SECÇÃO 2 – MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS

MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS

SECÇÃO 2

2.1 BÓIAS DE SALVAÇÃO
2.1.1 – Geral

As boias de salvação existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente.

O seu número e localização são os indicados no Plano de Segurança.

As boias de salvação devem estar em boas condições de conservação, prontas a serem utilizados a qualquer momento e apresentarem:

    • Serem de cor visível;
    • Terem os seios solidamente fixados (cabo 9,5 mm);
    • Terem o nome do navio e o porto de registo a cor branca;
    • Se tiverem retenida, esta deverá ter no mínimo 30 metros (cabo 8 mm) e ser flutuante;
    • Se tiver sinal luminoso este deverá estar a funcionar em boas condições;
    • Terem fitas retro-refletoras;
    • Não se encontrarem rigidamente fixas a qualquer estrutura que impeça o seu fácil manuseamento e rápido lançamento à água.

2.1.2 – Localização

Existem 13 bóias a circulares a bordo e assinaladas no Plano de Segurança e estão assim distribuídas:

Localização

Quant

Tipo

Piso 5

Piso
5

Ponte

EB
(Asa da ponte)
1

Bóia c/facho “MOB”

BB
(Asa da ponte)
1

Bóia c / facho “MOB”

Piso
5

Coberta nº 5

EB 1

 Bóia c/facho

BB 1

Bóia c/facho

POPA / EB 1

Bóia c/retinida e c/facho

POPA / BB 1

Bóia c/retinida e c/facho

EB 1

Bóia simples

BB 1

 Bóia simples

Piso 4 Piso 3

Piso
4

Coberta nº4

POPA/EB 1

Bóia c/retinida

POPA/BB 1

Bóia c/ retinida

POPA/EB 1

Bóia c/facho

POPA/BB 1

Bóia c/facho

Piso 
3

Coberta nº3

PRÔA/EB

1

Bóia simples

PRÔA/BB

1

Bóia simples

Piso
2
Coberta nº2

POPA/BB

1

Bóia simples

Piso 2

2.1.3 – Utilização

As bóias de salvação são para serem utilizadas em situações de “Homem ao Mar”. Por isso devem estar sempre prontas para uso imediato pelo que nunca devem ser presas a qualquer estrutura que impeça o seu fácil manuseamento e rápido lançamento á água.

Em caso de emergência de “Homem ao Mar” use a bóia de salvação que estiver mais perto de si. Lance-a ao mar mas tenha o cuidado de o não fazer directamente sobre o náufrago pois pode feri-lo no caso de ser atingido pela bóia ou pelo facho luminoso.

Se a situação acontecer com o navio parado o chicote da retenida flutuante deverá ser preso ao navio antes de se lançar a bóia de salvação ao mar.

Se o navio levar seguimento então a bóia de salvação será lançada com a retenida completamente safa para poder flutuar estendida.

As bóias “man overboard”, de escape rápido, são largadas retirando a cavilha, que existe na asa da ponte, para o efeito.

O próprio peso da boia e a inclinação da calha fá-la-á deslizar para o exterior. Ao cair a bóia arrastará, por se encontrar ligada por um cabo, o facho eléctrico/fumígeno. Por sua vez este, que está preso ao navio por um cabo, ao cair do suporte faz accionar o sinal de fumo

2.1.4 – Inspecções e manutenção

Este equipamento não necessita de cuidados especiais de manutenção. Contudo mensalmente proceder-se-à a inspeções de rotina e conservação às boias de salvação existentes a bordo que visarão os seguintes pontos:

Boias

    • Estado da pintura do nome do navio e do porto de registo;
    • Estado das fitas refletoras;
    • Estado da retenida e da linha de seios;
    • Estado de limpeza da boia (de tempos a tempos deverão ser lavadas com água doce para remoção do salitre e de outras sujidades que possam existir);
    • Que não estejam presas impedindo o seu rápido lançamento à água;

Fachos luminosos

    • Verificação do estado de limpeza da câmara da lâmpada, da lâmpada e das pilhas (se necessário limpar bem tudo para retirar qualquer humidade existente);
    • Verificação do estado dos contactos eléctricos e limpá-los se necessário;
    • Montar tudo e verificar o funcionamento do facho;
    • Fachos “man overboard”
    • Fazer em relação à boia as mesmas verificações já apontadas anteriormente para as boias;
    • Verificar a validade do facho luminoso/fumígeno;
    • Verificar a funcionalidade do sistema de escape rápido (muita atenção a esta verificação não vá inadvertidamente disparar o boia “man overboard”)

Utilizar para o efeito a FICHA DE INSPEÇÃO ÁS BÓIAS DE SALVAÇÃO – MAR D’CANAL Secção 3.01 do Manual de Segurança.

2.2 – COLETES DE SALVAÇÃO
2.2.1 – Geral

Os coletes de salvação existentes a bordo são de um modelo aprovado oficialmente.

O seu número e localização são os indicados no Plano de Segurança.

Os coletes de salvação devem estar em boas condições de conservação, prontos a serem utilizados a qualquer momento e apresentarem:

    • Aprovação pela Administração;
    • Nome do navio;
    • Porto de registo;
    • Apito, de tipo aprovado, solidamente ligado por um fiel;
    • Luz de sinalização com bateria, de tipo aprovado, ligada por um fiel;
    • Fitas refletoras

2.2.2 – Localização

Existem a bordo 492 coletes de salvação distribuídos da seguinte maneira:

Quantidade

Localização

formato/tipo

03

Ponte Comando

Adultos

48

Armário A1 coberta 5 EB

Adultos

44

Armário A2 coberta 5 CT

Adultos

50

Armário A3 coberta 5 BB

Criança

63

Armário A4 “em baixo de escada de acesso coberta 5”

Adultos

25

Caixa coletes A5 Coberta nº4 Centro

Adultos

27

Caixa coletes A6 Coberta nº4 BB

Criança

24

Caixa coletes A7 Coberta nº4 BB

Adultos

24

Caixa coletes A8 Coberta nº4 BB

Adultos

24

Caixa coletes A9 Coberta nº4 BB

Adultos

24

Caixa coletes A10 Coberta nº4 BB

Adultos

24

Caixa coletes A11 Coberta nº4 EB

Adultos

24

Caixa coletes A12 Coberta nº4 EB

Adultos

23

Caixa coletes A13 Coberta nº4 EB

Adultos

23

Caixa coletes A14 Coberta nº4 EB

Adultos

03

Casa de Maquinas

Adultos

23

Distribuídos pelos Compartimentos da tripulação

Adultos

TOTAL:  376 coletes de adulto + 75 coletes param crianças, de acordo com certificado de segurança do equipamento:

    • 23 Coletes nos Compartimentos dos Tripulantes;
    • 06 Coletes para pessoal de serviço (3 na casa da maquina, 3 na  ponte comando);
    • 347 Coletes adultos + 74 coletes crianças distribuídos pelas zonas de passageiros (coberta 4 e 5 respectivamente).

2.2.3 – Utilização

Os coletes de salvação devem ser envergados de uma maneira correcta para que se possa alcançar deles a finalidade que se deseja ou seja a sobrevivência.

Nos pisos dos alojamentos da tripulação, nos convés de passageiros, no Piso 5 e Piso 4 estão afixados, em locais bem visíveis, para serem facilmente consultados por qualquer tripulante ou passageiro, posters de segurança ilustrados, (semelhantes aos abaixo indicados) do modo correto de os envergar.

Poster de segurança a bordo

Os coletes têm uma luz, que liga automaticamente quando em contato com a água.

Cada tripulante, ao embarcar no navio, terá como uma das primeiras prioridades a leitura atenta das instruções de utilização dos coletes de salvação. Após a leitura localizará o seu colete (normalmente situado no camarote) e envergá-lo-á para que os ensinamentos aprendidos na leitura tenham efeitos práticos.

Além das instruções, de como envergar e apertar um colete, que são exemplificadas nos folhetos afixados nos diversos pisos, outras há (como por exemplo: abandonar o navio envergando um colete de salvação e informações gerais sobre permanecer e sobreviver com colete de salvação) que têm todo o interesse em serem dadas a conhecer aos tripulantes para que a utilização dos coletes de salvação seja feita da melhor maneira e também possa facilmente explicar aos passageiros em caso de incidente

Lembra-se de que o frio é o maior perigo para a vida quando se tem de abandonar um navio. Por isso, sempre que possível, vista roupa suplementar incluindo agasalhos para a cabeça, pescoço, mãos e pés. Não pense que o peso da roupa o ajudará a afundar-se. Conservar-se-á sempre a flutuar se tiver o seu colete vestido e, além disso, o ar que fica entre as várias peças de roupa ajuda a isolá-lo.

Se possível embarque numa embarcação de sobrevivência sem entrar na água.

O choque térmico de entrada na água pode ser reduzido usando um cabo ou uma escada e entrando lentamente – os pés em primeiro lugar.

Se houver necessidade de entrar na água escolha um sítio apropriado para abandonar o navio tendo em consideração os seguintes pontos:

    • Afundamento do navio (lembre-se que o navio pode afundar sobre si mais depressa do que se pode fugir dele nadando);
    • Situação de qualquer embarcação salva-vidas na água (lembre-se que uma embarcação salva-vidas pode afastar-se muito mais rapidamente que o seu nadar, não conseguindo nunca alcançá-la). Se não houver nenhuma embarcação salva-vidas será preferível que abandone o navio pela proa ou pela popa para se libertar dele com maior facilidade;
    • Estado do mar (verificar se o mar tem lixo ou combustível ardendo)
    • Nunca salte de uma altura superior a 5 metros a não ser que não tenha outra alternativa.

Antes de saltar:

    • Feche a boca e tape o nariz com uma das mãos;

    • Puxe o colete de salvação para baixo passando o outro braço por cima do peito;
    • Conserve os cotovelos encostados ao corpo;
    • Mantenha os pés juntos;
    • Finalmente salte de pés olhando em frente pois assim conservará o seu corpo vertical (não olhe para baixo durante o salto pois poderá desequilibrar-se e cair de bruços).
    • Se o seu colete de salvação foi envergado e apertado corretamente ele vai mantê-lo a flutuar com a cabeça fora de água, quer se conserve consciente ou inconsciente.

Uma vez na água as suas preocupações passarão a ser:

    • Manter-se afastado do navio;
    • Procurar qualquer embarcação de sobrevivência;
    • Localizar o apito antes que as suas mãos fiquem enregeladas;
    • A não ser que alguma embarcação de sobrevivência esteja próximo de si NÃO NADE, pois o nadar aumenta a perda de calor. Um naufrago que se mantenha quieto na água tem hipóteses de sobreviver mais 30% do que nadando, pelo que o colete de salvação não tem por fim somente evitar o afogamento, mas também manter o naufrago vivo por mais tempo;
    • Flutue com os joelhos flectidos e os braços cruzados sobre o peito
      apertando o colete.
      Esta posição tem por finalidade evitar o rápido arrefecimento do corpo;
    • Se na zona estiverem outros náufragos agrupem-se e agarrem-se, de faces voltadas,
      formando um círculo, pois assim também conseguem evitar o arrefecimento. Além disso um grupo é mais fácil de detectar e a companhia eleva a moral;
    • Abandone a água o mais depressa que lhe for possível.

2.3 – FATOS DE IMERSÃO
2.3.1 – Geral

Existem a bordo 2 fatos de imersão.

As suas principais características são:

    • Construídos de uma só peça, flutuantes, estanques e conservadores de calor. (o que dispensa o tripulante de envergar roupas quentes)
    • Fabricados em neoprene retardador de fogo, com nylon resistente aos rasgões, protegido de ambos os lados;
    • de cor de laranja com fitas retro-refletoras;
    • Proteção para a cabeça e pescoço integradas no fato, capazes de admitir todos os tipos de coletes de salvação;
    • Luvas reforçadas de três dedos, integradas no fato, facultando o bom ajustamento às mãos;
    • Botas reforçadas, integradas no fato, com solas anti-derrapante, isoladas e resistentes ao calor;
    • Fecho de correr estanque e de manobra simples permitindo o rápido fecho sobre qualquer roupa, em situações de emergência;
    • Reforço extra na parte de trás do fato para melhor isolamento quando deitado na água por um período longo;
    • Cintas “velcro” nos tornozelos e nos pulsos garantindo boa adaptação ao fato e facilitando a mobilidade;
    • Bolsas para instalar a luz e o emissor de emergência;
    • Retenida integrada, com gato de mola, para a ligação à jangada ou a outros náufragos;
    • Guardado em saco de fácil arrumação

2.3.2 – Localização

    • 1 Escritório do Comandante;
    • 1 Escritório do Chefe de Máquinas

2.3.3 – Utilização

    • Abrir o sacoe retirar o fato.
    • Colocar primeiro as pernas dentro do fato;
    • Não é necessário tirar o calçado;
    • Não tirar a roupa;
    • Vestir mais roupa se necessário.
    • Apertar as presilhasdas pernas.
    • Puxar o fato para cima;
    • Enfiar um braço dentro da manga;
    • Colocar o capuz na cabeça;
    • Ajustar a aba de proteção da cara;
    • Enfiar o outro braço dentro da manga.
    • Puxar o fecho, tendo em atenção em não entalar roupa no fecho;
    • Não forçar nem torcer o fecho;
    • Apertar os mosquetões do cinto.
    • O fato está equipado com luzes; automáticas, que são ativadas quando em contacto com a água;
    • Para ligar/desligar a luz puxar a pequena pega.
    • Entrar na água de pés, com os braços cruzados a proteger a cara.
    • Quando se encontrar na água, permanecer de barriga para cima
    • Nadar movimentando os braços lateralmente

Mensalmente proceder-se-á a inspeções de rotina e conservação aos Fatos de Imersão existentes a bordo utilizando para o efeito a FICHA DE INSPEÇÃO FATOS DE IMERSÃO – MAR D’CANAL, Seção 3.3 do Manual de Segurança.

Poster de segurança a bordo

INDÍCE

SECÇÃO SECÇÃO
1 ROL DE CHAMADA 2 MEIOS DE SALVAÇÃO INDIVIDUAIS
3 MEIOS DE SALVAÇÃO COLECTIVOS 4 OUTROS MEIOS DE SALVAÇÃO
5 SINAIS DE SOCORRO VISUAIS (PIROTÉCNICOS) 6 SISTEMAS DE LOCALIZAÇÃO DE SINISTROS E DE TRANSMISSÃO DE MENSAGENS DE SOCORRO
7  BUSCA E SALVAMENTO 8 MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIO
9  OUTROS EQUIPAMENTOS 10 HOMEM AO MAR (MANOBRAS DE RESGATE)

  MANUAL DE FAMILIARIZAÇÃO E TREINO – INÍCIO

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