneira: rode a jangada de modo a que a garrafa de gás (que está colocada na parte inferior da jangada) fique colocada a sotavento. Em seguida suba para a jangada ficando em cima da garrafa. Segure a fita que está debaixo da jangada, ponha-se de pé e incline-se todo para trás (ficando assim de cara para o vento). A jangada começará a endireitar-se, com o auxílio do seu peso e do vento, até atingir a posição normal, ficando a pessoa debaixo dela. Calmamente siga a fita e saia debaixo da jangada pelo lado oposto ao da garrafa de gás;
- Tentar embarcar os tripulantes, directamente do navio para a jangada, através da escada colocada para o efeito (para evitar que se molhem). Se isso não for possível e tiverem que saltar saltem para cima da cobertura da jangada e não para a porta, a não ser que seja de pouca altura, pois o fundo pode não aguentar o impacto. No caso de se saltar para dentro da jangada deve ser evitado levar qualquer equipamento pesado e sapatos. Se as condições forem tais que a única alternativa seja saltar para a água então deve fazê-lo adoptando as recomendações feitas no ponto 2.2.3 – Utilização da Secção 2.2 – Coletes de Salvação;
- Dentro da jangada os tripulantes devem sentarem-se uniformemente no pavimento com as pernas estendidas para o centro e mantendo as costas apoiadas nas câmaras (não se sentarem nunca sobre elas);
- Quando todos os tripulantes estiverem dentro da jangada liberte-a do navio cortando a retenída de disparo com a navalha que existe perto de uma das entradas (colocada na câmara de flutuação);
- As jangadas a sotavento do navio, devem manobrar em torno da popa ou das amuras, pois que o navio deriva para sotavento mais rapidamente que a jangada. Quando possível utilizar as pagaias para esse efeito. Logo que a jangada esteja safa do navio e livre de embater em quaisquer obstruções que se encontrem á superfície, lance a âncora flutuante para a água para evitar o abatimento com o consequente afastamento do local do acidente (lembre-se que esse será o primeiro local onde os socorros se dirigirão);
- Estabeleça contacto com as outras jangadas e ligue-se a elas por meio de um cabo cujo comprimento variará consoante as condições de tempo/mar (lembre-se de que é mais fácil ser avistado ou detectado quando em grupo do que isoladamente).
DESCRIÇÃO GERAL DE UMA JANGADA PNEUMÁTICA
| A jangada sobe à superfície saindo a retenída à medida que o navio se afunda. Quando toda a retenida foi extraída o sistema de insuflação da jangada é disparado pela tensão da retenida. A jangada ao insuflar-se abre o invólucro e flutua à superfície | Quando a retenída for totalmente extraída o fiel fusível parte-se permitindo que a jangada flutue à superfície pronta para ser abordada pelos náufragos. |
3.1.4.3 – Lançamento de uma jangada automaticamente
Uma jangada será lançada automaticamente quando for impossível lançá-la manualmente, por motivo de o navio se afundar rapidamente. Nestas circunstâncias a jangada será arrastada conjuntamente com o navio até uma profundidade compreendida entre os 1,5 e os 3,7 metros na qual a pressão da água será suficiente para fazer actuar o mecanismo de disparo (libertador hidrostático) do contentor da jangada, ficando este a flutuar. Á medida que o navio se afunda a retenída irá saindo de dentro da jangada. Quando toda a retenída tiver saído o sistema de insuflação da jangada é activado pela tensão da retenída. A jangada quando insuflada flutuará à superfície e a força que se está a exercer sobre a retenída obrigará ao rebentamento do cabo de rotura ficando assim a jangada a flutuar livremente à superfície e pronta a ser abordada pelos náufragos. Estes, que se encontram já na água (pois saltaram antes do navio se ter afundado), nadarão na direcção da jangada e subirão para bordo utilizando para o efeito a escada de acesso à jangada. Para auxiliar na recolha dos sobreviventes ainda no mar, o primeiro tripulante a chegar à jangada tomará o lugar nas proximidades da entrada podendo, para o efeito, utilizar o anel e linha de socorro que existem no interior da jangada. Se houver necessidade de prestar auxílio a algum sobrevivente ferido que esteja na água, qualquer tripulante que vá em seu socorro levará enfiado no braço o anel de socorro pois assim será mais fácil depois proceder à sua aproximação da jangada.
Logo que todos os tripulantes estejam dentro da jangada convenientemente sentados, os procedimentos que em seguida se irão adoptar serão iguais aos correspondentes, quando uma jangada é lançada manualmente ao mar e que já foram descritos anteriormente.
3.1.4.4 – Instruções para o caso da insuflação automática não funcionar
Se isso acontecer, quer no caso da jangada ser lançada manual ou automaticamente, o procedimento a adoptar será o mesmo em ambos os casos:
- Não perder a calma;
- Nadar para o contentor;
- Arrancar as fitas de adesivo ou quebrar as cintas;
- Retirar a tampa da válvula de insuflação de ar:
- Tentar encher a jangada à boca até que a entrada fique com o interior livre;
- Entrar na jangada e com o auxílio da bomba manual ou do fole acabar de a encher.
3.1.4.5 – Instruções para reparações
As jangadas pneumáticas entre o seu equipamento dispõem de um Kit de reparação que se encontra dentro de uma caixa que normalmente está colocada perto da entrada.
Se a jangada apresenta um furo este pode ser tapado aplicando um bujão vedante (são cónicos, graduados e roscados) ou em emergência um trapo húmido. Uma vez o furo tapado (provisoriamente) procura-se em seguida repará-lo aplicando um remendo, do estojo de reparação, de acordo com as instruções. Se o furo for pequeno não se deve utilizar um bujão mas sim repará-lo imediatamente. Os remendos devem ser mais largos cerca de 25 mm do que o orifício a tapar, para terem boa superfície de aderência. Para fazer um remendo em boas condições deve proceder da seguinte maneira:
- Limpar e secar bem a zona a reparar (tanto quanto as circunstâncias o permitam);
- Preparar o remendo (tendo o cuidado que seja maior do que o buraco e arredondando as pontas)
- Lixar a zona e o remendo
- Pôr cola na zona e no remendo;
- Deixar secar bem (cerca de 5 minutos) e aplicar novamente cola;
- Voltar a deixar secar colocando em seguida o remendo e, com os dedos comprimi-lo bem e alisando-o para que fique sem irregularidades;
- Deixar passar cerca de 20 minutos e depois atestar a pressão na câmara reparada.
Se a avaria a reparar é exterior e fica debaixo de água, na maior parte dos casos pode ser feita mudando o peso para o lado contrário da jangada de modo a que a zona fique acima da superfície da água.
3.1.5 – Instruções de sobrevivência a bordo de uma jangada
As instruções de sobrevivência a bordo de uma jangada podem-se dividir em duas partes:
- Instruções para acção imediata
- Instruções de como sobreviver
3.1.5.1 – Instruções para acção imediata
Estas instruções deverão estar escritas, num dos idiomas oficiais da Organização além da língua do país, de uma maneira facilmente legível em material à prova de água e colocadas de tal maneira que sejam facilmente vistas pelo tripulante que entrar na jangada.
As instruções são as seguintes:
- Cortar a retenída e afastar-se do navio;
- Procurar outros sobreviventes e içá-los para a jangada;
- Lançar a âncora flutuante quando estiver afastado do navio;
- Fechar as entradas;
- Ler as instruções de sobrevivência;
Soltar a âncora flutuante que está enrolada, as jangadas devem encontrar-se juntas e ficar perto donavio.
Para a manobra de aproximação de outra jangada, enrolar a âncora flutuantee lança-la o mais longe possível na direção desejada e puxar a linha.
3.1.5.2 –Instruções de como sobreviver
As instruções que se vão indicar seguidamenteembora estejam dadas numa ordem sequencial, dependerão das circunstâncias de cada caso.
- Identificar o comandante da jangada;
- Colocar uma vigia;
- Abrir o embrulho do equipamento;
- Distribuir os comprimidos e os sacos anti-enjoo;
- Se apropriado secar o chão e insuflá-lo;
- Prestar os primeiros socorros, se aplicável;
- Manobrar na direcção de outras jangadas, amarrar as jangadas umas às outras e distribuir os sobreviventes e equipamento entre elas;
- Organizar quartos e tarefas;
- Verificar a jangada para correcta operação e qualquer avaria e reparação, se apropriado (ventilar se houver fuga de CO2 no interior da jangada);
- Verificar o funcionamento da luz da cobertura e se possível poupe-a durante o dia;
- Ajustar as aberturas da cobertura para proteger do tempo ou para ventilar a jangada, conforme o que for apropriado;
- Preparar e utilizar o equipamento de localização incluindo o equipamento de rádio;
- Apanhar quaisquer objectos flutuantes que tenham utilidade;
- Proteger contra o calor, frio e humidade;
- Determinar as rações de alimentos e água;
- Adoptar medidas para elevar a moral;
- Adoptar medidas sanitárias para conservar a jangada habitável
- Preservar a jangada incluindo o enchimento dos tubos de flutuação e dos suportes da cobertura;
- Usar adequadamente o equipamento de sobrevivência disponível
- Preparar acções para:
- Chegada de unidades de salvamento;
- Ser rebocado;
- Ser salvo por helicóptero; e
- Desembarcar e encalhar na praia
3.1.6 – Inspecções e manutenção
As jangadas pneumáticas estão sujeitas a inspecções anuais, para manutenção da sua validade, as quais são efectuadas por uma estação de serviço reconhecida e aprovada pela Administração. Este período de validade, em casos excepcionais devidamente autorizados, poderá ser prorrogado até ao máximo de 17 meses.
Na altura desta inspecção serão também vistoriados os libertadores hidrostáticos – há libertadores hidrostáticos que anualmente acompanham a jangada à estação para serem vistoriados e para a passagem do respectivo certificado de inspecção, e outros que têm uma validade de 2 anos (não precisando da vistoria anual) findo os quais são deitados fora e substituídos por novos.
Como as jangadas pneumáticas estão encerradas em contentores fechados somente é possível vistoriar e proceder à substituição dos equipamentos que porventura se encontrem em mau estado aquando das inspecções anuais. Isto porém não impede que, quer semanalmente, quer mensalmente, se efectuem inspecções aos contentores para verificar o seu estado de conservação e se as inscrições que deve ter se mantêm e estão bem legíveis) serão levadas a efeito inspecções de rotina e conservação às jangadas Pneumáticas utilizando para o efeito a FICHA DE INSPECÇÃO ÀS JANGADAS PNEUMÁTICAS MAR D’CANAL, Secção 3.4 do Manual de Segurança.
- Câmara de flutuaçãoo inferior.
- Câmara de flutuacao superior.
- Aneis D e botões de mola para fixacão da cobertura.
- Válvulas de seguranca para atestar a pressão.
- Pavimento singelo nao insuflável.
- Cinta de endireitamento.
- Luzes interior e exterior,
- Tubos arqueados.
- Oriffcio e tubo de captação da da àgua da chuva. Manual.
- Cobertura de painel singclo.
- Grinalda Interior.
- Manga de vigia com corrcdica.
- Pagaias.
- Embalagem de emergencia e quadro de “Sinais Internacionais de Salvamento”.
- Grinalda exterior.
- Sistema de insuflação.
- Boca e cabo de disparo.
- Condutor entre as luzes e a bateria activada pela àgua salgada, no fundo.
- Espelho da boca de reboque.
- Bolsas de estabilizacao.
- Anel e linha de socorro. Faca.
- Âncora flutuante.
- Escada de embarque.
3.2 LOCAIS DE ABANDONO
3.2.1 – Geral
De acordo com a Convenção os Locais de Reunião deverão estar localizados próximo do local de embarque e serem suficientemente espaçosos para poderem reunir todos os tripulantes desse Local de Reunião bem assim como serem bem iluminados.
3.2.2 – Localização
Os locais de embarque neste navio estão situados no Tombadilho B (Messe) – a BB e a EB onde se encontram as jangadas pneumáticas e devem estar devidamente assinalados com a simbologia adoptada pela IMO.
3.2.3 –Iluminação
Os Locais de Reunião, locais de embarque,bem assim como a superfície da água onde se arreiam os meios de salvação devem estar devidamente iluminados.
A fonte fornecedora de energia deverá estar de acordo com os regulamentos.
3.2.4 –Protecção
Para que as embarcações salva-vidas possam cumprir o objectivo da sua existência a bordo, salvar a vida dos tripulantes, é essencial que quer os locais de embarque quer os vários equipamentos do navio estejam dotados de meios de protecção para evitarque as embarcações sejam acidentalmentedanificadas.
Assim devem estar indicadasno Plano de Segurança ou em listas descritivas todas as bocas de descarga que possam afectar a manobra e a integridade das embarcações salva-vidas, o modo de interromper essas descargas e a paragem dasbombas respectivas.
3.3 BALEEIRAS
3.3.1 – Geral
As baleeiras existentes a bordo são de modelo totalmente cobertas, com um sistema de ar de apoio.
São fabricadas em material resistente ao fogo, não são afectadas pelos hidrocarbonetos e possuem motor.
As suas principais características, são:
- permitirem atravessar uma área em chamas por período não inferior a 5 minutos, permanecendo em estado razoável de conservação, e garantindo a segurança dos ocupantes;
- protegida das chamas por intermédio de um sistema de água pulverizada;
- velocidade máxima não inferior a 6 nós;
- autonomia para pelo menos 24 horas;
- sistema incorporado de ar comprimido que fornece ar durante 10 minutos em quantidade suficiente para os ocupantes e para a combustão do motor em regime de toda a força. Cria também uma sobrepressão dentro da embarcação que não permite a entrada de fumos;
- ocupantes todos sentados e dispondo de cinto de segurança;
- o escape de gases do motor dotado de válvula de retenção que impede a água de entrar no motor;
- portas de acesso dos tripulantes à embarcação e escotilhas todas estanques.
3.3.2 – Localização
A sua localização a bordo está de acordo com as indicações referenciadas no Plano de Segurança estando os locais devidamente assinalados com símbolos.
Existem a bordo 2 embarcações do tipo totalmente cobertas, cada uma com a capacidade para 40 pessoas estando localizadas como a seguir se indica:
- baleeira nº 1 – Pavimento “E” – Pav. das Embarcações a EB;
- baleeira nº 2 – Pavimento “E” – Pav. das Embarcações a BB;
Junto do local de embarque de cada embarcação existe uma escada quebra-costas pronta para ser usada imediatamente em caso de emergência permitindo chegar à água mesmo com o navio inclinado 15º ao bordo contrário e na condição de calado mínimo.
3.3.3. – Inscrições e equipamento
Cada baleeira terá que possuir as seguintes inscrições:
1. de uma forma clara e de uma maneira permanente
- as dimensões da embarcação
- o número de pessoas que pode transportar
2. de ambos os lados da embarcação (proa)
- o nome do navio
- o porto de registo do navio
(em letras maiúsculas e do alfabeto romano)
3. marcados de maneira que possam ser vistos do ar
- meios de identificar o navio a que a baleeira pertence (indicativo de chamada ou nomedo navio)
- número da baleeira
EQUIPAMENTO DE UMA BALEEIRA
Suficiente número de remos, que flutuem, capazes de movimentar a embarcação em águas calmas. Toletes, forquetas ou dispositivos equivalentes existirão para cada remo presos à embarcação por fiéis ou correntes
- 2 croques
- 1 vertedouro flutuante e dois baldes
- 1 manual de sobrevivência
- Uma bitácula com uma agulha luminosa ou dotada de meios de iluminação. Em embarcações totalmente fechadas a bitácula estará permanentemente montada na posição de governo; em qualquer outra embarcação estará dotada com apropriados meios de montagem. (em embarcações totalmente cobertas a agulha não é necessário que esteja montada numa bitácula desde que esteja protegida do tempo, como consequência da construção da baleeira)
- 1 âncora flutuante de tamanho apropriado
- 1 boça a vante com estropo e caveirão
- 1 boça fixa a vante e pronta para ser usada
(Nota: as boças terão comprimento igual mas não menor do que 2 vezes a distância da posição de repouso da baleeira à linha de água do navio na condição de lastro leve ou 15 metros, o que for maior)
- 2 machadinhas (uma em cada extremidade da embarcação)
- depósito ou depósitos estanques com capacidade para 3 lts. de água potável por pessoa que a embarcação leva, dos quais 1 lts. pode ser substituído por um aparelho de des-salinização capaz de produzir uma quantidade igual de água doce em dois dias.
- 1 argau em material não oxidável, preso por fiel
- 1 copo graduado em material não oxidável
- rações alimentares totalizando não menos do que 10.000 kj por pessoa, para todas as pessoas que a embarcação pode transportar, em embalagens hermeticamente fechadas e guardadas em recipiente à prova de água
- 4 sinais paraquedas
- 6 fachos de mão
- 2 sinais de fumo (que bóiem)
- 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso
- 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva em embalagem estanque
- 1 espelho de sinalização, para navios e aviões, com instruções de utilização
- 1 quadro de sinais de salvamento (Regra V/16) plastificado ou em recipiente à prova de água
- 1 apito ou equivalente sinal sonoro
- 1 farmácia (para primeiros socorros) em recipiente estanque, com possibilidade de manter a estanquecidade depois de usado
- 6 doses de comprimidos contra o enjoo e 6 sacos contra o enjoo, por cada pessoa que a baleeira pode transportar
- 1 canivete grande preso à embarcação por um fiel
- 3 abre latas
- 2 aros flutuantes ligados a retenidas flutuantes com pelo menos 30 metros de comprimento
- 1 bomba manual
- 1 jogo de apetrechos de pesca
- 1 jogo de ferramentas e material sobresselente para reparação do motor
- 1 extintor portátil próprio para extinguir incêndios em óleo
- 1 projector capaz de iluminar um objecto colorido de noite tendo uma abertura de 18 metros a 180 metros de distância, durante um período total de 6 horas trabalhando pelo menos 3 horas continuamente
- 1 eficiente reflector de radar a não ser que a baleeira tenha um respondedor de radar (SART)
- ajudas térmicas suficientes para 10% das pessoas que a embarcação pode transportar ou duas, o que for maior 3.3.4 – Sistemas de água pulverizada e ar comprimido
Estas baleeiras, conforme já se indicou em 3.2.1 – Geral, possuem entre outras características duas de que iremos falar mais detalhadamente.
3.3.4.1 – Sistema de água pulverizada
O sistema de água pulverizada destina-se a ser utilizado quando a baleeira tiver que atravessar uma zona em que existam chamas e em que haja portanto necessidade de dar uma protecção adicional à embarcação.
Para o efeito existe acoplado ao motor da baleeira uma bomba que, em caso de necessidade, será posta a funcionar por intermédio de um manípulo próprio fornecendo água a uma série de espalhadores distribuídos por todo o corpo da baleeira e de tal maneira que esta fica completamente envolvida pela água. A aspiração da bomba situa-se numa caixa situada no fundo da baleeira estando a parte exterior protegida por uma chapa perfurada.
Como se calcula o envolvimento da baleeira por uma cortina de água pulverizada pode originar a entrada de bastante água para o interior da baleeira. Normalmente isto não acontece pois tanto as portas como as vigias, por construção, são estanques à água, mas deverá haver da parte do navio, nos seus programas de manutenção das baleeiras, uma atenção muito cuidada relativamente às borrachas de vedação e às tranquetas de aperto das portas e vigias de modo a que se conservem sempre em bom estado contribuindo desta maneira para as conservar estanques.
3.3.4.2 – Sistema incorporado de ar comprimido
A função do sistema incorporado de ar comprimido é o fornecimento de ar ao interior da baleeira quando numa emergência esta tiver que atravessar uma zona de incêndio em que existam chamas e fumos e em que haverá necessidade de a manter com todas as aberturas completamente fechadas. O ar deverá ser fornecido durante 10 minutos e a quantidade necessária de ar poderá ser calculada da seguinte maneira:
Lotação da baleeira
20 pessoas x 40 lts/min.x 10 minutos = 8 000 litros de ar
Motor da baleeira
1200 lts/min. x 10 min. = 12 000 litros de ar
TOTAL = 8 000 + 12 000 = 20 000 litros ar
Para esse efeito existem, debaixo dos estrados da baleeira, 3 garrafas contendo ar atmosférico comprimido a uma pressão de cerca de 200 kgs/cm2 que estão ligadas em paralelo. A abertura do ar faz-se por meio de uma válvula servindo o mesmo para 3 fins:
- fornecer ar aos ocupantes da baleeira;
- fornecer ar para a combustão do motor;
- criar uma pequena sobrepressão no interior da baleeira para evitar a entrada de fumos (não pode ser superior à pressão atmosférica em mais de 20 mbar).
Periodicamente far-se-à uma inspecção às garrafas para verificação da pressão actual. Sempre que uma garrafa apresente uma pressão que seja inferior a 5/6 da sua pressão normal de trabalho deverá ser imediatamente recarregada
3.3.5 – Utilização
De acordo com a Convenção junto ás embarcações salva-vidas e aos seus controlos de lançamento para a água existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, usando para o efeito simbologia aprovada, e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada a luz de emergência.
Indicam-se a seguir os passos que devem ser dados para uma sequência correcta do arriar e içar das baleeiras, os quais poderão ser adaptados a cada navio (dependendo do tipo de turcos e baleeiras existentes em cada um).
3.3.5.1 – Arriar com bom tempo
Em circunstâncias normais, com bom tempo e navio parado, não há dificuldade em arriar a embarcação e largá-la das talhas.
Se o navio vai a navegar, aguarda-se que pare ou modere a velocidade. Nunca se deve arriar com o navio a andar a ré com as máquinas. Ao chegar a embarcação à água, desengata-se a talha de ré e só depois a de vante. Esta sequência é muito importante com o navio a andar a vante ou com mar ou corrente de proa, pois se nestas circunstâncias a talha de vante for desengatada em primeiro lugar a embarcação correrá o grave risco de se atravessar e virar. Contudo devemos fazer o possível por largar as duas talhas em simultâneo.
Indicam-se a seguir os passos que devem ser dados para uma sequência correcta do arriar e içar das baleeiras, os quais poderão ser adaptados a cada navio (dependendo do tipo de turcos e baleeiras existentes em cada um).
- Retirar as capas das baleeiras (se existirem);
- Safar os cabos de pinhas;
- Confirmar que a breca está na posição de travar o guincho;
- Confirmar que o estropo de suspensão e as peias de atracação estão ligados;
- Despear a baleeira;
- Largar a escada da baleeira para a borda ao longo do costado;
- Arriar a baleeira até ao nível do tombadilho de embarque servindo-se para tal da alavanca do travão;
- Colocar os bujões;
- Passar a boça de proa o mais a vante possível;
- Soltar o estropo de suspensão;
- Pôr o motor a trabalhar;
- Verificar se há descargas para a borda e interrompê-las;
- Embarcar o pessoal sentando-se todos;
- Soltar as peias de balanço;
- Arriar a baleeira a uma velocidade constante até á água;
- Desengatar a baleeira O desengate da baleeira pode ser uma operação perigosa. O que se pretende é ter os arames suficientemente folgados depois da baleeira alcançar a água. Para isso a baleeira deve ser arriada na crista da vaga. A queda na cava seguinte irá puxar, se a breca se mantiver aberta, mais arame. É essencial manter a breca aberta até que a baleeira esteja desengatada. Se necessário o guincho pode ser operado manualmente para ajudar a folgar os arames;
- Montar as canas do leme (se não for de sistema de governo permanente);
- Virar as talhas ou afastar a baleeira;
- Embarcar algum tripulante que falte (por exemplo o homem da breca) o qual deve utilizar as escadas da baleeira;
- Afastar a baleeira do navio, depois de se certificar que não falta ninguém, com o auxílio dos croques e largando a boça da proa após soltar o caveirão. Em seguida utilize o leme e o motor;
- Procurar algum sobrevivente que esteja na água tendo o cuidado de evitar obstruções flutuantes que podem danificar a baleeira;
- após estar a uma distância safa do navio tentar reunir-se ás outras embarcações e se necessário usarem as boças para se ligarem e manterem agrupadas (lembre-se de que é mais fácil ser avistado ou detectado quando em grupo do que isoladamente);
Se necessário largue a ancora flutuante para evitar o abatimento com o consequente afastamento do local do acidente (lembre-se de que esse será o primeiro local para onde os socorros se dirigirão)
| 1 | Preparação inicial |
|
| ||
| 2 | Procedimentos para embarque | |
| ||
| 3 | embarque | |
| ||
| 4 | arriar até a água | |
| ||
| 5 | Entrada na água | |
|
3.3.5.2 – Arriar com mau tempo
Os procedimentos a seguir serão idênticos aos de arriar com bom tempo mas quanto ao arriar da baleeira há que ter algumas precauções. Com mau tempo a embarcação será arriada até a quilha estar cerca de 30 a 45 cms acima da crista da vaga. O pessoal que arreia a embarcação estará instruído para abrir completamente a breca quando ouvir a ordem de “ARREIA TUDO”, que será dada quando a crista da vaga está sob a proa da embarcação. Se esta coordenação for bem feita, a embarcação tocará a água na crista da vaga e descerá na cava. Assim que a embarcação é elevada pela vaga seguinte, as talhas ficam brandas e podem ser soltas dos ganchos de engate.
3.2.5.3 – Içar com bom tempo
As tarefas de içar uma baleeira decorrerão a bordo e na baleeira.
A bordo:
- passar uma boça ao longo do costado do navio;
- arriar as talhas até ficarem prontas a engatar;
- confirmar que a breca está na posição de travada;
- verificar que o sistema de içar (motor eléctrico/pneumático) está preparado e com energia (electricidade/ar ligado);
- acender as luzes (se necessário);
- parar as descargas para a borda;
- preparar escadas para que desembarque todo o pessoal excepto os dois tripulantes que engatarão as talhas;
- ter a bordo tudo preparado para a recepção e assistência a feridos, se os houver.
Na baleeira:
- aproximar-se do navio pela popa e apanhar a boça;
- facilitar o desembarque dos tripulantes utilizando as escadas colocadas para o efeito;
- engatar as talhas de suspensão o mais rapidamente possível. Devem engatar-se as duas simultaneamente, ou a de vante em primeiro lugar. O engate das talhas de suspensão é uma operação perigosa, especialmente com mar mau. As oscilações da baleeira podem provocar o desengate das talhas, e é essencial que mãos e dedos estejam afastados. Se possível, usar uma pequena linha para manter os ganchos na posição.
- confirmar que os arames não estão cruzados e que os elos das peias de balanço estão na posição correcta (voltados para o costado do navio);
- fazer sinal para içar a baleeira;
- tirar a cana do leme e arrumá-la (se não for de sistema de leme permanente);
- retirar os bujões para escorrer a água;
- quando a baleeira chegar ao pavimento de embarque, passar as peias de balanço e desembarcar os restantes tripulantes;
- continuar a içar a baleeira tendo o cuidado de a parar antes da actuação dos limitadores. Os limitadores devem ser olhados como equipamento de segurança e não como equipamento normal dos turcos;
- a partir deste momento a baleeira deve ser levada, á sua posição de descanso, manualmente;
- quando a baleeira estiver na sua posição normal de descanso proceder ao peamento;
- após estar em posição e firmemente peada, aliviar a breca um pouco para que os arames aliviem a tensão sem contudo ficarem folgados, voltando em seguida a travar a breca;
- Finalmente confirma-se que tudo na baleeira está arrumado e peado e registam-se e reparam-se quaisquer deficiências que tenham sido notadas retirando-se todo e qualquer dispositivo extra que tenha sido colocado na baleeira.
3.3.5.4 – Arrancar com o motor da baleeira
Como as baleeiras estão dotadas de motor de arranque eléctrico é bastante fácil pôr o motor em funcionamento.
Para que isso na realidade tenha aplicação prática ou seja, o motor arranque facilmente sempre que dele necessita, é necessário que se preste a maior das atenções e cuidados aos motores fazendo semanalmente as verificações indicadas:
- o nível do gasóleo no tanque
- o nível do óleo no cárter
- o nível do óleo na caixa redutora (se existir)
- se os sistemas de óleo e lubrificação estão bem “ferrados”
- o estado das baterias (nível do electrólito, carga, ligações) e se necessário proceder à respectiva carga
- arranque do motor fazendo o hélice rodar a vante e a ré por um período não inferior a 3 minutos
Para arrancar o motor electricamente proceder da seguinte maneira:
- verificar se o motor está livre para rodar sem obstruções;
- puxar o acelerador para a posição de maior velocidade; isto permite um acréscimo de combustível para o arranque;
- verificar se as baterias estão bem ligadas;
- carregar no botão do motor de arranque e largá-lo logo que o motor comece a trabalhar. Não carregar no botão continuamente por mais de 10 segundos;
- em seguida coloque o comando em RUN ou, quando existir um controlador de velocidade reduza a velocidade.
Para parar o motor desloque a alavanca de controlo em direcção ao volante e conserve-a nesta posição até que o motor pare.
Nunca pare o motor pela actuação do manípulo de descompressão.
Na eventualidade de o motor não arrancar electricamente, por deficiência do motor de arranque e/ou das baterias, o que nunca deverá acontecer, há sempre a possibilidade (é uma operação difícil e exige muita força) de o arrancar manualmente.
Para o fazer proceda da seguinte maneira:
- verifique se o motor está livre para rodar sem obstáculos;
- mova o manípulo de descompressão (de um só cilindro) no sentido do volante e instale a manivela de arranque;
- rode o motor lentamente 3 a 20 voltas, conforme a temperatura e o tempo de imobilização de modo a ferrar o sistema de lubrificação;
- rode então a manivela rapidamente e quando tiver obtido uma rotação suficiente, mova o manípulo de descompressão no sentido inverso ao que estava; continue a rodar até que o motor pegue; mantenha firme a manivela de arranque retirando-a em seguida do veio;
- coloque o comando em RUN reduzindo então a velocidade consoante for adequado
Turcos das baleeiras
3.3.5.5 – Turcos das baleeiras
Os turcos existentes a bordo são do tipo de gravidade pois usam o peso da própria embarcação para a função de arriar.
A embarcação é arriada por accionamento de uma alavanca que destrava a breca. Se o tripulante que está a arriar a embarcação largar a alavanca o travão actuará e a embarcação pára de arriar.
Os turcos permitem arriar as embarcações salva-vidas com uma inclinação adversa de 25º e estão dotados de peias de atracação o que permite o embarque em segurança dos tripulantes.
Os turcos de gravidade possuem dispositivos de segurança (a vante e a ré) que impedem a operação de disparo da embarcação salva-vidas e que além disso servem para que se possa fazer a manutenção dos cabos e do tambor estando a embarcação na sua posição normal.
Os cabos de arame utilizados nos turcos devem ser substituídos, quando for necessário devido ao desgaste ou então, em intervalos que não excedam os 5 anos. Durante este período deverão ser virados ao fim de 30 meses. Nos turcos deve estar marcada a data em que os cabos foram
substituídos e a data em queforam virados.
As principais características dos cabos utilizados nos turcos do navio, são as seguintes:
- 16 mmÆ, 15.200 kgf carga de ruptura, anti-giratórios, galvanizados e lubrificados
tendoos seguintes comprimentos
- cabo de vante 82metros
- cabo de ré 86,1 metros
A velocidade do cabo quando está aarriar a baleeira éde aproximadamente 55 mts/min.
Para içar asbaleeiras existe ummotor, que é colocado nos turcos na altura do içar, accionadopneumáticamente, sendo a pressão máxima admitida de 10,5 kgs/cm2 .
Pontos de lubrificação dos turcos das baleeiras
Pos.
Aplicação
Método de lubrificação
Lubrificante
1 – 7
Chumaceiras lisas
Bicos de lubrificação
Massa lubrificante
8
Carretos fechados
Banho de óleo
Óleo de rolamentos
9
Cabos (arames)
Esfregar
Massa de cabos
3.3.6 – Instruções de sobrevivência a bordo de uma baleeira
O manual de sobrevivência mencionado em 3.2.3 – Inscrições e equipamentos terá de estar de acordo com a Resolução e abordar as seguintes matérias:
O comandante da baleeira deverá imediatamente, após se ter afastado do navio, organizar o seguinte:
- procurar e retirar outros sobreviventes da água;
- dirigir as embarcações salva-vidas;
- amarrar as embarcações salva-vidas umas às outras, distribuir os sobreviventes e equipamento entre as embarcações salva-vidas;
- largar a âncora flutuante; e
- se apropriado armar a cobertura ou toldo desdobrável
- colocar uma vigia;
- distribuir os comprimidos e os sacos anti-enjoo;
- prestar os primeiros socorros, se aplicável;
- organizar quartos e tarefas;
- preparar e utilizar o equipamento de localização incluindo o equipamento de rádio;
- apanhar quaisquer objectos flutuantes que tenham utilidade;
- proteger contra o calor, frio e humidade;
- determinar as rações de alimentos e água;
- adoptar medidas para elevar a moral;
- adoptar medidas sanitárias para conservar a baleeira habitável;
- preparar para o aparecimento de condições de tempo adversas;
- usar adequadamente o equipamento de sobrevivência disponível;
- preparar acções para
- chegada de unidades de salvamento;
- ser rebocado;
- ser salvo por helicóptero; e
- desembarcar e encalhar na praia
Utilização de um espelho das baleeiras
Drogue ou âncora flutuante
3.3.7 – Inspecções e manutenção
Nunca será demais salientar a importância das baleeiras a bordo de um navio.
Lembre-se de que no caso de surgir qualquer emergência em que seja necessário usar as baleeiras não haverá tempo, em tal situação, de corrigir quaisquer faltas ou defeitos.
Isto só é conseguido através de um planeamento programado de manutenção no qual se incluirão as inspecções previstas na Convenção.
Para auxiliar a realização destas inspecções utilizar-se-ão as fichas:
- FICHA DE INSPECÇÃO ÀS BALEEIRAS –Livro de Impressos.
A manutenção dos turcos, de acordo com as instruções do fabricante, compreenderá:
- movimentação até à posição de embarque e seguidamente içados, pelo menos uma vez por mês (durante esta operação será verificado o funcionamento de todo o equipamento);
- inspecção das partes móveis que requerem lubrificação pelo menos de 3 em 3 meses e sua lubrificação se necessário;
- vistoria mensal aos cabos, aquando da movimentação dos turcos, sendo lubrificados de 3 em 3 meses se necessário (não será nunca permitido que os cabos estejam secos -sem lubrificação- ou que tenham ferrugem).
Não perca tempo em rectificar qualquer defeito ou irregularidade encontrada nas baleeiras/turcos. A sua vida pode depender destes equipamentos pelo que devem ser mantidos correctamente de maneira a funcionarem eficientemente numa emergência.
COMPRESSOR AR
BALEEIRA
ESQUEMA ARREAR A BALEEIRA
FOTO INTERIOR
BALLEIRA
MANIVELA DE
ARREIO
DESENHO
TURCOS DA BALLEIRA
DESENHO
TURCOS DA BALLEIRA
LUBRIFICAÇÃO
OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
SECÇÃO 4
4.1 APARELHO LANÇA-CABOS
4.1.1 – Geral
Os aparelhos lança – cabos existentes a bordo são de modelo aprovado oficialmente e deverão:
- Ser capazes de lançar uma linha com razoável precisão;
- Ser capazes de transportar uma linha a uma distância não inferior a 230 metros;
- Terem uma linha, com carga de rotura não inferior a 2kN;
- Terem instruções resumidas ou diagramas indicando o modo de funcionamento;
E são em número e localização igual ao que consta no Plano de Segurança.
4.1.2 – Localização
A sua localização a bordo é no Tombadilho D (ponte de navegação) e está de acordo com as indicações referenciadas no Plano de Segurança do navio estando o local devidamente assinalado.
4.1.3 – Inscrições e equipamento
Os aparelhos lança – cabos trazem sempre impressas instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhadas de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.
O aparelho lança cabos está contido num contentor próprio e é constituído por:
- 1 cargas propulsora (foguetão);
- 1 linha 250 m de 4 mm
Linethrower 250 Body & Line – 50070
Foguetão
Linha (250 m 4 mm)
Linethrower 250 Rocket – 50080
4.1.4 – Validade
Segundo as normas presentemente em vigor a validade dos foguetões é de 3 anos, a contar da data que vem mencionada no corpo e que se refere à fabricação.
As linhas não têm qualquer data de validade, no entanto haverá toda a conveniência em que sejam substituídas de 9 em 9 anos.
4.1.5 – Utilização
- Conforme o indicado em 4.1.3 – Inscrições e equipamento, no contentor que contêm o equipamento existem instruções de funcionamento acompanhadas de desenhos que tornam a utilização deste aparelho muito fácil. Mesmo assim, aqui se indicam quais os passos a seguir na utilização do tipo de aparelho existente a bordo:
Deverá seguir as normas de segurança, utilizando equipamento de proteção adequado:
- Capacete
- Óculos, ou viseira de proteção facial.
1 – Retirar a tampa branca do contentor
2 – Colocar o aparelho lança cabos por debaixo da balustrada, segurando com firmeza o aparelho, encostando o aparelho ao joelho, procurando manter uma posição estável para proceder ao lançamento para o local desejado. Ter em atenção a direção e intensidade do vento.
3- Quando tiver a certeza que se encontra numa boa posição para proceder ao disparo, remova o selo de proteção vermelho.
| 4– Apontar o aparelho por cima do alvo | |
| 5 – Rodar o manipulo brancopara a direita ou para a esquerda para proceder ao disparo. | |
| 6 – A linha fica presano interior do contentor | |
| 7 – Retirar a linha e prende-la com segurança ao cabo quese pretende passar. |
4.1.6 – Inspecções e manutenção
O aparelho lança-cabos não exige cuidados especiais de manutenção.
Mensalmente será passada uma inspecção para verificação do estado de conservação e da data de validade dos foguetões com o auxílio da “FICHA DE INSPECÇÃO A DIVERSOS MEIOS DE SALVAÇÃO – MAR D’CANAL” na Secção 3.6 do Manual de Segurança.
4.2 APARELHO VAIVÉM DE SALVAMENTO
4.2.1 – Geral
A bordo deste navio não há Aparelho Vaivém de Salvamento, este procedimento serve, para que a tripulação tenham conhecimentos de como proceder em caso de salvamento efectuado desde terra ou de uma embarcação de salvamento.
O salvamento de pessoas a bordo dos navios que sofrem avarias junto à costa, pode muitas vezes ser efectuado com o auxílio de embarcações salva vidas. Todavia debaixo de temporal ou quando o navio está a ser batido pelas vagas, o emprego dos salva vidas torna-se impossível ou imprudente, recorrendo-se então à utilização de helicóptero, ou na sua falta ao antigo aparelho vaivém com bóia (Fig. 1), que em muitos naufrágios junto da costa tem permitido salvar vidas em tempo relativamente curto.
4.2.1 – Utilização
Fig. 1
Salvamento com Aparelho Vaivém
A primeira coisa a fazer é passar uma linha entre a terra ou o barco de socorro e o navio. Esta linha servirá para passar o cabo vaivém e pode ser atirada utilizando o Aparelho Lança Cabos (ver procedimento 4.1 Aparelho Lança Cabos). A bordo existem quatro (4) Aparelhos Lança Cabos, localizados na ponte. As estações de socorros a náufragos empregam morteiros com alcance entre os 350 a 400 metros.
Se se tiver utilizado o lança cabos do navio, para enviar a linha, em terra, deve-se agarrar a linha enviada pelo Aparelho Lança Cabos de bordo e liga-la por um nó a um cabo de pita de 12 mm de diâmetro que servirá para o cabo de vaivém. Após, o que, então a bordo deve-se puxar pela linha até vir à mão um moitão de rabicho, onde está gurnido o referido cabo de pita. Ao rabicho do moitão costuma vir amarrado um lembrete com as seguintes instruções:
“Dar volta ao rabicho do moitão, no mastro, bem acima, ou então em qualquer sítio desempachado e bem acima da borda. Desamarre a linha e verificar se o cabo de vaivém corre livremente no moitão, após o que deve informar os salvadores”
Feito isto, os salvadores enviam pelo cabo de vaivém o chicote de uma espia de 24 mm de diâmetro e 120 braças de comprimento. O pessoal de bordo vai ajudar ao vaivém logo que veja a espia a caminho.
O chicote da espia costuma também trazer um lembrete com as seguintes instruções:
“Amarrar esta espia a cerca de 60 cm acima do rabicho do moitão e verificar se tudo está claro e se o cabo corre livremente no moitão, após o que deve informar os salvadores”
É importante que a espia não fique furada (cruzada ou torcida) com o cabo de vaivém. Isto evita-se tomando o chicote da espia entre os dois ramos do cabo de vaivém antes de lhe dar a volta.
Fig. 2
Aparelho de Vaivém com cabo de suspensão
Os salvadores rondam e dão volta à espia e mandam em seguida pelo cabo de vaivém a bóia-calção suspensa num moitão desigmado por moitão viajante, gornido na espia que serve de cabo de suspensão (Fig. 2).
Quando a bóia-calção chegar a bordo, pode-se iniciar o desembarque dos náufragos. De bordo faz-se sinal para que o pessoal salvador ale o cabo de vaivém, repetindo-se este procedimento para desembarcar todos os náufragos.
Algumas vezes não se passa a espia, porque a terra é baixa ou o navio está desmantelado, não permitindo um vaivém fora de água. ou porque o caso requer extrema urgência. Em tais circunstâncias servirá o próprio cabo de vaivém para conduzir a bóia-calção (Fig. 3).
Fig. 3
Aparelho de vaivém sem cabo de suspensão
O náufrago irá na água, devendo haver cuidado em conservar o cabo sempre tenso e os dois ramos o mais afastados possível um do outro.
Em regra, a bóia-calção conduz uma pessoa de cada vez, no entanto, é possível transportar duas pessoas, cada uma delas com uma perna metida no saco e segurando-se com ambas as mãos à suspensão da bóia. As crianças devem ser fixas à bóia ou trazidas ao colo.
Em caso de não estarem disponíveis comunicações via rádio, poderão ser utilizados os seguintes procedimentos para comunicar:
Sinais de manobra do aparelho de salvamento. – Os sinais a seguir indicados usam-se como sinal afirmativo e como sinal negativo no caso geral e como sinais de significação especial na manobra do aparelho de salvamento.
a) Sinal afirmativo ou
- A linha lançada por aparelho lança cabos está segura;
- O moitão de rabicho está amarrado;
- O cabo está amarrado;
- Há um homem na bóia calção;
- Ale o cabo.
Sinal : movimento vertical dos braços, ou de uma bandeira branca de mão, de noite, pode-se utilizar uma luz branca ou o disparo de um sinal de estrelas verde.
b) Sinal negativo ou
- Folgue a pedido;
- Deixe de alar
Sinal : movimento horizontal dos braços, ou de uma bandeira branca de mão, de noite, pode-se utilizar uma luz branca ou o disparo de um sinal de estrelas vermelho.
Resposta a sinais de perigo – As estações ou unidades marítimas de salvamento respondem a um sinal de perigo, feito por navios, empregando um dos sinais a seguir indicados, indicando:
“Você está à vista e ser-lhe-á dada assistência logo que possível.”
a) Sinal de dia: sinal de fumo alaranjado ou sinal combinado de luz e som (rebentamento luz-som) em três sinais simples disparados a intervalos de 1 minuto aproximadamente.
b) Sinal de noite: facho de estrelas brancas em três sinais simples disparados a intervalos de 1 minuto aproximadamente.
SINAIS DE SOCORRO VISUAIS
(PIROTÉCNICOS)
SECÇÃO 5
5.1 FOGUETES PÁRA-QUEDAS
5.1.1 – Geral
Os foguetes pára-quedas existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente e deverão:
- Estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
- Terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
- Terem meios próprios de ignição;
- Serem construídos de maneira a não causarem preocupações ao utilizador, quando usados de acordo com as instruções de utilização do fabricante;
- Alcançarem, quando lançados na vertical, uma altura não inferior a 300 metros;
- Libertarem, no topo da trajectória ou próximo do topo, um sinal pára-quedas que:
- Arda com uma luz encarnada brilhante;
- Arda uniformemente com uma intensidade média não inferior a 30.000 cd;
- Tenha um período de arder não inferior a 40 seg.
- Tenha uma velocidade descendente não superior a 5 mts/seg;
- Não danificar o pára-quedas ou as ligações enquanto arder.
- E são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.
5.1.2 – Localização
Os foguetes pára-quedas, neste navio estão colocados no Tombadilho D “Ponte”:
- Ponte 12 Sinais Pára-quedas
O local onde na ponte os sinais pára-quedas estão guardados está devidamente assinalado.
5.1.3 – Inscrições
Os sinais pára-quedas trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.
5.1.4 – Validade
Os sinais pára-quedas têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos.
Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.
5.1.5 – Utilização
Os sinais pára-quedas, não deverão ser utilizados em zonas onde possa haver gases inflamáveis.
Deverá seguir as normas de segurança, utilizando equipamento de proteção adequado:
- Capacete
- Óculos, ou viseira de proteção facial.
Os sinais pára-quedas, como todos os sinais pirotécnicos, devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.
Estes sinais devem ser utilizados somente durante a noite e, em noites de boa visibilidade, podem ser vistos a uma distância máxima que varia entre as 25 e as 35 milhas. Contudo não é de mais salientar que esta distância é consideravelmente reduzida em condições de fraca visibilidade como as que geralmente existem quando há necessidade de usar os sinais.
Pelo que se acabou de dizer há que ter o maior dos cuidados na sua utilização, devendo os mesmos serem somente utilizados na seguinte condição:
desde que esteja plenamente convencido de que um navio de socorro, ou um avião, ou terra habitada estejam dentro da área de visibilidade do sinal.
A utilização racional dos seus sinais pode salvar-lhe a vida
Existem no mercado sinais pára-quedas provenientes de vários fabricantes mas regra geral a maneira de os utilizar não varia muito de modelo para modelo. Os modelos existentes hoje a bordo de um navio podem não ser os mesmos do dia seguinte, no caso da substituição de sinais pára-quedas que estão a caducar.
De uma maneira geral para utilizar um sinal de pára-quedas procederá da seguinte maneira:
- Colocar-se no bordo de sotavento;
- Retirar o sinal da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;
1– Segurar o sinal com firmeza, na vertical, orientando-o ligeiramente na direcção de sotavento (para que alcance a máximaaltura)
2 – Desapertara cobertura inferior
3 – Colocar o sinal fora da borda, assegurando-se que está afastado no corpo do utilizador.
Puxar entãoo cordel que se encontra na parte inferior do sinal.
4– O sinal subirá até a uma altura de 300 m e arderácom uma intensidadede 30000 cd durante 40 segundos. Poderá ser vistoaté a uma distânciade 30 milhas náuticas.
Na eventualidade de uma falha no mecanismo de disparo, manter o foguetão na posição de lançamento durante pelo menos 30 segundos. Se após decorrido esse tempo ele não actuar deve depositá-lo dentro de um balde ou, de preferência, lançá-lo à água.
Pelo motivo atrás apontado, existência de vários modelos de sinais pára-quedas com algumas pequenas diferenças no modo de utilização, os tripulantes com antecedência (em condições normais e não numa emergência) devem ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos. Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.
5.1.6 – Inspecções e manutenção
Os foguetes pára-quedas não exigem cuidados de manutenção especiais.
Mensalmente será passada uma inspecção aos foguetes existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspecção) para verificar o estado de conservação e a data de validade.
As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:
FICHA DE INSPECÇÃO A DIVERSOS MEIOS DE SALVAÇÃO – MAR D’CANAL, (para os sinais da Ponte), Secção 3.6 do Manual de Segurança.
5.2 FACHOS LUMINOSOS DE MÃO
5.2.1 – Geral
Os fachos luminosos de mão existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente e deverão:
- Estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
- Terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
- Terem meios próprios de ignição;
- Serem construídos de maneira a não causarem preocupações ao utilizador, quando usados de acordo com as instruções de utilização do fabricante;
- Arderem com uma luz encarnada brilhante;
- Arderem uniformemente com uma intensidade luminosa média não inferior a 15.000 cd;
- Tenham um período de arder não inferior a 1 minuto;
- Serem capazes de arder submersos a 10 cm da superfície da água, durante 10 segundos. e são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.
5.2.2 – Localização
Os fachos luminosos de mão estão neste navio distribuídos da seguinte maneira:
- Na Ponte: 12 fachos
5.2.3 – Inscrições
Os fachos luminosos de mão trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.
5.2.4 – Validade
Os fachos luminosos de mão têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos. Os fachos caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.
5.2.5 – Utilização
Tal como já se disse para os sinais pára-quedas, os fachos luminosos de mão devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.
Estes sinais tanto podem ser utilizados durante a noite como durante o dia e são geralmente usados quando existe uma ajuda nas proximidades, devido a poderem ser vistos a uma distância máxima que varia entre as 5 e as 10 milhas. Contudo não é de mais salientar que esta distância é consideravelmente reduzida em condições de fraca visibilidade como as que geralmente existem quando há necessidade de usar os sinais.
Pelo que se acabou de dizer há que ter o maior dos cuidados na sua utilização devendo os mesmos serem somente utilizados na seguinte condição:
quando estiver a ver as luzes de um navio, um avião ou de terra
Os fachos luminosos de mão são mais apropriados do que os sinais fumígenos flutuantes para chamar a atenção de navios.
Nunca se esqueça que a utilização racional dos seus sinais pode salvar-lhe a vida.
Existem no mercado fachos luminosos de mão provenientes de vários fabricantes mas regra geral a maneira de os utilizar não varia muito de modelo para modelo devendo proceder-se da seguinte maneira:
- Se a roupa que enverga não tem punhos apertados então arregaçar a manga do braço em que vai segurar o facho. Se uma peça de material incandescente cair dentro da sua manga por certo provocará uma grave queimadura. Se tiver luvas calçar uma;
- Retirar o facho da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;
- Retirar a fita adesiva encarnada e a tampa da mesma cor;
- Retirar a fita adesiva preta e a tampa da mesma cor (tampa percutora);
- Friccionar fortemente a parte exposta do topo com a parte revestida da tampa percutora;
- Segurar o sinal em posição alta, fora da borda, a sotavento.
Pelo motivo atrás apontado, existência de vários modelos de fachos luminosos, deverão os tripulantes, com antecedência (em condições normais e não numa emergência), ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos.
Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.
5.2.6 – Inspecções e manutenção
Os fachos luminosos de mão não exigem cuidados de manutenção especiais.
Mensalmente será passada uma inspecção aos fachos existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspecção) para verificar o estado de conservação e a data de validade.
As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:
FICHA DE INSPECÇÃO A DIVERSOS MEIOS DE SALVAÇÃO – , Secção 3.6 do Manual de Segurança.
5.3 SINAIS FUMÍGENOS FLUTUANTES
5.3.1 – Geral
Os sinais fumígenos flutuantes existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente,
e deverão:
- estarem dentro de uma embalagem resistente à água;
- terem impressas breves instruções ou diagramas ilustrando o modo de funcionamento;
- não inflamarem explosivamente quando utilizados de acordo com as instruções do fabricante;
- emitirem fumo intenso de cor visível uniformemente por um período não inferior a 3 minutos flutuando em águas calmas;
- não emitirem qualquer chama durante toda a emissão;
- não se afundar;
- continuar a emitir fumo quando mergulhado a 10 cms. da superfície da água durante 10 segundos.
e são em número igual ao indicado no Plano de Segurança.
5.3.2 – Localização
Os sinais fumígenos flutuantes estão neste navio distribuídos da seguinte maneira:
- Baleeiras: 2 sinais em cada uma
- Jangadas: 2 sinais em cada uma
5.3.3 – Inscrições
Os sinais fumígenos flutuantes trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.
5.3.4 – Validade
Os sinais fumígenos flutuantes têm uma validade de 3 anos, finda a qual deverão ser substituídos. Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.
5.3.5 – Utilização
Os sinais fumígenos flutuantes, como todos os sinais pirotécnicos, devem ser usados de uma maneira correcta para que o tripulante, quando em situação de perigo, possa tirar o maior benefício da sua utilização.
Estes sinais devem ser usados somente durante o dia e têm uma área de visibilidade bastante reduzida especialmente quando utilizados com ventos fortes.
Embora os foguetes paraquedas e os fachos luminosos de mão estejam concebidos para serem utilizados preferencialmente de noite, vários testes demonstraram que durante o dia e em condições normais de luminosidade estes dois sinais de socorro visuais são vistos a maior distância que os sinais fumígenos flutuantes.
Por este motivo a combinação ideal será o uso de sinais de fumo e chama devendo haver o maior dos cuidados de selecção para os utilizar.
Nunca se deve utilizar um sinal fumígeno flutuante para chamar a atenção de um avião que se não vê, mesmo que se o esteja a ouvir.
Nunca é de mais salientar que a utilização racional dos sinais pode salvar-lhe a vida.
De uma maneira geral para utilizar um sinal fumígeno flutuante proceda da seguinte maneira:
- retirar o sinal da embalagem (de plástico) estanque em que se encontra;
- remover a tampa de plástico;
- retirar o selo de alumínio (se existir);
- puxar, com força, o cabo de ignição, em posição vertical;
- lançar o sinal, pela borda fora, a sotavento da embarcação
Porque pode existir alguma diferença no modo de utilização do modelo com que o navio está
dotado, os tripulantes com antecedência (em condições normais e não numa emergência) devem ler cuidadosamente e memorizar as instruções que se encontram nas etiquetas do corpo dos pirotécnicos.
Lembre-se que a prontidão com que se actua numa emergência pode poupar vidas.
5.3.6 –Inspecções e manutenção
Os sinais fumígenos flutuantes não exigem cuidados demanutenção especiais.
Mensalmente será passada uma inspecçãoaos sinais existentes, com excepção dos das jangadas pneumáticas (por impossibilidade de se realizar tal inspecção) para verificar o estado deconservação e a data de validade.
As inspecções serão levadas a efeito com o auxílio das fichas:
- FICHA DE INSPECÇÃO ÀS BALSAS
5.4 SINAIS MAN OVERBOARD
5.4.1 – Geral
Os sinais constituídos por sinal luminoso e fumígeno (auto activos) destinados a bóias de salvação chamam-se de “man overboard”.
Os sinais existentes a bordo são de modelo aprovado oficialmente.
São em número igual ao que consta no Plano de Segurança, estão assinalados com simbologia IMO e estarão sempre prontos a serem utilizados.
5.4.2 – Localização
Os sinais “man overboard” dotados de bóia e com escape rápido, assinalados no Plano de Segurança estão assim distribuídos:
- Exterior da asa da ponte de BB
- Exterior da asa da ponte de EB
5.4.3 – Inscrições
Os sinais “man overboard” trazem sempre impressos instruções de utilização/funcionamento (normalmente acompanhados de figuras), as quais devem ser lidas e estudadas cuidadosamente, bem assim como o período de validade ou de fabrico.
5.4.4 – Validade
Os sinais “man overboard” têm uma validade de 3 anos, finda a qual devem ser substituídos.
Os sinais caducados não devem ser utilizados nem sequer para treino.
5.4.5 – Utilização
Os sinais “man overboard” com bóias de salvação são para serem utilizados em situações de “Homem ao Mar”, podendo ser usados quer o acidente ocorra durante o dia ou durante a noite.
São ideais para sinalizar a localização de qualquer naufrago pois durante o dia são facilmente detectáveis devido ao sinal de fumo e durante a noite devido ao sinal luminoso.
Desde que o conjunto sinal “man overboard”/bóia de salvação esteja montado correctamente (de acordo com as indicações do fabricante) o seu lançamento é extremamente fácil bastando para tal puxar a cavilha de ferro, existente no interior da asa da ponte, e que serve para o travamento da bóia. O próprio peso da bóia e a inclinação do fundo da caixa em que está guardada fá-la-à deslizar para o exterior. A bóia ao cair arrastará o facho eléctrico/fumígeno por se encontrar ligado a ele por um cabo. Por sua vez este, que está preso ao navio por um cabo, ao cair do suporte onde se encontra faz accionar o sinal de fumo.
Sinal Man overboard (Sistemas de colocação a bordo)
Sinal man overboard (Disparo do sinal)
5.4.6 – Inspecções e manutenção
Mensalmente proceder-se-à a inspecções de rotina e conservação aos conjuntos sinal “man overboard”/bóia de salvação existentes a bordo utilizando para o efeito a FICHA DE INSPECÇÃO ÀS BÓIAS DE SALVAÇÃO 2).
SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS
E DE TRANSMISSÃO
DE MENSAGENS DE SOCORRO
SECÇÃO 6
6.1 SATELLITEEPIRB (SATELLITEEMERGENCY POSITION INDICATING RADIO BEACON)
6.1.1 – Geral
O navio tem uma radio baliza de localização de sinistros por satélite – EPIRB, de um modelo aprovado oficialmente.
Quando actuado transmite um sinal com o código de identificação do navio ou número de série, cada 50 segundos. Este sinal é
conservado na memória do satélite que por sua vez o transmite às estações terrestres alertando os Serviços de Busca e Salvamento.
A posição do navio determinada pela activação do sistema tem o rigor de +/ – 1 milha náutica.
Simultaneamente o aparelho também transmite um sinal contínuo na frequência de 121,5 MHz destinado a aeronaves, com a finalidade de facilitar as operações de salvamento.
6.1.2 – Localização
A localização deste aparelho a bordo deste navio é na antepara de ré da casa de navegação no lado de BB.
| Figura nº 1 |
6.1.3 – Utilização
O aparelho está encerrado, dentro de uma contentor de plástico, (Fig. nº 1) com as seguintes finalidades:
- estar protegido;
- permitir que se liberte e opere automaticamente no caso de o navio se afundar.
- Para que isto suceda é necessário que se sigam escrupulosamente as instruções de montagem do contentor, indicadas pelo fabricante:
- montado na posição horizontal;
- a zona onde está montado estar livre de obstruções para que o aparelho flutue livremente em caso de naufrágio;
- o local ser de fácil acesso para que qualquer tripulante o possa operar manualmente;
- estar solidamente fixado.
A cobertura de plástico utiliza como sistema de escape, em caso de afundamento, um libertador hidrostático (HRU).
Conforme já mencionamos, pode ser activado automaticamente ou manualmente.
RECOMENDAÇÃO IMPORTANTE
No caso da EPIRB ter sido activada mas, quer o navio quer a sua tripulação não corram perigo iminente, é muito importante que a EPIRB não seja desactivada até que o Serviço de Busca e Salvamento (SAR) tenha sido avisado, por qualquer meio possível, que a situação de perigo está terminada.
É expressamente proibido transmitir um sinal de perigo a não ser que exista uma situação de emergência. Qualquer alerta injustificado está sujeito a pesadas sanções.
6.1.3.1 – Activação automática
Actua no caso do afundamento rápido de um navio. Ao afundar-se o navio, o equipamento E3a, libertar-se-á automaticamente da cobertura, esta injecção automática é controlada por um equipamento chamado Libertador Hidrostático (HRU) antes de atingir uma profundidade de 4 mts (13 feet), este HRU corta uma haste de plástico que segura a mola e a tampa é ejectada, libertando a EPIRB a qual flutuará à superfície e começa a operar automaticamente activado pela água do mar.
A (Fig. nº 2), abaixo, ilustra a sequência da libertação automática.
Fig nº2
6.1.3.2 – Activação manual
Se o navio não estiver a afundar-se, mas existir um perigo eminente, então deve retirar o equipamento do suporte (Fig. nº 3) e este é activado manualmente como se mostra na – (Fig. nº 4). Atenção, que uma vez activado, começará imediatamente a emitir um flash, mas somente começará a emitir um sinal de socorro após 50 segundos. Isto, dará a hipótese de mudar para a posição “off”, no caso de ser activado erradamente.
Uma vez activado o equipamento, deve a antena ficar na posição vertical, e numa zona limpa de obstáculos para efectuar uma apropriada operação.
6.1.3.3. – Desactivação
Se o equipamento foi activado por erro, ou se a emergência terminou, então pode ser feito um “reset” do seguinte modo:
- Retire a EPIRB da água e limpe todos os “contactos de mar”
Espere 8 seg para colocar na posição “off”. Se a EPIRB continuar a fazer flashes, deve colocar na posição manual.
- Empurre o “switch cover” todo para a direita.
- Carregue e liberte o botão READY.
Se a EPIRB continuar a emitir flashes, então existe uma avaria.
Fig nº3
Fig. nº4
6.1.4 – Inspecções e manutenção
Self-test mensal & inspecção
Como um importante item do equipamento de segurança, o aparelho deverá ser verificado regularmente, este tem uma capacidade de teste próprio, o qual pode ser usado como uma verificação fiável. Este teste próprio confirma que a bateria está em boas condições, que os transmissores de emergência estão funcionais e que a luz “strobe” está operacional. O teste deverá ser feito mensalmente. Deverá ser feito durante os primeiros 5 minutos da hora, para minimizar distúrbios no canal de emergência.
O procedimento para teste é como segue:
- Na parte traseira do aparelho, empurre e segure o botão READY cerca de 10 segundos.
- A lâmpada vermelha aparecerá em 4 segundos para confirmar teste em progresso.
- Quando a lâmpada vermelha sai, a lâmpada “strobe” deve fazer flash (3 vezes).
- Se o “strobe” não fizer flash, repita o teste, ver secção 9.4.
Durante estes verificações mensais, terá a oportunidade para fazer a inspecção visual, aos componentes por deterioração ou avarias.
Verifique o seguinte:
- Inspeccione o aparelho de alguma avaria óbvia.
- Verifique se não existe sinais de água dentro da unidade.
- Verifique se o “lanyard’’ não está amarrado à estrutura do navio.
- Verifique a data de validade da bateria.
- Verifique o HRU, e a data de validade.
- Confirme se a cobertura pode ser removida com facilidade.
- Assegure que a base do aparelho está correctamente colocada.
Se o aparelho ou os seus componentes necessitarem de limpeza deverá ser usada água quente com sabonária e um pano (não húmido). Não use detergentes fortes ou solventes.
Não pinte a radio baliza ou os seus componentes
Não limpe com detergentes ou solventes
Durante a limpeza ou pintura do navio retire a radio baliza e os seus componentes
Anualmente
- Requisite uma inspecção completa ao equipamento, que será levada a efeito pelo representante. A bateria do equipamento será inspeccionada.
Todos os 2 anos:
- O libertador hidrostático será substituído antes de terminar o prazo de validade.
Todos estes testes serão registados no Livro da EPIRB. Este livro deve:
- Acompanhar sempre a EPIRB em todas as mudanças de proprietário;
- Ser guardado a bordo e, se requisitado, mostrado às Autoridades Marítimas;
- Após a realização de cada inspecção levada a efeito pelo representante autorizado do fabricante, ser completamente preenchido e assinado;
- Após cada inspecção periódica ou inesperada o livro deve ser assinado pela Autoridade Marítima;
- Em caso de mudança de proprietário da EPIRB, mudança do nome do navio ou do proprietário, o correspondente Serviço de registo e o Agente autorizado do fabricante devem ser avisados para que a manutenção continue.
Para auxiliar à realização das inspecções programadas para as EPIRB, utilizar-se-á a FICHA DE INSPECÇÕES AOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO-ABANDONO (GMDSS) existente na Secção 12.1 (ANEXO – FICHAS DE INSPECÇÃO) deste Manual.
6.2 RESPONDEDOR DE RADAR (SART SEARCH AND RESCUE TRANSPONDER)
6.2.1 – Geral
Este SART é um aparelho de emergência e só deverá ser utilizado em situações de perigo eminente.
Alarmes falsos custam vidas e dinheiro. Será de todaa conveniência saber com activar e desactivar este equipamento.
Este aparelho quando está ativado emite radiações na frequência rádio, esta radiação não está considerada como prejudicial, contudo é recomendado não segurar no SART quando estiver ativado.
O Respondedor de Radar é um aparelho de localização procura e resgate,projetado para auxiliar a localização daembarcação salva vidas durante as operações de resgate
O S4 Radar de Resgate SART é um respondedorde radar de 9GHz. Extremamente simples deutilizar, o S4 pode ser operado até com luvas ou mãos húmidas.Tem um formato extremamente compacto para que possa ser facilmente transportável e de fácil arrumado na embarcação salva vidas.
Quando é recebido um sinal de radar de um navio ou uma aeronave, o S4, automaticamente transmite um sinal de resposta, que identifica claramente no radar a embarcação salva vidas, através de um conjunto de 12 pontos em linha.
O raio de acçãodo SART è de 30 milhas,dependendo da altura a que está colocado e da altura a que está posicionado o radar da unidade de busca e salvamento. Umradar colocado a 20 m de altura e o SART colocado a 1 m acima dalinha de água, este tem um alcance de 10 milhas.
O SART è flutuante, contudo de formaa obter o máximo alcance deverá ser colocado uma posição o mais elevada e vertical possível.
A função do SART é a de emitir um alarme secundário quando as unidades de busca e salvamento procuram uma jangada ou baleeira. OSART ajudará as unidades a localizar, numa larga área, as embarcações a serem socorridas. Quando o SART è interceptado porum sinal de radar, começará a emitir umasequência de sinaiscobrindo a banda marítima dos 3 cm. Estes sinais são detectados no ecrã do radar eusados para navegarna direcção da embarcação a ser socorrida.
O máximo alcance para um navio è, normalmente, de 10 milhas e aproximadamente de 30 milhas para um meio aéreo, dependendo da altitude.
O SART deverá ser ligado após a activação da EPIRB ou por indicação do Centro de Controlo deSalvamento.
As baterias do SART têm uma autonomia de 96 horas em Stand-by, após a activação, ou 8 horas em operação contínua, por isso os testes devem ser realizados nomais curto espaço de tempo possível de forma a poupar a capacidade das baterias.
6.2.2 – Características
- É estanque até uma profundidade de 10 metros
- É flutuante
- Resiste à queda na água de uma altura de +/ – 30 metros
- É projectado para uma fácil operação, com uma breve descrição de funcionamento impressa no corpo.
- È fornecido com um cabo de 1 metro e uma manilha para ser pendurado no interior do meio de salvação.
- É equipado com indicação visual e sonora para confirmar a operacionalidade. O LED normalmente pisca com a frequência de 1 vez/segundo, para mostrar que está activado.
- Bateria substituível com uma validade de 5 anos.
- Pesos – SART 360g , Sart + Haste 510g
Quando a unidade de busca e salvamento se aproxima, o altifalante emite um som cada vez que o SART è interceptado pelo sinal do radar. Um som contínuo significa que a unidade de busca e salvamento está próxima e que o radar desta está a interceptar o SART continuamente.
A bateria integra o interruptor e os indicadores de activação e è facilmente substituída desapertando o anel roscado que liga as duas partes.
6.2.3 – Localização
A localização destes aparelhos a bordo deste navio é no interior da ponte de navegação, a BB e a EB, junto ás portas de acesso ás asas da ponte. Estão montados, verticalmente, em suportes de onde podem ser retirados facilmente.
6.2.4 – Utilização
- Para remover o SART do suporte
Levantar o SART do Suporte
- Para ligar o SART
Retirar o selo de segurança do corpo do SART
Rodar o interruptor de anel no sentido dos ponteiros do relógio para a posição de ligado, marcada com “1”
- Para estender a haste telescópica (suporte)
Remover a tampa de borracha inferior e rodar a haste para fixar no suporte, rodar cada secção também para as fixar.
- Para colocar a SART na embarcação salva vidas
Estender o suporte, como descrito anteriormente
Fixar o SART num ponto adequado da embarcação salva vidas, desenrolar o cabo que está na base do SART.
Introduzir o SART pela abertura da cobertura
Posicionar o fundo do suporte no suporte da antena.
Poderá ser activado numa emergência enquanto se está a bordo ou então depois de se ter abandonado o navio, quando nos encontramos dentro de uma embarcação salva vidas.
6.2.4.1 – Operação
Activação:
- Retire o respondedor do suporte.
- Quebre o selo do interruptor.
- Puxe o pino de travamento e verifique que o interruptor fica na posição ON. Um sinal (BEEP) é audível e o LED começa a piscar.
- Coloque o SART numa posição vertical o mais elevado possível. Quando o SART estiver dentro do raio de acção dum radar, o altifalante será activado. Um rádio portátil deverá ser usado para contactar as unidades de salvamento.
Desactivação:
- Coloque o interruptor na posição OFF.
- Coloque o pino de travamento.
- Coloque o respondedor no suporte.
6.2.4.2 – Teste
Semestralmente dever se á efectuar o teste ao SART. A duração do teste deverá ser o mais curto possível, uma vez que a resposta do SART poderá ser recebido por outros navios que se encontrem no limite.
Não há diferença operacional entre os modos de TESTE e ON, o interruptor de anel deverá ser colocado na posição de TEST, quando se liberta volta novamente à posição OFF.
O teste do SART é feito utilizando o radar do navio. O ecrã do radar mostrará diferentes
Padrões (Figs.2, 3, e 4) dependendo da distância ao SART. Atenção que os exemplos mostrados são gerais e poderão variar com o desempenho do radar; altura, potência e sensibilidade.
Com o respondedor colocado perto do radar e este regulado na escala das 10 milhas:
- Mantenha o interruptor pressionado na posição de TESTE, pelo menos 30 segundos. Ao mesmo tempo uma pessoa deverá observar o ecrã do radar para confirmar o padrão correcto.
Se o SART responder ao radar , a luz vermelha na base do SART ficará continuamente acesa e o besouro irá apitar de 2 em 2 segundos. Verificar se o SART mantém esta condição durante os 30 segundos
Se o SART não responder ao radar, a luz vermelha irá piscar de 2 em 2 segundos e o besouro não apita.
Se o SART não responder ao radar durante todos os 30 segundos, o teste será considerado como falhado.
- O teste deve ser efectuado de preferência em mar alto para evitar interferências com ecos de terra.
- Em alternativa o radar dum navio nas proximidades pode ser usado para o teste.
Uma comunicação via VHF será feita para confirmação do teste.
|
|
|
|
| Fig.2SART localizado perto do radar,menosde 0.2milhas. | Fig.3SART localizado a 1milhado radar. | Fig.3SART localizado a + 2milhas do radar. |
6.2.5 – Inspecções e manutenção
Semestralmente
Efectuar o teste descrito em 6.2.4.2.
Todos os 4 anos
Substituição da bateria.
Para auxiliar às inspecções dos respondedores de radar utilizar-se-à a FICHA DE INSPECÇÕES AO EQUIP.GMDSS EMERGÊNCIA,Secção 3.7do Manual de Segurança.
Anel para montagem no interior da embarcação salva vidas
Campânula
Interruptor de anel
Bateria
Cabo
Suporte de fixação
Haste
Interruptor
de anel
Selo de
Segurança
Luz de
indicação
BUSCA E SALVAMENTO
SECÇÃO 7
7.1 GERAL
A finalidade deste capítulo é dar indicações a todos os que necessitarem de recorrer ou prestar assistência em situações de emergência no mar.
O que aqui se escrever é meramente indicativo, pelo que os responsáveis de bordo deverão ler atentamente as seguintes publicações:
- IMO 960 E – IAMSAR Vol. I – Organization and Management
- IMO 960 E – IAMSAR Vol. II – Mission Coordination
- IMO 960 E – IAMSAR Vol. III – Mobile Facilities
TRANSMISSÕES DE EMERGÊNCIA
7.2.1 –OBJECTIVO
Descrever os procedimentos relativos à transmissão de mensagens de emergência noâmbito do sistema GMDSS (Global MaritimeDistress and SafetySystem).
7.2.2 –RESPONSABILIDADE
O Mestre / Comandante é o único responsável pela autorização do envio de mensagens de emergência.
O envio das mensagens de emergência caberá ao Tripulante designado antecipadamente pelo Mestre / Comandante para desempenhar essas funções, que estará habilitado para tal de acordo com a SOLAS e o STCW e mencionado no ROL de CHAMADA
7.2.3. – DESCRIÇÃO
7.2.3.1 –Geral
Os procedimentos a seguir descritos referem-se a navios dotados de uma estação de GMDSS.
7.2.3.2-Quais as principais funções do GMDSS?
- Emitir alertas de socorro (navio-terra) com utilização de pelo menos, dois meios distintos e independentes usando, cada um, serviço de radiocomunicações diferentes.
- Receber alertas de socorro no sentido (terra-navio).
- Transmitir e receber alertas de socorro no sentido (navio-navio).
- Transmitir e receber comunicações de coordenação das operações de busca e salvamento.
- Transmitir e receber comunicações na área do acidente (VHF portáteis).
- Transmitir e receber sinais destinados à localização (SART).
- Transmitir e receber informações de segurança marítima (Navtex HF).
- Transmitir e receber radiocomunicações gerais (correspondência pública / rotina).
- Transmitir e receber comunicações ponte-a-ponte (navio-navio) ex: segurança ch 13.
7.2.3.3 – Qual o conceito básico do GMDSS?
Emitir alertas de socorro que podem ser de 3 tipos:
- Navio-navio
- Navio-terra
- Terra-navio
SOS / SES
CRS
RCC
SAR
através/ trough DSC
SES – Estação terrestre de navio
CRS – Estação costeira de radiocomunicações
RCC – Coordenação de busca e salvamento
SAR – Busca e salvamento (autoridades coordenadoras nacionais e locais)
DSC – Chamada selectiva digital
GMDSS – Comunicações terrestres DSC / MF / HF / VHF (Fonia – Telex)
GMDSS – Comunicações satélite – Inmarsat (accionar 5” o botão e/ou enviar mensagem programada)
GMDSS – Comunicações satélite – Cospas/Sarsat (Epirb)
| O ALERTA DE SOCORRO POR VIA TERRESTRE É SEMPRE FEITO EM DSC |
7.2.3.4 – O que é o DSC?
DSC significa, chamada selectiva digital, que é feita nas seguintes frequências:
VHF – Canal 70
MF – Frequência média (2187,5 KHz)
HF – Alta frequência (4207,5; 6312; 8414,5; 12577; 16804,5 KHz).
7.2.3.5 – Para que serve o DSC?
- Transmissão de alertas de socorro de navios.
- Transmissão dos recebidos de alertas de socorro.
- Retransmissão de alertas de socorro ( Relay ).
- Transmissão de anúncios de mensagens de urgência e segurança.
- Escuta contínua na frequência ou frequências de socorro.
7.2.3.5 – Em que consiste a chamada selectiva digital?
- Num pacote de informação digital.
- Em quatro possíveis prioridades:
- Socorro
- Urgência
- Segurança
- Rotina
- No envio de mensagens endereçadas a todas as estações, a um grupo de estações ou apenas a uma estação.
(cada estação possui pelo menos 1 código de identificação de chamada selectiva com 9 algarismos designada MMSI – Maritime Mobile and selection – Call identity).
7.2.3.6 – Áreas geográficas / Alertas de socorro
As áreas estão definidas como:
A1 – até às 30 milhas
A2 – área fora da A1 até ao limite de 200 milhas
A3 – área excluída da área A1 e A2
A4 – área fora da A1; A2; A3 e dentro das áreas acima do paralelo 75º N e 75º S
Os navios navegando na área A1, transmitem os alertas navio-navio e navio-terra na frequência 156,525 (canal 70) em VHF, pelo sistema DSC.
Navios navegando na área A2, transmitem o alerta navio-navio e navio-terra na frequência 2187,5 KHz.
Os navios navegando nas áreas A3 e A4, transmitem o alerta navio-navio na frequência 2187,5 KHz. O alerta navio-terra na área A3 é feito via satélite pela estação terrena do navio e / ou nas frequências de HF em DSC.
Na área A4, o alerta é sempre feito nas frequências de HF em DSC.
Consultar tabela do anexo B
| OBS: As frequências de escuta/transmissão em DSC (MF/HF) são importantes conforme a hora do dia e posição geográfica do navio, bem como a época do ano. |
7.2.3.7– Transmissão do alerta de socorro em DSC
Consoante a área onde o navio seencontre, o alerta de socorro em DSC deve ser transmitido daseguinte forma:
- Sintonizar o transmissor para o canal de socorro em DSC.
- Se tiver tempo, deve ser introduzido na mensagem de socorro e de acordo com as instruções do fabricante do equipamento de DSC os seguintes elementos:
a) A causa do acidente.
b) A última posição conhecida do navio (latitude e longitude).
c) O tempo (UTC) de validação da última posição.
d) O tipo de comunicação escolhida para o tráfego de socorro (radiotelefonia ou radiotelex).
e) Transmitir o alerta de socorro em DSC
f) Preparar-se para o tráfego de socorro seguintes, sintonizando o emissor e receptor de rádio para o canal de socorro referente à mesma banda, enquanto se espera pela confirmação do recebido do alerta de socorro em DSC.
Exemplo:
alerta em 2187,5 KHz (MF) => 2182 KHz
alerta canal 70 (VHF) => canal 16
Este alerta será repetido automaticamente e aproximadamente todos os 4 minutos até que seja recebida a confirmação do recebido por outra estação ou quando seja desligado manualmente pela estação emissora.
7.2.3.8 – Tráfego de socorro
Quando receber a confirmação de recebido ao alerta de socorro em DSC, o navio em perigo deve iniciar o tráfego de socorro em radiotelefonia na frequência 2182 KHz em MF ou no canal 16 em VHF, da seguinte forma:
- “ Mayday “
- Aqui (This is)
- Os 9 dígitos de identificação e o indicativo de chamada ou outra identificação do navio
- A posição do navio se não foi incluída na mensagem de socorro em DSC
- A causa do acidente e a assistência requerida
- Qualquer outra informação que possa facilitar a busca e o salvamento
7.2.3.9 – Comunicações de mensagens de urgência em DSC
Este tipo de transmissão deve ser efectuado em 2 partes:
- Anúncio da mensagemde urgência
- Transmissão da mensagem de urgência
- Anúncio da mensagem de urgência
É feito pela transmissão da chamada de urgência no canal de socorro em DSC do seguinte modo:
- Sintonizar o transmissor no canal de socorro em DSC
- Introduzir ou seleccionar no teclado do equipamento
- “ PAN PAN “ repetido 3 vezes
- “ Chamada Geral “ (All Stations) ou estação chamada, repetido 3 vezes
- Aqui (This is)
- Os 9 dígitos de identificação e o indicativo de chamada ououtra identificaçãodo próprio navio
- O texto da mensagem deurgência
7.2.3.10 – Comunicações de mensagens de segurança em DSC
Este tipo de transmissão deve ser efectuado em 2 partes:
- Anúncio da mensagem de segurança
- Transmissão da mensagem de segurança
- Anúncio da mensagem de segurança
O anúncio é feito pela transmissão da chamada de segurança no canal desocorro em DSC do seguinte modo:
- Sintonizar o transmissor no canal de socorro em DSC
- Seleccionar o formato de chamada apropriado no teclado do equipamento DSC (todos os navios; área geográfica; chamada individual)
- Introduzir ou seleccionar nas teclas do equipamento DSC:
- Chamada a todos os navios ou os 9 dígitos de uma estação
- A categoria da chamada (URGÊNCIA)
- A frequência ou o canal no qual vai ser transmitida amensagem de urgência
- O tipo de comunicação no qual a mensagem de urgência pode ser dada (radiotelefonia)
De acordo com asinstruções do fabricante do equipamentoDSC.
II) Transmissão da mensagem de urgência
– Sintonizar o transmissor na frequência ou no canal indicado na chamada de urgência em DSC
– Transmitir a mensagem de urgência do seguinte modo:
- A área especifica ou os 9 dígitos de 1estação individual, se apropriado
- A categoria da chamada (SEGURANÇA)
- A frequência ou o canal no qual vai ser transmitida amensagem de segurança
- O tipo de comunicação no qual a mensagem de segurança pode ser fornecida (radiotelefonia)
De acordocom as instruções do fabricante do equipamento DSC.
- Transmissão da mensagem de segurança
- Sintonizar o transmissor na frequência ou no canal indicado na chamada de segurança em DSC
- Transmitir a mensagem de segurança do seguinte modo:
- “ SECURITE “ repetido 3 vezes
- “ Chamada Geral “ (ALL Stations) ou estação chamada, repetido 3 vezes
- Aqui (This is)
- Os 9 dígitos de identificaçãoe o indicativo de chamada ou outra identificação do próprionavio
- O texto da mensagem de segurança
Atenção:
Os navios que recebem 1 chamada de urgência / segurança em DSC, anunciando 1 mensagem de urgência / segurança, dirigida a todos os navios NÃO devem dar o recebido à chamada em DSC, mas sim sintonizar o receptor radiotelefónico na frequência indicada na chamada e escutar a mensagem de urgência / segurança.
A chamada selectiva digital para correspondência pública em MF utiliza canais nacionais ou internacionais separados. Nem estas frequências nem as frequências de chamada selectiva digital entre navios podem ser confundidas com as frequências de socorro. A utilização destas últimas para efeitos outros que não alerta de socorro ou anúncios de urgência / segurança, ocorre em penalizações graves.
Em zonas oceânicas recomenda-se:
Antes de efectuar a transmissão da mensagem deverá ter em atenção:
- Que a chamada é feita na frequência apropriada;
- Que a chamada de socorro deve ser feita com a potência máxima;
- Que deve escutar antes a frequência em que vai transmitir para se certificar de que não vai prejudicar nenhuma comunicação em curso e ser interferido
Durante a transmissão:
- Falar claro;
- Falar pausadamente e sempre com a mesma velocidade;
- Não gritar e separar bem as palavras;
- Procurar que as comunicações sejam curtas e precisas;
- Sempre que tenha de pronunciar letras ou grupos de letras isolados, ou então quando a comunicação é difícil, SOLETRE de acordo com a Tabela Internacional de Soletração de Letras e Algarismos (que se junta no final deste procedimento como Anexo A)
No final de cada chamada aguardar sempre um intervalo de cerca de 3 minutos, para que as estações que o ouviram tenham tempo de pôr os equipamentos “em cima” e responder, antes de chamar novamente.
7.2.4 – Composição da mensagem
Os elementos que devem compor a mensagem são:
- Indicativo de chamada/nome do navio
- Posição;
- Natureza do perigo e tipo de assistência pedida;
- Qualquer outra informação relevante (ex.: rumo e velocidade se o navio tiver seguimento, intenções do Comandante, número de pessoas que abandonaram o navio, tipo de carga e se é perigosa)
Outras informações importantes:
- Condições meteorológicas locais (vento, mar, visibilidade);
- Hora de abandono do navio;
- Número de tripulantes que permanecem a bordo;
- Número de feridos graves;
- Número e tipo de embarcações salva-vidas lançadas ao mar
- Meios de localização de emergência existentes nas embarcações salva-vidas ou lançados ao mar.
Se as circunstâncias o permitirem, é preferível enviar uma série de mensagens curtas a uma ou duas mensagens longas.
Quando se solicitar assistência médica para um doente ou ferido será necessário incluir informação adicional:
- Nome, idade, sexo, nacionalidade e idioma do doente;
- Pulsação, respiração, temperatura e pressão arterial;
- Localização da dor;
- Natureza da doença ou ferimento incluindo a causa aparente e história relacionada;
- Sintomas gerais e particulares;
- Tipo, hora, constituição e quantidade de todos os medicamentos ministrados;
- Hora do último alimento ingerido;
- Capacidade do doente para comer, beber, caminhar ou mexer-se;
- Se o navio tem farmácia e se existe enfermeiro ou outra pessoa com conhecimentos médicos a bordo;
- Se o navio está dotado de área para operação com helicópteros
- Nome, morada e número de telefone do Agente;
- Último porto, próximo porto e ETA;
- Outras informações que se julguem necessárias.
A utilização do Código Internacional de Sinais, poderá ser de muita utilidade especialmente quando é necessário ultrapassar barreiras linguísticas.
7.2.5 – Emissão com a finalidade de facilitar a radiolocalização
Sempre que haja a possibilidade de, logo a seguir à transmissão de uma mensagem de socorro, serem transmitidos sinais que possam permitir, quer ás estações costeiras quer a outros navios, a determinação de azimutes radiogoniométricos, isso deverá ser feito.
7.2.6 – Cancelamento da transmissão de socorro
Logo que as acções que deram origem à transmissão de uma mensagem de socorro já não sejam necessárias (acções de salvamento terminadas, buscas finalizadas) a mensagem de socorro será sempre cancelada.
7.2.7 – Treino
É importante que todas as mensagens de socorro sejam transmitidas o mais rapidamente possível e que todos os meios existentes a bordo destinados a assinalarem a presença do navio sejam utilizados correctamente (sinais de fumo, paraquedas, fachos de mão, EPIRB, SART, V.H.F das baleeiras, emissor portátil das baleeiras).
Junto aos equipamentos de radiotelefonia, radiotelegrafia e V.H.F estarão instruções resumidas do modo de operar os equipamentos numa emergência (incluindo a indicação das respectivas frequências).
ANEXO A
TABELA INTERNACIONAL DE SOLETRAÇÃO DE LETRAS E ALGARISMOS
LETRA
PALAVRA
PRONÚNCIA
LETRA
PALAVRA
PRONÚNCIA
A
Alfa
ALFA
N
November
NOVEN BÂ
B
Bravo
BRÁ VO
O
Oscar
ÓSS CAA
C
Charlie
TCHÁR LI
P
Papa
PA PÁ
D
Delta
DÉL TA
Q
Quebec
QUEBÉQUE
E
Echo
É CO
R
Romeo
RO MI O
F
Foxtrot
FÓSC TRÓTE
S
Sierra
SI É RRA
G
Golf
GÓLFE
T
Tango
TAN GO
H
Hotel
HO TEL
U
Uniform
IU NI FÓME
I
Índia
ÍN DIA
V
Victor
VIC TA
J
Juliet
DJU LIÉTE
W
Whiskey
UÍCE QUI
K
Kilo
QUI LÔ
X
X-ray
ÉCSE RREI
L
Lima
LI MA
Y
Yankee
IAN QUI
M
Mike
MAIQUE
Z
Zulu
ZÚ LU
NOTA : As sílabas a cheio são acentuadas
ALGARISMO
OU SINAL
PALAVRA
PRONÚNCIA
ALGARISMO
OU SINAL
PALAVRA
PRONÚNCIA
0
Nadazero
NÁ DA ZÊ RO
7
Setteseven
SÊ TÊ CÉV’N
1
Unaone
U NÁ UANE
8
Oktoeight
OK TÔ EIT
2
Bissotwo
BIS SÔ TU
9
Novenine
NO VÊ NÁI NÂ
3
Terrathree
TÊ RRA ÇURI
Ponto Decimal ou vírgula
Decimal
DÉ CI MAL
4
Kartefour
CAR TÉ FÓ UÂ
Ponto final
Stop
STÓP
5
Pantafive
PAN TA FÁI IV
6
Soxsix
SOK CI CIKSS
NOTA: As sílabas são acentuadas por igual
ANEXO B
ORIENTAÇÃO NA OPERAÇÃO DO GMDSS PARA COMANDANTES DE NAVIOS EM SITUAÇÕES DE PERIGO
O navio está a afundar-se ou a
ser abandonado
?
O navio está a afundar-se
ou a ser abandonado
?
Necessita
de ajuda imediata
?
NÃO
SIM
SIM
Faça, se tiver tempo, chamada de socorro em HF/MF/VHF DSC ou INMARSAT
Faça chamada de socorro em HF/MF/VHF DSC ou INMARSAT
Informe o RCC
por HF/MF/VHF
DSC ou INMARSAT
Embarque na embarcação salva vidas com VHF, SART e EPIRBse possível
Resposta recebida
?
Resposta recebida
?
NÃO
SIM
Ligue imediatamente a EPIRBe o SART e deixe-osa transmitir
Comunique em HF/MF/VHF ou INMARSAT para RCC e navios
Comunique em HF/MF/VHF ou INMARSAT para RCC e navios
Ligue manualmente
a EPIRB e o SART
a bordo
- A EPIRB flutuará livremente e activar-se-à automaticamente se não for levada para a embarcação salva-vidas.
- Quando necessário, os navios deverão usar qualquer meio apropriado para alertar os outros navios.
- Nada domencionado acima pretende impedir o usode todo e qualquer um meio de alerta deperigo.
| COMUNICAÇÕES DE PERIGO VIA RÁDIO | |||
| Chamada digital Selectiva (DSC) | Radiotelefone | Radiotelex | |
| VHF | Channel 70 | Channel 16 | |
| MF | 2187.5 KHz | 2182 KHz | 2174.5 KHz |
| HF4 | 4207.5 KHz | 4125 KHz | 4177.5 KHz |
| HF6 | 6312 KHz | 6215 KHz | 6268 KHz |
| HF8 | 8414.5 KHz | 8291 KHz | 8376.5 KHz |
| HF12 | 12577 KHz | 12290 KHz | 12520 KHz |
| HF16 | 16804.5 KHz | 16420 KHz | 16695 KHz |
7.3 – RECEBER UMA MENSAGEM DE SOCORRO
7.3.1 – Modo de recepção da mensagem
Uma mensagem de socorro pode chegar ao navio por vários meios:
- Directamente pela audição do sinal de alarme e/ou a chamada e mensagem de socorro ou pela retransmissão destes sinais;
- Por sinais emitidos por uma EPIRB;
- Por sinais visuais ou sonoros de navios ou aeronaves em situação de emergência;
7.3.2 – Procedimento imediato
Ao receber uma mensagem de socorro um navio procederá da seguinte maneira:
- Acusa a recepção e se adequado deve retransmitir a mensagem de socorro;
- Transmite ao navio em perigo a seguinte informação:
- Sua identificação
- Sua posição
- Velocidade e ETA (hora estimada de chegada)
- Se tiver obtido, o azimute verdadeiro do navio em perigo
- Mantém escuta permanente nas frequências de socorro
- Mantém os radares em funcionamento;
- Faz um registo detalhado de todos os acontecimentos relacionados com a ocorrência.
7.3.3 – Designação do Coordenador da Busca de Superfície
Se as unidades navais (da Marinha de Guerra) não estiverem disponíveis para assumirem as funções de Comandante na Área do Acidente (OSC – On Scene Commander), mas já se encontrarem navios mercantes a participar nas operações de busca e salvamento um deles, por acordo entre todos os participantes na operação, deverá ser designado como o CSS (Coordenador da Busca de Superfície), o qual terá no local idênticas funções a um OSC (Comandante na Área do Acidente)
7.3.4 – Procedimento ao se aproximar do local
Antes de se aproximar do local da emergência, a bordo do navio serão tomadas várias medidas que visam preparar e facilitar as operações que se irão desenrolar seguidamente. Assim, e de acordo com a situação que tivermos que enfrentar, entre outras tarefas proceder-se-à ao seguinte:
- Em ambos os bordos do navio ao longo do costado (na zona de meio navio) deve ser colocado um cabo ao longo da linha de água (seguro para o navio por retenidas) para facilitar a atracação das embarcações salva-vidas;
- Um aparelho de carga (pau, grua, etc.) deve estar pronto a ser utilizado tendo uma rede ou um tabuleiro de carga, para a rápida recolha de feridos ou sobreviventes exaustos que se encontrem na água;
- Escadas de quebra-costas, redes de abordagem (se existirem), retenidas, devem estar prontas no convés para auxiliarem os sobreviventes;
- Uma baleeira do navio preparada à borda com a tripulação pronta para, se necessário, ser arriada para a água a fim de prestar o auxílio que for solicitado;
- Preparativos para a recepção dos sobreviventes que necessitem de cuidados médicos;
- Pistola lança-cabos e cabo (próprio para a finalidade desejada) prontos para serem utilizados se necessário
Durante a aproximação à área do acidente os navios deverão:
- Dobra as vigias ao aproximar-se do local da emergência de maneira a que se efectue a
- Pesquisa visual num arco de 360º em torno do navio;
- Tomar as medidas necessárias para se tornarem bem visíveis aos sobreviventes, tais como produzir fumo durante o dia ou mantendo o navio bem iluminado, durante a noite. Contudo deverá ter-se em atenção que é de importância fundamental não importunar a visão dos vigias, com excesso de iluminação;
- Não se esquecer de emitir sinais sonoros com o apito, enquanto efectuam a busca, para chamar a atenção dos sobreviventes no caso de estarem dentro de uma embarcação salva-vidas coberta
7.3.5 – Busca
Se ao chegar à área do acidente o objectivo não foi localizado deve ser iniciada uma busca imediatamente.
A responsabilidade de seleccionar as embarcações presentes na área, para efectuar uma busca de um modo eficaz em conjunto com as aeronaves SAR, pertence ao CSS (Coordenador de Busca de Superfície) ao qual também competirá definir qual o diagrama de busca mais adequado.
As aeronaves em virtude da sua mobilidade têm mais por missão localizar os sobreviventes passando depois a informação às embarcações a quem geralmente compete a sua recuperação.
Uma vez avistado o objecto da busca ou o sobrevivente, o CSS avaliará qual o melhor método de salvamento e em função dos navios presentes instruirá o ou os navios melhores apetrechados para se dirigirem ao local
7.3.6 – Recuperação
A recuperação dos sobreviventes poder-se-à fazer por intermédio de uma das embarcações que participou nas operações de busca ou por intermédio de um helicóptero.
7.3.6.1 – Recuperação por helicóptero
A utilização de helicópteros embora esteja já muito divulgada está contudo dependente de factores tais como:
- Distância da base ao local do acidente;
- Capacidade do helicóptero;
- Condições de tempo e mar
envolvendo portanto determinados riscos para a tripulação do aparelho pelo que é importante que caso a caso seja avaliada a gravidade da situação e a necessidade da sua utilização.
O helicóptero pode ser usado quer para fornecer equipamento quer para salvar ou evacuar pessoas.
Para as operações de salvar ou evacuar pessoas, que são as que de momento nos interessam, utiliza um dispositivo especial para içar ou arriar as pessoas. O procedimento habitual é o helicóptero arriar um membro da sua tripulação, suspenso por um cabo de aço, para dar assistência e conduzir as operações.
O equipamento utilizado para a evacuação de pessoas normalmente é qualquer um dos apresentados seguidamente:
Alça de salvamento. É o meio mais usual por ser de fácil e rápida utilização existindo vários modelos. É inadaptado para doentes. Na sua utilização deve-se ter em conta o seguinte:
- O utilizador tem de ficar com a face voltada para o gancho;
- As mãos ficam colocadas à frente e agarradas uma à outra;
- Não pode ser utilizada como assento;
- Não deve ser desengatada do gancho;
- Enverga-se facilmente, como se fosse vestir um casaco, ficando o seio da alça nas costas e passando por baixo dos sovacos.
Cesto de salvamento. Não exige nenhum procedimento especial. O sobrevivente limita-se a entrar no cesto, sentar-se e agarrar-se.
Rede de salvamento. É parecida com uma gaiola em forma de pirâmide tendo uma abertura lateral. O sobrevivente limita-se a entrar na rede, sentar-se e agarrar-se.
Maca de salvamento. Os helicópteros têm usualmente macas próprias que já têm instalados estropos preparados para poderem rapidamente e em segurança ser engatados ou desengatados ao gancho de içar. É pois de toda a conveniência que quando há a necessidade de evacuar feridos as macas dos helicópteros sejam as utilizadas.
Cadeira de salvamento. Parece uma cruz ou uma âncora em que os braços estão achatados ou são em forma de assento. A pessoa ao ser içada senta-se num dos braços ou assentos e abraça-se à haste vertical.
7.3.6.2 – Recuperação por abordagem
Designa-se de recuperação por abordagem a saída de sobreviventes de um navio para outro navio ou para terra utilizando um aparelho de vaivém com bóia calção.
O método de estabelecer um aparelho de vaivém com bóia calção já foi descrito na Secção 4.2 – APARELHO DE VAIVÉM COM BÓIA CALÇÃO, pelo que deverá ser lido atentamente.
7.4 – TABELAS DE SINAIS DE SALVAMENTO
Os sinais de salvamento descritos no IAMSAR devem ser utilizados por todos os intervenientes em operações de busca e salvamento, quando comunicando entre si.
Igualmente é obrigatória a existência de tabelas ilustradas, descrevendo os referidos sinais, sempre disponíveis para utilização pelo Oficial de quarto na ponte. A seguir se apresentam as várias tabelas dos sinais visuais vulgarmente utilizadas nas operações SAR:
7.4.1 – Sinais visuais AR / SUPERFÍCIE
As manobras a seguir indicadas serão executadas pelos aviões que efectuam serviços de vigilância e salvamento com a finalidade de chamar a atenção e orientar a unidade de superfície para o local do acidente.
- Voar em círculo, pelo menos uma vez em torno do navio;
- Cruzar o rumo do navio a curta distância da proa e a baixa altitude
- Balançando as asas; ou
- Aumentando e diminuindo a potência dos motores; ou
- Alterando o passo dos hélices
- Aproar na direcção a que o navio deve seguir a repetição destas manobras tem o mesmo significado
As manobras a seguir indicadas serão executadas pelos aviões que efectuam serviços de vigilância e salvamento com a finalidade de avisar a unidade de superfície de que já não é necessária a assistência.
- Cruzar a esteira do navio, próximo da popa e a baixa altitude
- Balançando as asas; ou
- Aumentando e diminuindo a potência dos motores; ou
- Alterando o passo dos hélices
Estes sinais serão utilizados pela embarcação em resposta aos sinais indicados anteriormente.
Para acusar o recebido:
- Içar o galhardete do Código Internacional de Sinais (riscas verticais vermelhas e brancas que significa compreendido)
- Transmitir por morse luminoso o sinal T
( — )
- Altera a proa para o rumo indicado
Para informar a impossibilidade de cumprir as instruções:
- Içar a bandeira N do Código Internacional de Sinais (bandeira axadrezada em azul e preto)
- Transmite por morse luminoso o sinal N
( — • )
7.4.2 – Sinais visuais SUPERFÌCIE / AR
Estes sinais serão feitos a partir de uma embarcação ou de sobreviventes para um avião utilizado em serviços de vigilância e salvamento.
Utilizar uma lanterna de sinais, ou as bandeiras de sinais do Código Internacional de Sinais ou, em alternativa, os símbolos visuais Superfície/Ar a seguir indicados, desenhando-os no convés do navio
MENSAGEM
CÓDIGO SINAIS
SIMBOLO VISUAL
Preciso de Ajuda/
V
V
Preciso de auxílio médico
W
X
Não ou Negativo
N
N
Sim ou Afirmativo
C
Y
Vamos nesta direcção
Um avião poderá responder aos sinais feitos por uma unidade de superfície da seguinte maneira:
Se compreendeu o sinal:
- Lançando uma mensagem; ou
- De dia – balançando as asas do avião; ou de noite – acendendo e apagando, duas vezes, as luzes de aterragem, ou, se não estiver equipado com elas, acendendo e apagando, duas vezes, as luzes de navegação; ou
- Transmitindo por morse luminoso (utilizando uma lanterna de sinais) o sinal T ( — ) que significa que a palavra ou grupo foi recebido ou R (• — •) que significa recebido ou recebi o seu último sinal/mensagem; ou
- Usando qualquer outro sinal previamente combinado em substituição dos mencionados
Se não compreendeu o sinal:
- Não alterando o rumo e altitude e não balançando as asas; ou
- Transmitindo por morse luminoso o sinal RPT ( • — • • — — • — ) que significa “eu repito” ou “repita o que transmitiu”; ou
- Usando qualquer outro sinal previamente combinado em substituição dos mencionados
TABELA INTERNACIONAL DE SOLETRAÇÃO DE LETRAS E ALGARISMOS
| LETRA | PALAVRA | PRONÚNCIA | LETRA | PALAVRA | PRONÚNCIA |
| A | Alfa | AL FA | N | November | NOVEN BÂ |
| B | Bravo | BRÁ VO | O | Oscar | ÓSS CAA |
| C | Charlie | TCHÁR LI | P | Papa | PAPÁ |
| D | Delta | DÉL TA | Q | Quebec | QUEBÉQUE |
| E | Echo | É CO | R | Romeo | RO MI O |
| F | Foxtrot | FÓCSTRÓTE | S | Sierra | SIÉRRA |
| G | Golf | GÓLFE | T | Tango | TAN GO |
| H | Hotel | HOTEL | U | Uniform | IU NI FÓME |
| I | Índia | ÍN DIA | V | Victor | VIC TA |
| J | Juliett | DJU LIÉTE | W | Whiskey | UÍCE QUI |
| K | Kilo | QUI LÔ | X | X-ray | ÉCSE RREI |
| L | Lima | LI MA | Y | Yankee | IAN QUI |
| M | Mike | MAIQUE | Z | Zulu | ZÚ LU |
NOTA: As sílabasa cheio são acentuadas
| ALGARISMO OU SINAL | PALAVRA | PRONÚNCIA | ALGARISMO OU SINAL | PALAVRA | PRONÚNCIA |
| 0 | Nadazero | NÁ DA ZÊ RO | 7 | Setteseven | SÊ TÊ CÉV’N |
| 1 | Unaone | U NÁ UANE | 8 | Oktoeight | OK TÔ EIT |
| 2 | Bissotwo | BIS SÔ TU | 9 | Novenine | NO VÊ NÁI NÂ |
| 3 | Terrathree | TÊ RRA ÇURI | Ponto Decimal ou vírgula | Decimal | DÉ CI MAL |
| 4 | Kartefour | CAR TÉ FÓ UÂ | Ponto final | Stop | STÓP |
| 5 | Pantafive | PAN TA FÁI IV | |||
| 6 | Soxsix | SOK CI CIKSS |
NOTA: As sílabas são acentuadas por igual
Exemplo de um procedimento de socorro (em Radiotelefonia)
1º – Transmitir o sinal de alarme
Usando o manipulador automático do sinal de alarme radiotelefónico e classe de emissão H3E. Máxima potência 30 a 60 segundos.
2º – Transmitir a chamada de socorro
MAYDAY MAYDAY MAYDAY
(Mêdê) (Mêdê) (Mêdê)
AQUI
(NOME DO NAVIO) (NOME DO NAVIO) (NOME DO NAVIO)
3º – Aguardar por momentos para ver se alguma estação responde ao pedido de socorro.
4º Transmissão da mensagem (mesmo que ninguém responda deverá transmitir a mensagem de socorro):
MAYDAY (Mêdê) AQUI (NOME DO NAVIO)
………. (Posição do navio)
………. (Natureza do acidente)
………. (Natureza da ajuda pretendida)
………. (Outra qualquer informação que facilite o socorro)
A partir deste momento e até acabarem as comunicações relativas ao socorro, no início de qualquer emissão deve ser usada a palavra MÊDÊ quer pelo navio que emitiu a mensagem quer pela estação (navio ou terra) que está a prestar socorro.
MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
SECÇÃO 8
8.1 BOMBAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO
8.1.1 – Geral
O seu número e posicionamento são o que consta no Plano de Segurança do navio.
São três (3) as bombas existentes a bordo e destinadas a este serviço:
- 2 bombas para o serviço de baldeação e incêndio
- 1 bomba de emergência para o serviço de incêndio
8.1.2 – Localização
As 2 bombas do serviço de baldeação e incêndio encontram-se situadas na Casa das Bombas e são movidas electricamente por meio de dois motores localizados na casa da máquina e vão aspirar à caixa de fundo da casa das bombas e têm um débito de 95 m3/h para uma altura manométrica de 80 mts ou 190 m3/h para uma altura manométrica de 40 mts
A compressão destas bombas está ligada directamente ao serviço de baldeação e incêndio que serve todas as bocas espalhadas pelo navio.
A bomba de emergência do serviço de incêndio encontra-se situada em compartimento proprio junto ao guincho da popa. É uma bomba accionada por um motor electrico que aspira da caixa de fundo propria e tem um débito de 100 m3/h para uma altura manométrica de 70 mts.
O encanamento da compressão da bomba liga directamente com o sistema de baldeação e incêndio (ao nível do UPPER Deck – Convés e junto à antepara da casaria a ré). Para que esta bomba esteja pronta a actuar a qualquer momento as respectivas válvulas de aspiração à caixa de fundo, compressão e intermédia devem estar sempre a funcionar em boas condições, ou seja a poderem ser operadas com facilidade.
8.1.3 – Arranque das bombas
O arranque e paragem destas bombas podem fazer-se dos seguintes locais:
- Casa de Controlo da Casa da Máquina
- arranque/paragem à distância das 2 bombas de baldeação e incêndio
- Casa da máquina – Main Engine Flat – Último Piso
- arranque/paragem local das 2 bombas de baldeação e incêndio (junto das bombas)
- Ponte
- arranque/paragem local da bomba de emergência
Casa da Espuma
- arranque/paragem local da bomba de emergência
8.1.4 – Sistema de baldeação e incêndio
8.1.4.1 – Válvulas de segregação
Como o sistema de baldeação e incêndio servido pelas 3 bombas já mencionadas é muito grande pois estende-se por todo o navio, houve necessidade de o dotar de várias válvulas (9), denominadas válvulas de passagem, cuja finalidade é permitir o isolamento de troços de encanamento para reparações, operações de manutenção ou inclusivamente o corte de determinada secção por rotura de encanamento.
A localização destas válvulas é a seguinte:
No convés:
- 5 válvulas no encanamento do convés que se destinam a seccioná-lo (situadas na zona de cada um dos tanques de carga centrais) (válvulas.FMH 037 a 033 nas Fig. nº 1,2,3)
Na casa do tanque de espuma:
- 1 válvula que isola o encanamento do convés;
- 1 válvula que isola o encanamento que vai ligar à bomba de emergência;
- 1 válvula que isola o encanamento que vem das bombas;
- 1 válvula que isola o encanamento que serve os lojamento
8.1.4.2 – Outras utilizações do sistema
O sistema, além da sua principal utilização que é no serviço de baldeação e incêndio, tem ainda três aplicações:
- esgoto do paiol da amarra (Fig. nº 1);
- fornecimento de água aos escovéns para lavagem das amarras/ferros (Fig. nº 1);
- enchimento e esgoto de peak de vante;
- alagamento do paiol das tintas (Fig. nº 1)
Para o esgoto do paiol da amarra a água fornecida pelas bombas é utilizada como fluído motor num ejector que tem uma capacidade de 5 m3/h a uma pressão de 6 kgs/cm2.
Existe no paiol da proa, do lado de EB uma válvula que serve de alimentação ao ejector que se encontra montado neste paiol.
A descarga é feita através de um encanamento, onde existe uma válvula de descarga, que atravessa o paiol descarregando para a borda (EB) acima da linha de água carregada. Próximo do eductor existem duas válvulas que são as aspirações do ejector aos paióis da amarra.
Para o fornecimento de água aos escovéns o encanamento de baldeação e incêndio no paiol da proa ramifica-se em dois ramais, cada um dotado de uma válvula, fornecendo assim água para lavagem das amarras/ferros (em cada escovém existem 4 bicos de lavagem do ferro).
O sistema serve ainda para o enchimento e esgoto do peak de vante.
O enchimento pode ser feito por:
- intermédio da água do sistema de baldeação e incêndio abrindo a válvula de enchimento do peak de vante (válvula existente no paiol da proa);
- gravidade, abrindo a válvula de comando à distância da caixa de fundo existente na zona do peak de vante, até que a água dentro do tanque chegue ao nível da água do mar (se for necessário mais água acabar-se-à de encher com água fornecida pelo sistema de baldeação e incêndio).
Para o esgoto do peak de vante podem-se utilizar dois processos:
- por gravidade (abrindo a válvula de comando à distância da caixa de fundo existente na zona do peak de vante) até que a água dentro do tanque chegue ao nível da água do mar;
- completando o esgoto com o auxílio do ejector montado dentro do peak de vante
Este ejector cuja capacidade é de 150 m3/hora usa como fluido motor a água fornecida pelo sistema de baldeação e incêndio e descarrega para a borda (EB) acima da linha de água carregada.
8.1.5 – Inspecções e manutenção
Mensalmente deverão ser feitas inspecções às bombas do serviço de incêndio para nos certificarmos que se encontram em boas condições de funcionamento.
Essas inspecções compreenderão:
- arranque das bombas dos diversos locais de onde é possível fazê-lo;
- verificação de que as válvulas de aspiração ao fundo e compressão da bomba de emergência estão abertas;
- verificação da existência de instruções de arranque da bomba de emergência, junto da mesma.
Para a realização destas inspecções de rotina e conservação será utilizado o Sistema de Manutenção Planeada MS230 existente a bordo do navio.
- FICHA DE INSPECÇÃO ÁS BOMBAS DE INCÊNDIO existente na Secção 12.3 (ANEXO – FICHAS DE INSPECÇÃO) deste Manual.
SAÍDA EMERGÊNCIA
EMERGÊNCY EXIT
SAÍDA EMERGÊNCIA
EMERGÊNCY EXIT
DESENHO
INSPECÇÃO ÁS BOMBAS DE INCÊNDIO
8.2 MANGUEIRAS, AGULHETAS E BOCAS-DE- INCÊNDIO
8.2.1 – Geral
As mangueiras, agulhetas e bocas-de-incêndio existentes a bordo terão de estar de acordo com o que consta no Plano de Segurança do navio.
Tanto as mangueiras como as agulhetas estão guardadas dentro de caixas (caixas do serviço de incêndio) numeradas, que se encontram colocadas junto às bocas do serviço de incêndio. Dentro de cada caixa, além de uma mangueira convenientemente dobrada e de uma agulheta, existe também uma chave própria para o aperto das uniões quando da ligação das mangueiras e ou agulhetas.
As ligações mangueira/agulheta, mangueira/boca-de-incêndio são de tipo rápido (união “STORZ”).
Estas agulhetas, têm um dispositivo que permite regular o tipo de fluxo, rodando para a direita ou para a esquerda.
As agulhetas existentes a bordo têm um manípulo com 3 posições:
| FECHADA | SPRAY (PULVERIZAÇÃO) | JATO |
8.2.2 – Localização
Existem a bordo, 8 mangueiras/agulhetas de 65 mm do serviço de incêndio, localizadas no convés e no exterior dos alojamentos e 2 mangueiras/agulhetas de 45 mm do serviço de incêndio, localizadas na casa das máquinas, e que estão identificadas no Plano de Segurança do Navio.
8.2.3 – Utilização
8.2.3.1 – Geral
O uso de mangueiras, agulhetas e bocas-de-incêndio está associado à utilização de água. Esta poderá ser utilizada para o combate a incêndios de vários tipos tendo cada um deles um diferente método de extinção.
8.2.3.2 – Fogos da “Classe A”
São fogos que surgem em materiais fibrosos, madeiras, papel, tecidos, etc. A melhor maneira de extinguir um incêndio desta classe é a aplicação de água sob a forma de pulverização.
As vantagens da aplicação da pulverização em vez do jacto são:
- A área coberta pela pulverização é muito maior do que com jacto (as numerosas gotículas de água removerão o calor e arrefecerão a substancia incandescente, abaixo do seu ponto de inflamação, muito mais depressa do que se estivesse a aplicar um jacto);
- O leque formado pela cobertura da pulverização protege o atacante do calor da chama permitindo portanto que ele se aproxime mais do foco de incêndio.
O jacto de água será usado somente para combater incêndios em que o uso da pulverização se torna ineficaz quer por o foco não ser atingido (devido à distância) ou por haver necessidade de o desagregar em virtude de se encontrar muito compacto (caso de produtos armazenados uns em cima dos outros)
8.2.3.3 – Fogos da “Classe B”
São fogos que surgem em líquidos combustíveis, os quais como sabemos, em relação à sua flamabilidade, se podem dividir em voláteis e não voláteis.
A água não é recomendada para combater fogos da “Classe B” podendo contudo ser somente utilizada no combate a incêndios em produtos não voláteis em que a temperatura da água está abaixo do ponto de inflamação do produto. Nestes casos será aplicada sob a forma de pulverização e nunca na forma de jacto o qual faria com que o incêndio se espalhasse.
Embora a água não seja utilizada no combate directo a incêndios da “Classe B” é utilizada contudo para o arrefecimento de anteparas, tanques, etc. quando ocorrem incêndios nestes produtos. Um eficiente arrefecimento ajuda a evitar que material combustível adjacente à zona do incêndio seja inflamado bem assim como aconteçam falhas estruturais devidas ao imenso calor que se gera num incêndio.
8.2.3.4 – Fogos da “Classe C”
São fogos que surgem em instalações eléctricas. Nunca serão combatidos com água (devido à água ser boa condutora da electricidade e daí os perigos para o utilizador da mangueira) a não ser que haja a absoluta certeza de que a corrente eléctrica tenha sido desligada.
8.2.3.5 – Fogos da “Classe D”
São fogos que surgem em metais os quais a maior parte das vezes requerem métodos especiais de extinção. Independentemente do método especial que possa a vir a ser usado poderá sempre usar-se água em grandes quantidades.
8.2.3.6 – Manejo de mangueiras/agulhetas
Ao utilizar o conjunto mangueira/agulheta vai-se pretender obter o máximo do rendimento despendendo o menor esforço com o mínimo pessoal.
Este conjunto poderá ser manejado por uma só pessoa ou por mais do que uma dependendo do diâmetro das mangueiras que estão a ser utilizadas.
As mangueiras têm < a 70mm pelo que são manobradas por um só indivíduo. A este caberá a responsabilidade da sua própria protecção e a segurança das pessoas que o acompanham. A sua atenção deve concentrar-se sempre no que está à sua frente ou seja na direcção do jacto ou pulverização e nunca no que está atrás de si. Deve ter em mente que um desvio da atenção (pelo rodar da cabeça) normalmente é acompanhado de uma torção do corpo e consequentemente uma mudança da orientação do jacto/pulverização de água que pode abrir “brechas” onde passem as chamas ou o fumo.
O tripulante encarregado de segurar a mangueira/agulheta deve procurar manter uma posição de equilíbrio tendo em atenção as forças originadas pela pressão da mangueira.
CONJUNTO MANGUEIRA AGULHETA MANEJADO POR DUAS PESSOAS
8.2.3.6.1 – Posição do corpo
Procurará manter uma posição vertical com uma inclinação para a frente a qual dependerá em maior ou menor grau da pressão que existir na mangueira.
A posição será em pé se estiver a uma certa distância do foco de incêndio, e o mais abaixado possível se estiver próximo (para expor uma menor superfície ao calor que irradia do incêndio). Além disso a posição abaixada aumenta a estabilidade do corpo.
8.2.3.6.2 – Posição dos braços e mãos
O braço do lado da mangueira aperta esta contra o corpo e a axila enquanto que o antebraço corre ao longo da mangueira (por debaixo dela) indo agarrá-la com a mão, junto à união com a agulheta.
A mão do outro braço segura a agulheta no manípulo de controlo de jacto/pulverização.
8.2.3.6.3 – Posição dos pés e pernas
Os pés estarão um à frente e o outro atrás, estando a perna do pé que se encontra à frente um pouco curvada pelo joelho e a outra perna direita e o mais rígida possível.
Para se mover o tripulante não deve levantar os pés do chão para que não perca nunca o contacto com a superfície em que se apoia, mas sim arrastar ou deslizar os pés. Isto tanto se aplica ao andar para a frente como ao recuar.
| Posição dos pés | Posição da perna que se encontra á frente |
8.2.3.7 – Métodos de aplicação da água
8.2.3.7.1 – Geral
A água pode ser aplicada em forma de jacto ou de pulverização bastando para tal a mudança de posição do manípulo da agulheta de maneira que em cada momento possamos ter o tipo de aplicação mais conveniente para a situação que temos que enfrentar.
Como a bordo água é coisa que nunca nos falta, embora por vezes pareça que uma só mangueira é o suficiente para combater um incêndio, há que ter mais do que uma preparada para em qualquer momento se fazer rapidamente face a uma qualquer eventualidade que surja.
8.2.3.7.2 – Água em jacto
A utilização de água em jacto além de nos dotar com uma maior quantidade de água proporciona-nos a possibilidade de um maior alcance quer em altura quer em distância estabelecendo-se portanto um maior afastamento entre o fogo e os seus opositores. Isto permite, com excepção de fogos muito intensos, que os combatentes usem roupas de combate mais leves.
A água em jacto não deve ser dirigida sempre sobre o mesmo local do foco de incêndio pois há o perigo dele se espalhar devido à força da água.
Deve ser lançada com movimentos horizontais e verticais para que se distribua o mais possível sobre o fogo a atacar.
8.2.3.7.3 – Água pulverizada
A utilização da água pulverizada proporciona aos combatentes um meio muito eficaz para deter o avanço das chamas ou dos fumos. A partir da agulheta forma-se um cone de água que é utilizado como protecção de quem segura a agulheta permitindo assim que se aproxime um pouco mais das chamas para as combater. Neste caso a água pulverizada deve ser dirigida sempre para a origem do fogo evitando-se os movimentos horizontais ou verticais, como sucedia com a água em jacto, pois tais movimentos podem dar origem a que as chamas ou fumos avancem pondo em perigo a equipa que está a atacar o incêndio.
| Aproximação abaixado para melhor protecção | Tripulante começando a aproximar-se |
8.2.4 – Inspecções e manutenção
8.2.4.1 – Geral
Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.
Para a realização destas inspecções de rotina e conservação serão utilizadas as seguintes fichas:
- FICHA DE INSPECÇÃO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO CAIXAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO – MAR D’CANAL, Secção 3.8 do Manual de Segurança
- FICHA DE INSPECÇÃO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO BOCAS DO SERVIÇO DE INCÊNDIO – MAR D’CANAL, Secção 3.9 do Manual de Segurança
8.2.4.2 – Caixas do serviço de incêndio
Ao passar vistoria às caixas deve-se ter em conta os seguintes pontos:
- Estado de conservação da caixa (fecho, borrachas vedantes suporte da caixa e suportes do material);
- Estado da numeração da caixa;
- Existência correcta do conteúdo da caixa (mangueira, agulheta e chave de aperto das uniões)
Ao mesmo tempo cada mangueira deverá ser examinada cuidadosamente para verificar que:
- Está em boas condições e bem fixa a união à respectiva mangueira;
- As juntas de borracha de vedação das uniões existem e estão em boas condições;
- Que não existem “quebras” nas mangueiras provenientes dos vincos resultantes da mangueira ser sempre guardada da mesma maneira (para se evitar isto as mangueiras devem ser, periodicamente, enroladas de diferente maneira)
Igualmente as agulhetas serão examinadas cuidadosamente para verificar que:
- O manípulo de comutação (fecho/spray/jacto) está a rodar com facilidade (em caso de necessidade serão lubrificados com massa consistente fina ou com vaselina industrial);
- As juntas de borracha de vedação das uniões existem e estão em boas condições.
8.2.4.3 – Bocas do serviço de incêndio
Devem ser verificadas mensalmente para nos certificarmos de que estão a funcionar em perfeitas condições. Nesta verificação os seguintes pontos serão tidos em consideração:
- Estarem a vedar;
- Poderem ser abertas com facilidade (válvulas leves);
- Terem os volantes inteiros;
- Terem as juntas de borracha de vedação em boas condições.
Método de enrolar as mangueiras
1. Estendida no convés
2. Dobrada, começa a enrolar
3. Enrolada
Ataque a um incêndio
com água
Posição das duas pernas
(tripulante que segura
a agulheta e ataca o fogo)
8.3 SISTEMA FIXO DE CO2
8.3.1 – Geral
O navio possui 1 sistema fixo de extinção de incêndio por meio de CO2, para a Casa das Máquinas, para a casa das bombas e para o piso da caldeira de oleo termico.
SISTEMA DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS NA CASA DAS MÁQUINAS E CASA DAS BOMBAS
O sistema é alimentado por bateria de 14 garrafas de CO2 (cada garrafa com 45 kgs de CO2 instaladas na Casa do CO2, das quais 5 garrafas são seleccionadas para a casa das bombas.
CASA DA MAQUINA
- Abrir a caixa de abertura remota 1,o alarme sonoro do co2 tocará na casa das máquinas
- Verificar se todo o pessoal saiu da casa das máquinas
- Antes de iniciar o sistema, fechar todas as aberturas para a casa das máquinas
- Parar as bombas e fechar as válvulas de combustível
- Abrir a valvula principal de descarga3puxando a haste para baixo
- Abrir as válvulas das duas garrafas piloto na caixa1
- O sistema está agora a funcionar e a ventilação irá parar automaticamente
- A garrafa de retardamento no interior da caixa1irá atrasar a abertura das válvulas das garrafas de co2 de 45 kg de acordo com o tempo programado, após o que se iniciará a descarga do co2 para a casa das máquinas.
Toda a operação de descarga de co2 é indicada sequencialmente num painel existente na casa do co2, na ponte de comando e na sala de controle da maquina.
8.3.3 Operação em Emergência
Operação em emergência em caso de falha na operação do sistema de abertura remota
Em caso de falha do sistema de abertura remota, o sistema pode ser operado manualmente de desde a casa do co2 acordo com o seguinte procedimento
O sistema também pode ser actuado manualmente. Para isso procede-se da seguinte maneira:
- Abrir a válvula principal de descarga3 para a casa da maquina ou4 para a casa das bombas no interior da casa do co2, o alarme sonoro do co2 tocará na casa das máquinas ou na casa das bombas e a ventilação irá parar automaticamente
- Pegar a haste de abertura manual indicada no interior da caixa pintada a amarelo com o numero 5 e abrir as válvulas das garrafas deco2 de 45 kg.
- O sistema está agora operacional e o co2 será descarregado para a casa das máquinas
Quando se descarrega para a casa da máquina actuam simultaneamente todas as garrafas pelo que não haverá hipótese de repetir a operação.
Importante: depois da utilização de CO2 o local só será aberto quando houver a certeza de que o foco de incêndio está completamente extinto e, antes da entrada de qualquer tripulante, será ventilado convenientemente. Lembre-se de que o CO2 além de não alimentar a combustão tambémnão alimenta a vida, ou seja,mata.
SISTEMA DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIOS NO PAIOL DAS TINTAS
Para a extinção de incêndio no paiol das tintas localizado á proa, deverá ser utilizado o extintor de CO2 existente junto á porta estanque e descarrega-lo pela portinhola existente para o efeito.
8.3.3 – Inspecções e manutenção
Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.
DESENHO
ESQUEMA
CO2
FOTO
PAIOL (cardeck)
C/EXTINTOR
8.4 – SISTEMAS DE ESPUMA
8.4.1 – Geral
O navio possui dois sistemas de extinção de incêndio por meio de espuma
- Um sistema fixo, que protege o convés;
- Um sistema de geradores portáteis, que protege a Casa das Máquinas
8.4.1.1 – Sistema Fixo de Espuma
o sistema fixo de espuma é constituído pelos seguintes elementos:
- 2 bombas, sendo uma a bomba principal e a outra a bomba de incêndio de emergência;
- Tanque de espuma;
- Encanamentos do circuito de espuma;
- Válvula doseadora de espuma;
- Monitores portáteis de espuma.
- Mangueiras para os monitores portáteis de espuma.
8.4.1.2 – Bombas
Bombas do Sistema de Incêndio
As bombas que fornecem a água necessária para a formação de espuma são a bomba dedicada ao Serviço de Incêndio e a Bomba de Incêndio de Emergência.Estas bombas são accionadas electricamente e têm um débito, cada uma, de 120 m3/hora a 8 Bar
Podem ser postas a funcionar de 3 locais distintos:
- Ponte do comando
- Botões de arranque/paragem à distância na consola da ponte
- Casa da máquina
- Botões de arranque/paragem local, quadro eléctrico das bombas;
- Casa da espuma
Botões de arranque/paragem local, na antepara no interior da casa.
8.4.1.3 – Encanamentos do circuito de espuma
Os encanamentos que servem o sistema fixo de espuma são utilizados exclusivamente para o combate a incêndios, podendo os canhões ser utilizados com espuma ou unicamente com água.
8.4.1.4 – Tanque de Espumífero
O líquido espumífero necessário para o funcionamento do sistema, encontra-se dentro de um tanque cilíndrico próprio, que está localizado no pavimento da casa da maquina e tem uma capacidade aproximada de 1500 litros.
O líquido espumífero existente a bordo é do tipo proteico, sendo uma espuma de baixa expansão (coeficiente de expansão de cerca de 6). Tem uma densidade aproximada de 1.15 e é altamente corrosiva. Os principais cuidados a ter com este produto são os seguintes:
- Não ingerir;
- Não deixar entrar em contacto com os olhos (se isso acontecer lavar imediatamente com abundante água doce);
- Evitar o contacto prolongado com a pele (lavar bem após contacto com a pele);
- Após utilização o sistema deve ser muito bem lavado.
8.4.1.4 – Válvula Doseadora de Espumífero
Encontra-se situado na antepara de vante e deve estar regulada para 3%.
8.4.1.5 – Monitores portáteis
O navio está dotado de 3 monitores portateis situados em torres nos seguintes locais:
- 2 a vante do casario no Pavimento do convés , um a BB e outro a EB
- 1 na “passerelle” a meio navio
Os monitores fixos possuem as seguintes características:
- Débito de 1250 litros/minuto, produzindo um mínimo de 8800 litros/minuto de espuma a 7,5 kgs/cm2 com um alcance de 35 metros;
- Pressão máxima de funcionamento de 20 kgs/cm2.
8.4.2. Monitores Portáteis de Espuma
Existem a bordo 2 monitores Portáteis de espuma situados na Casa das Máquinas:
- 1 a EB a vante na Caixa de Estação de Espuma;
- 1 a BB a ré na Caixa de Estação de Espuma;
Junto a cada gerador portátil na Casa das Máquinas, estão localizados dois (2) recipientes de 20 litros contendo espumífero.
Estes monitores portáteis de espuma têm um débito de cerca de 225 litros/minuto e são constituídos por:
- Monitor para espuma;
- Tubo para introdução no recipiente de espumífero;
- Mangueira para ligação do monitor de espuma à boca de incêndio;
- Recipiente de 20 litros contendo espumífero.
8.4.3 – Funcionamento
8.4.3.1 – Funcionamento do Sistema Fixo de Espuma
DEPOIS DE UTILIZAR O SISTEMA
DEPOIS DE UTILIZAR O ESPUMÍFERO, O TANQUE DEVERÁ SER ATESTADO
8.4.3.2 – Funcionamento dos Geradores Portáteis de Espuma
- Ligar uma extremidade da mangueira ao monitor, a outra extremidade a uma boca-de-incêndio;
- Introduzir o tubo do monitor no recipiente de espumífero;
- Abrir a válvula da boca-de-incêndio;
- Apontar o monitor para a base das chamas.
8.4.4 – Método de aplicação
A espuma é o meio melhor e mais seguro para combater um incêndio em combustível líquido.
A espuma actua por asfixia, escorregando sobre a superfície do líquido em combustão e formando um manto isolador contínuo que impede a emanação de vapores combustíveis. Esta vantagem da espuma escorregar fá-la chegar a locais que normalmente seriam inacessíveis com outros meios de combate.
Para se obter este manto isolador é necessário dirigir o jacto de espuma contra uma antepara vertical de onde ela escorrerá progressivamente sobre a superfície do líquido em combustão. Na eventualidade de isto ser impossível (dirigir o jacto contra uma antepara vertical) então deve-se dirigir o jacto contra o pavimento à frente do incêndio. Somente como último recurso se deve dirigir o jacto de espuma directamente para o centro da superfície a arder.
8.4.5 – Inspecções e manutenção
Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.
FOTO
C/ MARINHEIRO COM
MANGUEIRA DE ESPUMA ???
FOTO
MARINHEIRO COM
MANGUEIRA
ESQUEMA
SISTEMA DE ESPUMA
MAR CANAL ???
SPRINKLER ???
8.5 – EXTINTORES PORTÁTEIS
8.5.1 – Geral
O seu tipo, número e posicionamento é o que consta no Plano de Segurança do Navio.
8.5.2 – Classificação
Os extintores são equipamentos que permitem projectar, sob o efeito de uma pressão interna, um agente extintor dirigindo-o para o foco de incêndio.
A pressão pode ser fornecida por uma reacção química, pela libertação de um gás auxiliar ou pela compressão prévia de um gás.
Para que seja considerado portátil um extintor deverá ser transportado e operado manualmente e o seu peso total não exceder os 23 Kgs.
Os extintores classificam-se segundo o tipo de meio de extinção que contêm. Assim temos os seguintes tipos de extintores, com os respectivos usos,
- Água – madeira, papel, têxteis e materiais similares;
- Espuma – madeira, papel, têxteis e líquidos inflamáveis;
- Pó químico (padrão) – líquidos inflamáveis, equipamento eléctrico e gases inflamáveis
- Pó químico (múltiplo ou utilização geral) – madeira, papel, têxteis, líquidos inflamáveis. equipamento eléctrico e gases inflamáveis;
- CO2 – líquidos inflamáveis. equipamento eléctrico e gases inflamáveis;
A bordo existem 10 extintores de Pó Químico
(sendo 8 de 12 Kg, 1 de 25 Kg e 1 de 50 Kg)
e 10 extintores de CO2 de 5 Kg (sendo 5 de reserva).
8.5.3 – Validade
Anualmente todos os extintores serão sujeitos a uma vistoria realizada por uma entidade reconhecida pela Sociedade Classificadora, a qual para além da passagem de um certificado comprovativo do trabalho executado etiquetará todos os extintores vistoriados para que rapidamente se possa saber se estão ou não dentro do período de validade.
De 5 em 5 anos, aquando das vistorias anuais, os extintores (com excepção dos de CO2) deverão ser sujeitos a um teste hidráulico. Este valor poderá estender-se até ao 6º ano (a contar da data da sua aquisição) quando se trata da primeira prova.
Nos extintores de CO2 o intervalo entre as provas hidráulicas será de 10 anos. Porém se for necessário carregar um, tendo já passado 5 anos sobre a data do último teste hidráulico, ele deverá ser testado antes de recarregado.
Contudo se o corpo de qualquer extintor apresentar sinais de corrosão significativa, será substituído.
8.5.4 – Inscrições
Todos os extintores deverão trazer sempre impressas, de uma maneira bem visível, as seguintes informações:
- Nome do fabricante;
- Tipos de fogos em que pode ser utilizado;
- Tipo e quantidade do agente de extinção;
- Detalhes de aprovação;
- Instruções de utilização (de preferência em forma de figuras) e de recarga;
- Ano de construção;
- Limites de temperatura entre as quais o extintor trabalha em boas condições;
- Pressão de teste.
8.5.5 – Utilização
8.5.5.1 – Geral
De acordo com 8.5.4 – Inscrições, todos os extintores terão impressas de uma maneira bem visível as instruções de utilização (preferencialmente em forma de figura)
8.5.5.2 – Extintores de água
Estes extintores conseguem extinguir o fogo através do arrefecimento dos materiais que estão a queimar.
Utilizam-se somente no combate a incêndios da Classe A (madeira, papel, têxteis, plásticos, etc.)
O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas.
| Extintor de água com cartucho de pressão | Extintor de água pressurizada |
8.5.5.3 – Extintores de espuma
Estes extintores conseguem debelar o fogo pela formação de uma camada de espuma que isola do ar os produtos que estão a arder extinguindo-os por “asfixia”.
Utilizam-se no combate a incêndios da Classe B (gasolinas, óleos, álcoois, tintas, etc.) podendo também ser usados em incêndios da Classe A.
O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas
| Extintor de espuma com cartucho de CO2 | Extintor de espuma pressurizado |
8.5.5.4 – Extintores de pó químico
Estes extintores actuam no incêndio por inibição, interrompendo a reacção química e portanto originando a extinção das chamas.
A sua acção é menor quando aplicados em espaços ao ar livre ou zonas com ventilação. O pó químico não é condutor de electricidade, não se deteriora com o tempo, não é corrosivo, não é tóxico e não representa qualquer perigo para a saúde.
Utilizam-se no combate aos incêndios da Classe B e C (gases).
O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas.
| Extintor de pó químico com cartuxo de CO2 | Extintor de pó químico pressurizado |
8.5.5.5 – Extintores de CO2
O anidrido carbónico (CO2) é um gás que se mantém liquefeito a médias pressões. É incombustível, incomburente e tem a propriedade de passar instantaneamente da forma líquida para o estado sólido (neve carbónica) pelo efeito do súbito arrefecimento produzido pela sua expansão (chega a atingir temperaturas de– 79º C. que podem produzir queimaduras, pelo que se deve ter muito cuidado). O gás, projectado sobre o fogo na forma de neve extingue-o por:
- Substituição do oxigénio do ar por uma massa de gás inerte, entre a superfície do combustível e as chamas;
- Arrefecimento dos vapores combustíveis em virtude da temperatura da neve carbónica ser muito baixa
Depois de uma projecção de CO2 em recintos fechados, os mesmos devem ser imediatamente arejados pois o CO2 além de não alimentar a combustão também não alimenta a vida ou seja, mata.
São os extintores ideais para combater incêndios em equipamentos eléctricos quer devido ao agente extintor não ter qualquer condutibilidade eléctrica quer devido ao facto de não ser corrosivo e não deixar resíduos. Como porém o agente extintor é um gás está um pouco sujeito a acção do vento pelo que a sua acção é menor quando aplicado em espaços ao ar livre ou zonas com ventilação.
Eficaz no combate aos incêndios da Classe B (combustíveis) quando pronta e convenientemente aplicado. Recomendado contra incêndios da Classe C (eléctricos) devido, como atrás se disse não ser condutor, não ser corrosivo nem deixar resíduos.
O jacto do extintor deve ser dirigido para a base das chamas (alcance efectivo entre 1,3 e 2,5 metros.
8.5.6 – Inspecções e manutenção
Os extintores portáteis serão vistoriados mensalmente a bordo para nos certificarmos de que se encontram em boas condições de conservação e prontos a serem utilizados imediatamente em caso de necessidade.
Ao passar vistoria aos extintores deve-se ter em conta os seguintes pontos:
- Estar o extintor no local indicado no Plano de Segurança do navio;
- Estar o extintor bem visível, devidamente assinalado e sem nada a obstruí-lo;
- Não se encontrar o extintor total ou parcialmente descarregado o que pode ser verificado:
- Pelo peso (Verificar o peso do extintor. Se a perda da carga for maior do que 10% deverá ser recarregado)
- Pela leitura do manómetro se existir (Se a leitura do manómetro suscitar dúvidas – pensando que está avariado – coloque o extintor dentro de água quente – 55º C. – e verifique se o manómetro move).
- Selo quebrado (o que na maior parte das vezes não quererá dizer que está descarregado)
- Estar dentro do prazo anual de validade da última vistoria;
- O corpo do extintor ter sido sujeito a um teste hidráulico nos últimos 5 ou 10 anos (dependendo do tipo de extintor);
- Ter o suporte em boas condições;
- As mangueiras, difusores e respectivas uniões estarem em boas condições.
Para a realização das inspecções mensais de manutenção será utilizada a
- “FICHA DE INSPECÇÃO AOS MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO EXTINTORES PORTÁTEIS – MAR D’CANAL
- ”existente na Secção 3.10 do Manual de Segurança.
| Extintor de CO2 |
8.6 – EQUIPAMENTO DE BOMBEIRO
8.6.1 – Geral
O navio possui 4 equipamentos de bombeiro, sendo cada um composto dos seguintes elementos:
- Fato protector feito de material que proteja a pele da radiação do calor provocado pelo fogo, e das queimaduras e escaldadelas de vapor. A superfície exterior será resistente à água;
- Botas e luvas de borracha ou de outro material não condutor;
- Um capacete rígido que proteja contra pancadas;
- Uma lanterna de segurança, manual, de tipo aprovado com um período mínimo de 3 horas de funcionamento;
- Um machado aprovado pela Administração;
- Um aparelho respiratório de um tipo aprovado;
- Uma linha de segurança antifogo de comprimento suficiente com gato de mola;
- Um cinto de segurança (se a linha não puder ser ligada às correias de suspensão do aparelho)
8.6.2 – Localização
O número e a localização destes equipamentos estão de acordo com o Plano de Segurança do Navio .
Os equipamentos e encontram-se assim distribuídos:
- Paiol da Proa – 2 contentores BB/EB na antepara de vante dos paióis das amarras.
- Tombadilho B no exterior – Pavimento da Messe à popa a BB – 1 Contentor
- Tombadilho C no exterior Pavimento da Tripulação à popa a EB – 1 Contentor
Estes locais estão devidamente assinalados com simbologia IMO.
8.6.3 – Equipamento
8.6.3.1 – Geral
Todas as peças que compõem o equipamento de bombeiro, para que cumpram com o especificado em 8.6.1 – Geral terão que ser de um modelo aprovado oficialmente e virem acompanhadas do respectivo certificado
8.6.3.2 – Lanterna de segurança
8.6.3.2.1 – Geral
As lanternas de segurança têm as seguintes características:
- Utilização – anti deflagrantes
- Pilhas – 2 pilhas a
Tempo duração – 3 horas
8.6.3.3 – Aparelho de respiração autónoma
8.6.3.3.1 – Geral
Os aparelhos de respiração autónoma existentes a bordo têm uma capacidade mínima de 8 litros, esta è calculada multiplicando o volume da garrafa pela pressão da mesma:
Exemplo:
Garrafa – 4,2 litros
Nº Garrafas – 1
Pressão – 200 Kg/cm2
1 x 4,2 x 200 = 840 litros
Nos aparelhos de respiração autónoma por ar comprimido considera-se que o consumo médio do utilizador é de 40 lts./min.o que equivale ao consumo médio de uma pessoa correndo à velocidade de + /– 7 kms./hora.
A autonomia dos aparelhos è em média de 30 minutos. Contudo se o utilizador estiver a realizar um trabalho que exija maior esforço o consumo será muito superior ao indicado.
8.6.3.3.2 – Descrição
O ar comprimido a alta pressão encontra-se dentro de uma garrafa, montada numa armação metálica segura às correias de suspensão do aparelho (que têm um olhal para a fixação da linha de segurança e se adaptam facilmente a qualquer utilizador), e sai dela através de um tubo flexível, resistente a altas pressões, passando em seguida através de um filtro sintético para a válvula de aspiração na qual o ar apenas passa no período de inspiração e onde é reduzido para uma pressão respirável.
A válvula de aspiração contém um diafragma de longa duração cuja simplicidade elimina a necessidade de ajustamento.
Um manómetro, comunicado através de um tubo de aço inoxidável resistente ao fogo, indica a pressão na garrafa e uma unidade de apito avisa o utilizador quando a pressão chega aos 44 bar (cerca de 10 minutos de utilização).
A máscara é feita em neoprene, com viseira em forma cónica e com fitas de aperto para a fixar bem à face. O visor permite um campo normal de visão e existe um transmissor de voz instalado como parte integrante da máscara.
Uma máscara interior ajusta-se ao nariz e boca reduzindo o espaço de respiração, permitindo assim economia de ar. A máscara interior possui duas válvulas de aspiração que asseguram que o ar que entra para a válvula de aspiração passe previamente pela face interna do visor, mantendo-o limpo.
8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento
Antes de qualquer utilização do aparelho proceda sempre às seguintes verificações:
- Verificar se o cilindro está cheio – abra a válvula do cilindro (duas voltas são o suficiente) lentamente e verifique no manómetro se a pressão corresponde à especificada. (Atenção: se a garrafa apresentar umapressão inferior a 110 bars não a deve utilizar).
- Verificar fugas do aparelho – abra lentamente a válvula do cilindro e volte a fechá-la. A leitura do manómetro não deve baixar mais do que 10 bars por minuto.
- Verificar a regulação do apito – reduza regularmente a pressão no sistema premindo o botão de purga e verifique se o apito funciona ao atingir os 44 bars.
- Colocação do conjunto – colocar o aparelho às costas com as correias desapertadas. Fazer o ajustamento dos suspensórios até que a garrafa esteja em posição, ajustando em seguida o cinto. Em seguida coloque a máscara pendurada ao pescoço e abra lentamente a válvula da garrafa. Coloque agora a máscara na cara colocando em primeiro lugar o queixo e passando as tiras de aperto pela cabeça. Ajuste em seguida a máscara (o queixo deve ficar perfeitamente ajustado à máscara interior) começando pelas tiras inferiores e não apertando demasiado.
- Verificar fugas da máscara – feche a válvula da garrafa e continue a respirar normalmente até que se esgote o ar e a máscara seja sugada para o rosto. Quando o manómetro indicar zero suspenda a respiração durante 10 segundos. Qualquer fuga será ouvida ou evidenciada pelo afastamento da máscara da cara. Se for detectada qualquer fuga abrir a válvula da garrafa, reajustar a máscara e repetir o teste.
- Reverificação do enchimento da garrafa – finalmente, com a válvula da garrafa completamente aberta verifique se a pressão está dentro dos limites mencionados em 1. Em caso afirmativo o conjunto está pronto a ser utilizado.
8.6.3.3.4 – Instruções para retirar o equipamento
Muito importante: o equipamento não será retirado do utilizador enquanto este se encontrar em zona perigosa.
Para isso proceda da seguinte maneira:
- Folgar as fitas de aperto da máscara;
- Retirar a máscara;
- Fechar a válvula da garrafa;
- Desapertar os suspensórios e abrir o cinto;
- Tirar o equipamento;
- Retirar a garrafa do aparelho e marcá-la VAZIA (para não se confundir com as outras garrafas sobressalentes)
8.6.3.3.5 – Instruções para limpeza e teste do equipamento após uso
Muito importante – Não mergulhar o manómetro nem a válvula de aspiração em água.
Após a utilização do equipamento e antes de o guardar deve proceder às seguintes operações de limpeza e teste:
1. Limpeza da máscara
- Retire a válvula de aspiração da máscara. Lave a máscara, em água morna, com sabão (não use detergente). Enxagúe abundantemente em água limpa corrente.
- Sacuda para remover a água em excesso e deixe secar à sombra ou afastado de calor directo. Não colocar a máscara com o visor em superfícies em que se possa riscar. (Atenção: se o aparelho for guardado em locais em que a temperatura possa ser inferior a 0º C. a máscara deve ser cuidadosamente seca e polvilhada com pó de talco tomando particular atenção com as válvulas.
- Quando a máscara estiver seca polir as faces internas e externa do visor com um pano limpo (o Interior pode ser limpo com um desembaciador)
- Voltar a montar a máscara assegurando-se que a válvula de aspiração é apertada com o tubo de fornecimento a passar sobre o ombro direito. As tiras de aperto deverão ficar completamente desapertadas.
2. Limpar o aparelho
- Desapertar completamente os suspensórios e o cinto (devem ficar assim quando o aparelho for guardado). Limpar a sujidade com uma trincha macia ou esponja. Verificar se o vidro do manómetro está limpo.
3. Repor uma garrafa cheia
- Quando recolocar a garrafa cheia certifique-se que o volante da válvula da garrafa está para o lado direito quando vista por detrás.
4. Detecção de fugas do aparelho
- Abrir lentamente a válvula do cilindro e fechá-la novamente. A leitura do manómetro não deverá baixar mais do que 10 bar por minuto. Se a perca de ar exceder esse valor verifique:
- Se não existe fuga audível na válvula de aspiração
- Teste todas as uniões com sabonária (Aviso – não tente eliminar fugas apertando demasiado as juntas)
- Se existe fugas no sistema do apito
5. Verificação da regulação do apito
- Reduzir gradualmente a pressão no sistema premindo o botão de purga ou respirando o ar do sistema. A pressão desce lentamente e o apito deverá soar aos 44 bar.
6. Verificação da máscara e de fuga na válvula de expiração
- Abra lentamente a válvula da garrafa.
- Coloque agora a máscara na cara colocando em primeiro lugar o queixo e passando as tiras de aperto pela cabeça. Ajuste em seguida a máscara (o queixo deve ficar perfeitamente ajustado à máscara interior) começando pelas tiras inferiores e não apertando demasiado.
- Feche a válvula da garrafa e continue a respirar normalmente até que se esgote o ar e a máscara seja sugada para o rosto. Quando o manómetro indicar zero suspenda a respiração durante 10 segundos. Qualquer fuga será ouvida ou evidenciada pelo afastamento da máscara da cara. Se for detectada qualquer fuga abrir a válvula da garrafa, reajustar a máscara e repetir o teste.
7. Reverificação do enchimento da garrafa
- Finalmente, com a válvula da garrafa completamente aberta verifique se a pressão está dentro dos limites mencionados no Ponto 1 de 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento. Em caso afirmativo o conjunto poderá ser guardado na respectiva caixa estando pronto para ser utilizado a qualquer momento.
8.6.3.3.6 – Manutenção
Se os aparelhos são usados regularmente não será necessário efectuar testes periódicos. Porém se o seu uso não é regular, como normalmente sucede a bordo dos navios, então será necessário a realização dos testes, pelo menos uma vez por mês, indicados em 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o equipamento.
A bordo deverá existir um registo das inspecções e verificações efectuadas aos aparelhos de respiração autónoma.
Se em qualquer uma das verificações o aparelho indicar falhas, o mesmo será enviado imediatamente ao representante para reparação.
Anualmente os aparelhos serão inspeccionados por uma entidade reconhecida pela Sociedade Classificadora, a qual procederá às verificações e substituições recomendadas pelos fabricantes e emitirá um certificado comprovativo da inspecção bem assim como um relatório discriminativo dos trabalhos efectuados.
As garrafas de ar comprimido dos aparelhos serão sujeitas a testes hidráulicos de 5 em 5 anos. A data dos testes è gravada na própria garrafa.
8.6.3.3.7 – Procedimentos a serem seguidos pelos utilizadores dos aparelhos de respiração autónoma
Um aparelho de respiração autónoma deve ser utilizado sempre que haja ou se suspeite de haver uma atmosfera irrespirável na qual um tripulante tenha que passar.
Sempre que se tome a decisão de utilizar um aparelho de respiração autónoma será nomeado um Oficial de Controlo que terá a seu cargo a supervisão de todas as operações que envolvam a preparação e a consequente utilização do aparelho.
- O tripulante deverá envergar roupa de acordo com o ambiente em que vai trabalhar para ter um certo grau de protecção;
- O aparelho de respiração só será envergado depois de ter sido dada a respectiva ordem pelo Oficial de Controlo;
- Não será envergado nenhum aparelho de respiração cuja garrafa tenha ar para menos de 20 minutos de duração (contudo o Oficial de Controlo poderá quebrar esta regra quando se destinar a uma reentrada para execução de um trabalho especifico)
- O aparelho será envergado e começará a trabalhar enquanto o tripulante permanecer na zona de ar respirável. Só em casos muito excepcionais o fará quando já tiver inalado fumos ou gases tóxicos;
- Antes de entrar colocará uma linha de segurança presa ao cinto e procederá às verificações constantes em 8.6.3.3.3 – Verificações antes de utilizar o aparelho;
- Durante a estadia com o aparelho de respiração deve o tripulante fazer várias leituras do manómetro para ir tendo a noção do ar que tem para que possa regressar em segurança (é essencial que tenha uma fonte de iluminação para estas verificações pois poderá suceder a visibilidade ser nula ou quase nula);
- Sempre que possíveis, os utilizadores de aparelhos de respiração autónoma devem trabalhar em grupo;
- Abandone imediatamente o local sempre que:
- Ocorrer qualquer emergência;
- Começar a ter dificuldade em respirar;
- Começar a sentir tonturas ou qualquer outra anomalia.
- Soar o apito dos +/ – 44bars
- Sempre que um tripulante, utilizando um aparelho de respiração autónoma, seja visto em dificuldades todos os outros devem procurar dar-lhe assistência a qual terá prioridade sobre o trabalho que estão a executar a não ser que isso ponha em perigo outras vidas;
- Quando terminar o trabalho o utilizador ao abandonar o local onde esteve deve informar o Oficial de Controlo para que este tome nota da hora a que saiu;
- O aparelho só será tirado quando se encontrar em atmosfera respirável procedendo da maneira indicada em 8.6.3.3.4 – Instruções para retirar o equipamento;
8.6.3.3.8 – Sinais
Nos casos em que não é possível usar equipamento de comunicação com os utilizadores dos aparelhos de respiração autónoma será estabelecido um sistema de sinais através da linha de segurança.
Os sinais acordados terão que:
Ser do perfeito conhecimento de todos os intervenientes;
Estarem assinalados na Ficha de Controlo;
Estarem assinalados numa etiqueta que se encontra presa à extremidade da linha de segurança que vai prender ao utilizador do aparelho.
Os sinais normalmente utilizados são:
1 PUXÃO – folgar a linha de segurança
2 PUXÕES – colher a linha de segurança
3 PUXÕES – sair imediatamente
Sempre que os sinais sejam utilizados o recebedor da ordem repetirá o sinal para mostrar que o mesmo foi bem entendido e que vai actuar de acordo
8.6.3.4 – Linha de segurança
8.6.3.4.1 – Geral
Características a que deve obedecer uma linha de segurança:
(“em cada aparelho de respiração autónoma deve existir uma linha de segurança à prova de fogo com comprimento e robustez suficientes….”) as normalmente utilizadas a bordo têm um comprimento de 33 metros e uma carga de rotura de 700 kgs (os navios com maior pontal utilizam linhas com o comprimento de 45 metros).
O “Code of Safe working Practices” do D.O.T. inglês recomenda que as linhas de segurança sejam, de 2 em 2 anos, sujeitas a um teste de carga de aproximadamente 4 a 5 vezes a sua normal carga de trabalho o que equivale a aproximadamente 500 kgs.
Todas as linhas de segurança de bordo devem ter a possibilidade de poderem ser identificadas por um qualquer processo.
As linhas de segurança devem ser mantidas, de preferência, em pequenos tambores para facilitar o seu uso. Os tambores devem ter uma cobertura para evitar o contacto desnecessário com a água, espuma, gorduras, etc.
Para a realização das inspecções mensais de manutenção será utilizada a
- “FICHA DE INSPECÇÃO AOS EQUIPAMENTOS DE BOMBEIRO – MAR D’CANAL”, existente na Secção 3.11 do Manual de Segurança.
8.7 UNIÃO INTERNACIONAL (DE LIGAÇÃO A TERRA)
8.7.1 – Geral
As uniões internacionais de ligação a terra existentes a bordo são em número igual ao que consta no Plano de Segurança do Navio.
A finalidade destas uniões é poder ligar o sistema de incêndio do navio a um sistema de incêndio de terra ou ligar entre si os dois sistemas de incêndio de dois navios.
8.7.2 – Localização
A sua localização a bordo está de acordo com as indicações referenciadas no Plano de Segurança estando os locais devidamente assinalados com símbolos que respeitam as recomendações IMO.
Existem a bordo 2 Uniões Internacionais e que se encontram situadas nos seguintes locais e em caixa dedicada:
- Pavimento do convés á popa a BB na antepara de vante da casa das bombas
- Pavimento do convés á popa a EB na antepara de vante do paiol do Contramentre.
As respectivas uniões são compostas cada uma por:
- União internacional;
- Junta própria para a pressão de 1,0 N/mm2;
- 4 parafusos de 16 mm e 50 mm de comp.;
- 8 anilhas
8.7.3 – Inspecções e manutenção
Este equipamento não exige manutenção especial devendo estar sempre pronto para ser utilizado a qualquer momento.
As porcas e parafusos devem estar bem untadas com massa consistente ou vaselina industrial para que não oxidem.
Mensalmente será passada uma inspecção à união existente para verificar que se encontram nos lugares determinados e com todos os componentes.
8.8 SISTEMA DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO
8.8.1 – Geral
O navio está dotado de um sistema automático de detecção e alarme de incêndio (Marca CONSILIUM).
O sistema é constituído pelos seguintes elementos:
- 1 unidade de controlo e indicação;
- 1 botão de Alarme Geral
- 13 Pontos de Chamada Operados Manualmente
- 30 detectores, sendo 4 de temperatura e 26 de fumo.
- 3 Campainhas
- 6 Sirenes
8.8.2 – Unidade de Controlo e Indicação localizada na Ponte
8.8.2.1 – Geral
Esta unidade encontra-se situada na ponte de navegação, a EB. É formada por uma caixa embutida na antepara com porta frontal e com chave.
Qualquer sinal de alarme enviado, quer pelos detectores quer pelo botão de alarme de , activa imediatamente
- Sinal sonoro existente na unidade;
- Sinal óptico indicativo de fogo;
- Sinal óptico indicativo da localização da zona de incêndio
8.8.3 – Detectores de aumento de temperatura
8.8.3.1 – Funcionamento
A bordo existem 4 detetores de Temperatura. Estes detectores (tipo FDX 551 EM) actuam por aumento rápido de temperatura ou por valor máximo de temperatura, mesmo quando o aumento é lento.
Se a temperatura ambiente no espaço aumenta é alterada a diferença potencial nos termóstatos existentes no detector que actuam como sensores de temperatura. Um circuito electrónico avalia essa mudança e quando o valor definido é atingido o detector envia um sinal de alarme para a unidade de controlo.
Este sinal mantém-se até que seja rearmado para a posição de operação na unidade de controlo da ponte.
Ao mesmo tempo um LED vermelho instalado na base do detector permite uma rápida localização do detector actuado servindo também para teste do detector
Os detectores vêm calibrados de fábrica não sendo possível a bordo a sua regulação.
8.8.3.2 – Localização dos Detectores de Temperatura
A sua localização é a seguinte:
- 1 na Cozinha
- 1 na Casa das Máquinas em frente do Quadro Électrico Principal
- 1 na Casa das Máquinas junto da MPP de BB
- 1 na Casa das Máquinas junto da MPP de EB
8.8.4 – Detectores de fumo por ionização
8.8.4.1 – Funcionamento
Existem a bordo 26 de detectores de fumo. Os detectores de fumo respondem aos produtos de combustão, visíveis e invisíveis, e geralmente detectam o fogo antes do aparecimento das chamas.
Quando os produtos de combustão entram no detector o equilíbrio entre as duas câmaras de ionização é alterado. Um circuito electrónico avalia esta variação e envia um sinal de alarme para a unidade de controlo. Este sinal mantém-se até que seja rearmado para a posição de operação na unidade de controlo da ponte.
Ao mesmo tempo um LED vermelho instalado na base do detector ilumina-se continuamente permitindo uma rápida localização do detector actuado servindo também para teste do detector.
Os detectores vêm calibrados de fábrica não sendo possível a bordo a sua regulação.
8.8.4.2 – Localização dos Detetores de fumo
A sua localização é a seguinte:
TOMBADILHO D (Ponte) – 1
- 1 na Ponte
TOMBADILHO C (Tripulação) – 5
- 1 no Corredor
- 1 no Camarote do Mestre
- 1 no Camarote do Motorista
- 1 no Camarote Duplo
- 1 no Camarote Duplo
TOMBADILHO B (Messe) – 7
- 1 no Corredor
- 1 na Messe
- 1 na Sala de Estar
- 1 no Camarote Duplo
- 1 no Paiol do Bombeiro
- 1 no Escritório
- 1 no Casa do CO2
TOMBADILHO A (Convés) -13
- 1 na Escada para a Casa da Máquina, no fundo
- 1 no Paiol de Proa
- 1 na Casa do impulsor de proa
- 1 no Paiol das Tintas
- 1 no Paiol do Contramestre
- 1 no Paiol das Amostras
- 1 na Casa das Máquinas – sobre HRP de BB
- 1 na Casa das Máquinas – sobre HRP de EB
- 1 na Casa das Máquinas – Oficina
- 1 na Casa das Máquinas – Paiol
- 1 na Casa das Máquinas – Sobre o fosso das bombas
- 1 na Casa das Máquinas – Junto à caldeira
- 1 na Casa das Máquinas – Por detrás do quadro eléctrico principal
8.8.5 – Botão de Alarme Geral
O Navio tem um botão de Alarme Geral localizado na consola da Ponte a EB
Este botão tem duas posições, uma manual e outra automática. Ao acionar qualquer destes botões vai originar instantaneamente um sinal de alarme nas várias campainhas e sirenes colocadas no navio.
8.8.6 – Pontos de Chamada Operados Manualmente
8.8.6.1 – Geral
Existem no navio 13 Pontos de Chamada Operados Manualmente que se distribuídos de acordo com o Plano de Segurança que se encontram dentro de pequenas caixas, de cor encarnada, com vidro na parte frontal.
Qualquer um destes botões ao ser accionado “partir o vidro e pressionar” vai originar um sinal de alarme na Unidade de Controlo e de Indicação que se encontra na Ponte de Comando.
Fig. 6 – Pontos de Chamada Operados Manualmente
Se passados 2 minutos não for efectuada a aceitação do sinal na unidade de controlo “mute” , inicia-se então o toque das várias campainhas e das sirenes disponíveis no navio.
8.8.6.2 – Localização dos Pontos de Chamada Operados Manualmente
Os Pontos de Chamada Operados Manualmente encontram-se devidamente assinalados com símbolos, de acordo com o Plano de Segurança do Navio.
A sua localização é a seguinte:
TOMBADILHO D (Ponte)
- 2 Pontos de chamada na Ponte um a BB e um a EB;
TOMBADILHO C (Tripulação)
- 1 ponto de chamada – no corredor;
TOMBADILHO B (Messe)
- 1 ponto de chamada – no fundo escada do Tomb. B ▲ Tomb. C
- 1 ponto de chamada – no corredor;
- 1 ponto de chamada – na cozinha
- 1 ponto de chamada – no cimo escadas Tombadilho B ▼ Casa das Máquinas
- 1 ponto de chamada – na casa do CO2
TOMBADILHO A (Convés)
- 1 ponto de chamada – Paiol de Proa à entrada a BB
- 1 ponto de chamada – Casa impulsor de proa
- 1 ponto de chamada – Paiol do contramestre
- 1 ponto de chamada – Na casa das Máquinas na entrada à esquerda
- 1 ponto de chamada – Na casa das Máquinas painel de popa a EB (Escada de Emergência.
8.8.7 Campainhas e Sirenes de Alarme
8.8.7.1 – Geral
O navio dispões de:
- 3 campainhas
- 6 sirenes com sinalização acústica
Fig. – 7 Campainha de Alarme
Fig. – 8 Sirene com sinal luminoso
8.8.7.2 – Localização das Campainhas e Sirenes
TOMBADILHO D (Ponte)
- 1 Campainha a EB;
TOMBADILHO C (Tripulação)
- 1 Campainha – no corredor;
TOMBADILHO B (Messe)
- 1 Campainha – no corredor:
TOMBADILHO A (Convés)
- 1 Sirene – no Paiol de Proa
- 1 Sirene – na Casa do Impulsor de Proa
- 4 Sirenes – na Casa das Máquinas
8.8.8 – Funcionamento Geral do Sistema
Quando a indicação de um sinal enviado por um detetor de temperatura ou de fumo chega à Unidade de Controlo localizada na Ponte, ou quando um dos Pontos de Chamada operados manualmente ou um dos dois botões do Alarme Geral é ativado na unidade de controlo e faz soar o alarme acústico e visual com indicação da zona onde foi enviado o sinal. Este estado mantém-se durante 2 minutos, após os quais se inicia automaticamente o toque em todas as Campainhas e Sirenes do sistema de incêndio e alarme.
Quando o alarme é aceite premindo a tecla “mute”, a ventilação nos alojamentos é automáticamente desligada.
8.8.8 – Inspecções e manutenção
Mensalmente serão realizadas inspecções para verificação de que todo o equipamento se encontra em boas condições de conservação e, na eventualidade de ser necessário, proceder às respectivas acções de manutenção.
Será efetuada uma inspecção a todos os detectores, Pontos de Chamada Operados Manualmente, campainhas e sirenes para verificar se:
- Estão de acordo com o Plano de Segurança;
- Estão devidamente assinalados;
- Se a caixa não está danificada e o vidro se encontra intacto;
e serão testados para verificação de que estão a funcionar correctamente.
A passagem de vistoria ao sistema implicará além das várias vistorias/testes a efectuar na unidade de controlo da ponte:
- Baterias de alimentação de emergência carregadas;
- Lâmpadas de iluminação dos sinais ópticos todas a funcionarem;
- O teste aos vários detectores de incêndio os quais ao serem activados originarão:
- O accionamento do alarme sonoro de incêndio situado na unidade de controlo da ponte.
Fig. 1 – Unidade de Controlo e Indicação localizada na Ponte
FOTO CENTRAL INCENDIO
PONTE
FOTO
DETECTOR
TEMPERATURA
FOTO
DETECTOR
FUMO
Fig. 2 – Detetor de Temperatura
Fig. 3 – Detetor de Fumo
FOTO
BOTÃO
ALARME
GERAL
FOTO
BOTÃO
ALARME
MANUAL
Fig. 4 – Botões “ALARME GERAL
– Automático e Manual”
Fig. 5 – Pontos de Chamada
Operados Manualmente
FOTO
PONTO
DE CHAMADA
FOTO
ALARME
GERAL
FOTO
SIRENE
FOTO
SISTEMA DE
INCÊNDIO
CASA DAS MÁQUINAS
OUTROS EQUIPAMENTOS
SECÇÃO 9
9.1 – EEBD’S (Emergency Escape Breathing Device)
Equipamento de Respiração de Fuga de Emergência
9.1.1 – Geral
Com a finalidade de dotar o navio com meios de respiração autónoma que serão utilizados unicamente numa situação de emergência para fins de escape encontram-se distribuídos pelo navio, em pontos considerados críticos, 4 aparelhos individual de respiração
9.1.2 – Localização
Os equipamentos de Respiração de Fuga de Emergência estão colocados nos seguintes locais:
2 EEBDs no Tombadilho D – Ponte de Navegação
2 EEBDs na Casa das Máquinas
9.1.3 – Descrição do aparelho
O aparelho é composto por um cilindro de ar comprimido transportado num saco com uma alça o que permite ao utilizador colocar a garrafa nas costas, ou ao peito, ou em qualquer um dos ombros. O fornecimento de ar é controlado através de uma válvula do cilindro e de um sistema de regulação (válvula redutora). Existe montado na válvula do cilindro um manómetro que dá uma constante indicação da pressão do cilindro. Do regulador o ar (que é reduzido para uma pressão entre os 4 e os 9,5 bars) passa para a máscara, via uma mangueira flexível, onde a válvula de aspiração o reduz a uma pressão respirável. Esta válvula está dotada com um botão de purga para que o utilizador possa aumentar o fluxo de ar em caso de avaria da máscara.
9.1.4 – Instruções para utilizar o equipamento
- Retirar o equipamento do seu local de arrumação;
- Coloque o colete ao pescoço com a garrafa para a frente, conforme indicado na Fig. nº 1;
- Retire a máscara da bolsa;
- Abrir o selo do pescoço (conforme Fig. nº 2) e colocar o capucho na cabeça ajustando-o de seguida de forma confortável;
- Abra a válvula encarnada da garrafa (pelo menos uma volta completa);
- Colocar e apertar o cinto à volta da cintura (Fig. nº 3);
- Respirar normalmente e abandonar imediatamente a zona (Fig. nº 4);
- Não retirar a máscara enquanto não se encontrar numa zona segura, fechando a válvula da garrafa depois de retirar a máscara;
- Depois de retirar a máscara expulse todo o ar do sistema carregando no botão de purga;
- Verifique a pressão do cilindro e se necessário envie-o para recarregar.
Utilização do equipamento
Utilização do equipamento
Figura nº 1
Figura nº 2
Figura nº 3
Figura nº 4
9.1.4.1 – Instruções para limpeza após ter sido envergado mas não utilizado
- Examinar o aparelho para detectar qualquer sinal de avaria;
- Certificar-se que o manómetro indica a pressão máxima de trabalho da garrafa (200 bars). Se a garrafa apresentar um valor inferior a 180 bars (menos de 10 % da sua capacidade total) deve ser imediatamente recarregada. Avise imediatamente o Oficial responsável;
- Limpar o aparelho se necessário (ver instruções seguintes);
- Colocar o aparelho no seu local de arrumação.
- 9.1.4.2 – Instruções para limpeza após ter sido utilizado
- Certificar-se que a válvula do cilindro está bem fechada;
- Retirar a válvula de aspiração da máscara;
- Remover a mangueira do cilindro;
- Lavar a máscara em água tépida com uma solução de sabão. Não usar detergentes. Ter cuidado com a máscara para não riscar o visor;
- Depois de lavada passá-la por água corrente e sacudi-la bem para lhe retirar toda a água;
- Secá-la longe da acção directa do calor ou do sol;
- Depois de seca polir o visor com um pano seco e macio;
- Recarregar o cilindro aos 200 bars;
- Recolocar o cilindro no seu lugar;
- Recolocar a mangueira e a válvula de aspiração assegurando-se que ficaram bem colocados;
- Testar o aparelho para verificação de fugas. Para isso abra a válvula do cilindro e aplique uma saponária nas ligações;
- Se existirem fugas reaperte e ajuste voltando a testar.Atenção, não aperte demasiado
- Guardar cuidadosamente o aparelho no local de armazenamento.
9.1.5 – Inspecções e manutenção
Como os aparelhos são para serem utilizados somente em caso de uma emergência é necessário que se encontrem sempre em condições de serem prontamente utilizados.
Para que isso aconteça será necessário que pelo menos uma vez por mês sejam realizadas inspecções nas quais serão tidas em consideração os seguintes pontos:
- Certificar-se que o manómetro indica a pressão máxima de trabalho da garrafa (200 bars). Se a garrafa apresentar um valor inferior a 180 bars (menos de 10 % da sua capacidade total) deve ser imediatamente recarregada. Avise imediatamente o Oficial responsável
- A mangueira flexível deve estar bem presa ao regulador e à válvula de aspiração;
- O visor deve estar bem limpo e as correias da máscara folgadas
Além destes pontos devem também ser feitas as verificações recomendadas pelo fabricante e que constam do livro de instruções do equipamento.
A bordo deverá existir um registo das inspecções e verificações efectuadas aos aparelhos de escape. Se em qualquer uma das verificações algum dos aparelhos indicar falhas, o mesmo será enviado imediatamente ao representante para reparação.
Pelo menos uma vez anualmente cada um dos aparelhos será testado para verificação de que trabalha correctamente. Este teste será realizado funcionando com o aparelho como se ele na realidade estivesse a ser usado e controlando o tempo de utilização (deverá ser de pelo menos 15 minutos).
As garrafas de ar comprimido serão sujeitas a testes hidráulicos de 5 em 5 anos.
Para auxiliar a realização destas inspecções utilizar-se-á a
FICHA DE INSPECÇÃO AOS APARELHOS DE RESPIRAÇÃO AUTÓNOMA (FUGA) – MAR D’CANAL, existente na Secção 3.12 do Manual de Segurança.
HOMEM AO MAR
MANOBRAS DE RESGATE
SECÇÃO 10
8. Homem ao Mar (Manobra e Resgate)
A Manobra de Resgate de Homem ao Mar apresenta algumas dificuldades; nomeadamente a Localizacão e o Resgate do Náufrago em si.
8.1. Localização
Caso um colega seja visto a cair ao mar ou se ele é posteriormente localizado, é importante envolver o máximo número possivel de pessoas com o objectivo de nao o perder de vista, o que com a deslocação do navio poderá ocorrer com alguma facilidade, mesmo com boa visibilidade.Com efeito, a única parte visivel do corpo é a cabeça, perdendo-se por accão da ondulacão.
Para marcacão da posição do náufrago recomenda-se largar imediatamente uma Boia Salva-Vidas, de preferencia uma com Luz e Fumo conforme já descrito na secção Meios de Salvação Individuais, ao mesmo tempo que a Ponte de Comando deverá ser avisada sendo então pressionado o Botão MOB do GPS. Este botão está também disponivel em outros equipamentos.
Diferentes Manobras de Homem ao Mar podem ser requeridas dependendo das condições prevalecentes e do tipo de navio envolvido. Para retomar o navio a um ponto inicial não vale a pena “carregar” o leme a um ou outro bordo e dar toda a força à máquina uma vez que o navio nao irá descrever uma curva perfeita.
A eficiência das manobras descritas abaixo tem sido provada em diferentes situações de Homem ao Mar. Entretanto considerando a acção apropriada para uma determinada situação, dever-se-á ter em conta a limitacões de manobra do navio em funcão das condições de trim, deslocamento, velocidade inicial e profundidade da àrea onde navega. As características de Manobra do navio, incluindo Curvas de Giro encontram-se disponjyejs na ponte de Comando.
8.1.1. Definições
Para efeitos destas descrições as seguintes definições sao usadas:
Acção Imediata; Significando que a ocorrencia (queda de Homem ao Mar) e presenciada a partirda Ponte de Comando, sendo accao iniciada imediatamente.
Acção Retardada; A ocorrencia e comunicada a Ponte de Comando por um tripulante/pessoa qualquer sendo a accao iniciada com aigum atraso.
Tripulante em Falta; E comunicada a Ponte de Comando a falta de um Tripulante.
8.1.2. Manobras de Homem ao Mar
Quando o navio navega a máxima força, as seguintes manobras poderão ser usadas:
(a) Manobra Simples (Single Turn)
Usada em Situação de “Acção Imediata”.
Leme “carregado” para o bordo do náufrago ate desviar-se 250° da Prôa Inicial, altura em que o leme é posto a meio e iniciada a manobra de paragem.
(b) Manobra Eliptica (Elliptical Turn)
Também usada em Situação de “Acção Imediata”.
Leme “carregado” para o bordo do naufrago até desviar-se 180° da Prôa Inicial, altura em que o leme é posto a meio até que o navio atinja a Velocidade Inicial.
Leme novamente carregado para o mesmo bordo.
Em boas condições de tempo (mar/vento) o navio deverá regressar a Posição Inicial.
(c) Manobra de Williamson (Williamson Turn)
Tambem usada em Situagao de “Acgao Imediata”. Leme “carregado” para o bordo do naufrago ate desviar-se 60° da proa inicial, altura em que o leme devera ser carregado para o bordo oposto.
Quando a Prôa variar apenas 20° da Inicial o leme deverá ser posto a meio, levando o navio à Prôa Oposta à Inicial.
(d) Manobra de Schamow (Schamow Turn)
Não deverá ser usada numa Situação de “Acção Imediata”.
Leme “carregado” para o bordo do náufrago até desviar-se 240° da Prôa Inicial, altura em que o leme deverá ser carregado para o bordo oposto.
Quando a Proa variar apenas 20° da Inicial o leme deverá ser posto a meio, levando o navio a Prôa Oposta à Inicial.
8.1.1.1. Analise de cada uma das Situagoes
(a) Situação de “Acção Imediata”.
A Manobra Simples e a Eiiptica levarao o navio mais rapidamente a posicao do naufrago.
A Manobra de Williamson levara mais tempo e temporariamente deixara o navio afastado da posicao do naufrago.
A Monobra de Schanrow nao e adequada para esta situagao.
(b) Situação de “Acção Retardada”
A Manobra de Williamson levara o navio a posicao do naufrago com maior precisao. Quando o navio tiver alcancado a PosigSo Inicial de manobra, a velocidade devera ser reduzida. AjManobra de Schanrow nao e eficiente a menos que seja conhecido o tempo
(c) Tripulante em Falta
Tanto a Manobra de Williamson como a de Schanrow levarão o navio rápidamente à posigao Inicial de Manobra. Menor distância é percorrida e consequêntemente ganha-se tempo com a Manobra de Schanrow. Quando o navio se encontrar em rumo oposto após efectuar a Manobra de Schanrow, a Posição Inicial estará a ré a uma distância comparada a “algumas” vezes o comprimento do navio.
Levando em consideração que as Manobras de Homem ao Mar não garantem o retorno do navio a Posição Inicial, estas deverão ser praticadas regularmente para se apreciar o comportamento do navio nas mais variadas condicoes de tempo que invariavelmente afectam o navio e o próprio náufrago.
8.2. Resgate
8.2.1. Aproximacao da Embarcacao de Resgate
O Resgate do Naufrago e normalmente feito pela Embarcacao de Resgate (Rescue Boat).
Em certas circunstâncias e envolvendo pessoal experiente, a aproximação poderá ser feita na direcção do vento. Do contrário a aproximação deverá ser feita contra o vento (sotavento) minimizando as hipoteses de “abalroar” e provocar lesões ao naufrago. A velocidade deverá ser suficientemente baixa para não causar pânico ao acidentado, mas adequada ao governo da embarcação. A aproximação final deverá comegar a uma distância igual a 3 – 4 comprimentos da embarcação. A Pessoa Responsável deverá informar aos outros por qual bordo pretende fazer o resgate. Quando em função da distância o timoneiro deixar de poder ver o náufrago, ele deverá solicitar e receber indicações da distância e direcção em que aquele se encontra. É importante que o resgate seja feito o mais proximo possivel da proa (amuras) e de preferência por barlavento, evitando aproximar-se do propulsor, este que contudo devera estar desacoplado durante o resgate caso as condigSes assim o permitirem.
8.2.2. Resgate
A Operação de Resgate depende de uma série de factores, sendo determinantes a reacção do náufrago ao “choque frio”, como ele se encontra vestido e do tempo em que tenha permanecido na água. Assim sendo o resgate deverá ser feito com o máximo cuidado possivel, caso contrário a situacção poderá piorar. Trazer a pessoa para dentro da embarcação poderá em certas circunstâncias ser bastante dificil sem o emprego de algumas Técnicas de Resgate de Homem ao Mar, particularmente se ela estiver inconsciente ou nao fôr capaz de ajudar a si mesma. Caso nâo estejam disponiveis quaisquer equipamentos especiais um estropo podera ser feito com cabos e um “Parbuckle” improvisado com cabos e redes.
Se possivel o náufrago deverá ser recolhido na horizontal, particularmente se tiver permanecido na agua por um periodo consideravel.
8.2.2.1. Parbuckling
Purbuckling é uma manobra usada para fazer rolar um peso pelo costado do navio e que foi adaptado no resgate de pessoas.
O equipamento é patenteado como uma rede feita de cabos ou outro material adequado.
A pessoa na àgua consciente ou inconsciente é manobrada para dentro da rede e depois içada puxando-se uma das extremidades da rede.
Este mêtodo apresenta duas vantagens principais; A primeira reside no facto de o náufrago ser resgatado na posição horizontal e a segunda na possibilidade de um único homem içar um peso de aproximadamente 1OOKg. Uma pessoa de peso medio na água poderá em função das roupas aproximar-se desse peso.
0º
250º
0º
20º
240º
0º
20º
60º
Tomada de conhecimento do Manual de Familiarização e Treino
Este documento, após assinado pelo tripulante do navio comprova a tomada de conhecimento da existência do MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO e da sua localização a bordo.
Este manual é de consulta obrigatória e estará acessível a toda a tripulação do navio em 3 locais distintos, nomeadamente:
– PONTE
– CASA DAS MÁQUINAS
– MESSE
Tomei conhecimento:
| Nº | NOME | FUNÇÃO | DATA | Assinaturas | ||
| 1 | ||||||
| 2 | ||||||
| 3 | ||||||
| 4 | ||||||
| 5 | ||||||
| 6 | ||||||
| 7 | ||||||
| 8 | ||||||
| 9 | ||||||
| 10 | ||||||
| 11 | ||||||
| 12 | ||||||
| 13 | ||||||
| 14 | ||||||
| 15 | ||||||
| Outros tripulantes / Rendições | ||||||
| Nº | NOME | FUNÇÃO | DATA | Assinaturas | ||
| 16 | ||||||
| 17 | ||||||
| 18 | ||||||
| 19 | ||||||
| 20 | ||||||
“F/B MAR D’CANAL”
MANUAL DE
FAMILIARIZAÇÃO
E TREINO
F/B
“MAR D’CANAL”
Este documento, após assinado pelo tripulante do navio comprova a tomada de conhecimento da existência do MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO e da sua localização a bordo.
Este manual é de consulta obrigatória e estará acessível a toda a tripulação do navio em 3 locais distintos, nomeadamente:
– PONTE
– CASA DAS MÁQUINAS
– MESSE/SALÃO DE PESSOAL
TOMADA DE CONHECIMENTO DO MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO



