2.05 Embarcações salva-vidas (baleeiras)

Embarcações salva-vidas (baleeiras)


1. – OBJECTIVO

Descrever os procedimentos relativos às embarcações salva-vidas de bordo (baleeiras) na manutenção, inspecções periódicas e nas acções de arriar e recolher.

2. – ÂMBITO

Todos os navios.

3. – EXCEPÇÕES

Nenhumas.

4. – DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA

SOLAS

Arte Naval Moderna

Recomendações dos fabricantes.

5. – RESPONSABILIDADE

Cabe ao Comandante autorizar o arriar das baleeiras, quer em emergência, quer em treino.

Inspecções semanais e mensais, bem como rotinas de manutenção definidas pelo construtor deverão ser efectuadas sob a supervisão directa de um oficial sénior do navio de acordo com as instruções fornecidas pelo fabricante.

Todas as outras inspecções, intervenções e reparações deverão ser executadas pelo representante do fabricante ou uma pessoa devidamente treinada e certificada pelo fabricante para o serviço a efectuar.

Ao Imediato caberá a manutenção da conservação e operacionalidade das embarcações salva-vidas.

Ao Oficial investido das funções de comandante da baleeira compete:

  • verificar a presença de todos os tripulantes que compõem a lotação da embarcação. Deverá existir nas zonas de embarque, afixada em bolsa de plástico, uma relação actualizada desses tripulantes;
  • verificar se todos estão devidamente vestidos e com os coletes de salvação correctamente envergados e apertados;
  • verificar se têm capacetes de segurança
  • verificar se transportam os respectivos fatos de imersão
  • dirigir os tripulantes nas suas funções de despear a baleeira e arriá-la até ao tombadilho de embarque;
  • superintender o embarque dos tripulantes na baleeira;
  • dar a ordem de arriar a baleeira, após ter recebido autorização do Comandante e ter verificado que tudo está em ordem;
  • quando na água comandará a embarcação;

6. – DESCRIÇÃO

6.1 – Geral

As embarcações salva-vidas existentes terão de ser em número igual ao que consta na Relação para o Certificado de Segurança do Equipamento para Navio de Carga.

Na eventualidade de não existir a bordo uma embarcação de socorro, uma das baleeiras será designada e aparelhada para o efeito.

6.2 – Localização

As embarcações salva-vidas estarão localizadas de acordo com o Plano de Segurança.

6.3 – Inscrições e equipamento

Cada embarcação salva-vidas terá que possuir as seguintes inscrições:

de uma forma clara e de uma maneira permanente

  • dimensões da embarcação;
  • número de pessoas que pode transportar
  • de ambos os lados da embarcação
  • nome do navio
  • porto de registo do navio
  • marcados de maneira que possam ser vistos do ar
  • meios de identificar o navio a que a baleeira pertence;
  • número da baleeira
  • e o seguinte equipamento:
  • número suficiente de remos de voga;
  • 2 croques;
  • 1 ½ jogo de forquetas fixadas por fiel;
  • 1 vertedouro;
  • 2 baldes de material aprovado;
  • 2 machadinhas (1 em cada extremidade)
  • 2 caixas de fósforos apropriados (em embalagem estanque);
  • 1 agulha de marear com bitácula iluminada;
  • inha de salvação com seios no exterior da embarcação;
  • 1 âncora flutuante de tamanho apropriado;
  • 2 boças de comprimento igual ou maior do que o dobro da distância entre a posição da baleeira quando amarrada e a linha de água com o navio na situação de menor calado ou 15 metros, conforme o que for mais comprido. Uma das boças presa ao sistema de escape da proa será colocada na extremidade de vante da embarcação e a outra será presa firmemente na popa ou próximo desta e pronta a ser usada;
  • rações alimentares, totalizando 10.000 kJ por pessoa, para todas as pessoas que a embarcação pode transportar, em embalagens hermeticamente fechadas à prova de ar e guardadas em recipiente à prova de água
  • depósito ou depósitos com capacidade para 3 lts. de água potável por pessoa;
  • 1 argau em material não oxidável, fixado por fiel;
  • 1 copo graduado em material não oxidável;
  • 1 farmácia (para primeiros socorros) em recipiente estanque, com possibilidade de manter a estanquecidade depois de usado;
  • seis doses de comprimidos contra o enjoo e um saco para o enjoo, por cada pessoa que a embarcação pode transportar;
  • 4 sinais pára-quedas;
  • 6 fachos de mão;
  • 2 sinais de fumo;
  • 1 lanterna estanque com possibilidade de emitir morse luminoso;
  • 1 jogo de pilhas e lâmpada de reserva em embalagem estanque;
  • 1 espelho de sinalização com instruções de utilização;
  • 1 navalha com abre latas, presa por fiel;
  • 2 retenidas flutuantes de 30 mts. com anel;
  • 1 bomba de esgoto manual;
  • 1 apito ou equivalente sinal sonoro;
  • 1 jogo de apetrechos de pesca;
  • 1 extintor portátil;
  • 1 escada de acesso à embarcação;
  • 1 quadro de sinais de salvamento plastificado ou em recipiente à prova de água;
  • caixas para guardar o pequeno equipamento;
  • 1 reflector de radar ou um respondedor de radar (SART);
  • 3 abre latas;
  • bujão, da válvula de dreno da baleeira, preso por fiel e localização da válvula bem assinalada;
  • 1 jogo de ferramentas e material sobresselente para reparação de recurso no motor;
  • 1 manual de sobrevivência;
  • 1 projector aprovado;
  • ajudas térmicas para pelo menos 10% das pessoas que a embarcação pode transportar

No caso de uma das baleeiras ser considerada bote de socorro, terá de possuir adicionalmente:

  • 1 cabo de reboque flutuante, com pelo menos 50 metros de comprimento, suficientemente forte para rebocar jangadas pneumáticas;
  • cobertura que se estenda da proa até pelo menos 15% do comprimento da embarcação

6.4 – Validade

A validade nas embarcações salva-vidas (baleeiras) diz só respeito a algum do equipamento.

Perdem validade os pirotécnicos (sinais pára-quedas, fachos de mão e sinais fumígenos) que têm uma validade de 3 anos e as rações alimentares cuja validade é de 4 anos.

As pilhas da lanterna bem como as pilhas de reserva, deverão ser substituídas a espaços curtos de tempo por eventual perda da sua eficácia.

6.5 – Manutenção

Toda a documentação relativa à manutenção e adaptação das baleeiras, mecanismos de lançamento e equipamentos associados deverão estar disponíveis abordo.

Um conjunto completo dos manuais de manutenção e documentação associada emitida pelo fabricante deverá estar disponível a bordo para utilização em todas as operações envolvidas na inspecção, manutenção, adaptações e ajustes da baleeira e equipamento associado, tais como turcos e guincho.

O pessoal que efectua as inspecções, manutenção e ajustes das baleeiras, mecanismos de lançamento e equipamentos associados, deverão ter treino e estar completamente familiarizados com estas tarefas.

O pessoal encarregue da manutenção e reparação deverá estar devidamente qualificado para o desempenho destas tarefas, preferencialmente certificados pelo fabricante dos equipamentos.

As baleeiras deverão ser permanentemente mantidas em perfeitas condições, devendo ser objecto de inspecções previstas e exigidas pela Convenção. Assim,

Semanalmente:

  • será feita uma inspecção visual às baleeiras e respectivo sistema de arriar/içar (turcos, cabos, roldanas);
  • o motor será posto a trabalhar a vante e a ré por um período de pelo menos 3 minutos;
  • o alarme geral será testado,

Mensalmente:

  • verificação de todo o equipamento;
  • substituição de qualquer equipamento deteriorado/avariado;
  • substituição, se necessário, das baterias da lanterna de mão, incluindo reserva;
  • verificação das datas de validade dos pirotécnicos, rações, extintores, arames dos turcos;
  • verificação da pressão das garrafas de ar comprimido;
  • lubrificação de todos os elementos móveis dos turcos das baleeiras;

Inspecção total anual:

Os items mencionados nas listas de verificação das inspecções semanais / mensais também fazem parte da primeira parte da inspecção anual. A observação destes items deverá ser efectuada pela tripulação do navio na presença do representante do fabricante ou por uma pessoa com treino adequado e certificada pelo fabricante para desempenhar este serviço.

Sempre que necessário, requisitar o material cuja validade vai caducar, com a antecedência de pelo menos 1 mês.

Quando reparações, serviços completos e serviços anuais são efectuados, o representante do fabricante ou a pessoa certificada pelo fabricante para o trabalho, deverá emitir uma declaração confirmando que o sistema das baleeiras permanece adequado para os fins a que se destina.

Os registos dos relatórios das inspecções e das rotinas de manutenção efectuadas pela tripulação ou entidades externas e os certificados inerentes aos equipamentos para o arriar das baleeiras deverão estar disponíveis e arquivados junto ao respectivo relatório de segurança mensal.

A reparação ou substituição de peças deverá ser efectuada de acordo com os requisitos e padrões do fabricante.

O ajuste e a manutenção das brecas do guincho e dos turcos, são trabalhos de máxima importância no que diz respeito em manter uma operação segura da baleeira, bem como a segurança da sua tripulação. Assim todas as inspecções e operações de manutenção a este equipamento deverão ser efectuadas com o máximo cuidado.

Não deverá ser efectuada nenhuma manutenção ou ajustes das brecas do guincho enquanto os gatos estiverem em carga.

Testes dinâmicos à breca do guincho

Teste dinâmico anual

Anualmente deverá ser efectuado um teste operacional, arreando a baleeira vazia.

Quando esta tiver atingido a sua máxima velocidade de descida e antes de atingir a água, a breca do guincho deverá ser accionada abruptamente.

Teste dinâmico de cinco em cinco anos

O teste operacional a realizar de 5 em 5 anos deverá ser efectuado arreando a baleeira com uma carga de teste igual a 1.1 do peso total da baleeira incluindo o número de pessoas e equipamento ou carga equivalente.

Quando a baleeira tiver atingido a sua máxima velocidade de descida e antes de atingir a água, a breca do guincho deverá ser accionada abruptamente.

Depois destes testes, as pastilhas das brecas e as partes estruturais sujeitas a maiores esforços deverão ser re-inspeccionado. Deve ser dada especial atenção, para assegurar que não ocorreram danos durante o teste, especialmente nos gatos de suspensão.

O guincho deverá ser examinado antes e depois dos testes dinâmicos das breca.

As inspecções de manutenção serão registadas nas “FICHAS DE INSPECÇÃO ÀS BALEEIRAS”.

6.6 – Instruções de utilização

Junto às embarcações salva-vidas e aos seus mecanismos de lançamento existirão afixados “posters” ou quadros com instruções sobre o modo de operar as embarcações e respectivos controlos, e que possam ser facilmente visionados mesmo quando for utilizada a luz de emergência.

Os exercícios com as embarcações salva-vidas deverão ser efectuados de acordo com SOLAS, com o objectivo de assegurar que as tripulações sejam capazes de embarcar com segurança e arriar a embarcação salva-vidas numa situação de emergência.

Antes de colocar pessoas a bordo da embarcação, é recomendado que esta seja arriada em primeiro lugar e içada sem pessoas embarcadas para garantir que o sistema funciona correctamente. A embarcação deve depois ser arriada para a água somente com o número de pessoas a bordo necessário para a operar. Para prevenir que amarrações ou cabos fiquem presos, a libertação de modo apropriado deve ser previamente verificada antes da movimentação do turco.

6.6.1 – Arriar com bom tempo

Com bom tempo e navio parado, não há dificuldade em arriar a embarcação e largá-la das talhas.

Se o navio vai a navegar, aguarda-se que pare ou modere a velocidade. Nunca se deve arriar com o navio a andar a ré com as máquinas. Ao chegar a embarcação à água, desengata-se a talha de ré e só depois a de vante. Esta sequência é muito importante com o navio a andar a vante ou com mar ou corrente de proa, pois se nestas circunstâncias a talha de vante for desengatada em primeiro lugar, a embarcação correrá o risco de se atravessar e virar. Se possível devem-se largar as duas talhas em simultâneo.

Indica-se a seguir a sequência correcta do arriar e içar das baleeiras, a adaptar a cada navio (dependendo do tipo de turcos e baleeiras existentes em cada um).

  • retirar as capas das baleeiras (se existirem);
  • safar os cabos de pinhas;
  • confirmar que a breca está na posição de travar o guincho;
  • confirmar que o estropo de suspensão e as peias de atracação estão ligadas;
  • despear a baleeira;
  • largar a escada da baleeira para a borda ao longo do costado;
  • arriar a baleeira até ao nível do tombadilho de embarque servindo-se para tal da alavanca do travão;
  • colocar os bujões;
  • passar a boça de proa o mais a vante possível;
  • soltar o estropo de suspensão;
  • pôr o motor a trabalhar;
  • verificar se há descargas para a borda;
  • embarcar o pessoal sentando-se todos;
  • soltar as peias de balanço;
  • arriar a baleeira a uma velocidade constante até á água;
  • desengatar a baleeira. O desengate da baleeira é uma operação perigosa. Pretende-se ter os arames suficientemente folgados depois da baleeira alcançar a água. Para isso a baleeira deve ser arriada na crista da vaga. A queda na cava seguinte irá puxar, se a breca se mantiver aberta, mais arame. É essencial manter a breca aberta até que a baleeira esteja desengatada. Se necessário, o guincho pode ser operado manualmente para ajudar a folgar os arames;

  • verificar as canas do leme (que nos sistemas não fixos devem estar sempre montadas e amarradas)
  • virar as talhas ou afastar a baleeira;
  • embarcar algum tripulante que falte (ex.: o homem da breca) que deverá utilizar as escadas quebra-costas da baleeira;
  • afastar a baleeira do navio, depois de se certificar que não falta ninguém, com o auxílio dos croques e largando a boça da proa após soltar o cavirão. Em seguida utilizar o leme e o motor;
  • procurar algum sobrevivente que esteja na água, tendo o cuidado de evitar obstruções flutuantes que podem danificar a baleeira;
  • após estar a uma distância safa do navio tentar reunir-se às outras embarcações e se necessário usar as boças para se ligarem e manterem agrupadas;
  • se necessário largar a âncora flutuante para evitar o afastamento do local do acidente (primeiro local para onde os socorros se dirigirão).

6.6.2 – Arriar com mau tempo

Procedimentos idênticos aos de arriar com bom tempo, mas quanto ao arriarda baleeira há que ter precauções. Com mau tempo a embarcação será arriada até a quilha estar cerca de 30 a 45 cm acima da crista da vaga. O pessoal que arria a embarcação estará instruído para abrir completamente a breca quando ouvir a ordem de “ARRIA TUDO”, que será dada quando a crista da vaga está sob a proa da embarcação. Se esta coordenação for bem feita, a embarcação tocará a água na crista da vaga e descerá na cava entre as duas vagas. Assim que a embarcação é elevada pela vaga seguinte, as talhas ficam brandas e podem ser soltas dos gatos de suspensão.

6.6.3- Içar com bom tempo

As tarefas de içar uma baleeira decorrerão a bordo e na baleeira.

A bordo:

  • passar uma boça ao longo do costado do navio;
  • arriar as talhas até ficarem prontas a engatar;
  • confirmar que a breca está na posição de travada;
  • verificar se o sistema de içar (motor eléctrico/pneumático) está preparado e com energia (electricidade/ar ligado);
  • acender as luzes (se necessário);
  • parar as descargas para a borda;
  • preparar escadas para desembarque de todo o pessoal excepto os dois tripulantes que engatarão as talhas;
  • ter a bordo tudo preparado para a recepção e assistência a feridos, se os houver.

Na baleeira:

  • aproximar-se do navio pela popa e apanhar a boça;
  • facilitar o desembarque dos tripulantes utilizando as escadas colocadas para o efeito;
  • engatar as talhas de suspensão o mais rapidamente possível. Devem engatar-se as duas simultaneamente, ou a de vante em primeiro lugar. O engate das talhas de suspensão é uma operação perigosa, especialmente com mau tempo. As oscilações da baleeira podem provocar o desengate das talhas, e é essencial que mãos e dedos estejam afastados. Se possível, usar uma pequena linha para manter os gatos na posição.
  • confirmar que os arames não estão cruzados e que os elos das peias de balanço estão na posição correcta (voltados para o costado do navio);
  • fazer sinal para içar a baleeira;
  • tirar a cana do leme e arrumá-la (se não for de sistema de leme permanente);
  • retirar os bujões para escorrer a água;
  • quando a baleeira chegar ao pavimento de embarque, passar as peias de balanço e desembarcar os restantes tripulantes;
  • continuar a içar a baleeira tendo o cuidado de a parar antes da actuação dos limitadores. Os limitadores devem ser encarados como equipamento de segurança e não como equipamento normal dos turcos;
  • a partir deste momento a baleeira deve ser levada manualmente à sua posição de descanso;
  • quando a baleeira estiver na sua posição normal de descanso proceder ao peamento;
  • após estar em posição e firmemente peada, aliviar a breca um pouco para que os arames aliviem a tensão sem contudo ficarem folgados, voltando em seguida a travar a breca;
  • finalmente confirma-se que todo o equipamento da baleeira está arrumado e peado. Registam-se e reparam-se quaisquer deficiências que tenham sido notadas, retirando-se todo e qualquer dispositivo extra que tenha sido colocado na baleeira;
  • colocam-se em seguida as capas ficando as baleeiras prontas para serem usadas a qualquer momento.
6.6.4 – BALEEIRAS DE QUEDA LIVRE

A utilização das baleeiras de queda livre deverá ser efectuada de acordo com as instruções do manual fabricante.

A tripulação deverá estar familiarizada e treinada no embarque da baleeira, ocupação correcta do seus lugares, correcta utilização dos cintos de segurança e também estar perfeitamente instruída de como agir durante uma lançamento ao mar.

No mínimo, uma vez em cada 3 meses, durante um exercício de abandono, a tripulação deve embarcar na baleeira, deve apropriadamente sentar-se nos seus lugares e iniciar os procedimentos de lançamento, mas que não devem incluir o largar da baleeira. (o gato de escape não deve ser actuado).

A baleeira deverá depois ser largada por gravidade somente com a tripulação operacional requerida a bordo, ou arriada à água através dos meios secundários de arreio, sem a tripulação operacional embarcada, e depois manobrada na água pela sua tripulação operacional.

Em intervalos inferiores a 6 meses, a embarcação deverá ser lançada por queda livre somente com a sua tripulação operacional embarcada, ou a simulação do lançamento deve ser efectuada de acordo com as instruções do fabricante.

Quando uma baleeira, é lançada para o mar em queda livre, como parte de um exercício, isto deverá ser efectuado com a tripulação mínima necessária para manobrar a embarcação na água e proceder à sua recolha (virar).

A operação de recolha deverá ser efectuada com cuidados especiais, tendo em mente o elevado nível de risco desta operação.

6.6.5 – Sequência típica de simulação de lançamento

O manual de instruções do fabricante da baleeira deve ser sempre consultado antes da condução do lançamento simulado. Lançamentos simulados somente devem ser efectuados com baleeiras e equipamentos de lançamento desenhados par o efeito, e para os quais o fabricante tem instruções apropriadas.

  1. Verificar o equipamento e documentação para assegurar que todos os componentes da baleeira e equipamento de lançamento está em boas condições operacionais
  2. Garantir que o equipamento(s) restrito fornecido pelo fabricante para simulação do lançamento está instalado e assegurar-se que o mecanismo de escape por queda livre está totalmente e correctamente ajustado
  3. Estabelecer e manter boas comunicações entre a tripulação operacional designada e a pessoa responsável
  4. Desengatar peias, cabos, etc. usados normalmente para segurar a baleeira ou para manutenção, excepto aqueles requeridos para simular a queda livre
  5. Ordenar o embarque da tripulação e o aperto dos seus cintos, sob a supervisão de pessoa responsável
  6. Toda a tripulação, excepto a tripulação operacional designada, desembarca da baleeira. A tripulação operacional designada prepara totalmente a embarcação para o lançamento em queda livre e eles mesmos segurar-se-ão nos seus lugares para a operação de escape
  7. A tripulação operacional designada activa o mecanismo de escape quando ordenado pela pessoa responsável. Assegurar-se que o mecanismo de escape opera satisfatoriamente e, se aplicável, a embarcação movimenta-se para baixo na rampa até à distância especificada nas instruções do fabricante
  8. Ressegurar a baleeira até à sua posição normal de estiva, usando os meios fornecidos pelo fabricante e assegurar-se que o mecanismo de escape de queda livre é totalmente e correctamente usado
  9. Repetir os procedimentos do item g) acima usando o mecanismo de escape de retorno quando aplicável
  10. A tripulação operacional designada desembarca da baleeira
  11. Garantir que a embarcação retorna à sua normal condição de repouso. Remover qualquer restrição e/ou recolher aparelhos usados somente para o procedimento de lançamento simulado.


    SM_2.05-MdC.doc


    LISTA DE DISTRIBUIÇÃO
    Navio / Direcções Técnica / Segurança / Operações / Pessoal /Segurança (Protecção) / Responsável Nomeado / Online