Embarcações salva-vidas (baleeiras)
1. – OBJECTIVO
Descrever os procedimentos relativos às embarcações salva-vidas de bordo (baleeiras) na manutenção, inspecções periódicas e nas acções de arriar e recolher.
2. – ÂMBITO
Todos os navios.
3. – EXCEPÇÕES
Nenhumas.
4. – DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA
SOLAS
Arte Naval Moderna
Recomendações dos fabricantes.
5. – RESPONSABILIDADE
Cabe ao Comandante autorizar o arriar das baleeiras, quer em emergência, quer em treino.
Inspecções semanais e mensais, bem como rotinas de manutenção definidas pelo construtor deverão ser efectuadas sob a supervisão directa de um oficial sénior do navio de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante.
Todas as outras inspecções, intervenções e reparações deverão ser executadas pelo representante do fabricante ou uma pessoa devidamente treinada e certificada pelo fabricante para o serviço a efectuar.
Ao Imediato caberá a manutenção da conservação e operacionalidade das embarcações salva-vidas.
Ao Oficial investido das funções de comandante da baleeira compete:
- verificar a presença de todos os tripulantes que compõem a lotação da embarcação. Deverá existir nas zonas de embarque, afixada em bolsa de plástico, uma relação actualizada desses tripulantes;
- verificar se todos estão devidamente vestidos e com os coletes de salvação correctamente envergados e apertados;
- verificar se têm capacetes de segurança
- verificar se transportam os respectivos fatos de imersão
- dirigir os tripulantes nas suas funções de despear a baleeira e arriá-la até ao tombadilho de embarque;
- superintender o embarque dos tripulantes na baleeira;
- dar a ordem de arriar a baleeira, após ter recebido autorização do Comandante e ter verificado que tudo está em ordem;
- quando na água comandará a embarcação;
6. – DESCRIÇÃO
6.1 – Geral
As embarcações salva-vidas existentes terão de ser em número igual ao que consta na Relação para o Certificado de Segurança do Equipamento para Navio de Carga.
Na eventualidade de não existir a bordo uma embarcação de socorro, uma das baleeiras será designada e aparelhada para o efeito.
6.2 – Localização
As embarcações salva-vidas estarão localizadas de acordo com o Plano de Segurança.
6.3 – Inscrições e equipamento
Cada embarcação salva-vidas terá que possuir as seguintes inscrições:
de uma forma clara e de uma maneira permanente
- dimensões da embarcação;
- número de pessoas que pode transportar
- de ambos os lados da embarcação
- nome do navio
- porto de registo do navio
- marcados de maneira que possam ser vistos do ar
- meios de identificar o navio a que a baleeira pertence;
- número da baleeira
- e o seguinte equipamento:
- número suficiente de remos de voga;
- 2 croques;
- 1 ½ jogo de forquetas fixadas por fiel;
- 1 vertedouro;
- 2 baldes de material aprovado;
- 2 machadinhas (1 em cada extremidade)
- 2 caixas de fósforos apropriados (em embalagem estanque);
- 1 agulha de marear com bitácula iluminada;
- inha de salvação com seios no exterior da embarcação;
- 1 âncora flutuante de tamanho apropriado;
- 2 boças de comprimento igual ou maior do que o dobro da distância entre a posição da baleeira quando amarrada e a linha de água com o navio na situação de menor calado ou 15 metros, conforme o que for mais comprido. Uma das boças presa ao sistema de escape da proa será colocada na extremidade de vante da embarcação e a outra será presa firmemente na popa ou próximo desta e pronta a ser usada;
- rações alimentares, totalizando 10.000 kJ por pessoa, para todas as pessoas que a embarcação pode transportar, em embalagens hermeticamente fechadas à prova de ar e guardadas em recipiente à prova de água
- depósito ou depósitos com capacidade para 3 lts. de água potável por pessoa;
- 1 argau em material não oxidável, fixado por fiel;
- 1 copo graduado em material não oxidável;
- 1 farmácia (para primeiros socorros) em recipiente estanque, com possibilidade de manter a estanquecidade depois de usado;
- seis doses de comprimidos contra o enjoo e um saco para o enjoo, por cada pessoa que a embarcação pode transportar;
- 4 sinais pára-quedas;
- 6 fachos de mão;
- 2 sinais de fumo;
- 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso;
- 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva em embalagem estanque;
- 1 espelho de sinalização com instruções de utilização;
- 1 navalha com abre latas, presa por fiel;
- 2 retenidas flutuantes de 30 mts. com anel;
- 1 bomba de esgoto manual;
- 1 apito ou equivalente sinal sonoro;
- 1 jogo de apetrechos de pesca;
- 1 extintor portátil;
- 1 escada de acesso à embarcação;
- 1 quadro de sinais de salvamento plastificado ou em recipiente à prova de água;
- caixas para guardar o pequeno equipamento;
- 1 reflector de radar ou um respondedor de radar (SART);
- 3 abre latas;
- bujão, da válvula de dreno da baleeira, preso por fiel e localização da válvula bem assinalada;
- 1 jogo de ferramentas e material sobresselente para reparação de recurso no motor;
- 1 manual de sobrevivência;
- 1 projector aprovado;
- ajudas térmicas para pelo menos 10% das pessoas que a embarcação pode transportar
No caso de uma das baleeiras ser considerada bote de socorro, terá de possuir adicionalmente:
- 1 cabo de reboque flutuante, com pelo menos 50 metros de comprimento, suficientemente forte para rebocar jangadas pneumáticas;
- cobertura que se estenda da proa até pelo menos 15% do comprimento da embarcação
6.4 – Validade
A validade nas embarcações salva-vidas (baleeiras) diz só respeito a algum do equipamento.
Perdem validade os pirotécnicos (sinais pára-quedas, fachos de mão e sinais fumígenos) que têm uma validade de 3 anos e as rações alimentares cuja validade é de 4 anos.
As pilhas da lanterna bem como as pilhas de reserva, deverão ser substituídas a espaços curtos de tempo por eventual perda da sua eficácia.
6.5 – Manutenção
Toda a documentação relativa à manutenção e adaptação das baleeiras, mecanismos de lançamento e equipamentos associados deverão estar disponíveis abordo.
Um conjunto completo dos manuais de manutenção e documentação associada emitida pelo fabricante deverá estar disponível a bordo para utilização em todas as operações envolvidas na inspecção, manutenção, adaptações e ajustes da baleeira e equipamento associado, tais como turcos e guincho.
O pessoal que efectua as inspecções, manutenção e ajustes das baleeiras, mecanismos de lançamento e equipamentos associados, deverão ter treino e estar completamente familiarizados com estas tarefas.
O pessoal encarregue da manutenção e reparação deverá estar devidamente qualificado para o desempenho destas tarefas, preferencialmente certificados pelo fabricante dos equipamentos.
As baleeiras deverão ser permanentemente mantidas em perfeitas condições, devendo ser objecto de inspecções previstas e exigidas pela Convenção. Assim,
Semanalmente:
- será feita uma inspecção visual às baleeiras e respectivo sistema de arriar/içar (turcos, cabos, roldanas);
- o motor será posto a trabalhar a vante e a ré por um período de pelo menos 3 minutos;
- o alarme geral será testado,
Mensalmente:
- verificação de todo o equipamento;
- substituição de qualquer equipamento deteriorado/avariado;
- substituição, se necessário, das baterias da lanterna de mão, incluindo reserva;
- verificação das datas de validade dos pirotécnicos, rações, extintores, arames dos turcos;
- verificação da pressão das garrafas de ar comprimido;
- lubrificação de todos os elementos móveis dos turcos das baleeiras;
Inspecção total anual:
Os items mencionados nas listas de verificação das inspecções semanais / mensais também fazem parte da primeira parte da inspecção anual. A observação destes items deverá ser efectuada pela tripulação do navio na presença do representante do fabricante ou por uma pessoa com treino adequado e certificada pelo fabricante para desempenhar este serviço.
Sempre que necessário, requisitar o material cuja validade vai caducar, com a antecedência de pelo menos 1 mês.
Quando reparações, serviços completos e serviços anuais são efectuados, o representante do fabricante ou a pessoa certificada pelo fabricante para o trabalho, deverá emitir uma declaração confirmando que o sistema das baleeiras permanece adequado para os fins a que se destina.
Os registos dos relatórios das inspecções e das rotinas de manutenção efectuadas pela tripulação ou entidades externas e os certificados inerentes aos equipamentos para o arriar das baleeiras deverão estar disponíveis e arquivados junto ao respectivo relatório de segurança mensal.
A reparação ou substituição de peças deverá ser efectuada de acordo com os requisitos e padrões do fabricante.
O ajuste e a manutenção das brecas do guincho e dos turcos, são trabalhos de máxima importância no que diz respeito em manter uma operação segura da baleeira, bem como a segurança da sua tripulação. Assim todas as inspecções e operações de manutenção a este equipamento deverão ser efectuadas com o máximo cuidado.
Não deverá ser efectuada nenhuma manutenção ou ajustes das brecas do guincho enquanto os gatos estiverem em carga.
Testes dinâmicos à breca do guincho
Teste dinâmico anual
Anualmente deverá ser efectuado um teste operacional, arreando a baleeira vazia.
Quando esta tiver atingido a sua máxima velocidade de descida e antes de atingir a água, a breca do guincho deverá ser accionada abruptamente.
Teste dinâmico de cinco em cinco anos
O teste operacional a realizar de 5 em 5 anos deverá ser efectuado arreando a baleeira com uma carga de teste igual a 1.1 do peso total da baleeira incluindo o número de pessoas e equipamento ou carga equivalente.
Quando a baleeira tiver atingido a sua máxima velocidade de descida e antes de atingir a água, a breca do guincho deverá ser accionada abruptamente.
Depois destes testes, as pastilhas das brecas e as partes estruturais sujeitas a maiores esforços deverão ser re-inspeccionado. Deve ser dada especial atenção, para assegurar que não ocorreram danos durante o teste, especialmente nos gatos de suspensão.
O guincho deverá ser examinado antes e depois dos testes dinâmicos das breca.
As inspecções de manutenção serão registadas nas “FICHAS DE INSPECÇÃO ÀS BALEEIRAS”.
6.6 – Instruções de utilização
Junto às embarcações salva-vidas e aos seus mecanismos de lançamento existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada a luz de emergência.
Os exercícios com as embarcações salva-vidas deverão ser efectuados de acordo com SOLAS, com o objectivo de assegurar que as tripulações sejam capazes de embarcar com segurança e arriar a embarcação salva-vidas numa situação de emergência.
Antes de colocar pessoas a bordo da embarcação, é recomendado que esta seja arriada em primeiro lugar e içada sem pessoas embarcadas para garantir que o sistema funciona correctamente. A embarcação deve depois ser arriada para a água somente com o número de pessoas a bordo necessário para a operar. Para prevenir que amarrações ou cabos fiquem presos, a libertação de modo apropriado deve ser previamente verificada antes da movimentação do turco.
6.6.1 – Arriar com bom tempo
Com bom tempo e navio parado, não há dificuldade em arriar a embarcação e largá-la das talhas.
Se o navio vai a navegar, aguarda-se que pare ou modere a velocidade. Nunca se deve arriar com o navio a andar a ré com as máquinas. Ao chegar a embarcação à água, desengata-se a talha de ré e só depois a de vante. Esta sequência é muito importante com o navio a andar a vante ou com mar ou corrente de proa, pois se nestas circunstâncias a talha de vante for desengatada em primeiro lugar, a embarcação correrá o risco de se atravessar e virar. Se possível devem-se largar as duas talhas em simultâneo.
Indica-se a seguir a sequência correcta do arriar e içar das baleeiras, a adaptar a cada navio (dependendo do tipo de turcos e baleeiras existentes em cada um).
- retirar as capas das baleeiras (se existirem);
- safar os cabos de pinhas;
- confirmar que a breca está na posição de travar o guincho;
- confirmar que o estropo de suspensão e as peias de atracação estão ligadas;
- despear a baleeira;
- largar a escada da baleeira para a borda ao longo do costado;
- arriar a baleeira até ao nível do tombadilho de embarque servindo-se para tal da alavanca do travão;
- colocar os bujões;
- passar a boça de proa o mais a vante possível;
- soltar o estropo de suspensão;
- pôr o motor a trabalhar;
- verificar se há descargas para a borda;
- embarcar o pessoal sentando-se todos;
- soltar as peias de balanço;
- arriar a baleeira a uma velocidade constante até á água;
-
desengatar a baleeira. O desengate da baleeira é uma operação perigosa. Pretende-se ter os arames suficientemente folgados depois da baleeira alcançar a água. Para isso a baleeira deve ser arriada na crista da vaga. A queda na cava seguinte irá puxar, se a breca se mantiver aberta, mais arame. É essencial manter a breca aberta até que a baleeira esteja desengatada. Se necessário, o guincho pode ser operado manualmente para ajudar a folgar os arames;
- verificar as canas do leme (que nos sistemas não fixos devem estar sempre montadas e amarradas)
- virar as talhas ou afastar a baleeira;
- embarcar algum tripulante que falte (ex.: o homem da breca) que deverá utilizar as escadas quebra-costas da baleeira;
- afastar a baleeira do navio, depois de se certificar que não falta ninguém, com o auxílio dos croques e largando a boça da proa após soltar o cavirão. Em seguida utilizar o leme e o motor;
- procurar algum sobrevivente que esteja na água, tendo o cuidado de evitar obstruções flutuantes que podem danificar a baleeira;
- após estar a uma distância safa do navio tentar reunir-se às outras embarcações e se necessário usar as boças para se ligarem e manterem agrupadas;
- se necessário largar a âncora flutuante para evitar o afastamento do local do acidente (primeiro local para onde os socorros se dirigirão).
6.6.2 – Arriar com mau tempo
Procedimentos idênticos aos de arriar com bom tempo, mas quanto ao arriarda baleeira há que ter precauções. Com mau tempo a embarcação será arriada até a quilha estar cerca de 30 a 45 cm acima da crista da vaga. O pessoal que arria a embarcação estará instruído para abrir completamente a breca quando ouvir a ordem de “ARRIA TUDO”, que será dada quando a crista da vaga está sob a proa da embarcação. Se esta coordenação for bem feita, a embarcação tocará a água na crista da vaga e descerá na cava entre as duas vagas. Assim que a embarcação é elevada pela vaga seguinte, as talhas ficam brandas e podem ser soltas dos gatos de suspensão.
6.6.3- Içar com bom tempo
As tarefas de içar uma baleeira decorrerão a bordo e na baleeira.
A bordo:
- passar uma boça ao longo do costado do navio;
- arriar as talhas até ficarem prontas a engatar;
- confirmar que a breca está na posição de travada;
- verificar se o sistema de içar (motor eléctrico/pneumático) está preparado e com energia (electricidade/ar ligado);
- acender as luzes (se necessário);
- parar as descargas para a borda;
- preparar escadas para desembarque de todo o pessoal excepto os dois tripulantes que engatarão as talhas;
- ter a bordo tudo preparado para a recepção e assistência a feridos, se os houver.
Na baleeira:
- aproximar-se do navio pela popa e apanhar a boça;
- facilitar o desembarque dos tripulantes utilizando as escadas colocadas para o efeito;
- engatar as talhas de suspensão o mais rapidamente possível. Devem engatar-se as duas simultaneamente, ou a de vante em primeiro lugar. O engate das talhas de suspensão é uma operação perigosa, especialmente com mau tempo. As oscilações da baleeira podem provocar o desengate das talhas, e é essencial que mãos e dedos estejam afastados. Se possível, usar uma pequena linha para manter os gatos na posição.
- confirmar que os arames não estão cruzados e que os elos das peias de balanço estão na posição correcta (voltados para o costado do navio);
- fazer sinal para içar a baleeira;
- tirar a cana do leme e arrumá-la (se não for de sistema de leme permanente);
- retirar os bujões para escorrer a água;
- quando a baleeira chegar ao pavimento de embarque, passar as peias de balanço e desembarcar os restantes tripulantes;
- continuar a içar a baleeira tendo o cuidado de a parar antes da actuação dos limitadores. Os limitadores devem ser encarados como equipamento de segurança e não como equipamento normal dos turcos;
- a partir deste momento a baleeira deve ser levada manualmente à sua posição de descanso;
- quando a baleeira estiver na sua posição normal de descanso proceder ao peamento;
- após estar em posição e firmemente peada, aliviar a breca um pouco para que os arames aliviem a tensão sem contudo ficarem folgados, voltando em seguida a travar a breca;
- finalmente confirma-se que todo o equipamento da baleeira está arrumado e peado. Registam-se e reparam-se quaisquer deficiências que tenham sido notadas, retirando-se todo e qualquer dispositivo extra que tenha sido colocado na baleeira;
- colocam-se em seguida as capas ficando as baleeiras prontas para serem usadas a qualquer momento.
6.6.4 – BALEEIRAS DE QUEDA LIVRE
A utilização das baleeiras de queda livre deverá ser efectuada de acordo com as instruções do manual fabricante.
A tripulação deverá estar familiarizada e treinada no embarque da baleeira, ocupação correcta do seus lugares, correcta utilização dos cintos de segurança e também estar perfeitamente instruída de como agir durante uma lançamento ao mar.
No mínimo, uma vez em cada 3 meses, durante um exercício de abandono, a tripulação deve embarcar na baleeira, deve apropriadamente sentar-se nos seus lugares e iniciar os procedimentos de lançamento, mas que não devem incluir o largar da baleeira. (o gato de escape não deve ser actuado).
A baleeira deverá depois ser largada por gravidade somente com a tripulação operacional requerida a bordo, ou arriada à água através dos meios secundários de arreio, sem a tripulação operacional embarcada, e depois manobrada na água pela sua tripulação operacional.
Em intervalos inferiores a 6 meses, a embarcação deverá ser lançada por queda livre somente com a sua tripulação operacional embarcada, ou a simulação do lançamento deve ser efectuada de acordo com as instruções do fabricante.
Quando uma baleeira, é lançada para o mar em queda livre, como parte de um exercício, isto deverá ser efectuado com a tripulação mínima necessária para manobrar a embarcação na água e proceder à sua recolha (virar).
A operação de recolha deverá ser efectuada com cuidados especiais, tendo em mente o elevado nível de risco desta operação.
6.6.5 – Sequência típica de simulação de lançamento
O manual de instruções do fabricante da baleeira deve ser sempre consultado antes da condução do lançamento simulado. Lançamentos simulados somente devem ser efectuados com baleeiras e equipamentos de lançamento desenhados par o efeito, e para os quais o fabricante tem instruções apropriadas.
- Verificar o equipamento e documentação para assegurar que todos os componentes da baleeira e equipamento de lançamento está em boas condições operacionais
- Garantir que o equipamento(s) restrito fornecido pelo fabricante para simulação do lançamento está instalado e assegurar-se que o mecanismo de escape por queda livre está totalmente e correctamente ajustado
- Estabelecer e manter boas comunicações entre a tripulação operacional designada e a pessoa responsável
- Desengatar peias, cabos, etc. usados normalmente para segurar a baleeira ou para manutenção, excepto aqueles requeridos para simular a queda livre
- Ordenar o embarque da tripulação e o aperto dos seus cintos, sob a supervisão de pessoa responsável
- Toda a tripulação, excepto a tripulação operacional designada, desembarca da baleeira. A tripulação operacional designada prepara totalmente a embarcação para o lançamento em queda livre e eles mesmos segurar-se-ão nos seus lugares para a operação de escape
- A tripulação operacional designada activa o mecanismo de escape quando ordenado pela pessoa responsável. Assegurar-se que o mecanismo de escape opera satisfatoriamente e, se aplicável, a embarcação movimenta-se para baixo na rampa até à distância especificada nas instruções do fabricante
- Ressegurar a baleeira até à sua posição normal de estiva, usando os meios fornecidos pelo fabricante e assegurar-se que o mecanismo de escape de queda livre é totalmente e correctamente usado
- Repetir os procedimentos do item g) acima usando o mecanismo de escape de retorno quando aplicável
- A tripulação operacional designada desembarca da baleeira
- Garantir que a embarcação retorna à sua normal condição de repouso. Remover qualquer restrição e/ou recolher aparelhos usados somente para o procedimento de lançamento simulado.
LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online
